Lukás Jessen-Petersen, ex-marido
Quando Viorel nasceu eu acabara de completar 22 anos. Já não era mais o estudante que acaba de casar com uma ex-companheira de faculdade, mas um homem responsável pelo sustento de sua família, com uma enorme pressão sobre meus ombros. Meus pais, é claro, que nem sequer tinham comparecido ao casamento, condicionaram qualquer ajuda financeira à separação e à guarda do filho (melhor dizendo, meu pai comentou isso, porque minha mãe costumava telefonar chorando, dizendo que eu era um louco, mas que gostaria muito de segurar seu neto nos braços). Eu esperava que, na medida em que entendessem meu amor por Athena e minha decisão de continuar com ela, esta resistência devia passar.
Mas não passava. E agora eu precisava prover minha mulher e meu filho. Tranquei a matrícula na Faculdade de Engenharia. Recebi um telefonema do meu pai, com ameaças e afagos: dizia que, se eu continuasse assim, terminaria sendo colocado fora da herança, mas se voltasse à universidade, ele iria considerar ajudar-me “provisoriamente”, segundo suas palavras. Eu me recusei; o romantismo da juventude exige que tenhamos sempre posições radicais. Disse que podia resolver meus problemas sozinho.
Até a data que Viorel nasceu, Athena começava a fazer com que eu me entendesse melhor. E isso não tinha ocorrido através de nossa relação sexual — muito tímida, devo confessar — mas através da música.
A música é tão antiga quanto os seres humanos, me explicaram depois. Nossos ancestrais, que viajavam de caverna em caverna, não podiam carregar muitas coisas, mas a arqueologia moderna mostra que, além do pouco que necessitavam para comer, na bagagem havia sempre um instrumento musical, geralmente um tambor. A música não é apenas algo que nos conforte, ou que nos distraia, mas vai além disso — é uma ideologia. Você conhece as pessoas pelo tipo de música que elas escutam.
Vendo Athena dançar enquanto estava grávida, escutando-a tocar seu violão para que o bebê pudesse tranqüilizar-se e entender que era amado, eu comecei a deixar que sua maneira de ver o mundo contagiasse também a minha vida. Quando Viorel nasceu, a primeira coisa que fizemos quando ele chegou em casa foi fazê-lo escutar um adágio de Albinoni. Quando discutíamos, era a força da música — embora eu não consiga estabelecer nenhuma relação lógica entre uma coisa ou outra, exceto pensar nos hippies — que nos ajudava a enfrentar os momentos difíceis.
Mas todo este romantismo não bastava para ganhar dinheiro. Já que eu não tocava nenhum instrumento, e não podia sequer oferecer-me para distrair clientes em um bar, terminei conseguindo apenas um emprego como estagiário em uma firma de arquitetura, fazendo cálculos estruturais. Pagavam muito pouco por hora, de modo que eu saía de casa cedo e voltava tarde. Quase não podia ver meu filho — que estava dormindo — e quase não podia conversar ou fazer amor com minha mulher, que estava exausta. Toda noite eu me perguntava: quando será que vamos melhorar nossa condição financeira, e ter a dignidade que merecemos? Embora concorde quando Athena fala da inutilidade de diploma para a maioria dos casos, em engenharia (e direito, e medicina, por exemplo) é fundamental uma série de conhecimentos técnicos, ou estaremos arriscando a vida dos outros. E eu havia sido obrigado a interromper a busca de uma profissão que tinha escolhido, um sonho que era muito importante para mim.
As brigas começaram. Athena se queixava que eu dava pouca atenção à criança, que ela precisava de um pai, que se fosse apenas para ter um filho ela poderia fazer isso sozinha, sem precisar ter criado tantos problemas para mim. Mais de uma vez bati a porta de casa e fui caminhar, gritando que ela não me entendia, que eu tampouco entendia como terminara concordando com esta “loucura” de ter filho aos 20 anos, antes que tivéssemos sido capazes de ter um mínimo de condições financeiras. Pouco a pouco deixamos de fazer amor, fosse por cansaço, fosse porque um sempre vivia irritado com o outro.
Comecei a entrar em depressão, achando que tinha sido usado e manipulado pela mulher que amava. Athena notou meu estado de espírito cada vez mais estranho, e, em vez de ajudar-me, decidiu concentrar sua energia apenas em Viorel e na música. Minha fuga passou a ser o trabalho. De vez em quando conversava com meus pais, e sempre ouvia aquela história de que “ela teve um filho para conseguir prendê-lo”.
Por outro lado, sua religiosidade aumentava muito. Exigiu logo o batizado, com um nome que ela mesma havia decidido — Viorel, de origem romena. Penso que, exceto por uns poucos imigrantes, ninguém na Inglaterra se chama Viorel, mas eu achei criativo, e mais uma vez entendi que estava fazendo uma estranha conexão com um passado que nem chegara a viver — os dias no orfanato em Sibiu.
Eu procurava me adaptar a tudo — mas senti que estava perdendo Athena por causa da criança. Nossas brigas se tornaram mais freqüentes, ela começou a ameaçar sair de casa, porque achava que Viorel estava recebendo as “energias negativas” de nossas discussões. Certa noite, depois de mais uma ameaça, quem saiu de casa fui eu, achando que voltaria logo que me acalmasse um pouco.
Comecei a caminhar por Londres sem qualquer rumo, blasfemando a vida que tinha escolhido, o filho que tinha aceitado, a mulher que parecia já não ter mais nenhum interesse na minha presença. Entrei no primeiro bar, perto de uma estação de metrô, e tomei quatro doses de uísque. Quando o bar fechou às 11 da noite, fui até uma loja, destas que ficam abertas de madrugada, comprei mais uísque, sentei-me em um banco de praça, e continuei bebendo. Um grupo de jovens se aproximou, pediu um que dividisse com eles a garrafa, eu recusei, e fui espancado. A polícia logo apareceu, e terminamos todos na delegacia.
Eu fui liberado logo após prestar depoimento. Evidente que não acusei ninguém, disse que tinha sido uma discussão a toa, ou passaria alguns meses de minha vida tendo que comparecer a tribunais, como vítima de agressão. Quando estava pronto para sair, o meu estado de embriaguez era tal que caí por cima da mesa de um inspetor. O homem se irritou, mas ao invés de me prender por desacato à autoridade, empurrou-me para fora.
E ali estava um dos meus agressores, que me agradeceu por não ter levado o caso adiante. Comentou que eu estava completamente sujo de lama e sangue, e sugeriu que eu arranjasse roupas novas, antes de voltar para casa. Em vez de continuar meu caminho, pedi que ele me fizesse um favor: que me escutasse, porque eu estava com uma imensa necessidade de falar.
Durante uma hora ele ouviu em silêncio minhas queixas. Na verdade eu não estava conversando com ele, mas comigo mesmo, um rapaz com toda uma vida pela frente, uma carreira que poderia ser brilhante, uma família que tinha contatos suficientes para facilitar abrir muitas portas, mas que agora parecia um dos mendigos de Hampstead (N.R.: bairro de Londres), embriagado, cansado, deprimido, sem dinheiro. Tudo por causa de uma mulher, que nem sequer me dava atenção.
No final de minha história, já enxergava melhor a condição em que me encontrava: uma vida que eu tinha escolhido, acreditando que o amor sempre pode salvar tudo. E não é verdade: às vezes ele termina nos levando ao abismo, com a agravante de que geralmente carregamos conosco pessoas queridas. Neste caso, eu estava a caminho de destruir não apenas a minha existência, mas também Athena e Viorel.
Naquele momento, repeti mais uma vez para mim mesmo que era um homem, e não o rapaz que tinha nascido em berço de ouro, e enfrentado com dignidade todos os desafios que me tinham sido colocados. Fui para casa, Athena já estava dormindo com o bebê em seus braços. Tomei um banho, saí de novo para jogar as roupas sujas na lixeira da rua, deitei-me, estranhamente sóbrio.
No dia seguinte, disse que desejava o divórcio. Ela perguntou por quê.
— Porque te amo. Amo Viorel. E tudo que tenho feito é culpar vocês dois por ter abandonado meu sonho de ser engenheiro. Se tivéssemos esperado um pouco, as coisas seriam diferentes, mas você pensou apenas em seus planos — esqueceu de incluir-me neles.
Athena não reagiu, como se já estivesse esperando por isso, ou como se inconscientemente estivesse provocando esta atitude.
O meu coração sangrava, porque esperava que me pedisse por favor para ficar. Mas ela parecia calma, resignada, preocupada apenas em fazer com que o bebê não escutasse nossa conversa. Foi nesse momento que tive certeza que jamais havia me amado, eu fora apenas um instrumento para a realização deste sonho louco de ter um filho aos 19 anos.
Disse que podia ficar com a casa e os móveis, mas ela recusou-se: iria para a casa da mãe algum tempo, procuraria um emprego, e alugaria seu próprio apartamento. Perguntou-me se podia ajudar financeiramente com Viorel. Eu concordei na hora.
Levantei-me, dei-lhe um último e longo beijo, tornei a insistir que ela ficasse ali, ela voltou a afirmar que iria para casa de sua mãe assim que tivesse arrumado todas as suas coisas. Hospedei-me em um hotel barato, e fiquei esperando todas as noites que ela me telefonasse pedindo para voltar, recomeçar uma nova vida — eu estava inclusive pronto para continuar com a vida antiga se fosse necessário, já que o afastamento me fizera dar conta que não havia ninguém ou nada mais importante no mundo que a minha mulher e meu filho.
Uma semana depois, recebi finalmente sua chamada. Mas tudo que me disse foi que já tinha retirado suas coisas, e não pretendia voltar. Mais duas semanas, soube que alugara um pequeno sótão em Basset Road, onde precisava subir todos os dias três lances de escada com um menino no colo. Dois meses se passaram, e terminamos por assinar os papéis.
Minha verdadeira família partia para sempre. E a família onde nasci me recebia de braços abertos.
Logo depois de nossa separação e do imenso sofrimento que a seguiu, eu me perguntei se realmente não tinha sido uma decisão errada, inconseqüente, própria de pessoas que leram muitas histórias de amor na adolescência, e queriam repetir a todo custo o mito de Romeu e Julieta. Quando a dor acalmou — e só existe um remédio para isso, a passagem do tempo —, entendi que a vida me permitira encontrar a única mulher que seria capaz de amar em toda a minha vida. Cada segundo passado ao seu lado valera a pena, apesar de tudo que aconteceu tornaria a repetir cada passo que dei.
Mas o tempo, além de curar as feridas, mostrou-me algo curioso: é possível amar mais de uma pessoa durante a existência. Casei-me novamente, estou feliz ao lado de minha nova mulher, e não posso imaginar o que seria viver sem ela. Isso porém não me obriga a renunciar a tudo que vivi, desde que tome o cuidado de jamais tentar comparar as duas experiências; não se pode medir o amor como medimos uma estrada ou a altura de um prédio.
Algo muito importante ficou da minha relação com Athena: um filho, seu grande sonho, que me foi comunicado abertamente antes de nos decidirmos casar. Tenho outro filho com minha segunda mulher, agora estou bem preparado para todos os altos e baixos da paternidade, diferente de doze anos atrás.
Certa vez, em um dos encontros quando fui pegar Viorel para ficar o final de semana comigo, resolvi tocar no assunto: perguntei por que tinha se mostrado tão calma quando soube que eu desejava me separar.
— Porque aprendi a sofrer em silêncio toda a minha vida — respondeu.
E só então abraçou-me e chorou todas as lágrimas que gostaria de ter derramado naquele dia.
Próximo texto: 29.08.06



Amigo Paulo Coelho!! Sei que posso chamá-lo assim; pois vc entra em nossa vida, revira nossa alma e nosso coração com todos esses livros maravilhosos que nos fazem sonhar, voltar ao passado e até tentar ir além do sonho, e tornar realidade momentos que só ficavam no pensamento e na vontade, e no fim Tudo dá certo. O Amor é o grande Vencedor. O primeiro Livro que li foi um dos seus, e adorei, nunca mais parei. Parabens por ser essa pessoa Iluminada!!!!! Estarei sempre aqui aguardando um novo lançamento seu, Beijos Cris
É exatamente o que eu imaginava. Athena realizou sua vontade de trazer ao mundo uma criança para tentar compensar a própria dor de ter sido abandonada, pois ela não faria isso com seu filho. Provaria a ele e ao mundo, se fosse preciso, que não herdou a herança genética materna. Que era melhor e mais pura que a geração anterior. Que tinha coragem. Mas toda a coragem de Athena era apenas um disfarce para a própria dor que a corroía sempre e que ela por pesar, conformismo, orgulho ou apenas por achar que era só seu e que ninguém tinha o direito de conhecer, guardava mudamente na alma. A separação doeu. Doeu sim, pois ela formou laços com seu marido, sem ele não teria gerado o filho que tanto desejara e que naquele momento lhe era tão precioso. Mas de que adiantaria arrastá-lo para huma história cheia de dor e viciada em ciclos repetitivos se ela sabia que não era o que ele queria e desejava para si. No mínimo a culparia sempre pelas própias escolhas. E ela não desejava se tornar uma vilã, destruindo a vida dele, como provavelmente sua mãe biológica fizera. Sua sorte é que teve pessoas que foram capazes de lhe dar ainda mais amor e consolaram um pouco seus pesares com afeto, segurança, respeito e bondade: seus pais… Ela devia esperar em seu íntimo, que quele homem, o pai de seu filho, tivesse a mesma sorte…
Muito legal!
É incrível…mas após ter lido vários dos seus livros, ainda me consegue surpreender e emocionar!Só lamento que muitas pessoas ainda não tenham lido os seus livros, porque deles tirariam grandes lições de vida!Parabéns…
Adoro você e acompanho sua carreira desde O Diário de um Mago, com Brida aprendi a procurar o “ponto luminoso” no ombro das pessoas , quis morrer mil vezes tanto quanto Veronica e adoraria ser uma Walquiria, mas como a vida não é só fantasia, o que fazer quando deixamos que alguém leve nosso coração e nossa auto-estima?? Quem sabe em mais um livro eu descubra um pouco mais de mim, do mundo, das pessoas.
Bjo nesse coração iluminado
Quantas vezes na vida tomamos decisões sem saber se são as certas????
Casamento… o que dizer??? Lindo texto… as lágrimas foi imposível controlar…
Está aqui nessa magnífica obra a prova da grandiosidade desse autor. A cada dia que passa mais me apaixono por seus livros…E vislumbro nesse um estrondoso sucesso…Paulo, obrigado por me proporcionar a alegria de ter suas palavras em meu dia.
prezado paulo coelho…peco que me permita interagir no seu espaco pois recebi emocionada uma manifestacao de uma leitora sua-a MIKAELA.olha o que você consegue fazer Paulo coelho.!!Voce desperta nas pessoas o amor,a solidariedade,a compaixao.em um mundo que impera estes opostos e a guerra corre solta e sangrenta no Oriente Médio,matando mulheres e criancas,pessoas inocentes,civis,cidadaos.Muito obrigada Mikaela.obrigada duplamente,porque se nao existisse o nosso amado Paulo eu nao receberia suas oracoes,suas preces.acabei de deixar um comentário no blog do “Guerreiro da Luz”,que hoje havia sido um dia inédito para mim.acordei e passei o dia inteiro sem dores e fui para rua ,trabalhei na minha arte e a noitinha sentada com pipoca no alpendre ,esperando a noite chegar ,eu chorei hoje nao foi de dor.chorei da emocao de estar passando por essa trégua tao inesperada.está lá documentado.nem sabia que voce havia me dirigido esta oracao e pedido via online uma corrente de oracao para mim.Deus na sua bondade infinita te atendeu e através do Divino Espírito Santo jogou sua bencaos em mim me proporcionamdo essa trégua tao necessária ao meu corpo e mente cansados e exauridos pela dor.que jesus na sua misericórdia infinita te leve meus agradecimentos pela sua generosidade,sua visao maior da dor do outro,seu altruismo.pipoca agradece.as vezes a dor é tanta que ela fica triste do meu lado e eu fico nervosa com ela pois ela nao desgruda de mim,como uma cola blond.onde vou lá está ela me velando,nos meus pés.as vezes fico irritada pois tenho medo de pisar nela e cair. chingo minha pipi,minha doce companheira mas depois eu a carrego,ponho no colo ou na cama beijo-a toda e choramos juntas e peco perdao pelos meus nervos a flor da pele.nao é fácil mesmo Mikaela.mas vai dar tudo certo.breve faco 6 meses de recuperacao (I4 de setembro) e espero que ainda este ano eu seja chamada pelo hospital Sara Kubischek de Brasília para consertar as pernas,os pés e voltar a andar.vamos orar.vamos crer!vamos ter esperancas!eu ainda voltarei a levar a pipoca para andar nos passeios,nas pracinhas,voltarei a viajar,a ser a jornalista ativa e dedicada,a esculpir meu mármore,meu bronze,fazer minhas telas imensas para dar uma mensagem e contribuicao para esse mundo.foi para isso que Deus me deu tANTOS DONS BONITOS.A GUERREIRA ESTÁ APENAS MACHUCADA E SE RECUPERANDO.ainda nao esmoreceu e nem se deixou levar pela depressao e se entregou.está apenas machucada da guerra que vivemos,Muito obrigada á voce e ao Paulo Coelho por permitir esta interatividade no seu blog.nosso escritor é muito especial…oremos por ele também.PAZ e BEM!annamaria
EXCELENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Parabéns!!!
Olá Paulo Coelho,
Obrigada por partilhar connosco o seu dom maravilhoso da escrita. Você consegue transmitir emoções e sentimentos duma forma especial.
Beijo.
Estou curtindo o jejum, e percebo ( os estudos estao corretos) que ao fazer jejum
temos uma producao maior de endorfinas… e a sensaco de fome passa a ser misturada
a sensacao de felicidade…paz, e outra vez fome…
> A sensacao de paz e o estado de leveza, tao leve quase sendo anjo, a escutar o riso
das alturas, e outra vez a fome… nessa danca, onde mundano e o sagrado buscam o
elemento comum, a ponte ao inves da briga e depois da ponte a transformacao de um estado
de atencao diferenciado…. que nos deixa assim como que embriagados….sendo homem e sendo
anjo ou apenas percebendo um pouco do divino em sua paz estonteante… e perceber com os olhos abertos … que eu sou voce eh voce …sou eu … eu arvore… eu …voce …eu lago…eu peixe…
eu riso…..eu voce…que riso quente brota dessa boca que ja nao busca teus beijos…
ah como eh doce o divino que ja quer nascer…ha como eh belo o alem do homem……..
>
eu nao consequi entrar na comunidade… Denis Manoel o que devo fazer?
Paulo coelho por favor entra na comunidade que eu criei para a Bruxa de Potobello, eu ficaria tão feliz (rsrsrs)
Comunidade A Bruxa de Portobello (estão todos convidados)
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18946024
….AMANHA ….AMANHA ….
NOSSA OS MINUTOS NAO PASSAM…
QUERO O OUTRO CAPITULO……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
suas palavras em seus livros modificaram pensamentos e atitudes ao longo do tempo, com este nao será diferente, este setimo capitulo me deixou pensativa, tenho tive um amor aos 17 anos
Hoje cedinho, antes de sair para trabalhar , abri o teu blog louca para ler o oitavo capítulo do livro . Depois que caiu a ficha, me dei conta que hoje é dia 28/08.
Tô doida que chegue amanhã 29/08 … Estou curiosa para ler o oitavo capítulo.
O teu blog está lindooooo. Cheio de mensagens bonitas para vc!
Lindo , lindo Parabéns. Vc merece !
muito interessante o setimo capitulo, desgusta de uma conjuncao simples e apaixonante, a estoria, em Londres, demonstra o cotidiano de milhares de trabalhadores… A razao, no caso, amor se sobrepoe ao desejo requisitado… As lagrimas de sofrimento apos 12 anos deixa implicito a luta pelo amor e Paulo Coelho bate muito nesta tecla.
Sr, Paulo
Feliz Aniversario com atraso… sabe trabalho muito eh a falta de tempo,
queria me conter, mas logo lhe reencontrei….
Sr. Paulo…
Estas suas obras merecem todos os premios….
Um fa sempre presente.
Sinceramente,
Ricardo D’ Blanco
Bah… estou escrevenso aqui de Pelotas…
Tche!
Que coisa eu nao lia livro nenhum… depois de seus livros Seu Paulo
me despertou a leitura…
Mas nao tem nehum autor que gosto de ler, assim como o senhor…
seu paulo……
Ou ler o teus livros … entendo melhor a vida….
as possibilidades……. o amor…….
Obrigada….
Hoje com mais amor e muita saudade
Nossa …….. como voce pode falar assim com
o coracao de tanta gente?
Nossa…… que dom esse seu….
Voce … voce me deixa louca!!!
Gostaria de voltar ao passado, lá pelos idos dos anos 70. Convenhamos, a prosa era muito mais original. Enfim, estou lendo. Quero saber onde essa história vai dar.
hábraços
Quero destacar a importância de contato como esse com nos leitores, é primordial poder opinar e ter mesmo que 1/3 dessa grande obra antes mesmo de sua públicação oficial. Parabéns grande mago. Quanot ao livro sem dúvida alguma mais uma grande obra, premiadissima. Muito bom, fico muito ancioso esperando o próximo capitulo, bato records quando estou lendo seus textos, não me canso a vontade de chegar a próxima págima é demais. Abraços!
Ola Paulo….
Que beleza de livro….feliz niver…..atrasadinho….
tche…..
Ola Paulo,
Que bom saber quie voce esta hoje falando sobre o
aquecimento planetario.
Escrevo de Miami, minha irma espiritual me falou de teus livros,
e estamos hoje comecando um jejum em nome de um ano
onde as tempestades serao calmas, apenas um grito apaixonado
do Senhor do mundo: Melquezedeque.
Estamos pedindo pelo planeta terra, Mae-terra te amamos, perdoa nossa
brutalidade, obridada por nos dar casa…Te amamos Gaia…
Bom que a luz esteja com voce…
Meu Deus! Finalmente mais um livro! Estava ansiosamente aguardando…
Fico feliz em encontrar, não só mais uma publicação de Paulo Coelho, mas assim, de maneira inovadora.
Copiei os 7 capítulos e estou tal uma criança, curiosa por devorá-los!Certamente no dia 27 estarei com o livro nas mãos, cedenta por acabá-lo…
Querida annamaria,
Rezo para que em nome do Divino Espirito Santo,
voce se sinta melhor para que os teus orgaos internos
se restabelecam. Que a luz da cura te envolva…
Vamos fazer uma corrente de oracoes para a annamaria, esta guerreia de luz.
Ave
erro na digitacao:
add gure nameh na frente, judad gure nameh a DIREITA sat gure nameh
NAS COSTAS siri guru deve nameh a esquerda
Que Guru RAM DAS GURU, GURU NANAK e todo o Golden link estejam com voce.
A Deusa te proteje
Amen
Ola Paulo,
Seguindo o comentario de ANNAMARIA. Envio um mantra de protecao
que aprendi com meu yogui : AAD GURE NAMEH ,JUGAD GURE NAMEH,
SAT GURE NAMEH, SIRI GURU DEVE NAMEH.
Guru Bhajan nos ensinou a utilizar o mantra da seguinte forma: Chant AAD
GURE NAMEH a sua frente. JUDAD GURE NAMEH a esquerda, SAT GURE NAMEH nas costas e SIRI GURU DEVE NAMEH
querido paulo coelho…li todos os comentários deste capítulo e mais uma vez chego a conclusao que voce é um escritor que marcará a História de uma época,como foi Hermann Hesse na Alemanha.mas voce tem a sorte que ele nao teve_o mundo virtual e a tecnologia te mostrando ao mundo aos jovens,aos velhos,as criancas,aos adultos.voce é universal mesmo.e o mais incrível é que se torna um psicologo literário para toda humanidade pois sua linguagem de amor é essencial porque resgata em todos a magia perdida dos puros,dos inocentes,dos verdadeiros:a espiritualidade.voce semeia isso com uma forca de guerreiro mesmo e se torna mais poderoso que qualquer homem- bomba.suas palavras amansam a sociedade em panico com as guerras ,a violencia,o ódio,,o caos que estamos vivendo.porisso se cuide caro amigo…que Deus guie seus passos e fique sempre atento…homens que semeiam a Paz neste mundo de ódio tem sempre o advers’ario sinistro tentando uma brexa(CH?).que fique atento com mais este sucesso,principalmente no Brasil que nao sabe reconhecer o valor dos seus filhos artistas.mesmo depois de louvados lá fora tem a intriga da oposicao tentando entranhar como fumaca malígna.voce é um privilegiado por Deus e deve saber como se proteger.meu presente para voce é este :protecao.Hoje vou orar por voce,cristina ,paola e toda sua equipe.é o presente de aniversário atrazado,ok?/annamariae pipoca
Paulo,
O livro eh maravilhoso, reflito sobre o meu divorcio.
Reflito sobre a dor que existe nas separacoes. Meu filho
pequeno foi o mais afetado, ao ler a Bruxa de Portobello,
aceito a catharsis (do grego καθαίρειν, que significa purificar
atraves de uma quebra emocional que ira trazer a renovacao), deixo
as lagrimas correrem para que o coracao se cure.
Meu mago querido, voce eh um mestre na arte da cura.
Curando o inconsciente coletivo.
Obrigada por mais uma obra que nos transforma a cada pagina.
Da amiga de sempre…
Esmeralda
P.S.
Eu tambem tento seguir seus passos e me aventuro na arte de escrever
Escrevi um e-mail onde ousei the enviar meu manuscrito.
prezado Paulo Coelho…este capítulo é triste porque acontece muito na nossa vida moderna…nossa geracao viu tantas famílias serem desfeitas pela falta de estrutura que tínhamos na época!sofri pelo marido ,por athena e pelo filho…pois uma separacao deixa sequelas graves.mas o tempo se encarrega de cicatrizar e faz com que vamos evoluindo,crescendo,sendo menos rebeldes.mas nao há quem escape da dor do amor perdido.eu digo que é a única dor que prá ela nao existe remédio imediato.e as vezes leva anos,décadas para se curar!confundi o lancamento do seu livro.é dia 27 de setembro?achei que estava sendo hoje e mandei um e-mail para Paola e voce agora mesmo.me perdoe,mas tenho passado mais de um mes com dores intensas físicas …e como tenho que suporta-las pois nao posso fazer uso de nenhum medicamento por causa da retirada de um rim e 1/2 ,tenho que suportar as dores dos ossos degenerados pela artrose até ser chamada pelo sara kubschek de brasília.as dores sao intensas e as vezes delirantes…é aí que perco um pouco a nocao de tempo,mes,dia.estou sempre atrasada ou antecipada.mas fazer o que nao é?é o meu momento este.e nao vou deixar de curtir a vida,meus livros,minhas esculturas,meus acessórios artísticos que crio para esquecer a dor ,tenho que supera-la,sou tao feliz interiormente,nao tenho revoltas,tenho fé,me vejo correndo,viajando ainda para muitos lugares .no final sempre venco-a.sou uma guerreira da luz e meu mestre aí está saudando a vida comigo e cristina sentado á mesa e tomando um vinho:tim!tim!e que o sucesso em toda sua magnitude já tenha chegado como estamos vendo aqui nestes primeiros capítulos no blog.e veja bem,profetizado por mim nas minhas confusoes de datas>me perdoe a desatencao… sao as dores!no momento minhas dores nao sao da alma e sim físicas.e é enlouquecedor ter que suporta-las.voce tem me ajudado muito .voce e paola sabem disso e lógico que se cristina faz parte do seu trabalho também já deve ter ouvido falar na pipoca e na anador.deixei mensagem nos comentários do #guerreiro da Luz# hoje prá voce./abraco nosso carinho (e)terno/annamaria e pipoca
Ola,
Faz tempo que nao falo com vc,
Se vc quizer falar comigo entre em contato
usando o e-mail que faz parte desta mensagem
Obrigada
Olá Paulo:
Admiro a sua obra e apenas entrei em seu blog parar agradecer a gentileza com que você me atendeu ao telefone, creio que há 5 anos atrás, quando esteve na Feira do Livro de Porto Alegre. Sou escritor também e durante 20 minutos, você gentilmente falou comigo no telefone e me orientou sobre algumas dúvidas que tinha, e também me colocou em contato com sua agente Monica Antunes. Você merece todo o sucesso que têm, e sua simplicidade está na sua alma. Obrigado mais uma vez.
Querido mago, gostaria de convidá-lo para participar do programa Letra e Música, que vai estrear em setembro, justamente quando você lança seu mais recente livro, na programação da Rádio MPB FM. A idéia é mesclar música e literatura, algo lhe é muito familiar.
Gostaria muito que aceitasse nosso convite para ser entrevistado por Fernando Mansur no Letra e Música. Será um prazer enorme poder desfrutar da sua companhia.
Por favor, entre em contato pelo e-mail que cadastrei aqui no blog.
Um abraço,
Carla Paes Leme
Coordenadora de Produção da Rádio MPB FM – 90,3MHz.
pensei que depois de o zahir, que me fascinou do começo ao fim, nunca mais iria ler um livro daquela qualidade… apesar de ter lido poucos capítulos desse novo livro, posso dizer que “esse é o livro”.
Estive relendo todos os capitulos como que sorve o bom vinho devagar, sem presa. Me embriaquei, e viagei dentro de mim ao ler…
Magnifico… estou cada vez mais curiosa….
desculpa ….cada uma a sua maneira
Respondendo ah Joana: Clarisa tambem nao ouviu, e nao soube perceber que o movimento do mar era a resposta do ser amado. Que a chuva tempestuosa eram as suas lagrimas… ambos amaram cada a sua maneira… ambos pecaram… vitimas dos desencontros.
Paulo… obrigada pela oportunidade, o meu amado eh teu fa e com certeza ira ler o poema incompleto que te ofereci como regalo, tendo ele como tema.
Sr Paulo muita luz nesse seu novo livro, esperando um dia poder lhe encontrar em algum lugar da França. uma brasileira que vos ama de todo coraçao.
;
Eu e Ela
Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu
braço ao redor do meu pescoço,
O teu
fato sem ter um só destroço,
O meu
braço apertando-te a cintura;
Num
mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre
um banco de mármore assentados,
Na
sombra dos arbustos, que abraçados
Beijarão meigamente a tua trança.
Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.
Beatos ou pagãos, vida à
paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavaleiro de
Faublas…
Cesário
Verde
Publicado no Diário da Tarde (Porto), 3 de Dezembro de 1874.
Olá
Feliz aniversário, Moro em Tomar – PT. Me sinto orgulhosa de poder levantar sempre essa bandeira bonita, que é você. Quando abro os seus livros, mergulho com tal intensidade, que tem a mesma força da transmutação. Que você seja sempre esse homem iluminado.
com carinho..
Valdirene
Sr.Paulo, parabéns, pelo seu novo livro
e pelo seu niver, tenhos todos os seus
livros, cada um é uma viagem maravilhosa,
descobri através do jornal. essa página,
li todos os capitulos hoje, aguandando o
lancamento do mesmo, obrigado por existir
em minha vida, abraços.
Rosamar
The Poetry of Cesário Verde
A Forca
Já que adorar-me dizes que não podes,
Imperatriz serena, alva e discreta,
Ai, como no teu colo há muita seta
E o teu peito é peito dum Herodes,
Eu antes que encaneçam os meus bigodes
Ao meu mister de amar-te hei-de pôr meta,
O coração mo diz- feroz profeta,
Que anões faz dos colossos lá de Rhodes.
E a vida depurada no cadinho
Das éroticas dores do alvoroço,
Acabará na forca, num azinho,
Mas o que há-de apertar o meu pescoço
Em lugar de ser corda de bom linho
Será do teu cabelo um menos grosso.
2 Abril, 1873
A bruxa vai ser lancada em 27/09/2006
2+7= 9
SETEMBRO= 9
2+6=8
9+9+8=26
2+6=8
nossa o numero do infinito….
Boa sorte…….
Olha Paulo,
Eu nao acredito nessa bobagem toda de romantismo…
Nao acredito em almoco gratuito…
Mas voce eh um genio em criar a ilusao…