Oitavo Capítulo

by Paulo Coelho on August 29, 2006

Padre Giancarlo Fontana

Vi quando ela entrou para a missa de domingo, como sempre carregando o bebê nos braços. Sabia das dificuldades que estavam passando, mas até aquela semana tudo não passava de um desentendimento normal entre casais, que eu esperava fosse resolvido mais cedo ou mais tarde, já que ambos eram pessoas que irradiavam o Bem a sua volta.

Há um ano não vinha tocar seu violão e louvar a Virgem na parte da manhã; dedicava-se a cuidar de Viorel, que eu tive a honra de batizar, embora não me lembre de nenhum santo com este nome. Mas continuava freqüentando a missa todos os domingos, e sempre conversávamos no final, quando todos já tinham ido embora. Dizia que eu era seu único amigo; juntos participamos das adorações divinas, mas agora precisava dividir comigo as dificuldades terrenas.

Amava Lukás mais do que qualquer homem que havia encontrado; era o pai do seu filho, a pessoa que escolhera para dividir sua vida, alguém que renunciara a tudo e tivera coragem bastante para constituir uma família. Quando as crises começaram, ela tentava fazê-lo entender que era passageiro, precisava dedicar-se ao filho, mas não tinha a menor intenção de transformá-lo em uma criança mimada; logo deixaria que enfrentasse sozinho certos desafios da vida. A partir daí, voltaria a ser a esposa e a mulher que ele havia conhecido nos primeiros encontros, talvez até com mais intensidade, porque agora conhecia melhor os deveres e as responsabilidades da escolha que fizera. Mesmo assim, Lukás sentia-se rejeitado; ela procurava desesperadamente dividir-se entre os dois, mas sempre era obrigada a escolher — e nestes momentos, sem a menor sombra de dúvida, escolhia Viorel.

Com meus parcos conhecimentos psicológicos disse que não era a primeira vez que escutava este tipo de história, e que os homens geralmente sentem-se rejeitados em uma situação como essa, mas logo passa; já assistira a este tipo de problema antes, conversando com meus paroquianos. Em uma destas conversas, Athena reconheceu que talvez tivesse se precipitado um pouco, o romantismo de ser uma jovem mãe não lhe deixou ver com clareza os verdadeiros desafios que surgem depois do nascimento do filho. Mas agora era tarde demais para arrependimentos.

Perguntou se eu poderia conversar com Lukás — que jamais aparecia na igreja, seja porque não acreditava em Deus, seja porque preferisse usar as manhãs de domingo para estar mais próximo de seu filho. Eu me prontifiquei a fazê-lo, desde que ele viesse por sua própria vontade. E quando Athena estava prestes a pedir-lhe este favor, a grande crise aconteceu, e o marido saiu de casa.

Aconselhei-a a ter paciência, mas ela estava profundamente ferida. Já tinha sido abandonada uma vez na infância, e todo o ódio que sentia de sua mãe de sangue foi automaticamente transferido para Lukás — embora mais tarde, pelo que soube, tenham voltado a ser bons amigos. Para Athena, romper os laços de família era talvez o pecado mais grave que alguém pudesse cometer.

Continuou a freqüentar a igreja aos domingos, mas voltava logo para casa — já que não tinha mais com quem deixar o filho, e o menino chorava muito durante a cerimônia, incomodando a concentração dos outros fiéis. Em um dos raros momentos que pudemos conversar, disse que estava trabalhando em um banco, tinha alugado um apartamento, e que não me preocupasse; o “pai” (ela deixara de pronunciar o nome do marido) estava cumprindo com suas obrigações financeiras.

Até que veio aquele domingo fatídico.

Eu sabia o que tinha se passado durante a semana — um dos paroquianos me havia contado. Fiquei algumas noites pedindo que algum anjo me inspirasse, explicando-me se devia manter meu compromisso com a Igreja ou meu compromisso com os homens. Como o anjo não apareceu, entrei em contato com meu superior, e ele disse que a Igreja só consegue sobreviver porque sempre foi rígida com seus dogmas — se começasse a abrir exceções, estaríamos perdidos desde a Idade Média. Sabia exatamente o que ia acontecer, pensei em telefonar para Athena, mas não me havia deixado seu novo número.

Naquela manhã, minhas mãos tremeram quando eu levantei a hóstia, consagrando o pão. Disse as palavras que a tradição milenar me havia transmitido, usando o poder passado de geração em geração pelos apóstolos. Mas logo meu pensamento se voltou para aquela moça com seu filho no colo, uma espécie de Virgem Maria, o milagre da maternidade e do amor manifestos no abandono e na solidão, que acabara de entrar na fila como sempre fazia, e, pouco a pouco, se aproximava para comungar.

Penso que grande parte da congregação ali presente sabia o que estava acontecendo. E todos me olhavam, aguardando minha reação. Vi-me cercados de justos, pecadores, fariseus, sacerdotes do Sinédrio, apóstolos, discípulos, gente de boa e de má vontade.

Athena parou diante de mim e repetiu o gesto de sempre: fechou os olhos, e abriu a boca para receber o corpo de Cristo.

O Corpo de Cristo permaneceu nas minhas mãos.

Ela abriu os olhos, sem entender direito o que estava acontecendo.

— Conversamos depois — sussurrei.

Mas ela não se movia.

— Tem gente atrás de você na fila. Conversamos depois.

— O que está acontecendo? — todos que estavam próximos puderam escutar sua pergunta.

— Conversamos depois.

— Por que não me dá a comunhão? Não vê que está me humilhando diante de todos? Não basta tudo aquilo que já passei?

— Athena, a Igreja proíbe que pessoas divorciadas recebam o sacramento. Você assinou os papéis esta semana. Conversamos depois — insisti mais uma vez.

Como não se movia, fiz menção para que a pessoa atrás dela passasse pelo lado. Continuei dando a comunhão até que o último paroquiano a tivesse recebido. E foi então que, antes de voltar ao altar, escutei aquela voz.

Já não era a voz da moça que cantava para adorar a Virgem, que conversava sobre seus planos, que se comovia ao contar o que aprendera sobre a vida dos santos, que quase chorava ao dividir suas dificuldades no casamento. Era a voz de um animal ferido, humilhado, com o coração repleto de ódio.

— Pois maldito seja este lugar! — disse a voz. — Malditos sejam aqueles que jamais escutaram as palavras de Cristo, e que transformaram sua mensagem em uma construção de pedra. Pois Cristo disse: “vinde a mim os que estão agoniados, e eu os aliviarei”. Eu estou agoniada, ferida, e não me deixam ir até Ele. Hoje aprendi que a Igreja transformou estas palavras: vinde a mim os que seguem as nossas regras, e deixem os agoniados para lá!

Escutei uma das mulheres na primeira fila dizendo que se calasse. Mas eu queria ouvir, eu precisava ouvir. Voltei-me e fiquei diante dela, com a cabeça baixa — era a única coisa que podia fazer.

— Juro que jamais tornarei a colocar os pés em uma igreja. Mais uma vez sou abandonada por uma família, e agora não são dificuldades financeiras, ou imaturidade de gente que casa cedo. Malditos sejam todos os que fecham a porta para uma mãe e um filho! Vocês são iguais àqueles que não acolheram a Sagrada Família, iguais ao que negou Cristo quando Ele mais precisava de um amigo!

E, dando meia-volta, saiu aos prantos, com o filho nos braços. Eu terminei o ofício, dei a bênção final, e fui direto para a sacristia — naquele domingo não haveria confraternização com os fiéis, nem conversas inúteis. Naquele domingo, eu estava diante de um dilema filosófico: tinha escolhido respeitar a instituição, e não as palavras na qual a instituição é baseada.

Já estou velho, Deus pode me levar a qualquer minuto. Continuei fiel à minha religião, e acho que, apesar de todos os seus erros, está sinceramente se esforçando para corrigir-se. Isso levará décadas, talvez séculos, mas um dia tudo que será levado em conta é o amor, a frase de Cristo: “vinde a mim os agoniados, e eu os aliviarei”. Dediquei minha vida inteira ao sacerdócio, e não me arrependo um segundo da minha decisão. Mas em momentos como o que ocorreu naquele domingo, embora não duvidasse da fé, passei a duvidar dos homens.

Sei agora o que aconteceu com Athena, e me pergunto; será que tudo começou ali, ou já estava na sua alma? Penso nas muitas Athenas e Lukás do mundo, que se divorciaram, e por causa disso já não podem receber o sacramento da Eucaristia, resta-lhes apenas contemplar o Cristo sofredor e crucificado, e escutar Suas palavras — que nem sempre estão de acordo com as leis do Vaticano. Em uns poucos casos estas pessoas se afastam, mas a maioria continua vindo à missa dos domingos, porque estão habituados com isso, mesmo conscientes que o milagre da transmutação do pão e do vinho na carne e no sangue do Senhor lhes é proibida.

Penso que, ao sair da igreja, Athena pode ter encontrado Jesus. E, chorando, se atirou em seus braços, confusa, pedindo que lhe explicasse por que estava sendo obrigada a ficar do lado de fora só por causa de um papel assinado, uma coisa sem a menor importância no plano espiritual, e que só interessava mesmo a cartórios e imposto de renda.

E Jesus, olhando para Athena, possivelmente teria respondido:

— Veja bem, minha filha, também estou do lado de fora. Há muito tempo eles não me deixam entrar ali.

Próximo texto: 08.09.06

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{ 111 comments }

Cecilia September 1, 2006 at 5:19 am

Que importa a distância?

Que importa se a distância estende entre nós léguas e léguas?

Que importa se existe entre nós muitas montanhas?

O mesmo céu nos cobre e a mesma terra liga nossos pés.

No céu e na terra é tua carne que palpita.

Em tudo eu sinto teu olhar se desdobrando na carícia violenta do teu beijo.

Que importa a distância e que importa a montanha

se tu és a extensão da carne sempre presente?

( Vinícius de Moraes

mayra September 1, 2006 at 2:17 am

Vera ( Paulo Coelho, venceu seu ego, portanto nao se aborrecera com
esta conversa paralela)
Amei tua ideia sensivel de olhar no espelho e ver a criacao divina, que
somos nos. Obrigada pela tua sensibilidade.

PAULO EU AMO VOCE

Fabi August 31, 2006 at 9:00 pm

Olá tudo bem?
Confesso que comecei a ler esses capítulos por curiosidade e agora encontro-me completamente fascinada e mal posso esperar pela data de lançamento.
Quando li o “diário de um mago”, fiquei com a impressão de ter alguém sempre por perto acompanhando meus passos, senssação estranha essa, e isso acontece todas as vezes que leio as tuas obras. Não nos deixe esperando muito tempo por um novo capítulo, um grande abraço!!!

ODEMIR AP MEDINA August 31, 2006 at 8:26 pm

Que categoria em…..Paulo sempre se superando…..Tenho todos os seus livros e este vou ler antes de ser lançado poi não perco um capítulo, aqui colocado a nossa disposição…..Que criatura privilegiada és tú… com a graça de DEUS….. ESSE Livro vai ser outro de seus melhores.. Vida longa pra voce amigo,… Merecia ser imortal,, não um imortal só da academia, um “SER IMORTAL” …………………………PARABÉNS

vera August 31, 2006 at 6:14 pm

MAYRA,
sabe, dou-lhe toda a razão… Faz parte da evolução… Mas custa-me a aceitar…
Todos nós, pelos menos em algum momento das nossas vidas, julgamo-nos «grande coisa», os maiores. Quando escrevi o comentário estava a pensar na humanidade de uma forma geral e em mim em 1º lugar, muito sinceramente.
Julgo que o mais grave é que muitos estacionam na evolução, acomodam-se a essa posição.É isso que me custa aceitar… É bom sentirmo-nos os maiores, poderosos! E não vemos que uma coisa é olhar para o espelho e ver um deus, sentir-se grande, dono da verdade, tipo «quero, posso e mando»; outra coisa é olhar para o espelho e ver Deus… ver uma criação divina, ver a perfeição da criação divina e ver Deus nos nossos gestos, pensamentos, acções e sentimentos…e ver Deus nos outros seres. Se o fizessemos ninguém ficaria à porta da Igreja…
Mas acomodamo-nos tanto à posição de deus….
Obviamente é apenas a minha opinião…
(Peço desculpa ao Paulo Coelho por este diálogo paralelo)

claudio eugenio luz August 31, 2006 at 5:50 pm

Calma, estou lendo. Sorvendo gota a gota cada frase e, mesmo que não seja lido, calma, estou lendo.

hábraços

Jody August 31, 2006 at 5:27 pm

….Ola…….

Que bom um novo livro …

Obrigada

Débora August 31, 2006 at 4:53 pm

Olá Paulo Coelho,
´Como sempre vc surpreende as pessoas com aquilo que realmente inquieta a alma humana em situações transitorias que afligem nossas vidas, momentos em que necessitamos de uma ajuda suprema, e que achamos necessária a intervenção humana pra chegarmos a força maior que nos rege, dai vem uma grande decepção quando descobrimos que está forças abita em nós e a igreja é apenas e tão somente uma instituição que segue em busca de interesses próprios e convenientes q a ela que naum mais atendem aos anseios de nossas tribulações atuais… Um grande bj, adorei.

Virginia August 31, 2006 at 3:39 pm

Quanta gente sintindo a mesma coisa em relacao a Igreja Catolica! Vindo de um pais que nao poe atencao nenhuma na religiao e a conexao com Deus e tendo sido uma pessima catolica, vim morar na USA e achei (por causa do meu proprio sofrimento) amigos cristiaos que me levaram a um igreja cristiana em plenoTimes Square/NY (quase o unico lugar aonde uma igreja nao poderia estar). Tendo sentido essa ausencia, a carencia de toda coisa espiritual nas igrejas catolicas, agora sinto que meu coracao esta cheio de espiritualidade, e ate sinto que o Espiritu Santo esta trabalhando em muitas areas que eu tenho para melhorar. Acordo cedissimo cada manha para trabalhar, mas nao deixo de acordar cedissimo aos domingos para poder ‘reservar’ meu lugar nesta igreja enorme que esta cheia de gente que tem fe em Deus e que tenta levar sua vida da maneira que a Biblia estabelece.
Vou me divorciar a finais de ano mas, com certeza, eu vou poder continuar a recever ‘o pao e o sangue de Cristo’ cada primeiro domingo do mes.
Corajoso Paulo Coelho por ter aberto esta porta a discussao general de todos os que acreditamos que estamos neste planeta porque Deus nos escolheu e porque temos um proposito que devemos cumplir antes do nosso ultimo dia na terra e nao pelo que ‘homens como nos’ estabelecem que podemos ou nao fazer. A Biblia e’ o manual da nossa vida.

Bia August 30, 2006 at 9:22 pm

Caro Paulo Coelho…
há algum tempo atrás escrevi sobre um texto seu(do guerreiro da Luz) que falava sobre a felicidade, acredito que vc nao tenha lido pois estava viajando na época , nao faz mal… eu escrevi e pra mim é isso que conta…
há muito tempo deixei de frequentar a igreja católica, basicamente logo após a primeira comunhão, eu era discriminada pela professora da eucaristia por ” não ter pai ” apesar deste fato nunca ter me incomodado a discriminação me deixou irada!!!! sempre me perguntei se era o caminho certo a seguir, afinal eu acredito em Deus e tenho plena confiança que ele sempre me guiará pelo melhor caminho, mesmo que nem sempre seja o mais fácil… seu texto veio complementar algo que ouvi há muito tempo: ” O Senhor Deus está em cada um de nós e em todos nós, e nao é preciso templos para adorá-Lo” Isso me conforta, e me faz lembrar que sempre que precisarmos de ajuda, esta ajuda estará lá! As vezes num texto de um autor que gostamos, as vezes simplesmente olhando uma flor que brotou onde não deveria… Sucesso e que vc encontre a felicidade que procura!

Isis August 30, 2006 at 8:54 pm

Olha o que encontrei:
“Ser como um rio que flui
Silencioso no meio da noite
Não temer as trevas da noite
Se há estrelas no céu, refleti-las.
E se o céu se enche de nuvens
Como o rio, as nuvens são água;
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundidades traqüilas

Mayra de Santa Catarina August 30, 2006 at 8:52 pm

Olha amei o nome e quero aproveitar
para convidar as pessoas a visitarem a ilha de Porto Belo
em Sta Catarina….

EM RELACAO AO COMENTARIO DE VERA
Vera… faz parte da nossa evolucao… ate mesmo essa “ilusao” de que
somos “grande coisa”

Advaldo August 30, 2006 at 8:41 pm

Surpreendente.
Não paenas este capítulo, mas todos os anteriores e também todos os livros anteriores.
Paulo, parabéns!
Você é especial, muito criativo.
Ainda bem que seu talento foi reconhecido em vida, pois a maioria dos grandes artistas só são reconhecidos postumamente.
Você consegue prender o leitor, suas fórmulas são inovadoras e fascinantes; consegue expor o texto com total controle e magia, nem mais, mem menos… Você é simplesmente diferente!!!!
Diferencial este que o torna genial!

vera August 30, 2006 at 8:36 pm

Desculpem estar aqui novamente, mas este tema «mexe» muito comigo ( razões pessoais).
Eu já achei que o problema das religiões foi a institucionalização, a criação de Igrejas, regras, leis, mandamentos. Depois, achei que o problema era que cada pessoa tinha uma perspectiva diferente de Deus, via Deus à sua maneira. Mais tarde pensei que o problema era que cada pessoa tinha criado o seu próprio deus de acordo com as suas necessidades ( que variavam de momento para momento e de acordo com interesses pessoais, políticos e económicos…)…. Tantos deuses só podiam entrar em guerra…
Hoje acho que o problema é diferente… Cada, pessoa quando se olha no espelho, julga ver um deus e aje como tal…

Melisa August 30, 2006 at 6:21 pm

Familia eh karma??
Igreja, Sinagoga, Templo/// Locais as vezes mais profanos que sagrados.

Mas AMIGOS nossa doi muito… ser colocada a distancia
amigos que nao querem saber se tem comida na tua mesa!!!!…
Eu passei fome, depois do meu divorcio os ” amigos” sumiram
e eu tinha de escolher comia ou dava comida para os filhos
e os amigos…. onde foram os amigos….????

Margarete August 30, 2006 at 5:42 pm

Ola

Estamos aproveitando muito os comentarios
no orkut…vale a pena….

Karine August 30, 2006 at 5:33 pm

Oi Paulo!
Quando eu começo a estacionar minha vida,
“vem vc” e me empurra de novo pro mundo.
Obrigada por nao me deixar viver a vida comodamente.
Deus te abençoe sempre!
Parabens e sucesso!!!!

kris August 30, 2006 at 4:17 pm

Em cada pequena letra que leio nesse blog mais me dá ganas de ter o livro nas mãos e devorá-locomo a um amante ausente…
dia 27 de setembro será sem dúvida dos dias mais felizes da minha vida…..
e realmente..agora entendo porque sempre que entro numa igreja sinto falta de algo..em vez de sentir paz sinto uma grande revolta pois se vou a uma igreja é para estar mais “perto” de deus e Jesus, no entãnto quando entro so encontro um grande vazio, fisico, espiritual…
realmente, jesus vê vedada a sua entrada na “suposta” casa do seu PAI.

OBRIGADA PAULO POR MAIS UMA VEZ ME DAR ALENTO ATE AO DIA 27 DE SETEMBRO!!!

Vera August 30, 2006 at 8:35 am

A Igreja teve medo (seja qual for a Igreja)… Teve medo de tudo aquilo que pudesse minar os seus alicerces… Teve medo da Razão, da Ciência, da Verdade…. Então tentou manter os «fiéis» na «ignorância»… Quanto menos soubessem menos possibilidade havia de se afastarem. A Igreja Católica fê-lo através de demonstrações de força, como o Tribunal do Santo Ofício ou Inquisição. Não esqueçamos o Índex, a censura aos livros, à cultura. Actualmente faz de outra forma, assim como outras igrejas, como sabemos… Na minha opinião, assim só estão a mostrar a sua fraqueza… Pois quem tem necessidade de se afirmar pela força tem alguma fraqueza a esconder…
A minha mãe ainda me fala do tempo em que as missas eram ditas em latim! E diz-me que ela, assim como todos, respondiam como papagaios às invocações do padre…em latim… Nos anos 40/50 do século XX ninguém sabia latim, nem o padre da aldeia da minha mãe!
É uma católica que está a escrever, que acredita na mensagem de Jesus e não no que fizeram dela…

Tania August 30, 2006 at 3:19 am

Oi, Paulo!

A hipocrisia sempre à postos na Igreja…..bendito é aquele que acredita no poder de um Ser Maior, Energia do Universo Criador, sem a necessidade de instituições para determinar o que é correto…………
abraços…………..estou ansiosa esperando o livro impresso.

Mesmo lendo sua coluna sobre o ” roubo” de seu livro na net, não tenho essa curiosidade….quero mesmo é poder manusear as boas e velhas folhas de papel………

Priscilla da Silva Fagundes August 30, 2006 at 3:14 am

Esta frase final me arrepiou da cabeça aos pés.
É exatamente o q acontece, desde a Inquisição, desde as Cruzadas, desde o Feudalismo, desde o Império Romano.
Jesus Cristo está em todos os lugares…mas na maioria das vezes, não está na igreja. Porque os homens deturparam suas palavras, seus dogmas, seu Amor. Porque os homens têm sentimentos chamados preconceito, mesquinhez, inveja, egoísmo. Porque pensam que, por estarem sempre dentro da igreja, ‘louvando’ a Deus, são melhores que os outros irmãos, e podem cometer qualquer tipo de injustiça, pois esta lhe será perdoada, já que passam suas vidas ‘servindo’ ao Senhor.
Mais uma vez vejo cenas de minha vida descritas em seu livro. Como em todos os outros.
Minha adimiração por você é infinita.
Beijos

lucy almeida August 30, 2006 at 3:00 am

sensacional, a igreja em si é apenas um banco de sem respeito as palavras de Jesus, esta tudo errado, catolicismo nao existe com sinceridade so money, parabens Paulo falou e disse, espero o seu livro ansiosamente;

Jonatan August 29, 2006 at 11:56 pm

Certamente será mais um sucesso o próximo livro dele, magnífico mesmo!!

isabel August 29, 2006 at 11:43 pm

religiao é um remedio necessarioa humanidade, mas existe contraindicação para alguns seres humanos, o preconceito nao existe apenas na catolica mas em todas , desviaram completamente do que o proprio jesus ensinou, fizeram suas proprias leis

Denis Manoel August 29, 2006 at 10:35 pm

è incrível como deixamos de evoluir quando nos prendemos a dogmas… Creio que não existe um manual para seguir a Cristo, Ele está em todos os lugares, e jamias fecha a porta para um fiel

Comunidade A Bruxa de Portobello (estão todos convidados)
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18946024

Eli August 29, 2006 at 9:50 pm

Vaya, vaya.

Por un momento pensé que ibámos a ver otra bruja haciendo pócimas y conjuros.

” Y por ser tibio, ni frio ni caliente, te vomito de mi boca….” o algo así….

Nada tibio.

¡FELICIDADES!

vera August 29, 2006 at 9:26 pm

Os seus livros falam sobre a « história» da minha vida, as minhas vivências, aquilo que experiencio, aquilo que sinto, aquilo que penso, que desejo, que anseio, que busco… Sobre o meu caminho, as suas dificuldades e alegrias, combates, vitórias e derrotas. é a vida de todos nós… Não sou Bruxa… Mas é a minha vida também… E é também a de Paulo Coelho e é isso que o aproxima dos leitores, ou que aproxima os leitores de si….
Estes capítulos estão a tocar-me a alma… a inquietar-me… é a minha vida e de tanta gente! Obrigada! Vejo com mais clareza aquilo que já sabia, mas que nunca tinha visto fora de mim…

Jofrancis Costa Sulzbach August 29, 2006 at 9:03 pm

‘É triste sabermos que até hoje não a igreja católica mantem seus dogmas, mas, triste mesmo é nós mortais olhar, saber e não poder fazer nada’

Senhor, nos guie sempre

Paulo, mais uma vez… ‘Parabéns’

vera August 29, 2006 at 9:02 pm

Os seus livros falam a minha linguagem, a história da minha vida. Eu não sou bruxa, não pertenço a nenhuma ordem ou nenhuma comunidade (nem sei se estou a dizer algum disparate, peço perdão). Mas reconheço-me neles. As situações, os pensamentos, as dúvidas, as escolhas, os caminhos, os sentimentos, a religiosidade, a busca… No fundo, falam-nos daquilo que vivemos, somos e tentamos ser, procuramos… E também, creio eu, a experiência do escritor ( o que muito nos aproxima dele).
Estes capítulos fascinaram-me… Entraram-me na pele e mais fundo na alma… Obrigada…

Carolinna August 29, 2006 at 8:52 pm

Realmente…

Sem palavras para esse capítulo.

Acredito que nesse momento, todos estão refletindo o que acamos de ler…

Rita August 29, 2006 at 8:31 pm

Ha tantos preconceitos no mundo…
Há tantas humilhações…
Jesus também foi muito humilhado.
E quando a gente chora, ele chora junto com a gente.

Margarete August 29, 2006 at 7:48 pm

BOM ESSE LIVRO….
PAINHO AMAAAA TEUS LIVROS

UM BEIJO DO NORDESTE

Claudia Komamura August 29, 2006 at 7:16 pm

É o primeiro capítulo do livro que estou lendo, passei por aqui via a comunidade Paulo Coelho do Orkut. Achei interessante o nome dos personagens, uma coisa que eu sempre acho complicada quando vou escrever. Conta o mestre Machado de Assis que os nomes sempre dizem muito, ou tudo sobre os personagens! Parabéns pela nova conquista, Paulo.

Abraço

Lily Evans August 29, 2006 at 7:06 pm

Querido Paulo,
Esse capítulo me lembrou a música do Zé Geraldo, Cidadão… “Fui Eu quem criou a Terra, enchi os rios fiz a serra, não deixei nada faltar, mas hoje o homem criou asas e na maioria das casas eu também não posso entrar!!”
Lindo, como todos os outros… verdadeiro também… você sabe como falar aos nossos corações, por isso eu te adimiro tanto…
Dues nos abeçoe… hoje, agora e sempre…

Da fã Taynná Monteiro Gripp

Marcelino Rodriguez August 29, 2006 at 6:34 pm

Eu me divorcio esse ano e vou comungar sempre que quiser, não preciso falar heheh “A lei foi feita para o homem e não o homem para a lei”. Marcelino Rodriguez

Serafina August 29, 2006 at 6:03 pm

Primeiro processo nessa criacao das imagens/ e da consciencia…
Perceba voce mesmo como um ator… observe, nao deixe o spiritum
seculare the moldar….molda a si propria.. recria-te….

Paulo …voce eh incrivel … tenho eh coragem para escrever no teu blog, pois
a tua capacidade de comunicacao me espanta e me intimida…
Gostaria de ser assim boa escritora como voce… mas sou uma mediucre aprendiz…

Soraiah August 29, 2006 at 5:58 pm

EH ISSO AI…..
OS BRUXOS UNIDOS JAMAIS SERAO VENCIDOS……
HEHEHEHEHE

Lia Sanches August 29, 2006 at 5:55 pm

Hola,

Como vai vc?

Lembra-se de mim sou a Lia de Copacabana…
Bacana esse teu blog…

Sucesso….

Incrivel, Otimo….
AMANDO….
Olha tenho saudade dos cafesinhos….
Espero te rever inda nesse tempo…
Quem sabe????

Deborah August 29, 2006 at 5:52 pm

Ola….

Bonito texto….

Sucesso Certo….
Parabens

Margarete August 29, 2006 at 3:02 pm

Paulo…

Obrigada por esse presente: um livro novo.

Sorte e aproveite o sucesso desta nova obra

Peterson August 29, 2006 at 3:01 pm

Sr.Paulo

MAGNIFICO…..
MAGNIFICO…..
Me deixa sem palavras!!!!

James August 29, 2006 at 2:59 pm

Nossa… eh assustador pensar que ainda hoje 2006
A igreja mantem no Vaticano um departamento de INQUISICAO
ativo…em busca…
Mas os padres que cometeram abuso sexual (pedofilicos) nao sao perseguidos, nem deixados do lado defora.
Seguem com as maos marcadas de sangue, proclamando
o rito eucaristico…
Sera o corpo do demonio que eles entregam ao fiel desatento?
Que BARBARIDADE!

Miriam August 29, 2006 at 2:52 pm

Ola Paulo,
Penso que deve ser muito triste ser colocado do lado de fora.
Ser uma “persona non grata” Ter de seguir sozinho sem ajuda
Bonito o texto, refrescante como a brisa da manha, renovante
como o ar fresco no alto da montanha…
Quantas ‘familias sagradas” hoje seguem a margem?

Paulo … como sempre a tua forma de escrever encanta…
Parabens….

Marcia Nascimento August 29, 2006 at 2:52 pm

Nossa ! Nesse capítulo vc levanta uma questão de extrema delicadeza e polêmica em relação a um dos inúmeros dogmas da Igreja.

Milhões de católicos de todo o mundo que se divorciam no âmbito civil , são excluídos da eucaristia, porém nunca deixaram de ser bons católicos, nunca abandonaram a sua Igreja, nunca abandonaram sua fé em Cristo.

A regra é clara, segundo a doutrina, os divorciados, não podem receber a comunhão.

Por outro lado, pessoas que estão na prisão por ter cometido grandes delitos podem receber o sacramento, o que é por mim interpretado como uma incoerência.

Por sua vez , a Igreja católica se mostra firme na oposição à comunhão a essas pessoas e este comportamento não irá mudar , não pensam em uma reforma para atrair mais fiéis, pelo contrário, ela é irredutível as suas regras e dogmas que acabam por afastar cada vez mais os cristãos dos seus templos.

Não concordo com vários dogmas impostos, mas nem por isso deixo de frequentar a missa , por considerar um ritual de imenso poder espiritual, e por fortalecer minha fé no CRIADOR.
Não recebo a eucaristia por estar na mesma condição de Athena, e compreendo perfeitamente a sua revolta, mas a minha fé em Deus é infinita e minha comunhão com o senhor é dentro do meu coração, e nas boas ações no dia a dia.

Agradeço por nos presentear com palavras de profunda sabedoria :”Veja bem, minha filha, também estou do lado de fora. Há muito tempo eles não me deixam entrar ali.” É isso aí….

Esta frase , fechou o capítulo com chave de ouro. Parabéns querido , o seu livro, com certeza, já é um sucesso.

Beijocas/Marcia

Gisele Fernandes August 29, 2006 at 1:31 pm

Paulo estou aqui pensando em algo a dizer,mas fica cada vez mas dificil diante das histórias que você conduz com tanta sabedoria,mas vou arriscar.Primeiro a vida que há e emoção por trás das letras impressas seu conhecimento que nós impressionam e principalmente a clareza e riqueza das palavras simples e cheia de verdades que faz de você um ser na minha visão ,extraordinário, original, criativo, ousado, cheio de luminosidade, inteligência,insubstituível,apaixonante,fascinante,enfim aceite minha admiração com todo carinho e o desejo já confirmado do sucesso que este livro será, estou adorando!!!!!Paulo só fica aqui registrado minha angustia acredito que não seja só a minha de ler o livro todo, mas por outro lado é bom porque a espera faz parte e se torna grandiosa para á imaginação.Um grande abraço!!!!!!

Samira Rodrigues August 29, 2006 at 11:33 am

È impressionante a emoção que esse capítulo me fez sentir!!!!!!!!!! Infelizmente ainda hoje há pessoas que preferem seguir com mais fé os dogmas da Igreja do as palavras de Cristo. Venho de uma cidade pequena e sei muito bem o que isso significa. Nunca podemos esquecer o que Ele nos ensinou: “Amai uns aos outros como eu vos amei”!!!!!!!!!!!! Parabéns Paulo por mais este capítulo. Vai gerar muita polêmica, mas será bom para nos fazer refletir sobre o verdadeiro significado da religião e da fé. Abraços !!!

Asa August 29, 2006 at 11:18 am

Tenho gostado do que tenho lido até aqui. Parece-me um livro bastante diferente dos outros. Não sei o que esperar.
Aguardo ansiosamente a sua edição e um novo capítulo no blog.

P.S. Tive pena que estivesse estado em Portugal e eu não tenha sabido a tempo. Será que depois do lançamento do livro, não virá cá?

Beijos

Asa

Bruno Merigue August 29, 2006 at 11:10 am

Chico Xavier não contradiz, quando psicografa: “por favor, deixa o Outro Mundo em paz! O mistério está aqui”.
Lendo o oitavo capítulo, emocionei-me quando o autor retrata a Sagrada Família.
Diria que foram palavras sábias em um momento tão preciso e necessário.
Parabéns novamente por toda beleza e sabedoria.
Tenha um feliz segundo de vida.

Escrito no imenso mar, da Bacia de Campos, litoral Fluminense.
Navio FPSO-Petrobrás 37.

Joyce de Fátima da Rocha August 29, 2006 at 10:26 am

É forte mas é verdadeiro…

Abram os olhos essa é a verdade…

Parabens esse capítulo esta mais verdadeiro ainda!!!

Célia (Madeira - Portugal) August 29, 2006 at 9:50 am

Olá Paulo Coelho,
Acredito que Jesus Cristo teria dito exactamente essas palavras!
Há muito tempo que não deixam Jesus Cristo entrar em algumas igrejas católicas. A Sua mensagem foi adulterada, modificada para servir interesses da Igreja.
A Mensagem de Jesus Cristo é linda.
Parabéns pelo texto.

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