Sétimo Capítulo

by Paulo Coelho on August 19, 2006

Lukás Jessen-Petersen, ex-marido

Quando Viorel nasceu eu acabara de completar 22 anos. Já não era mais o estudante que acaba de casar com uma ex-companheira de faculdade, mas um homem responsável pelo sustento de sua família, com uma enorme pressão sobre meus ombros. Meus pais, é claro, que nem sequer tinham comparecido ao casamento, condicionaram qualquer ajuda financeira à separação e à guarda do filho (melhor dizendo, meu pai comentou isso, porque minha mãe costumava telefonar chorando, dizendo que eu era um louco, mas que gostaria muito de segurar seu neto nos braços). Eu esperava que, na medida em que entendessem meu amor por Athena e minha decisão de continuar com ela, esta resistência devia passar.

Mas não passava. E agora eu precisava prover minha mulher e meu filho. Tranquei a matrícula na Faculdade de Engenharia. Recebi um telefonema do meu pai, com ameaças e afagos: dizia que, se eu continuasse assim, terminaria sendo colocado fora da herança, mas se voltasse à universidade, ele iria considerar ajudar-me “provisoriamente”, segundo suas palavras. Eu me recusei; o romantismo da juventude exige que tenhamos sempre posições radicais. Disse que podia resolver meus problemas sozinho.

Até a data que Viorel nasceu, Athena começava a fazer com que eu me entendesse melhor. E isso não tinha ocorrido através de nossa relação sexual — muito tímida, devo confessar — mas através da música.

A música é tão antiga quanto os seres humanos, me explicaram depois. Nossos ancestrais, que viajavam de caverna em caverna, não podiam carregar muitas coisas, mas a arqueologia moderna mostra que, além do pouco que necessitavam para comer, na bagagem havia sempre um instrumento musical, geralmente um tambor. A música não é apenas algo que nos conforte, ou que nos distraia, mas vai além disso — é uma ideologia. Você conhece as pessoas pelo tipo de música que elas escutam.

Vendo Athena dançar enquanto estava grávida, escutando-a tocar seu violão para que o bebê pudesse tranqüilizar-se e entender que era amado, eu comecei a deixar que sua maneira de ver o mundo contagiasse também a minha vida. Quando Viorel nasceu, a primeira coisa que fizemos quando ele chegou em casa foi fazê-lo escutar um adágio de Albinoni. Quando discutíamos, era a força da música — embora eu não consiga estabelecer nenhuma relação lógica entre uma coisa ou outra, exceto pensar nos hippies — que nos ajudava a enfrentar os momentos difíceis.

Mas todo este romantismo não bastava para ganhar dinheiro. Já que eu não tocava nenhum instrumento, e não podia sequer oferecer-me para distrair clientes em um bar, terminei conseguindo apenas um emprego como estagiário em uma firma de arquitetura, fazendo cálculos estruturais. Pagavam muito pouco por hora, de modo que eu saía de casa cedo e voltava tarde. Quase não podia ver meu filho — que estava dormindo — e quase não podia conversar ou fazer amor com minha mulher, que estava exausta. Toda noite eu me perguntava: quando será que vamos melhorar nossa condição financeira, e ter a dignidade que merecemos? Embora concorde quando Athena fala da inutilidade de diploma para a maioria dos casos, em engenharia (e direito, e medicina, por exemplo) é fundamental uma série de conhecimentos técnicos, ou estaremos arriscando a vida dos outros. E eu havia sido obrigado a interromper a busca de uma profissão que tinha escolhido, um sonho que era muito importante para mim.

As brigas começaram. Athena se queixava que eu dava pouca atenção à criança, que ela precisava de um pai, que se fosse apenas para ter um filho ela poderia fazer isso sozinha, sem precisar ter criado tantos problemas para mim. Mais de uma vez bati a porta de casa e fui caminhar, gritando que ela não me entendia, que eu tampouco entendia como terminara concordando com esta “loucura” de ter filho aos 20 anos, antes que tivéssemos sido capazes de ter um mínimo de condições financeiras. Pouco a pouco deixamos de fazer amor, fosse por cansaço, fosse porque um sempre vivia irritado com o outro.

Comecei a entrar em depressão, achando que tinha sido usado e manipulado pela mulher que amava. Athena notou meu estado de espírito cada vez mais estranho, e, em vez de ajudar-me, decidiu concentrar sua energia apenas em Viorel e na música. Minha fuga passou a ser o trabalho. De vez em quando conversava com meus pais, e sempre ouvia aquela história de que “ela teve um filho para conseguir prendê-lo”.

Por outro lado, sua religiosidade aumentava muito. Exigiu logo o batizado, com um nome que ela mesma havia decidido — Viorel, de origem romena. Penso que, exceto por uns poucos imigrantes, ninguém na Inglaterra se chama Viorel, mas eu achei criativo, e mais uma vez entendi que estava fazendo uma estranha conexão com um passado que nem chegara a viver — os dias no orfanato em Sibiu.

Eu procurava me adaptar a tudo — mas senti que estava perdendo Athena por causa da criança. Nossas brigas se tornaram mais freqüentes, ela começou a ameaçar sair de casa, porque achava que Viorel estava recebendo as “energias negativas” de nossas discussões. Certa noite, depois de mais uma ameaça, quem saiu de casa fui eu, achando que voltaria logo que me acalmasse um pouco.

Comecei a caminhar por Londres sem qualquer rumo, blasfemando a vida que tinha escolhido, o filho que tinha aceitado, a mulher que parecia já não ter mais nenhum interesse na minha presença. Entrei no primeiro bar, perto de uma estação de metrô, e tomei quatro doses de uísque. Quando o bar fechou às 11 da noite, fui até uma loja, destas que ficam abertas de madrugada, comprei mais uísque, sentei-me em um banco de praça, e continuei bebendo. Um grupo de jovens se aproximou, pediu um que dividisse com eles a garrafa, eu recusei, e fui espancado. A polícia logo apareceu, e terminamos todos na delegacia.

Eu fui liberado logo após prestar depoimento. Evidente que não acusei ninguém, disse que tinha sido uma discussão a toa, ou passaria alguns meses de minha vida tendo que comparecer a tribunais, como vítima de agressão. Quando estava pronto para sair, o meu estado de embriaguez era tal que caí por cima da mesa de um inspetor. O homem se irritou, mas ao invés de me prender por desacato à autoridade, empurrou-me para fora.

E ali estava um dos meus agressores, que me agradeceu por não ter levado o caso adiante. Comentou que eu estava completamente sujo de lama e sangue, e sugeriu que eu arranjasse roupas novas, antes de voltar para casa. Em vez de continuar meu caminho, pedi que ele me fizesse um favor: que me escutasse, porque eu estava com uma imensa necessidade de falar.

Durante uma hora ele ouviu em silêncio minhas queixas. Na verdade eu não estava conversando com ele, mas comigo mesmo, um rapaz com toda uma vida pela frente, uma carreira que poderia ser brilhante, uma família que tinha contatos suficientes para facilitar abrir muitas portas, mas que agora parecia um dos mendigos de Hampstead (N.R.: bairro de Londres), embriagado, cansado, deprimido, sem dinheiro. Tudo por causa de uma mulher, que nem sequer me dava atenção.

No final de minha história, já enxergava melhor a condição em que me encontrava: uma vida que eu tinha escolhido, acreditando que o amor sempre pode salvar tudo. E não é verdade: às vezes ele termina nos levando ao abismo, com a agravante de que geralmente carregamos conosco pessoas queridas. Neste caso, eu estava a caminho de destruir não apenas a minha existência, mas também Athena e Viorel.

Naquele momento, repeti mais uma vez para mim mesmo que era um homem, e não o rapaz que tinha nascido em berço de ouro, e enfrentado com dignidade todos os desafios que me tinham sido colocados. Fui para casa, Athena já estava dormindo com o bebê em seus braços. Tomei um banho, saí de novo para jogar as roupas sujas na lixeira da rua, deitei-me, estranhamente sóbrio.

No dia seguinte, disse que desejava o divórcio. Ela perguntou por quê.

— Porque te amo. Amo Viorel. E tudo que tenho feito é culpar vocês dois por ter abandonado meu sonho de ser engenheiro. Se tivéssemos esperado um pouco, as coisas seriam diferentes, mas você pensou apenas em seus planos — esqueceu de incluir-me neles.

Athena não reagiu, como se já estivesse esperando por isso, ou como se inconscientemente estivesse provocando esta atitude.

O meu coração sangrava, porque esperava que me pedisse por favor para ficar. Mas ela parecia calma, resignada, preocupada apenas em fazer com que o bebê não escutasse nossa conversa. Foi nesse momento que tive certeza que jamais havia me amado, eu fora apenas um instrumento para a realização deste sonho louco de ter um filho aos 19 anos.

Disse que podia ficar com a casa e os móveis, mas ela recusou-se: iria para a casa da mãe algum tempo, procuraria um emprego, e alugaria seu próprio apartamento. Perguntou-me se podia ajudar financeiramente com Viorel. Eu concordei na hora.

Levantei-me, dei-lhe um último e longo beijo, tornei a insistir que ela ficasse ali, ela voltou a afirmar que iria para casa de sua mãe assim que tivesse arrumado todas as suas coisas. Hospedei-me em um hotel barato, e fiquei esperando todas as noites que ela me telefonasse pedindo para voltar, recomeçar uma nova vida — eu estava inclusive pronto para continuar com a vida antiga se fosse necessário, já que o afastamento me fizera dar conta que não havia ninguém ou nada mais importante no mundo que a minha mulher e meu filho.

Uma semana depois, recebi finalmente sua chamada. Mas tudo que me disse foi que já tinha retirado suas coisas, e não pretendia voltar. Mais duas semanas, soube que alugara um pequeno sótão em Basset Road, onde precisava subir todos os dias três lances de escada com um menino no colo. Dois meses se passaram, e terminamos por assinar os papéis.

Minha verdadeira família partia para sempre. E a família onde nasci me recebia de braços abertos.

Logo depois de nossa separação e do imenso sofrimento que a seguiu, eu me perguntei se realmente não tinha sido uma decisão errada, inconseqüente, própria de pessoas que leram muitas histórias de amor na adolescência, e queriam repetir a todo custo o mito de Romeu e Julieta. Quando a dor acalmou — e só existe um remédio para isso, a passagem do tempo —, entendi que a vida me permitira encontrar a única mulher que seria capaz de amar em toda a minha vida. Cada segundo passado ao seu lado valera a pena, apesar de tudo que aconteceu tornaria a repetir cada passo que dei.

Mas o tempo, além de curar as feridas, mostrou-me algo curioso: é possível amar mais de uma pessoa durante a existência. Casei-me novamente, estou feliz ao lado de minha nova mulher, e não posso imaginar o que seria viver sem ela. Isso porém não me obriga a renunciar a tudo que vivi, desde que tome o cuidado de jamais tentar comparar as duas experiências; não se pode medir o amor como medimos uma estrada ou a altura de um prédio.

Algo muito importante ficou da minha relação com Athena: um filho, seu grande sonho, que me foi comunicado abertamente antes de nos decidirmos casar. Tenho outro filho com minha segunda mulher, agora estou bem preparado para todos os altos e baixos da paternidade, diferente de doze anos atrás.

Certa vez, em um dos encontros quando fui pegar Viorel para ficar o final de semana comigo, resolvi tocar no assunto: perguntei por que tinha se mostrado tão calma quando soube que eu desejava me separar.

— Porque aprendi a sofrer em silêncio toda a minha vida — respondeu.

E só então abraçou-me e chorou todas as lágrimas que gostaria de ter derramado naquele dia.

Próximo texto: 29.08.06

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{ 147 comments }

Paulo Coelho August 24, 2006 at 9:12 pm

Em primeiro lugar, queria agradecer a todos os meus leitores pelo apoio, pela confiança, pelo carinho que demonstram. Hoje, dia do meu aniversário, jantei com minha mulher, e fizemos um brinde em homenagem a vocês. Não podem ter idéia do que é entrar na Web durante a noite, ir até os emails e os comentários, e ler o que escrevem. Então, muitíssimo obrigado por existirem em minha vida. Por espalharem a mensagem de que os sonhos estão vivos, esperando apenas pessoas que tenham coragem de vive-los. Com todo carinho, Paulo.

Michael August 24, 2006 at 7:39 pm

Ola mago,

Estou aprendendo o portugues com minha mae,
feliz aniversario…
Happy Birthday I hope you have a good time,
see you later.
michael

Jofrancis Costa Sulzbach August 24, 2006 at 7:06 pm

Paulo,

Que os bons espiritos possam sempre te acompanhar nesta linda jornada!!!

‘FELIZ ANIVERSÁRIO’

CEL August 24, 2006 at 6:16 pm

Será realmente que você lê?

hábraços

Marcia Nascimento August 24, 2006 at 1:43 pm

Amore mio !

A Bruxa de Portobello é maravilhoso, estou devorando cada capítulo.
Aproveito para desejar um Feliz aniversário ao melhor escritor do Planeta. Atenção : Não é da Planeta, mas sim do Planeta Terra.

Beijinhos

Princesa August 24, 2006 at 11:44 am

Paulo,

Felicidade no seu caminho e votos de sucesso neste novo projecto!

Parabens Mago, feliz aniversário!

Princesa

Sophia August 24, 2006 at 2:35 am

Paulo,

Feliz Aniversario… muito sucesso nas proximas obras…

Palmer August 24, 2006 at 2:19 am

Sou fanatico pelos seus livros…

Feliz Aniversario

Monica August 24, 2006 at 2:17 am

Ao melhor escritor do mundo…

Feliz Aniversario

Beatriz August 24, 2006 at 2:15 am

Paulo,

Feliz aniversario, muita alegria, saude, amor…

Sucesso

Romah August 24, 2006 at 2:12 am

Para o meu autor favorito:

FELIZ ANIVERSARIO

Maria August 24, 2006 at 2:10 am

Querido Paulo Coelho,

Feliz Aniversario

Mona August 24, 2006 at 2:06 am

24 de agosto…

Feliz Aniversario…. Eu te amo…

CEL August 23, 2006 at 10:44 pm

Eu só te leio se você me ler também.

Laura Vitória August 23, 2006 at 5:14 pm

Paula coelho,que a paz de Deus esteja com vosco!Tenho 15 anos,e a primeira obra sua que li foram “As Valkirias”,e é muito interessante,admiro a sua força de vontade pela vida. Gostei muito do livro,e ja comecei a ler outro:”ZAHIR”.
Também quero ler o “DIÁRIO DE UM MAGO”,”BRUXAS DE PORTO BELLO”,me fascino por histórias de magias,encantos…
Boa sorte com as próximas obras e espero novos lançamentos…Até a proxima se Deus quizer!

Daniele August 23, 2006 at 3:32 am

Paulooooooo, nossa sempre tentei de alguma forma ter contato com vc, sera q dessa vez consigo!
Pena não fazer mais lançamentos com autografos nos livros, poderia dizer q é um sonho poder ve-lo pessoalmente e ter uma dedicatoria sua!!!!
Adoro seus livros… Tenho 21 anos e a 1º obra q li sua foi Na margem do rio Piedra… e depois… viciu!!!! rs…
Parabeeeeeeeen!!!!
Um grande beijo cheio de admiração!

Marcia August 23, 2006 at 1:33 am

Sabe eu acho que Athena se parece com uma tia minha, bom ela eh bem diferente de mim… mas eu ate quero ser assim como ela…

Denis Manoel August 22, 2006 at 10:15 pm

Desculpem o erro de digitação, na mensagem anterior, quis dizer “percebi”

Denis Manoel August 22, 2006 at 10:13 pm

Quando fiquei sabendo da Bruxa de Portobello meu coração iluminou-se, no começo não entendi essa intuição, esse sentimento, depois persebi que tenho muitas coisas parecidas com Athena, assim como ela, não sou compreendido na maioria das vezes, taxado por diversos rótulos, é difícil ser “diferente”. Procuro seguir minha intuição, sei que ando no caminho certo, sinto isso.

Comunidade A Bruxa de Portobello (estão todos convidados)
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18946024

Rose Clay August 22, 2006 at 8:42 pm

Interessantíssimo este capítulo, imaginem o final!!! Sou fã de Paulo Coelho, amo tudo o que ele escreve, pois o faz com amor…bjs

MARIANA August 22, 2006 at 6:39 pm

como sempre, magnífico, penetrante… todos os livros sempre mostram essa mesma e divina forma de escrever, de misturar realidade e espiritualidade. sempre demais.

Glaucia August 22, 2006 at 6:24 pm

Como consegue traduzir em palavras sentimentos que tentamos muitas vezes esconder até de nós mesmos?
O livro parece ser mais um dos que vou amar ler.
Se todos colocassem o amor acima egoísmo talvez não existisse tanta tristeza, tanta frustração.
Parabéns!

Ricardo Pinto August 22, 2006 at 4:15 pm

” os corpos tem o abraço as almas o enlaçe”

muito, mas muito obrigado pela sua existencias, um abraço de um amigo de Portugal.

Ramon August 22, 2006 at 2:25 am

A minha melhor amiga: minha mae, sofre calada pois sente falta de um amigo que ela ama muito mas que desapareceu. Eu uma vez dei a ele um presente, e o unico presente que espero desta pessoa eh que ele fale com a minha mae. Faz tempo que percebe em seus olhos a dor da espera.

AMRIT August 22, 2006 at 2:19 am

Em amor as almas comemoram a verdade eterna,

que belo trabalho o seu Sr Paulo.

AMRIT

Bela August 22, 2006 at 2:11 am

“… ele mesmo era a princesa que dormia”

Bela

Sophia August 22, 2006 at 2:05 am

Muito bonito…

As vezes so resta sofrer em silencio…

Gita August 22, 2006 at 12:57 am

Obrigada… obrigada…

Tive meu primeiro amor a pouco tempo,

esse capitulo me fez chorar.

Gita

Agostinho August 22, 2006 at 12:54 am

Sr Paulo,

o meu coracao esta queimando de paixao, as chamas incendeiam o vento,

e o ceu.

Senhor Paulo, sou um velho, timido e desajeitado para o amor, mas o

meu coracao eh ainda uma crianca, e esta incendiado de paixao.

Os seus livros falam com esse meu coracao tolo…

Obrigada, meu coracao gosta de conversar.

Agostinho

Joao August 22, 2006 at 12:47 am

Senhor Paulo,

Uma vez eu amei muito, nao fui correspondido…

os seus livros me fazem lembrar do amor…

Morrerei em breve, muito triste pois nao pude ver o meu amor…

Joao

Nara August 22, 2006 at 12:30 am

Paulo os seus livros sao sempre bem-vindos.

E o amor eh imortal, em amor o coracao arde em silencio,

em um espaco onde nada, nada mais importa…

Nara

Rosa August 22, 2006 at 12:12 am

” Vem me fazer f eliz porque ti amo…”

Rosa dos ventos

rita August 21, 2006 at 6:18 pm

Este capítulo foi emocionante.
Achei legal como ela chorou depois que tudo passou.
Isto de chorar depois, ja aconteceu comigo.
Agora espero anciosa para ver o que vai acontecer com ela.
abraços…

Samira Rodrigues August 21, 2006 at 4:07 pm

Maravilhoso este capítulo!!!!!!!! Me tocou muito! Será que existem amores assim ?

Gilmara Barros August 21, 2006 at 3:43 pm

Realmente esse é mais um capítulo que queixou uma marca profunda pela renúncia a um amor!E o grande amor de mãe que Athena tem por seu filho!E pelo sofimento em silêncio,para polpar mais sofrimento a outra pessoa amanda!
Obrigada por nos fazer refletir com coisa que realmente nos toca no coração!

Elaine Cristina August 21, 2006 at 3:44 am

Eu sinto esse tipo de amor: o amor companheiro, que supera as dificuldades da rotina que a vida a dois oferece. Quando amamos de verdade o mundo espiritual e físico se unem e é assim que encontramos o Divino Amor.
Pena dessas pessoas que acham que o amor deve ser vivido somente para si, e o amor se torna prisão.
Obrigada por me ensinar a amar, não somente a uma única pessoa, mas ter amor pela humanidade através de suas palavras.

Virgílio August 20, 2006 at 10:54 pm

Paulo,obrigado por esta maravilha vc sabe realmente fazer a colocação
do amor verdadeiro do amor fantasia

Laiana Benevenuto August 20, 2006 at 10:19 pm

Amor… sempre amor… é ele q nos salva de nossa vidinha medíocre, ele q nos faz enxergar um novo horizonte, um novo mundo… mto mais colorido, mto mais intenso e mto mais emocionante. O q seria de nós sem o amor?? Lâmpada sem luz, céu sem azul, escuro sem medo… Então, viva o amor!!!… Amemos com todas as forças de nossa alma!!

Ana August 20, 2006 at 8:22 pm

Olá! Começo todos os seus livros e sou fã de todos eles….
Descobri o prazer de ler os seus livros atraves do “Alquimista” e desde aí nunca mais parei de acompanhar os livros que vai publicando. Confesso que o meu livro preferido é “Na margem do Rio Piedra em sentei e chorei… pois tal como diz no livro eu acredito que Deus dá-nos todos os dias um momento em que é possivel mudar tudo o que nos deixa infelizes…
Este novo livro é deveras empolgante e estou ansiosamente à espera da publicação deste para conhecer o final desta bonita história…

Valeriaa August 20, 2006 at 7:56 pm

Cinco amores, quinze paixões-relâmpago, dois amores-ate-que-a-morte-nos separe: inúmeras são as formas de amar. Entretanto amar com fraternidade é diariamente. Amar sem ódio, expurgando-o todo para fora, é para quando estamos mais fortes e a nossa capacidade de amar aumentou. Amar, verdadeiramente, a dois, deve ser a coisa mais formidável que nos é concedida para a existência. Eu também acredito que este amor surja, mas não tem nada a ver com o que é pensado como “amor-romântico” de telenovela.

Marcelino Rodriguez August 20, 2006 at 2:29 pm

Olha, Paulo! tou acabando de sair de um relação, acho. Daquelas experiencias de sentir Deus numa mulher e na relação. Nâo sei se voltaremos, mas a dor é algo dilacerante e não entendemos. Acho que é um limite. espero que Deus me ajude a suportá-la. Humanamente apenas é impossível. Um dia estando diante de Deus pedirei contas dessa Dor. È isso. Marcelino

lucy August 20, 2006 at 3:53 am

oi,Paulo, lindo. Sabe eu acho que o amor é confundido demais neste plano, simplesmente a atração fisica é o que existe, mais o carinho é o resto é bla bla, o amor vai alem do que o ser humano possa sentir., me disseram que a mulher tendo um filho
ela esta pagando aohomem o que devia, e começa tudo na vida
a passagem aqui é dificil demais., mas pelo menos temos vc e seus livros.

Fábio August 20, 2006 at 2:22 am

Esta é a primeira oportunidade que tenho de lhe falar…
Voce me fez ver que nossa realidade é construida por dois pilares: Material e Espiritual.
Fui criado em um mundo materialista e voce hà muito tempo atrás me abriu o véu para a espiritualidade.
Obrigado.
Obrigado também por me mostrar a nescessidade de equilíbrio entre material e espiritual em
nossa vida para seguirmos nossa jornada tranquilos e com serenidade.
Hoje pertenço a uma Ordem Mística que mostrou meu caminho e me ensinou que somos como
lâmpadas, conectadas a uma energia, na qual cada uma tem seu brilho próprio. Umas iluminam
mais, outras menos… Somos a melhor e mais complexa forma que a natureza até aqui
desenvolveu para que Deus pudesse se manifestar.
E voce se manifesta de uma forma magnífica, através de sua arte.

Obrigado por me empurrar para a senda…

Paz.

DOUGLAS August 20, 2006 at 12:10 am

“Ser feliz é estar bem como se pode estar e saber reconhecê-lo.”

Lily Evans August 19, 2006 at 8:56 pm

Querido Paulo,
Mais um capítulo chega ao fim e nós já estamos anciosos pelo próximo…
O amor… porque será que sempre tentamos compreender se sabemos que somos incapazes? Acredito queAthena amava esse homem, pois o deixou ir assim, ela sabia que estaria fazendo mais feliz assim.
Mas será mesmo que a maior prova de amor é a renúncia? Acho que não, acho que a maior prova de amor é o companheirismo, quem ama está sempre disposto a passar qualquer problema, por que sabe, lá no fundo, que quando temos um amor, ou um sonho, todo o universo conspira pra que dê certo!!

Que sua vida seja cheia da luz que você espalha pelo mundo!!!

Deus nos abeçoe sempre…

Taynná….

Tania August 19, 2006 at 8:42 pm

o amor é um verdadeiro mistério e maravilha da vida……..

raniera August 19, 2006 at 8:21 pm

bom ache muito legal ate agora mas acho que o final tem que ser interessante como o começo e creio que esse e o melhor de todos mas nao sei ao certo

Karla August 19, 2006 at 4:24 pm

Sabe…deu ate vontade de chorar com esse capitulo.
O amor acende uma luz, e nós não percebemos as sombras que essa luz é capaz de provocar.

Joyce de Fatima da Rocha August 19, 2006 at 3:26 pm

Cada capítulo é mais emocionante.

Esse livro realmente é belo.

Daniel Medeiros August 19, 2006 at 11:52 am

Interessante, é o mínimo que se pode dizer! Confesso que vivi experiência parecida na juventude (então c/ 20 anos) e, hoje , posso dizer que muitas vezes na vida tomamos decisões que poderiam ser mais sanzonadas e estudadas profundamente em suas causas e efeitos. Qdo o livro estiver nas lojas serei um dos primeiros a adquiri-lo. Um carinho eterno do fiel Daniel Medeiros – Goiânia-Go – Brasil.

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