O sentido do caminho

Estimado leitor (a):

Desde o dia 20 de marí§o estou nesta viagem, maneira que escolhi para comemorar os vinte anos de minha peregrinaí§í£o pelo Caminho de Santiago. Ela me levou a tríªs diferentes continentes (Europa, ífrica, Extremo Oriente), e me permitiu um contato direto com milhares de leitores, a partir do momento que resolvi ser impossí­vel comemorar qualquer coisa sem a presení§a deles.

Em Puente la Reina fiz minha primeira tarde de autógrafos sem os “planejamentos oficiais”, e desde entí£o pude combinar alguns encontros organizados com outros absolutamente espontí¢neos. Todas estas tardes de autógrafos eram seguidas por festas onde comemorávamos juntos o sentido do caminho: encontros. Comemorar, celebrar, discutir, daní§ar, respeitar o mistério da vida mas ao mesmo tempo entender que ní£o estamos sós neste mistério, e precisamos dividir nosso encantamento com outras pessoas que entendem nossa maneira de pensar.

Criei no dia 19 de abril este blog, junto com Paula Braconnot, para que todas estas experiíªncias também pudessem ir além do espaí§o fí­sico, e mergulhar no espaí§o virtual. Quero aproveitar e agradecer í  Paula por seu profissionalismo, seu amor, sua dedicaí§í£o, que superou todas as dificuldades técnicas.

Minha próxima parada, antes de retornar í  casa, será a Alemanha, onde participo da Copa do Mundo como convidado da FIFA. Penso que nada poderei dizer de novo a respeito de futebol, de modo que estou encerrando hoje estes textos. Qualquer comentário será bem-vindo, de modo que nos permita aperfeií§oar a idéia de ter um blog de vez em quando, para conversas.

No dia 22 de junho, se Deus quiser, estarei retornando ao velho moinho nos Pirineus, meu ponto de partida, e logo em seguida viajo para o Brasil.

A cada duas semanas envio uma newsletter a leitores interessados. Quem desejar recebíª-la, pode inscrever-se em , disponí­vel em alguns idiomas.

Em uma de minhas primeiras paradas nesta peregrinaí§í£o, passei por um vilarejo na Espanha. Ali escrevi o texto abaixo. Penso que, ní£o importa de onde viemos, sempre podemos chegar muito mais longe do que imaginamos. Esse é o exemplo que Francisco nos deu, e que devemos seguir.

Dedico este caminho a meus leitores. Muito obrigado pelo apoio de todos, pelas noites que passei lendo as mensagens aqui colocadas, e que me estimulavam sempre a seguir adiante. O sentido do caminho está nas pessoas, e sempre olhamos melhor o mundo quando permitimos que o mistério dos encontros se manifestem. Como diz a última frase de O Diário de um mago : “as pessoas sempre aparecem quando estí£o sendo esperadas.”

Paulo Coelho

Vinte anos depois: Francisco

Tomo café no terraí§o do hotel que dá vista para um castelo, um gigantesco castelo neste pequeno vilarejo com apenas algumas casas, na proví­ncia de Navarra, Espanha. Já é noite, ní£o há lua, estou refazendo de carro minha peregrinaí§í£o a Santiago de Compostela, para comemorar os vinte anos quando cruzei este caminho í  primeira vez.

O vilarejo onde estou, porém, ní£o faz parte do percurso, que passa a uns 19 kms daqui. Mas pretendia visitá-lo, e aqui estou. Há quinhentos anos nasceu neste lugar um homem chamado Francisco. Deve ter brincado muito nos campos em volta do castelo. Deve ter banhado-se no rio que corre por perto. Filho de pais ricos, deixou sua aldeia para completar seus estudos na famosa Universidade Sorbonne, de Paris. Deduzo que foi sua primeira longa viagem.

Era atlético, bonito, inteligente, invejado por todos os alunos – menos por um, vindo da mesma e distante proví­ncia espanhola, que se chamava Inácio. Inácio dizia: “Francisco, vocíª pensa muito em vocíª. Por que ní£o dedicar-se a pensar em outras coisas, como Deus, por exemplo?” Ní£o sabemos porque, mas Francisco, o mais belo e mais valente estudante da Sorbonne, deixa-se convencer por Inácio. Juntam-se com outros alunos, e fundam uma sociedade, que é motivo de risos de todos os outros, a ponto de alguém escrever na porta da sala onde se reuniam: Sociedade de Jesus. Ao invés de ficarem ofendidos, adotam o nome. E a partir daí­, Francisco comeí§a uma viagem sem volta.

Vai com Inácio a Roma, e pede que o Papa reconheí§a a “sociedade”. O pontí­fice aceita encontrar-se com os estudantes, e para estimulá-los, dá o seu acordo. Francisco – que morria de medo de navios e de mar – parte sozinho para o Oriente, imbuí­do do que considera sua missí£o. Nos próximos dez anos visitará a ífrica, a índia, Sumatra, Molucas, Japí£o. Aprenderá novas lí­nguas, visitará hospitais, prisíµes, cidades e vilarejos. Escreverá muitas cartas, mas nenhuma – absolutamente nenhuma – fará referíªncias a pontos “turí­sticos” destes lugares. Comenta apenas a necessidade de levar uma palavra de coragem e esperaní§a aos que sí£o menos favorecidos.

Morre longe do vilarejo onde estou agora tomando meu café – e é enterrado em Goa. Em uma época em que o mundo era imenso, as distí¢ncias quase insuperáveis, os povos viviam em guerra, Francisco achou que devia considerá-lo como uma aldeia global. Supera seus medos porque está consciente que sua vida tem um sentido. Ní£o sabe, enquanto caminha pelo Oriente, que seus passos jamais serí£o esquecidos, e que tudo que plantou dará frutos; está fazendo isso porque é sua lenda pessoal, a maneira que escolheu de viver sua vida.

Quinhentos anos depois, na cidade de Ahmedabad, na índia, um professor pede a seus alunos uma biografia sobre ele. Um dos meninos escreve: “foi um grande arquiteto, porque em todo o Oriente existem escolas que construiu e que levam seu nome.”

Antonio Falces, que dirige um destes colégios, conta que viu duas pessoas conversando:

– Francisco era portuguíªs – diz uma.

– Claro que ní£o. Nasceu e foi enterrado aqui em Goa, responde a outra.

Ambas estí£o erradas, e ambas tinham razí£o: Francisco veio de um pequeno povoado de Navarra, mas era um homem do mundo, e todos os consideravam parte de sua própria gente. Tampouco era arquiteto especializado em construir escolas; mas como diz um de seus primeiros biógrafos, “era como o sol, que ní£o pode seguir adiante sem espalhar luz e calor por onde passa”.

Penso em Francisco: sair daqui, correr o mundo, fazer com que o nome deste pequeno vilarejo seja levado a tantos lugares, a ponto de muita gente achar que é o seu sobrenome. Enfrentar seus medos, renunciar a tudo em nome de seus sonhos – que isso me inspire e me sirva de exemplo; eu que estudei em um dos colégios da tal “sociedade de Jesus”, ou S.J., ou escolas jesuí­tas, como sí£o conhecidas.

Estou no povoado de Xavier. Tanto Francisco como Inácio, que veio de outro pequeno povoado, chamado Loyola, foram canonizados no mesmo dia, 12 de Marí§o de 1622. Naquela manhí£, colocaram uma faixa em um dos muros do Vaticano:

“Sí£o Francisco Xavier fez muitos milagres. Mas o milagre de Santo Inácio é ainda maior: Francisco Xavier.”

Leia os primeiros capitulos do novo livro do Paulo Coelho no seu blog: A Bruxa de Portobello

Se quiser continuar conversando com Paulo Coelho, acesse o blog do Guerreiro da Luz

Comments

  1. francisco de assis d.da silva says:

    “Ola meu grande amigo me desculpe por falar assim,mais quando as coisas acontecem na vida da gente, sejam boas ou ruins e por uma coincidencia que so a providencia divina poderia assim manipular ,so podemos dizer que temos um grande amigo, mesmo que esse amigo jamais saiba disso. E essa pessoa e voce PAULO, falo isso com toda a conviccao pois hoje eu tenho 37 anos e gracas a seus livros me despertei de um sono de incredulidade,que nos meus trinta anos de idade me fizeram mesmo que na marra acreditar em algo que eu jamais entendi,mais aceitei o meu destino e hoje com a graca de DEUS, estou aqui escrevendo esse resumo,sou fiel denoto de NOSSA SENHORA APARECIDA e de SAO JORGE cada um com o seu merecimento sempre me ajudaram e me fizeram ver que a fe tem que caminhar junto com o DIA a DIA os livros que me chamaram a atencao foram:NAS MARGENS DO RIO PIETRA EU SENTEI E CHOREI,O ALQUIMISTA mais o melhor para mim foi o MONTE CINCO esse sim me fez ver as coisas de outro angulo,sou catolico praticante e quando no livro, voce mostrou a historia de ELIAS e depois o seu conto a parte achei deveras interesante o romance que acontecia entre uma paga e um cristao, sao esses os dilemas ou entao parte de um grande dilema que vivemos e que nos faz pensar como sao poucos os instantes de vida em nossa amada TERRA. Fico muito feliz em fazer parte desse grande dilema que e a vida,me sinto reconfortado no simples reclamar da minha namorada, na bronca de minha mae ,na correria do DIA a DIA enfim peco que por muito tempo possamos ter voce meu AMIGO nos alegrando e nos fazendo sentir uma pouco da vida que com seus livros ,espero muito em breve voltar e contar um pouco mais da minha vida e saudar a VOCE com MAKTUBE pois” assim esta escrito “nas linhas da vida ate a proxima, do seu novo amigo FRANCISCO.

  2. Carina says:

    Olá Paulo

    Confesso que estou apaixonada pelos seus livros. O primeiro que li foi Brida há muitos anos atrás, e ja havia gostado. Há pouco tempo atras um jornal publicou uma coleí§í£o dos seus livros e resolvi comprar todos. Estou lendo praticamente 1 a cada 3 dias, e a cada historia fico fascinada! Adoro a maneira que escreve e como escreve, e confesso que O Diario de um Mago me fez ter outra visí£o a respeito de fé. Li na hora certa, no momento que realmente precisava ler, pois foi o livro que me guiou em decisíµes que precisava tomar.

    Parabéns pelo seu trabalho, pelo seu sucesso e pela pessoa que vocíª é e lutou para ser. Mas principalmente por compartilhar com todos nós sua sabedoria.

    Carina
    02/06/2007

  3. marcos rm vulgo hemp says:

    Acho que vc acabou um novo fí£,e esse fí£ sou ,é que acabei de ler um livro seu ,o “onze minutos” e estou comeí§ando a ler outro simplesmente por que gostei muito do primeiro que li .Hoje comecei aler “o diario de um mago” i ja comecei a gostar .
    Comecei a ler seu livro ,por que minha sogra adora seus livrosela ja uns cinco ou seis livros seus ,i agora vai commeí§ar a ler outro o”makitube” .
    minha namorada tambem gosta muito de vocíª, resumindo foram elas que me indusiram a ler seu livro , i akbei gostando ,espero que vocíª naow repare nos erros .

    de seu mais novo fí£.

  4. Deise says:

    Bem, eu amo suas obras, como uma amante da literatura, viciada em livros, ní£o poderia em hipotese alguma descartar suas obras, eu tenho quase todos os seus livros, me inspiro em suas obras, elas tem tudo a ver comigo, essa busca constante pela minha realizaí§í£o pessoal e meu auto conhecimento, a busca pela felicidade, todas as escolhas que fazemos o tempo todo, sempre buscando melhorarmos a nós mesmos, parabéns por esse trabalho maravilhoso que vocíª realiza, pelo dom de escrever tí£o bem e pelo jeito com que divide com todos suas histórias pessoais e sua vida. Um super abraí§o, queria poder conhecíª-lo pessoalmente um dia.

  5. OI…
    Bom,fico muito sem jeitode te escrever depois de ler os comentários dos outros leitores do seu blog.Tenho 15 anos;ní£o sou escritora,nem consigo me dar tí£o bem com palavras.Comecei a ler seus livros ainda este ano(ainda só lí­ i Manual do Guerreiro da Luz,o Alquimista,O Demí´nio e a Senhorita Pryn e as Valkirias e estou comeí§ando a ler A Bruxa de Porto Belo),e meu propósito neste comentário,com certeza ignorante,perante aos que está acostumado a receber,é de agradacer.Agradacer por ter me mostrado o nome de coisas tí£o simples,com as quais sempre conviví­…Anjos,segunda mente,mundo invisivel…
    A mensagem que me passou em seus livros veio no último segundo.Numa hora em que já ní£o entendia mais nada.Meu anjo fez com que eu encontrasse na estante de uma amiga o Livro:”Manual do Guerreiro da Luz”e comeí§asse a líª-lo.Fiquei “imprensionada”:Era como se vc traduzisse a complicada lí­nguagem da minha mente;como se eu já soubesse de tudo aquilo ,mas ní£o aceitava,ou entí£o achava simples de mais para ser correto.
    Bom,vc está fazendo parte da minha vida…suas palvras me ajudaram muito.Sei que essas palavras simples e ignorantes ní£o farí£o diferení§a.Mas meu anjo me disse para escreve-las pois era o que meu coraí§í£o pedia.mais uma vez obrigada….

  6. jair de souza martins junior says:

    í‘í£o sei muito sobre Paulo Coelho mas afirmo que depois de ter lido alguns de seus livros mudei muito meus conseitos sobre tudo ;ní£o apenas literatura,passei a crer mais nas formas de as minhas batalhas do dia-a-dia e busco cada vez mais minha lenda pessoal mesmo enfrentando as dificldades de ser um universiário e trabalhar de domingo a domingo.

  7. Romira says:

    Caro Sr. Paulo

    Felicito-o pela iluminada ideia de criar um blog e permitir que os seus leitores cheguem mais perto de si.

    Pensei muito antes de decidir deixar uma mensagem para si. Sou daquelas pessoas que pensam demais e que ní£o por medo, mas mais por ní£o querer incomodar, resolve sempre estar no seu canto quieta.

    Já li alguns dos seus livros. Desses gostei particularmente da mensagem do ” Diário de um mago”. É essa mensagem que observo com cuidado nos dias da minha vida. Por este mtivo, tenho sim, especial admiraí§í£o pelo seu espí­rito esclarecedor, espí­rito esse que sabe falar a palavra certa, sempre com a tal ternura e firmeza que o grande Ché Guevara falava.

    Finalmente quero desejar-lhe um excelente ano de 2007. Muita saúde para continuar as suas expedií§íµes e escritas, muito amor para continuar a ser ternurento, doce e inteligente(teoria minha), e muita felicidade para poder espalhar por ese mundo fora.

    Um grande abraí§o da cidade da Praia em Cabo Verde.

    Romira Rocha

  8. Emanuela says:

    Olá Paulo. Além de algumas visitas ao seu blog, li muitos dos seus livos.Ní£o tantos como gostaria)e adoro a maneira como vocíª escreve. É um dos autores que mais admiro pela forma envolvente como coloca as palavras e nos faz viajar junto com seus personagens. Per esse motivo, e apesar de acreditar que vocíª ní£o publicará um post com o assunto, mesmo assim indiquei seu blog. Se quiser, de uma passadinha no Emanuela e confira. Ah! Estou esperando ansiosamente sua novela na TV Globo. Um grande abraí§o e sucesso!

  9. Valdenice says:

    Querido Paulo Coelho
    Assim que parei de ler historias infantins como cinderela, branca de neve etc… o primeiro livro que li foi O Alquimista que fez com que me apaixonasse pela suas historias, desde entí£o ní£o consigo ler outros livros. Adorei saber que vc vai participar de uma novela na globo, vou ter que chegar atrasada na aula, so para ver a novela. Espero que vc tenha muitas participaí§íµes, por que dai, a novela vai ter um sucesso ainda maior… Beijos querido Amigo… e espero um dia te conhecer pessoalmente. Muito sucesso para vc…

  10. Liana says:

    Estou simplesmente apaixonada por toda sua obra e sua sabedoria, acredito que quando penetramos em cada uma delas, evoluí­-mos de alguma maneira. Cada um ao seu tempo.
    Sou muito grata por isso.

  11. jacqueline says:

    querido pablo:
    Pienso que a estas alturas tal vez ni leas estos mensajes. Por supuesto que leí­ tus libros todos. Alguno me gustó más que otro, pero en todos encontré una reflexión acertada. Me gusta mucho leerte. Déjame que pueda hacerlo por muchos años más. No pares de escribir, no pares de enseñarnos, porque como buenos alumnos aprenderemos de tí­ y de tu esencia.
    Eu moro numa cidade que acho vc conhece, San Sebastian, no Pais Vasco, mais o meu sonho dourado é morar no brasil daqui ums 5 anos. Espero para entao, poder ler muitos novos livros de vc. pra disfrutrar da leitura bebendo uma aguinha de coco e como diria o grande vinicius de moraes em total “vagabundage”. Um beso y un fuerte abrazo de su admiradora
    jackie

  12. Montse says:

    Muy buenas noches Paulo. Tu nombre tiene un sonido especial para mí­; hace apenas un mes estuve en Chile haciendo un seminario, que probablemente conocerás, llamado “Seminarios Insight”. Allí­ conocí­ una persona muy especial que se llama como tú, también es de Brasil y bueno, al escribir tu nombre, una vez más, le he recordado :)
    Parece que estoy soñando, poder dejar un comentario en tu blog, es más que un sueño, ¿sabes? Eres mi escritor favorito… Ya sé que lo que te voy a decir, te lo han dicho muchas veces y que no seré original, pero bueno… no trato de ser original, tan solo ser sincera y compartir contigo esto que siento, ya que tú has sido parte implicada en el proceso. Alguien le regaló “El Alquimista” a mi hija Desirée y lo leí­. Hasta entonces, el único libro que me habí­a hecho soñar con un mundo mejor, habí­a sido “El monje que vendió su ferrari”, que también calló en mis manos por “casualidad”. Desde entonces, he leí­do varios libros tuyos, y todos me han parecido maravillosos. Porque te invitan a reflexionar, a mirar dentro de ti y a observar…
    Quiero darte las gracias por el gran trabajo que haces. De niña yo soñaba con escribir. Soñaba con ayudar a las personas a ser más felices. Tú has cumplido “mi sueño”, ojalá yo lo cumpla también algún dí­a. Me encanta escribir y ¿por qué no? Podrí­a unir ambas cosas…
    Me gustarí­a que me aconsejaras. ¿Cómo haces para plasmar sobre el papel lo que está en tu cabeza? Te invito a visitar mi blog y a que me des feedback…
    Muchas gracias por todo, me encantará recibir noticias tuyas
    Besitos desde España

  13. Luciana Silva says:

    “Felicidade ní£o é algo fácil de se acreditar. Parece que o homem ní£o pode ser feliz. Se vocíª falar sobre sua tristeza, depressí£o e miséria, todo mundo irá acreditar. Isso parece ser natural. Mas se vocíª falar sobre a sua felicidade, ninguém acreditará em vocíª – isso parece ser ní£o-natural.
    Sigmund Freud, depois de quarenta anos de pesquisas a respeito da mente humana, trabalhando com milhares de pessoas, observando milhares de distúrbios mentais, chegou í  conclusí£o de que a felicidade é uma ficí§í£o: o homem ní£o pode ser feliz. No máximo, nós podemos fazer coisas um pouco mais confortáveis, e isso é tudo. No máximo, nós podemos tornar a infelicidade um pouco menor, e isso é tudo. Mas, feliz, o homem ní£o pode ser.
    Isso parece ser muito pessimista, mas se olharmos para o homem moderno, veremos que é exatamente assim; parece que isso é um fato.
    Buda diz que o homem pode ser feliz, tremendamente feliz. Krishna canta caní§íµes sobre a felicidade suprema – satchitanand. Jesus fala a respeito do Reino de Deus. Mas como vocíª pode acreditar em tí£o poucas pessoas, as quais podemos contar nos dedos, contra toda a massa, milhíµes e milhíµes de pessoas ao longo dos séculos, que permanecem infelizes, caminhando mais e mais em direí§í£o í  infelicidade. Toda a vida dessas pessoas é uma história de miséria e nada mais. E depois vem a morte! Como acreditar naquelas poucas pessoas?
    Ou elas estí£o mentindo, ou elas estí£o enganadas. Ou elas estí£o mentindo por algum motivo, ou elas sí£o meio malucas, enganadas pelas próprias ilusíµes. Elas devem estar vivendo para satisfazer um desejo. Elas queriam ser felizes e comeí§aram a acreditar que elas eram felizes. Mais do que um fato, isso parece uma crení§a, uma crení§a desesperada, Mas como aconteceu dessas poucas pessoas se tornarem felizes?
    Se vocíª deixar o homem de lado, se vocíª ní£o prestar muita atení§í£o ao homem, entí£o Buda, Krishna, Cristo irí£o parecer que sí£o mais verdadeiros. Se vocíª olhar para as árvores, se vocíª olhar para os pássaros, se vocíª olhar para as estrelas, entí£o verá que tudo está vibrando em tremenda felicidade. Parece que a felicidade é a matéria-prima com a qual a existíªncia é feita. E somente o homem é infeliz.
    No fundo, alguma coisa está errada.
    Buda ní£o está enganado, nem está mentindo. E eu digo isso a vocíª, ní£o com base na autoridade da tradií§í£o; eu digo isso a vocíª com base na minha própria autoridade. O homem pode ser feliz, mais feliz que os pássaros, mais feliz que as árvores, mais feliz que as estrelas, porque o homem tem algo que nenhuma árvore, nenhum pássaro, nenhuma estrela tem. O homem tem consciíªncia.
    Mas quando vocíª tem consciíªncia, entí£o duas alternativas sí£o possí­veis: ou vocíª pode tornar-se infeliz, ou vocíª pode tornar-se feliz. A escolha é sua. As árvores simplesmente estí£o felizes porque elas ní£o podem ser infelizes. A felicidade delas ní£o é liberdade; elas tíªm que ser felizes. Elas ní£o sabem como ser infelizes, ní£o existe outra alternativa.
    Esses pássaros gorjeando nas árvores, eles sí£o felizes. Ní£o porque eles tenham escolhido ser felizes; eles simplesmente sí£o felizes porque eles ní£o conhecem outra maneira de ser. A felicidade deles é inconsciente. Ela é simplesmente natural.
    O homem pode ser tremendamente feliz, e tremendamente infeliz. Ele é livre para escolher. Essa liberdade é um risco. Essa liberdade é muito perigosa, porque vocíª se torna responsável. E algo aconteceu com essa liberdade. Alguma coisa está errada. O homem está, de uma certa maneira, de cabeí§a para baixo.
    Vocíª veio até a mim, procurando por meditaí§í£o. A meditaí§í£o é necessária somente porque vocíª ní£o escolheu ser feliz. Se vocíª tivesse escolhido ser feliz, ní£o haveria nenhuma necessidade de meditaí§í£o. A meditaí§í£o é medicinal: se vocíª está doente, entí£o o medicamento é necessário. Os Budas ní£o precisam de meditaí§í£o. Uma vez que vocíª comeí§ou a escolher a felicidade, uma vez que vocíª decidiu que vocíª tem que ser feliz, entí£o nenhuma meditaí§í£o é necessária. A meditaí§í£o comeí§ará a acontecer naturalmente, por ela mesma.
    A meditaí§í£o é uma funí§í£o do estar feliz. A meditaí§í£o segue o homem feliz como uma sombra: em qualquer lugar que ele for, qualquer coisa que ele estiver fazendo, ele estará meditativo. Ele estará intensamente centrado.
    A palavra ‘meditaí§í£o’ e a palavra ‘medicaí§í£o’ tíªm a mesma raiz; e isso é muito significativo. A meditaí§í£o também é medicinal. Vocíª ní£o carrega vidros de remédios nem receitas médicas se vocíª estiver com saúde. Naturalmente, quando vocíª ní£o está com saúde, vocíª tem que ir ao médico. Ir ao médico ní£o é uma grande coisa para ficar fazendo alarde. A pessoa deve se sentir feliz se o médico ní£o for necessário.
    Existem muitas religiíµes, porque existem muitas pessoas infelizes. Uma pessoa feliz ní£o precisa de religií£o. Uma pessoa feliz ní£o precisa de templo, nem de igreja, porque para uma pessoa feliz, todo o universo é um tempo, toda a existíªncia é uma igreja. Uma pessoa feliz ní£o tem nada parecido com uma atividade religiosa, porque toda a sua vida já é religiosa.
    Qualquer coisa que vocíª fizer com felicidade será uma prece; seu trabalho se tornará um culto, a sua própria respiraí§í£o terá um esplendor, uma graí§a. Ní£o que vocíª repita constantemente o nome de Deus – somente as pessoas tolas fazem isso – porque Deus ní£o tem nome algum, e por repetir algum suposto nome vocíª simplesmente tornará estúpida a sua mente. Por repetir o Seu nome vocíª ní£o irá a lugar algum. Um homem feliz simplesmente víª Deus em todo lugar. E vocíª precisa de olhos felizes para ver Deus.
    Se vocíª quer ser feliz, entí£o comece a fazer escolhas naturais. Há muitas ocasiíµes em que vocíª terá que ser desobediente – seja! Haverá muitas ocasiíµes em que vocíª terá que ser rebelde – seja! Ní£o há nenhum desrespeito implí­cito nisso. Seja respeitoso com seus pais. Mas lembre-se de que a sua mais profunda responsabilidade é com o seu próprio ser.
    Todo mundo está sendo empurrado e manipulado. Ninguém sabe qual é o seu destino. O que vocíª realmente sempre quis fazer, foi deixado de lado. E como vocíª pode ser feliz? Alguém que poderia ter sido um poeta, tornou-se simplesmente um emprestador de dinheiro. Alguém que poderia ter sido um pintor, tornou-se um médico. Alguém que poderia ter sido um médico, um belo médico, é agora um homem de negócios. Todo mundo está fora do lugar. Todo mundo está fazendo alguma coisa que nunca quis fazer; daí­ a infelicidade.
    A felicidade acontece quando a sua vida se encaixa com o que vocíª é, quando se encaixa tí£o harmoniosamente que qualquer coisa que vocíª fizer será pura alegria. Entí£o, de repente, vocíª descobrirá que a meditaí§í£o segue vocíª. Se vocíª ama o trabalho que está fazendo, se vocíª ama a maneira como está vivendo, entí£o vocíª está meditativo. Entí£o nada irá desviar vocíª. Quando vocíª se desvia de certas coisas, isso simplesmente demonstra que vocíª ní£o está realmente interessado naquelas coisas.
    Nós temos nos desviado por motivos ní£o naturais: dinheiro, prestí­gio, poder. Ouvir o pássaro cantar ní£o vai lhe dar dinheiro. Ouvir o pássaro cantar ní£o vai lhe dar poder e prestí­gio. Observar uma borboleta ní£o irá ajudá-lo economicamente, politicamente, socialmente. Essa coisas ní£o lhe trarí£o remuneraí§í£o, mas essas coisas irí£o fazíª-lo feliz.
    Uma pessoa verdadeira tem coragem de se voltar para as coisas que a fazem feliz. Se com isso ela permanecer pobre, ela permanecerá pobre; ela ní£o reclamará disso, ela ní£o guardará nenhum rancor. Ela dirá: ‘Eu escolhi o meu caminho, eu escolhi o cantar dos pássaros e as borboletas e as flores. Eu posso ní£o ser rico, tudo bem, mas eu sou rico porque eu sou feliz.’
    Esse tipo de homem ní£o necessita de qualquer método para se centrar, por que ní£o é preciso, ele está centrado. Seu centramento está por toda a sua vida. Vinte e quatro horas por dia ele está centrado.
    Em qualquer lugar que vocíª víª dinheiro, vocíª já ní£o é mais vocíª mesmo. Em qualquer lugar que vocíª víª poder e prestí­gio, vocíª já ní£o é mais vocíª mesmo. Em qualquer lugar que vocíª víª respeitabilidade, vocíª já ní£o é mais vocíª mesmo. Imediatamente vocíª esquece tudo – vocíª esquece os valores intrí­nsecos de sua vida, a sua felicidade, a sua alegria, o seu deleite.
    Vocíª sempre escolhe algo do lado de fora, e vocíª barganha com algo do lado de dentro. Vocíª perde o interior e ganha o lado de fora. Mas o que vocíª vai fazer com isso? Mesmo se vocíª tiver todo o mundo aos seus pés, mas se vocíª tiver perdido a si mesmo; mesmo se vocíª tiver conquistado todas as riquezas do mundo, mas se vocíª tiver perdido seu próprio tesouro interior, o que vocíª fará com tudo aquilo? Essa é a miséria.
    Se vocíª puder aprender uma coisa comigo, entí£o que essa coisa seja: esteja alerta, consciente a respeito de seus próprios motivos mais internos, a respeito de seu próprio destino mais interno. Nunca perca vocíª mesmo de vista, de outra maneira vocíª será infeliz. E quando vocíª estiver infeliz, as pessoas irí£o dizer: ‘medite e vocíª se tornará feliz!’ Elas dirí£o: ‘Esteja centrado e vocíª se tornará feliz; ore e vocíª se tornará feliz; vá ao templo, seja religioso, seja um cristí£o ou um hindu, e vocíª será feliz’. Tudo isso é tolice.
    Seja feliz! e a meditaí§í£o virá em seguida. Seja feliz, e a religií£o virá em seguida. Felicidade é a condií§í£o básica. As pessoas se tornam religiosas somente quando elas estí£o infelizes; entí£o a religií£o delas é falsa. Tente entender porque vocíª está infeliz.
    Muitas pessoas víªm a mim e dizem que elas sí£o infelizes, e elas querem que eu lhes díª alguma meditaí§í£o. Eu digo: primeiro, a coisa básica é compreender porque vocíªs estí£o infelizes. E se vocíªs ní£o removerem todas as causas básicas de sua infelicidade, eu posso lhes dar uma meditaí§í£o, mas isso ní£o vai ser de grande ajuda, porque as causas básicas permanecem aí­.
    Um certo homem poderia ter sido um grande e belo daní§arino, mas ele está sentado num escritório arquivando fichas. Sem qualquer possibilidade para a daní§a. O homem poderia ter curtido daní§ar sob as estrelas, mas ele segue simplesmente acumulando contas bancárias. E ele diz que está infeliz: ‘me díª alguma meditaí§í£o.’ Eu posso dar a ele, mas o que essa meditaí§í£o irá fazer? O que se espera que ela possa fazer? Ele vai permanecer o mesmo homem: acumulando dinheiro e sendo competitivo no mercado. A meditaí§í£o poderá ajudar da seguinte maneira: poderá fazer com que ele fique um pouco mais relaxado para seguir fazendo essas tolices, e de uma maneira ainda melhor.
    Entí£o, o meu chamado é somente para aqueles que sí£o realmente ousados, aqueles que desafiam o demí´nio, aqueles que estí£o prontos para mudar os seus próprios padríµes de vida, aqueles que estí£o prontos para apostar tudo – porque na verdade vocíª nada tem para apostar: somente a sua infelicidade, a sua miséria. Mas as pessoas se agarram até mesmo a isso.
    O que mais vocíª tem para apostar? Só a miséria. E o único prazer que vocíª tem é falar a respeito dela. Observe as pessoas falando a respeito de suas misérias: quí£o felizes elas se tornam! Elas pagam por isso: elas ví£o aos psicanalistas para falar a respeito de suas misérias – e elas pagam por isso! Alguém as escuta atentamente, e elas se sentem felizes.
    As pessoas seguem falando a respeito de suas misérias, repetidamente. Elas até mesmo exageram, elas enfeitam, elas fazem com que as suas misérias pareí§am ainda maiores. Elas fazem com que elas pareí§am maiores do que a duraí§í£o de suas vidas. Por que? Vocíª nada tem para apostar. Mas as pessoas se apegam ao conhecido, ao que é familiar. A miséria é tudo o que elas tíªm conhecido; isso tem sido a vida delas. Nada tíªm a perder, mas com tanto medo de perder…
    Comigo, a felicidade vem primeiro, a alegria vem primeiro. A atitude celebrativa vem primeiro. Uma filosofia afirmativa de vida vem primeiro. Curta! E se vocíª ní£o puder curtir o seu trabalho, mude. Ní£o espere! Porque todo o tempo que vocíª está esperando, vocíª está esperando por Godot. E Godot nunca vem. A pessoa simplesmente espera, e desperdií§a sua própria vida. Por quem e por que vocíª está esperando?
    Se vocíª puder ver o ponto, que vocíª está miserável dentro de um certo padrí£o de vida, e que todas as velhas tradií§íµes dizem: Vocíª está errado. Eu gostaria de dizer que o padrí£o é que está errado. Tente entender a diferení§a na íªnfase: Vocíª ní£o está errado! É só o seu padrí£o, a maneira de viver que vocíª aprendeu é que está errado. As motivaí§íµes que vocíª aprendeu e aceitou como suas, ní£o sí£o suas. Elas ní£o irí£o realizar o seu destino. Elas ví£o contra a sua essíªncia, elas ví£o contra o que lhe é elementar.
    Lembre-se disso: ninguém mais pode decidir por vocíª. Todos os mandamentos deles, todas as ordens deles, todas as moralidades deles, sí£o simplesmente para matar vocíª. Vocíª tem que decidir ser vocíª mesmo. Vocíª tem que tomar sua vida em suas próprias mí£os. De outra maneira a vida vai seguir batendo em sua porta e vocíª nunca estará lá; vocíª estará sempre em algum outro lugar.
    Se vocíª tinha que ser um daní§arino, a vida virá por aquela porta, porque ela pensa que vocíª é um daní§arino. Ela bate na porta, mas vocíª ní£o está lá; vocíª é um bancário. E como a vida vai saber que vocíª se tornou um bancário? Deus vem a vocíª da maneira que ele quer vocíª seja; ele conhece apenas aquele endereí§o. Mas vocíª nunca é encontrado lá, vocíª está sempre em algum outro lugar, escondendo-se atrás da máscara de alguém que ní£o é vocíª, com os trajes de alguém que ní£o é vocíª e usando o nome de alguém que ní£o é vocíª.
    Como vocíª espera que Deus possa encontrá-lo? Ele segue procurando por vocíª. Ele sabe o seu nome, mas vocíª abandonou aquele nome. Ele conhece o seu endereí§o, mas vocíª nunca morou lá. Vocíª permitiu que o mundo desviasse vocíª.
    Por que na cabeí§a de todo mundo surge essa idéia de que a meditaí§í£o traz felicidade? De fato, sempre que eles encontram uma pessoa feliz, eles encontram uma mente meditativa, essas duas coisas estí£o associadas. Sempre que eles encontram uma bela atmosfera meditativa circundando um homem, eles sempre descobrem que ele estava tremendamente feliz; vibrante com a alegria, radiante. Essas coisas se tornaram associadas. E eles pensam que a felicidade vem quando vocíª está meditativo. E é exatamente o oposto: a meditaí§í£o é que vem quando vocíª está feliz.
    Mas ser feliz é difí­cil e aprender a meditar é fácil. Ser feliz significa uma drástica mudaní§a em sua maneira de viver, uma mudaní§a abrupta, porque ní£o há nenhum tempo a perder. Uma mudaní§a súbita, um repentino estrondo de troví£o (a sudden clash of thunder), uma descontinuidade.
    Isso é o que eu entendo por sí¢nias: uma descontinuidade com o passado. Um repentino estrondo de troví£o, e vocíª morre para o velho e entí£o, revigorado, vocíª recomeí§a do bíª-a-bá. Vocíª nasce de novo. Vocíª comeí§a de novo a sua vida, como vocíª comeí§aria se os padríµes ní£o tivessem sido impostos a vocíª pelos seus pais, pela sociedade, pelo Estado; como se ninguém tivesse desviado vocíª. Mas vocíª foi desviado.
    Vocíª tem que deixar de lado todos os padríµes que foram impostos a vocíª, e vocíª tem que encontrar a sua própria chama interior.
    Ní£o se preocupe muito com o dinheiro, porque ele é o maior desvio da felicidade. E a ironia das ironias é que as pessoas pensam que elas serí£o felizes quando elas tiverem dinheiro. Dinheiro nada tem a ver com felicidade. Se vocíª é feliz e vocíª tem dinheiro, vocíª pode usá-lo para a felicidade. Se vocíª é infeliz e tem dinheiro, vocíª usará aquele dinheiro para mais infelicidades. Porque o dinheiro é simplesmente uma forí§a neutra.
    Eu ní£o sou contra o dinheiro, lembre-se. Ní£o me interprete mal. Eu ní£o sou contra o dinheiro, eu ní£o sou contra nada. Dinheiro é um meio. Se vocíª for feliz e vocíª tiver dinheiro, vocíª se tornará mais feliz. Se vocíª for infeliz e tiver dinheiro, vocíª se tornará mais infeliz, por que o que vocíª fará com o seu dinheiro? O dinheiro vai realí§ar o seu padrí£o, seja qual ele for. Se vocíª for miserável e tiver poder, o que vocíª fará com o seu poder? Vocíª irá envenenar a si próprio ainda mais com o seu poder, vocíª se tornará mais miserável.
    Mas as pessoas seguem atrás do dinheiro como se o dinheiro fosse trazer felicidade. As pessoas seguem procurando por respeitabilidade como se respeitabilidade fosse lhe dar felicidade. As pessoas estí£o prontas a qualquer momento, para mudar os seus padríµes, para mudar os seus caminhos, desde que haja mais dinheiro disponí­vel em algum outro lugar.
    Uma vez que o dinheiro esteja ali, entí£o de repente vocíª ní£o é mais vocíª mesmo, vocíª está pronto para mudar.
    Esse é o caminho do homem mundano. Eu ní£o digo que pessoas mundanas sí£o aquelas que tíªm dinheiro. Eu chamo de pessoas mundanas aquelas que mudam os seus motivos por causa do dinheiro. Eu ní£o digo que as pessoas que ní£o tem dinheiro ní£o sejam mundanas. Elas podem ser simplesmente pobres. Eu digo que as pessoas ní£o sí£o mundanas quando elas ní£o mudam seus motivos por causa de dinheiro. Só por ser pobre ní£o equivale a ser espiritual. E só por ser rico ní£o é equivalente a ser um materialista. O padrí£o materialista de vida é aquele em que o dinheiro predomina acima de tudo. A vida ní£o materialista é aquela em que o dinheiro é simplesmente um meio; a felicidade predomina, a alegria predomina, a sua própria individualidade predomina. Vocíª sabe quem vocíª é, e para onde está indo, e vocíª ní£o está se desviando. Entí£o, de repente, vocíª víª que a sua vida adquiriu uma qualidade meditativa.
    Mas em algum ponto do caminho, todo mundo se perdeu. Vocíª foi educado por pessoas que ní£o se realizaram. Vocíª foi educado por pessoas que ní£o tinham saúde. Vocíª pode sentir pena delas. Eu ní£o estou lhe dizendo para ser contra elas. Eu ní£o as estou condenando, lembre-se. Simplesmente sinta compaixí£o por elas. Os pais, os professores do colégio e da universidade, os chamados lí­deres da sociedade, eles foram pessoas infelizes. Eles criaram um padrí£o infeliz em vocíª.
    E vocíª ainda ní£o assumiu a sua própria vida. Eles viveram segundo uma interpretaí§í£o errada, e essa foi a miséria deles. E vocíª também está vivendo segundo uma interpretaí§í£o errada.
    A meditaí§í£o ocorre naturalmente a uma pessoa feliz. A meditaí§í£o ocorre naturalmente a uma pessoa alegre. A meditaí§í£o é muito simples para uma pessoa que pode celebrar, que pode curtir a vida. Mas vocíª tem tentado isso de uma outra maneira, e assim ní£o é possí­vel.

    OSHO -

  14. Branca says:

    Comecei a ver a vida com outros olhos desde que li o livro “Veronika Decide Morrer”, mas confesso que só o decidi ler depois de várias pessoas mo indicarem…
    Adorei a mensagem transmitida, ní£o sei se era a mesma que tentavas transmitir, o fundamental, acho eu, é que foi importante para mim e me fez querer viver cada dia melhor…
    De seguida li todos os teus livros que encontrei, excepto o livro “A bruxa de Portobello” ainda que o tenha comprado logo que foi editado… Isto, ní£o por desinteresse, apenas tenho andado ocupada com mil e uma coisas diferentes, afinal fizeste-me perceber que o mundo é um mistério, é indescrití­vel, tem tantos encantos para descobrir, os quais eu tenho procurado encontrar e viver na minha caminhada…
    Sabes, todos os livros teus que li acrescentaram um ponto í  minha existíªncia enquanto ser que sou, estou-te grata por isso…
    A tua caminhada fascina-me mas ensinaste-me a ter igual fascí­nio pela minha, todos nós somos unos e especiais, pelo que o nosso caminho é único e digno de ser acarinhado…

    Espero que ní£o te ofendas por te tratar por tu mas depois de ler os teus livros, acho tí£o impessoal tratar alguém que me parece tí£o próximo por vocíª… Se é uma ofensa, aceite as minhas humildes desculpas…

    Despeí§o-me agora calorosamente ou entí£o nunca mais paro de escrever…

    Beijo!

  15. Debora Melissa Gimenez says:

    Acabei de ler o livro “A bruxa de Portobello”. Ní£o gostei.
    Quando eu era adolescente, todos os livros de Paulo Coelho que li faziam um sentido enorme e coincidiam com tudo o que eu estava vivendo. Talvez porque era o perí­odo onde o ser humano é mais que 50% emoí§í£o. A puberdade nos faz viver num mundo de fantasias e desejos e é sobre isso que falam seus livros. Porém agora, já na minha fase adulta ní£o consigo mais me encontrar com seus textos. Primeiro porque achei que esse livro tem muita coisa igual ao mais recente livro que lí­ “O Zahir” – a tal da daní§a exatamente igual descrita (os tambores e o transe ) – a Deusa Mí£e, etc e tal.
    Confesso que terminei o livro mais interessada em saber o “final” de Athena do que o desenrolar da história, o relato repetitivo dos personagens que me fez lembrar várias outras passagens dos outros livros de Paulo.
    Isso ní£o é um crí­tica, é apenas a opinií£o de uma leitora um pouco decepcionada. :)

    Que Deus (ou a Deusa) nos abení§oe!

  16. junior says:

    OLí Paulo

    quero que Jesus Cristo te cubra com o manto celestial que vc seja abení§oado,seus livro me ensinaram o que é o amor ,o que é amigo de verdade fique com DEUS abraí§os

  17. Caro Paulo

    Ní£o sou muito de escrever. Como sou pintor, habituei-me a falar com os olhos e deixar que a alma se expresse pelas cores e formas, sem grandes explicaí§íµes nem discursos. Esta atitudetransforma.nos, muito frequentemente em eremitas modernos, perdidos nos pensamentos, como ilhas num imenso oceano esperando serem desbravadas. Hoje tomei a liberdade de escrever… como quem ní£o quer sequer que díªem pelas suas palavras. Pego nos seus livros por impulso do coraí§í£o e abro-os quando a voz interior me diz que devo líª-los. É assim que vou atrasando a leitura de suas publicaí§íµes. Peguei hoje num deles e li uma pequena história: “num bar de Toquio”… e chorei!!! Esta foi a sua grande bíªní§í£o para mim! Parece tí£o pouco, assim perdido na bruma da vida… mas precisei dizer-lhe obrigado por isso para me sentir e me tornar vivo. Obrigado por isoo!
    Um abraí§o
    Alberto

  18. Carolina Machado Santos says:

    Paulo, te sinto tí£o perto de mim, me sinto tí£o próxima de vocíª, ao longo dos meus 29 anos, suas palavras sempre me trouxeram, ao mesmo tempo, euforia e serenidade, e de alguma maneira me fazem sentir assim, í­ntimamente ligada a vocíª.
    O amor é realmente o melhor dos sentimentos, ele é capaz de surgir sem que haja contato fí­sico ou visual, surge da cumplicidade platí´nica que confesso ter com vocíª através das suas palavras, pela admiraí§í£o que tenho por sua postura, por suas convicí§íµes, por sua fé, pelos seus caminhos, sua lenda…
    Sinceramente, amo suas palavras… Mas amo muito mais vocíª, por ser o dono delas e dividí­-las comigo.

    Carolina Machado
    Belo Horizonte – MG

  19. meu caro amigo paulo parece ate que nos conhecemos olha admiro muiiito seu trabalho eu leio tudo o que voce escreve ler e apelido eu devoro mesmo gosto muito do maktub nao perco um adorei o de domingo agora para quem tem a experiencia de deus, o mundo e uma grande mensagem tambem gosto muito do guerreiro da luz espero que deus continue te inluminando para voce de uma certa forma inlumine a gente com tudo o que voce escreve meu caro muita paz para voce e os seus parabens.

  20. elsa nyny says:

    Olá Paulo!!!

    Há já alguns anos que sou tua fí£ incondicional!!
    Já li quiase todos os teus livros, foram eles que me ajudaram e muito a ver a vida, os outros e eu própria de de outra forma!
    Ainda recordo o dia que peguei pela primeira vez num livro teu…”Nas margens do rio Piedra…” li a parte traseira do livro” e adorei, já lá ví£os uns anos, mas nunca esqueí§o esse momento, o momento que tu, através das tuas palavras cruzaste a minha vida!!
    Obrigado por existires!!

    :))

  21. Fábio says:

    DESEJO A VC PAULO E A TODOS OS AMIGOS GUERREIROS DA LUZ UM ARMONIOSO FELIZ NATAL E …

    2007 LUAS PLATINADAS
    2007 SOIS DE ALEGRIA
    2007 FORçAS ENCONTRADAS
    2007 VOLTS DE ENERGIA
    2007 DINEHIROS RECEBIDOS
    2007 BEIJOS NA BOCA
    2007 SURPRESAS BOAS
    2007 SONHOS CONCEDIDOS
    2007 TEMPOS DE PAZ
    2007 SITUAçOES DE EUFORIA
    2007 ABRAçOS APERTADOS
    2007 CARINHOS REDOBRADOS
    2007 RAZOES PARA HARMONIA
    2007 HISTORIAS PRA CONTAR
    2007 FLORES PARA REGAR
    2007 FUTUROS POR CHEGAR
    2007 OPORTUNIDADES PARA BRILHAR
    2007 SUCESSOS PARA COMEMORAR
    2007 OPçOES PARA VIAJAR
    2007 FESTAS PARA BADALAR
    2007 AMIGOS NA REALIDADE

    …enfim, desejo que vocíª tenha
    2007 ótimos motivos para ser feliz de verdade
    seu fí£ mumero 1

  22. PAULA GUIMARAES says:

    SEMPRE ME IMAGINO ANDANDO NESTAS TRILHAS, E PERMITINDO QUE TODAS ESSAS SITUAçí•ES POSSAM ACONTECER COMIGO, INVEJO-TE.

    ABRAçOS

  23. Samanta Valério says:

    ESTIMADO PAULO COELHO,

    EU Sí“ TENHO AGRADECER POR SUAS MARAVIHOSAS OBRAS, SOU SUA íƒ DE CARTEIRINHA, NUNCA GOSTEI DE LER, MAS GUANDO MINHA MíƒE QUE SEMPRE LEU, ME DEU O SEU LIVRO “NA MARGEM DO RIO PIEDRA SENTEI E CHOREI” PARA LER, EU SIMPLISMENTE DESCOBRI QUE LER É MARAVILHOSO E NOS AJUDA MUITO EM VíRIAS DECISí•ES, E GRAçAS A VC, EU ME APAIXONEI E TENHO TODOS OS SEUS LIVROS, Jí LI E DEIXEI MEU COMENTíRIO SOBRE O MARAVILHOSO LIVRO A BRUXA DE PORTOBELLO, AMO TANTO LER SEUS LIVROS QUE TENTO ENCONTRAR LIVROS EM ESPANHOL…..PAULO COELHO VC É SIMPLISMENTE UM MESTRE E UMA PESSOA QUE SABE ESCREVER COM A ALMA E COM MUITA SIMPLICIDADE….PARABÉNS E QUE DEUS CONTINUE TE ABENçOANDO, TE PROTEGENDO E ILUMINANDO CADA VEZ MAIS SEUS CAMINHOS.

    BEIJOS,

    Sí

  24. marcus vinicius says:

    [quote comment=”843″]Caro, Paulo coelho
    Fico emocionada e sem palavras para lhe dizer o que foi para me poder ler alguns de seus livros, neleencontrei um pouco de forca para enfrentar minha sei que sou umagarota de apenas 15 anos mais de mtos problemas, nos quais muitas das vezes quases que selecionados com algumas palavras suas…gostaria de saber mais sobre o RAM nao pare de levar essa grande paz espiritual para cada um de nos..[/quote]
    aqui paulo assim como eu, cade veis mais os jovens sao atraidos por suas obras, entao eu lhe agradesso por ser como vc e, ha tbm gostaria de dizer que a reportagen na globo foi muito boa A Viagem Do Mago!!!!ha senhor paulo o senhor responde por aqui, onde o senhor responde as perguntas??

  25. marcus vinicius says:

    O senhor iluminou minha vida atraves dos seus livros, eu estou me surpreendendo com a vida, vendo-a com outros olhos, nossa nao tenho palavras para descrever como sou grato ao senhor, eu sou um adolescente de 17 anos, e nao sou como os outros que sao de niveis superiores de intelecto, mas tudo que eu li em seus livros entendi e gostei muito!! Gostaria de deixar meu msn aqui para poder me comunicar com as pessoas de grande intelecto, e que fazem parte deste site, entao eu gostaria de conversar com pessoas inteligentes!

  26. A Felicidade a um Passo

    Entre todas as etapas de nossas vidas, o que mais é consolidada, é a formaí§í£o de nossa perspectiva de realizaí§í£o.
    Todas as metas que traí§amos, e minuciosamente idealizamos para a realizaí§í£o de nossos objetivos, é regado a uma grande doze de estí­mulo, tais como:
    Coragem e determinaí§í£o.
    Toda conquista adquirida causa a sensaí§í£o de realizaí§í£o, e isto é fundamental para nossa formaí§í£o ideológica.
    Tudo que almejamos está a somente um passo de cada um de nós, basta determinar e percorer o trajeto de sua conquista, com determinaí§í£o e vontade.
    Sonhos sí£o reais quando os buscamos.
    Nossa forí§a interior nos capacita a busca-la, e definitivamente obte-la por nossos próprios méritos.
    A felicidade está a somente um passo de cada um de nós.

    Geraldo Facco – sábado, 9 de dezembro de 2006

  27. Maria says:

    Querido Paulo Coelho! Escreve com alma, escreve bem! Deus abení§oe vocíª! Beijinho Maria Robertson

  28. Ana says:

    O ser humano vive intensamente uma busca de si mesmo….caminha….entre erros e acertos…verdades e mentiras…realidades e ilusíµes…somente quando nos damos conta de que esta busca é eterna, a vida é a soberana professora e o tempo sabio conselheiro é que seguimos em frente sem olhar para trás…sem relembrar o que ní£o foi feito, o que ní£o foi encontrado ou vivido…damos a nós mesmos a chance de recomeí§ar…e a eternidade sorri para nós com seus braí§os abertos em terno aconchego.
    Vocíª é brilhante, continue sempre assim.

  29. Fabio says:

    Paulo ,
    Quero seguir o caminho da magia .sinto que nesse campo as coisas sao como dominó e precisamos derrubar a primeira peí§a , preciso comeí§ar.
    estou confuso ,sei que preciso procurar e nao sei onde .na internet existem milhares de sites sobre wicca ,alguns rituais de iniciacao ,que me parecem duvidosos mas que vou acabar realizando por que pra mim parece ser somente rumo pra me entregar a isso que sinto.tenho um sonho de tambem realizar o caminho de santigo e registrar como meu marco inicial na magia , porem é um sonho ainda distante(escrevendo isso com receio , pois dizem por aí­ que as palavras tem Poder rsrsrs),falta de grana é claro .queria te de te perguntar sobre o que vc acha de fazer essa peregrinacao sozinho.Bom , chega de perguntas , ando te perguntando demais .mudando de assunto, gostaria de te dizer que ando vendo vc na tvglobo , que como é emocionante ver vc nessa nova aventura , na tv vc esta parecendo um personagem de quadrinhos ou coisa assim , paulo coelho e o calice de fogo ou paulo coelho nas minas do rei salomí£o.vc esta virando super-heroi como o silvio santos , nequinho , marlon brando e o rei quelé.rsrsrsrs
    abrí§o seu fí£ number 1

  30. Olá estimado Paulo Coelho,

    Aqui no Brasil acompanho todos os seus passos, matérias, entrevistas sempre com muito carinho, seu Caminho tornou-se o Caminho de muitas pessoas, que por sua inspiraí§í£o, inspiram suas próprias vidas.

    Quando estiver pelo Brasil podemos trocar aquele antigo abraí§o.

    Continue em seu Caminho, deixando muitos Caminhos…

  31. Ana Paula says:

    Amo de paixí£o sua história… sua vida … sua escolhas… seus caminhos… vc!!!

  32. Ana Paula says:

    Paulo rs

    Gostaria q soubesse o quanto é importante na minha vida, o quanto tem de vc dentro de mim…
    Desejo intensamente te abraí§ar bem apertadinho (como ní£o posso… feche os olhos e sente … quanta energia boa!!!),… para te agradecer… o quanto vc construiu na minha VIDA!!!
    Obrigada por vc ser vc … com medos e desejos… por ser apenas ser … vc!!!

    Paulinho simplismente… te amooooooooooooooo!!!

  33. Vania says:

    Caro amigo Paulo Coelho,
    Como já lhe disse, sou sua fí£, adoro seus livros, principalmente As Valkí­rias e onze minutos.
    Estou anciosa para conseguir ter condií§íµes de ler seu novo livro.
    Te adoro demaissssssssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  34. Swarupa says:

    Caro Paulo.

    Finalmente, depois de quase tríªs anos de preparativos, abrimos uma pequena editora de cunho ní£o-dual e publicamos o livro “”Eu Sou Aquilo” -Conversaí§íµes com Sri Nisargadatta Maharaj”.
    Trata-se da traduí§í£o de alguns satsang* (*sodalicio om os sábios ou encontro com a Verdade) tidos com ‘buscadores da Verdade’ vindos dos quatro cantos do planeta para ter com esse sublime sábio e Mestre, até seu mahasamadhi em 1981.

    O livro é simplesmente maravilhoso, um divisor de águas: fulgurante e esplendido.

    Estamos inaugurando uma pagina na web http://www.neti-neti.net – ainda em construí§í£o – para divulgar Sri Nisargadatta Maharaj, o Advaita e os mestres da ní£o-dualidade como Ramana Maharshi, Ramesh Balsekar, Siddharameshwar Maharaj, Ranjit Maharj, Jean Klein e outros…

    Divulgue para seus amigos e leitores!

    Um grande abraí§o e muita paz

    Atenciosamente

    Editora Advaita
    Trancoso – Bahia