Edií§í£o nº 127: O guerreiro da luz e a estratégia

O guerreiro da luz e a estratégia

Uma espada pode durar pouco; mas o guerreiro precisa durar muito. Por isso ní£o se deixa enganar por sua própria capacidade, e evita ser apanhado de surpresa. Ele dá a cada coisa o valor que ela merece ter.

Muitas vezes, diante de assuntos graves, o demí´nio sopra em seu ouvido: “ní£o se preocupe com isto, porque ní£o é sério.”

Outras vezes, diante de coisas banais, o demí´nio lhe diz: “vocíª precisa dedicar toda a sua energia para resolver esta situaí§í£o.”

O guerreiro ní£o escuta o que o demí´nio está dizendo.

Ele é o mestre de sua espada.

Atení§í£o com o aliado

Um guerreiro ní£o anda com quem lhe quer fazer mal. E tampouco é visto em companhia daqueles que lhe desejam “consolar”.

Evita quem só está ao seu lado em caso de derrota. Estes falsos amigos querem provar que a fraqueza compensa.

Sempre trazem más notí­cias. Sempre tentam destruir a confianí§a do guerreiro – sob o manto da “solidariedade”.

Quando o víªem ferido, desmancham-se em lágrimas, mas, no fundo de seus coraí§íµes, estí£o contentes porque o guerreiro perdeu uma batalha. Ní£o entendem que isto é parte do combate.

Os verdadeiros companheiros de um guerreiro estí£o ao seu lado em todos os momentos, nas horas difí­ceis e nas horas fáceis.

Negociando com o inimigo

Quando o momento do combate se aproxima, o guerreiro da luz está preparado para todas as eventualidades. Analisa cada possibilidade, e pergunta: “o que eu faria se tivesse que lutar comigo mesmo?”

Desta maneira, descobre seus pontos fracos.

Neste momento, o adversário se aproxima; traz a bolsa cheia de promessas, tratados, negociaí§íµes. Tem propostas tentadoras e alternativas fáceis.

O guerreiro analisa cada uma das propostas; também procura um acordo, mas sem perder a dignidade. Se evitar o combate, ní£o o fará porque foi seduzido – mas porque achou que esta era a melhor estratégia.

Um guerreiro da luz ní£o aceita presentes de seu inimigo.

Na defesa e no ataque

O guerreiro toma cuidado com as pessoas que acham que podem controlar o mundo, determinar seus próprios passos, e estí£o certas de conhecer o caminho. Elas estí£o sempre tí£o confiantes em sua própria capacidade de decidir, que ní£o percebem a ironia com que o destino escreve a vida de cada um.

O guerreiro da luz tem sonhos. Seus sonhos o levam adiante. Mas ele jamais comete o erro de pensar que o caminho é fácil e a porta é larga.

Sabe que o Universo funciona como funciona a alquimia: solve et coagula, diziam os mestres. “Concentra e dispersa Tuas energias, de acordo com a situaí§í£o.”

Existem momentos de agir, e momentos de aceitar .

Diante da derrota

O guerreiro da luz sabe perder. Ele ní£o trata a derrota como algo indiferente, usando frases como “bem, isto ní£o era tí£o importante”, ou ” na verdade, eu ní£o queria mesmo isto”.

Aceita a derrota como uma derrota, e ní£o tenta transformá-la em vitória ou experiíªncia. Amarga a dor dos ferimentos, a indiferení§a dos amigos, a solidí£o da perda. Nestes momentos, diz para si mesmo: ” lutei por algo, e ní£o consegui. Perdi a primeira batalha.”

Esta frase lhe dá forí§as. Ele sabe que ninguém ganha sempre – mas os corajosos sempre ganham no final.