Caminho pela cidade grande como já caminhei por outras tantas neste mundo, e assisto as mesmas cenas: o homem que caminha com o celular, o rapaz que corre para pegar o ônibus, a mãe passeando com o carrinho de bebê, dois jovens que se beijam em um parque, garotos que jogam futebol em um terreno, igrejas, sinais de trânsito, anúncios. Espero junto com um grupo de pessoas para atravessar a rua, olho sem interesse os monumentos que sempre mostram grandes homens, pensativos, carregando o mundo em suas costas.
Caminho pela cidade grande onde nao falo a lingua local, mas que diferença isso pode fazer? Nas cidades grandes ninguém conversa com ninguém – estão todos imersos em seus problemas, sempre com pressa. E se estiverem sentados em uma praça, ou esperando um ônibus, alguém que se aproxime será visto como uma ameaça. O desconhecido é suspeito, isso nos ensinaram desde a infância, e isso seguimos o resto de nossas vidas. Por mais miseráveis ou solitários que estejam, por mais que precisem dividir a alegria de uma conquista ou a tristeza que sufoca, melhor e mais seguro ficar em silêncio.
Mesmo assim, abordo alguém: não falamos uma lingua comum. Tento uma segunda, uma terceira pessoa, até que um senhor – também ele apressado, como todos os outros – responde a pergunta que gosto de fazer, e cuja resposta quase sempre adivinho:
- Quem é a pessoa a quem deram o nome desta rua?
- Não tenho a menor idéia. O senhor está perdido?
Explico que sei onde se encontra meu hotel, e agradeço. Na grande parte das ruas de minha cidade, daria a mesma resposta: não sei de quem se trata o homenageado. A glória do mundo é transitória, assim dizia Paulo em uma de suas epístolas.
Caminho pela cidade, que está separada do meu apartamento por mais de dez mil quilômetros de distância, mas cuja única diferença é a visão do mar; em tudo o mais as duas se parecem, e me pergunto o que estou fazendo há quase dois meses fora de casa. Resolvi celebrar estes vinte anos de peregrinação a Santiago de Compostela com 90 dias de viagem, indo na direçao que o vento me conduz, aceitando alguns compromissos profissionais porque isso me impediria de resistir à tentação que neste momento me invade com toda força:: voltar. Será que tomei a decisão errada, fui muito radical? Retorno ao hotel, farei outra vez as malas, me despedirei de novo dos amigos, enfrentarei os controles de segurança no aeroporto, e seguirei adiante, para outra grande cidade, onde me esperam praticamente as mesmas coisas.
Entro no meu quarto, ligo o computador, e visito o blog que criei para esta viagem. Meus leitores colocam seus comentários, e parece que um deles adivinhou o que estava sentindo hoje, porque conta uma história:
“Era uma vez um homem pobre mas corajoso que se chamava Ali. Trabalhava para Ammar, um velho e rico comerciante. Certa noite de inverno, disse Ammar: “ninguém pode passar uma noite assim no alto da montanha, sem cobertor e sem comida. Mas voce precisa de dinheiro, e se conseguir fazer isso, receberá uma grande recompensa. Se não conseguir, trabalhará de graça por trinta dias”. Ali respondeu: “amanhã cumprirei esta prova”. Mas ao sair da loja, viu que realmente soprava um vento gelado, ficou com medo, e resolveu perguntar ao seu melhor amigo, Aydi, se não era uma loucura fazer esta aposta. Depois de refletir um pouco, Aydi respondeu: “vou lhe ajudar. Amanhã, quando estiver no alto da montanha, olhe adiante. Eu estarei também no alto da montanha vizinha, passarei a noite inteira com uma fogueira acesa para voce. Olhe para o fogo, pense em nossa amizade, e isso o manterá aquecido. Você vai conseguir, e depois eu lhe peço algo em troca.” Ali venceu a prova, pegou o dinheiro, e foi até a casa do amigo: “voce me disse que queria um pagamento.” Aydi agarrou-o pelos ombros: ”sim, mas não é em dinheiro. Prometa que, se em algum momento o vento frio passar por minha vida, acenderá para mim o fogo da amizade.”
O leitor termina o comentário no blog: “independente de onde estiver agora, obrigado por ter nos visitado. Quando resolver retornar ao nosso país, sempre estará aceso para você o fogo da amizade”.
E embora a solidão da viagem ainda continue em minha alma, entendo melhor o que estou fazendo aqui.
Próximo texto: 15.05.06
P.S: Estimado leitor,
Durante esta caminhada, que está enchendo minha alma de experiências interessantíssimas, um dos momentos mais mágicos é quando chega a noite e posso ler os comentários no blog. Embora não tenha como responder a todos, saibam que é muitíssimo importante para mim entender que não estou só neste caminho. Muito obrigado pelo apoio e pelas palavras e idéias que estão sendo gravadas em meu coração.
Paulo Coelho



bom,legal.
prezado paulo coelho…você anda com saudades do nosso país,da sua salinha, da sua caminha,do calcadao de copacabana,enfim ,como diririam …bateu Banzo.saudades de tudo…aí vem aquela melancolia,misturada com uma porcao de coisas que já conhecemos.meu querido amigo…isso é só uma coisa que acontece com todo aquele que tem a criacao dentro dele.em qulaquer parte do mundo que voce estivesse neste nomento voce estaria sentindo algo parecido ou semelhante.é a gravidez da criacao,esqueceu?sou artista plástica e as vezes fico grávida por longos períodos,gestando,gestando tudo que silenciosamente vem de graca do Universo.nao se aflija.vamos continuar nossa viagem ?voce aí na luta com seu carro,burocracias ,momentos maravilhosos e tristes e eu aqui no computador as 3 da manha acabando de escrever a minha matéria semanal para o jornal ,tomando meus golinhos de água devagarinho e sempre…e do lado de voces lógico ,que me proporcionaram esta viagem.Nao vai ter umas fotos lindas prá gente ver?/abracos…forca prá cristina te aguentar com a imensidao do amor dela por voce e sossega a cabecinha por aí porque aqui está tudo como dantes no quartel de abrantes.com um detalhe:colocsram fogo em Sao Paulo agora. maior confusao…rebeliao presidiária ,vários mortos…muito triste./anade campos ou annamaria
Pois é, querido escritor, na verdade, o ser humano tem características gerais no seu conhecer, pensar e agir; que o tornam comum com os outros da sua espécie.Afinal de contas, são manifestações de inúmeras emoções, sentimentos, percepções e intuições que traçam os “quadros” que descreveu, nos quais nos sentimos (ontologicamente) sós.
Contudo, há sempre um “anjo” que a quebra com uma palavra (escrita num blog, por ex.), um gesto, um sorriso, um olhar…Então, percebemos que a cidade já não se torna tão fria, estranha e destituída de sentido, porque faz parte da nossa missão estarmos lá, vinculadas a ela, naquele espaço e tempo…Cumprindo a nossa lenda pessoal?!…Vivendo, ou não, um determinado zahir?!…Certamente, procurando o “elixir vital” a que designamos de Felicidade…
Continue feliz, com paz e iluminado nesta sua viagem e que todos os momentos de solidão e frustração sejam verdadeiros contributos para a sua evolução como criatura cósmica que, afortunadamente, partilha com os seus fãs as suas experiências pessoais.
Bjs
ana margarida
Nossa você leu o meu comentário,que maneiro,nossa adorei…Te adoro,muito obrigada….Beijos e Beijocas,Joyce Beatriz…………..
Olá Paulo,acabei de ler meu comentario e achei muito triste vc deve estar pensando q eu sou uma velha mas tenho 18 anos e gostaria de ti dizer q o seu publico jovem é bastante grande e q participo de uma comunidade dedicada a vc no uolk e q todos nós comentamos os seus livros e falamos o q mais agente gosta neles.Valeu bjs
Olá Paulo, acabo de ler mais um texto seu e como sempre me emociono,gostaria que você le-se o meu comentario e soubesse o quanto ja foi importante,pra mim no ano passado quando li O Zahir estava momento difil da minha vida onde o simples fato de viver era insuportavel e depois q li mais um livro seu “Veronika decide morrer” tive vontade de estar viva e desde então não tenho mais pesamentos horriveis como tinha Veronika no primeiro capitulo do livro espero que você saiba quanto é importante pra mim os seus textos e livros e o que era pra ser mais um comentario acabou sendo um depoimento valeu por tudo e que Deus ti ilumine cada vez mais.
Olá.
Bom,que Deus te ilumine durante todo o seu percursso e durante toda a sua vida.Não irei aqui recitar grandes poetas,quero apenas dar uma palavra amiga e de aconchego,sempre que vc sentir saudades de casa,olhe para as estrelas e faça um pedido,mesmo que não tenha nehuma estrela cadente no momento,apenas faça um pedido,vc verá que a saudade foi de alguma maneira preenchida,sabe porquê?Onde quer que nós estejamos,o céu,as estrelas são sempre as mesma,sempre vai nos ouvir e guardar os nosssos pedidos.
Quero que saiba que tenho muita estima por vc,não sei o que realmente é só sei que depois que li os seus livros,vc pra mim virou uma especie de MESTRE,me desculpa se isso te em comodar, mas é assim que eu te vejo.Olha que eu sou jovem,e não li os seus primeiros livros, em fim.Mas as suas palavras soão como lições para mim.Bom deixe-me ir,já fiz mais que um testamento.
CARINHOSAMENTE,Joyce Beatriz!!!
Victor Rosa voce sintetizou a questão………sem amor, nenhum caminho faz sentido…e o amor vem de dentro prá fora…de mim para os outros em qq lugar…só posso amar e deixar que o fluxo deste amor transforme minha vida preenchendo de luz meu caminho e dos outros também…não podemos permitir que a fragilidade nos impeça de prosseguir rumo à felicidade…
Paulinho, vc tem semeado o bem e eis os frutos da colheita…em cada comentário, um pouco de amor prá vc de cada um de nós…veja que o bem sempre se multiplica quando dividido…isso é inevitável…
Carinhoso abraço!
So
Nós somos todos tão solitários nesta viagem evolutiva!… Tanto nos achamos tão gloriosamente no cume, como olhamos para baixo e desejamos a segurança de quem nunca se aventurou!… A partir do ‘alto’ só poderemos descer, fizemos descobertas maravilhosas rumo ao topo, mas mais desafiadoras serão as que nos devolvem à terra…
‘Um encanamento não produz água, se não estiver ligado a uma fonte’. Se o homem não está a ligado à sua fonte de vida, não deixa fluir os seus atributos, esconde-se, desconfia…
Compreendo esse ‘andar só… entre a gente’!…
A solidão que você está sentindo é porque a viagem que está a fazer ainda não provocou alquimia em sua alma. Você se move no “exterior” mas seu “interior” ainda não sentiu mudança. Daí o vazio que sente, a solidão de que fala. Será que você colocou a fasquia desta viagem demasiado alta? Acreditou que ela, por si, o faria sentir-se preenchido interiormente? As viagens no “exterior” são nada quando não preenchem o “interior”. Caminhe com seu AMOR (sentimento interior) e só pensando nele (dando-O aos outros) e sua alma se preencherá. Tem mais. Só quando acabar a viagem e regressar a seu lar compreenderá o valor dela. Fazer peregrinação às coisas santas, não é mexer as pernas de um lado para o outro. É peregrinar pelas coisas sagradas com o espírito, o que você faz tão bem em seus livros. Por isso esta viagem o faz sentir solitário. Nas viagens de todos os dias, com ou sem peregrinação o que importa é dar amor às pessoas, não a todas globalmente, mas a cada um que se vai tornando “o próximo”, como ensinou Cristo. A Paz de Cristo esteja consigo.
Sabe que é disso que tenho medo? De quando voltar ao Brasil, eu perceber que a chama da amizade não resistiu ao vento…
Mas a vida continua…
Continue…assim, qdo retornar terá em seu coração a sensação de missão completa!
Sei exatamente o que sente…e as vezes, isso é bom! Assim aprendi a dar valor a certas coisas.
mtos te veneram, outros amam…eu te admiro. Um exemplo de que nunca eh tarde pra recomecar ou lutar por sonhos meio k impossiveis…por mais dificil que seja.
Fique com Deus e siga em paz…
Blog VIII – A Verdade da Inocência
Certa vez ouvi uma história sobre dois garotos que na juventude já trilhavam um bem sucedido caminho no mundo dos negócios. Adulto, um deles revelaria que boa parte do fortuna construída deveu-se a uma tragicômica experiência vivida na infância de ambos. Curiosos quanto aos colegas de escola cujos pais tinham sucesso, procuraram então saber como uma pessoa podia tornar-se rica, pergunta à qual obtiveram a seguinte resposta: “É preciso saber fazer dinheiro!”.
Com aquela informação básica e, face à inexistência de uma capital inicial para qualquer investida, começaram a recolha de tubos usados de pasta de dentes, na época fabricados em liga de chumbo. Após algumas semanas de coleta do aparente lixo fecharam-se numa garagem transformada em laboratório, até reaparecerem cobertos de pó de gesso. Intrigado, o pai de um deles só compreenderia tudo quando uma pequena moeda de chumbo emergiu da infernal barafunda alquímica de candeeiros, embalagens usadas de dentifrícios e moldes de gesso…
– Papai, estamos “fazendo” dinheiro!!!
Após uma sonora crise de risos que desconcertou os meninos, foi-lhes explicado quanto à ilegalidade de fabricar moeda falsa, mas foram bastante elogiados pela criatividade da iniciativa. Entenderam com o tempo que a sabedoria da prosperidade era, no fundo, o ato de descobrir como transformar uma moeda de chumbo numa peça de ouro. Um pintor pode manejar sua arte de maneira a reunir tintas em padrões que o consagrem; um escritor pode metamorfosear algumas centenas de páginas de papel barato num best seller milionário repleto de boas idéias…
Se encontramos alguém disposto a acender uma fogueira no topo de uma montanha gelada para nos trazer calor ao espírito, é lícito que esse alguém nos peça a mesma disponibilidade para por ele fazermos o mesmo. Cada leitor de Paulo Coelho acendeu uma fogueira anônima de amizade em seu caminho e em sua lenda pessoal ao longo dessas duas décadas de sucesso, ajudando-o a superar o receio do frio e do fracasso. Seria pedir muito que esse nosso amigo um dia pensasse em criar uma editora especializada em receber originais de autores não publicados, aberta a ouvir vozes de qualquer credo, raça ou nacionalidade? Talvez o alquimista estivesse assim pronto a transformar nossas moedas de chumbo em algo maior e duradouro, eternizando o seu dom de interceder pelos humildes monges que só sabem fazer malabarismos com laranjas diante da inocência de um Deus-menino…
Do sempre amigo,
J.L. Nunes
Caro Paulo,
Acredito que esteja tudo bem por aí e rezo para que fique sempre em segurança. Gostaria de agradecer-lhe por escrever obras tão maravilhosas e palavras tão sábias. Saiba que, onde quer que esteja, seus leitores (pelo menos eu) estarão com você.
Quero lhe pedir que aprecie todas as belezas dos locais por onde passar e que, apesar de parecer mórbido, não se esqueça de apreciar a beleza da decadência, que é o que poucas pessoas entendem. Creio que você seja uma dessas poucas pessoas.
Um abraço de seu xará!
caro Paulo,
ando passando por uma fase muito difícil de minha vida profissional. Curiosamente, resolvi fazer uma peregrinação pelos seus 12 livros mais recentes. Suas palavras andam me confortando muito; cada personagem possui a riqueza necéssária para os dias felizes e os dias confusos.
mas…
hoje acabei de ler o texto sobre a cidade e o recado do seu leitor.
rapidamente fui até a estante e peguei um livro seu. Não sei quantas vezes você lê “O Alquimista”, mas esta situação relatada no seu blog acaba trazendo à tona o trecho:
“… nenhum coração jamais sofreu quando foi em busca de seus sonhos, porque cada momento de busca é um momento de encontro com Deus e com a Eternidade.”
é bom sabermos que vc continua sentindo todos os reflexos da busca.
um abraço, boa viagem.
alexandre motta
Ola Paulo é um pazer em conversar eletronicamente contigo de novo, estou adorando suas publicações pois pra quem leu o Diario de um Mago isso esta sendo uma renovaçao de experiencias e prazeres de novos caminhos. Talvez você possa ate publicar um outro livro que provavelmente será best-seller, me despeço aqui meu amigo com um abraço.
Interessante como os povos ocidentais vivem de forma tão semelhante, não é mesmo Paulo? Se tivesse a oportunidade de viajar o mundo acho que procuraria passar o tempo com povos de hábitos bem diferentes, aprendendo novos valores…talvez povos nômades como os da Mongólia, ou alguma tribo indígena…resta apenas saber se eu suportaria ficar sem o conforto que a nossa “modernidade” oferece.
Gostei muito do seu blog e gosto muito do que você escreve!
Abraços
Quero parabenizá-lo pelo blog e dizer que você é uma pessoa iluminada. Por mais que os pensamentos surgem, devemos ir além…
“Meu relógio continua o mesmo, mas o tempo mudou.
Tudo é farsa, nada existe.
Só existe a certeza de que existimos,
sentimos, vivemos e sorrimos…
E amamos!”(Ariana)
Que o tempo não exista nessa sua trajetória… Um abraço…
Ariana Peçanha
Olá… !
-O tema em sí tem muito a ver comigo. Por vezes penso que sou felis, mudo de pensamento e lembranças sinto-me só e sem expelicação para tal solidão mesmo rodiada por pessoas que nos amam e nós sabemos que amamos, mas para preencher tal vazio nem mesmo consigo chegar a um objectivo. que me complete. Mesmo junto de quem amamos sinto-me só. Gosto do meu espaço, não gosto de ser precionada, controlada, etc…
por isso sinto-me só e compreendo-o um pouco.
Alguem sabe me explicar ( existe a felicidade completa )
-Algo faltanos mas o que para esse vazio.
-Abrações .
Paulo, dois dias depois que li seu comentário sobre o Jesus Jato, cheguei ao Albergue Ave Fenix (estou no Caminho de Santiago). Ele é uma pessoa extraordinária trata muito bem todos os peregrinos e os brasileiros mais ainda. Fiquei 2 dias no refúgio. Fui com ele de carro até o Cebreiro e na volta ele me mostrou onde o encontrou em 1986. Também estive com um conhecido seu, o Acácio, que tem um albergue em Viloria de Rioja. Outra pessoa fantástica. A esposa também, Orietta. Hoje estou em Melide, a 51 km de Santiago. Abraços!!
“Talvez minhas palavras não sejam tão belamente organizadas, mas são de coração.”
Desejo uma bela noite onde estiveres e dias calmos e felizes.
Apensar de ainda ser noite aqui 01:18 Am, Desejo um bom dia
o/
brçs
Paulo, é intrigante imaginar você sentido solidão!Isso ´por que o considero tão pleno, mas isso talvez seja só uma impressão de minha parte. Pensando melhor, descubro que somos todos solitários, a mocidade vai passando e nos traz a tranquilidade de nova vizãodevida;e então vemos que só precisamos de pouca coisa(inclusive alimento e roupas)mas, não prescindimos de um bom amigo. Cada leitor que voce fez ao correr de sua carreira, seja como letrista,músico ou escritor voce os transformou num qmigo, e então voce pode estar só na Caminhada, nas não está só, estamos com voce e te amamos muito.
Caro Paulo, de todas as parábolas de Cristo, a que mais me toca é a dos talentos ( Mateus 25, 14 – 30), aquela em que é dado um talento a um servo e este, ao invés de arriscar para desenvolver este talento, prefere, por segurança, escondê-lo num buraco da terra e , assim, não desenvolvê-lo. Ao ver esta atitude, seu senhor o recrimina e diz: ” Porque, a todo aquele que tem (um talento e arrisca desenvolvê-lo), será dado mais, e terá em abundância. Mas daquele que não tem(coragem para arriscar e desenvolver seu talento), até o que tem lhe será tirado”.
Quantas vezes nós, por medo, não enterramos nosso talento num buraco no chão, tendo assim uma falsa sensação de segurança? Talvez este seja o maior dos pecados…
Um abraço, Renato Azevedo
Não se sinta só…Não ache que todos os lugaressão iguais, e todasas pessoas fazem a mesma coisa, em qualquer lugar.Sempre, por on devocê caminhar encontrará açgumapessoa que fará a diferença, que te dará a palavra que você precisa, que mesmo sem te conhecer te dirá oufará algo que te dirá o porque de estar ali agora.Não desista de sua jornada.Siga no seu propósito.Muitas pessoas neste caminho estão à sua espera, à espera de sua presença, de sua energia, de sua sabedoria, enfim, `espera de você.Não mudeseu caminho, nem tampouco o destino destas pessoas que te esperam…Você faz a diferença, sua luz ilumina, a você foi dado uma bela e árdua missão.Siga em frente peregrino.Em algummomento tenho certeza que compreenderá muitos porques que hoje voce desconhece…A fogueira da amizade está e sempre estará acesa para você, assim como você a mantém acesa para tantas pessoas qque você provávelmente jamais conhecerá, de cujas vidas tantas mudanças, tanto alento você já proporcionou.Seja feliz e siga adiante.Não desista da sua jornada.Ás vezes só nos falta um último passo para chegar ao lugaronde devemos, e é por isso que não podemos voltar atrás. Não esqueça: a fogueira da amizade está acesa.E quantos não dariam muito pra estar em seu lugar.Força e coragem sempre.
Oi, Paulo! Pois é. Que mundo técnico e vazio vivemos. Como as pessoas vivem em geral longe da sua essência, as outras são um mero detalhe. Mas gostaria de comentar sobre uma entrevista que Voce deu para o site da Fifa. Achei muito interesssante porque Voce me verbalizou um pensamento que eu estava construindo na cabeça; bom, meu time é América. Esse ano, em que pese os problemas fartos, as dúvidas e inquietudes, depois de duas décadas meu time fez uma campanha decente e chegou a uma final e a uma semifinal, não foi campeão Deus sabe lá por que. O fato é que em dois meses vivi da alegria do meu time, louco de alegria, comprei camisas novas, bandana, fiz novos amigos (alguns eventuais desafetos também , mas que duram pouco entre torcedores do mesmo time), mas é mesmo aquilo que Voce disse: o futebol nos torna mais expontâneos, acho que é nosso amor mais puro; de fato, me vejo mudando tudo na vida, até de país , mas não consigo pensar em torcer por outro time que não seja o meu. No estádio a gente xinga, brinca, dá seu amor , tudo de uma forma real, coisa que a vida cotidiana nos sabota totalmente. Então é isso. Vc mandou bem ao falar que “ao menos uma vez por semana que a gente seja expontâneo”. Bem , é isso que queria dizer. Só o América é capaz de me fazer uma criança de novo. De fato, o futebol tem uma magoia grande. Abs, Marcelino
OI PAULO
TÁ FRIO AQUI EM CURITIBA. TBM ESTOU SÓ. MAS É DIFERENTE.
ESTOU NO ESCRITÓRIO RODEADA DE PESSOAS VAZIAS. DAQUI A POUCO VOU SAIR E ALGUÉM VAZIO VAI ESTAR ME ESPERANDO, COM SEU GRANDE CARRO E SUA GRANDE VIDA VAZIA.
HOJE EU QUERO CHORAR A SOLIDÃO DESSA CIDADE VAZIA, COMO MOTIVO LEMBRAREI DE UM AMOR QUE NÃO VIVI. E SE TIVER FORÇA PARA REZAR REZAREI PRA VC , QUE ESTÁ LONGE E SÓ. PORÉM REPLETO DAQUILO QUE O IMPELE PARA FRENTE.
REZA POR MIM !
UM ABRAÇO
NOEMI
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa
Quando me dizem isto, toda a graça
Tua boca divina, cala em mim
E olhos postos em ti, digo de rastros.”
Paulinho…
“Insistimos em ver o cisco no olho e esquecemos as montanhas, os campos e as oliveiras”…(PCoelho)
Que tal buscar no cotidiano a beleza da vida?
Graças a Deus, voce está tendo a oportunidade de caminhar por trilhas já passadas e se sentir vitorioso com as escolhas de seu coração
Receptividade é fundamental para voce abrir novos horizontes na aparente rotina.
Carinhoso abraço!
So
ola querido!
A pessoa que escreveu esse recado com certeza acertou em cheio, pois explica de maneira bonita e sinsera a amizade e o carinho que sentimos por você. Aproveite todos os contatos e todos os cantos desse magnifico lugar que representa muito para muita gente e principalmente pra você. Nunca se esquesa que onde quer que você esteja, você estará sempre aquecido e em companhia daqueles que te ama e te quer tanto bem.
Beijos e tudo de bom!
tchauuuuuuuuuu
bia.
Queria em primeira mão lhe agradecer porque com seus livros viajo. E me pego em maravilhas da leitura que antes ninca tinha estado. Sei que muitos(a) dizem QUE LINDA OBRA enfim. Pois eu antes nem queria saber da leitura e agora não paro de ler.
Era uma analfabeta dos livros hoje terminei de ler O ALQUIMISTA entre tantos de seus clássicos.
beijos de uma leitora não de CODÓ no MARANHÃO..
p.s THALYTA MARIA
sou uma heroina…
tenho 17 anos (em breve18)
fui vitima de uma coretegem quando estava na barriga da minha mae…
meus pais se separaram quando eu tinha apenas 3mese, por isso eu tive diversos problemas de pele devido aos acontecimentos…
Hoje os unicos residos de tantos acontecimentos (naum vou citar todos, pois sao muitos), é uma pessoa que naum tem apego aos pais, apesar de ama-los, mas que sorri 24h por dia :)
seus livros tem grande influencia nesse meu modo de vida…
tenho muito a te agradecer…
obg!
… Tendência do dia: a aceitação Nada de o que se passa deve-se ao azar. Os encontros, as trocas, às vezes os conflitos, as confrontações têm todos uma razão de ser porque todo tem um sentido. _ feito cada um este momento viver com outro, ocasião compreender natureza que os senhores unir e causa que os senhores separar. Poderá assim melhor trabalhar a aceitação do outro, vocês como está, do olhar muito ao vosso respeito sem que aquilo vocês offense. Astrologia Maya ;-)
Prezado Paulo Coelho,
Nao se desespere com a solidao de um viajante e nem ache que tudo e’ igual em qualquer lugar do mundo. Aparentemente pode ate ser mas a historia de cada cidade, a estoria de cada pessoa e de cada casal e’ com certeza, em seu intimo, diferente das ourtas.
Continue sua caminhada com forca e com vontade que, como disse um de seus leitores, “O fogo da amizade estar aceso” que este fogo o aqueca todos os dias.
Consideracoes,
Henrique Arruda