Nono Capítulo

by Paulo Coelho on September 8, 2006

Pavel Podbieslki, 57 anos, proprietário do apartamento

Eu e Athena tínhamos uma coisa em comum: éramos ambos exilados de guerras, chegamos à Inglaterra ainda crianças, embora minha fuga da Polônia tenha acontecido há mais de cinqüenta anos. Nós dois sabíamos que, embora sempre haja uma mudança física, as tradições permanecem no exílio — as comunidades tornam a se reunir, a língua e a religião continuam vivas, as pessoas tendem a se proteger umas às outras no ambiente que será para sempre estrangeiro.

Da mesma maneira que as tradições permanecem, o desejo de voltar vai sumindo. Ele precisa permanecer vivo em nossos corações, uma esperança com a qual gostamos de nos enganar — mas que nunca será colocada em prática; eu jamais tornarei a viver em Czestochowa, ela e sua família jamais retornariam a Beirute.

Foi este tipo de solidariedade que me fez alugar o terceiro andar de minha casa em Basset Road — caso contrário, eu teria preferido inquilinos que não tivessem crianças. Já havia cometido este erro antes, e duas coisas aconteciam: eu me queixava do barulho que eles faziam durante o dia, e eles se queixavam do barulho que eu fazia durante a noite. Ambos tinham suas raízes em elementos sagrados — o choro e a música —, mas, como pertenciam a dois mundos completamente diferentes, era difícil que um tolerasse o outro.

Avisei-a, mas ela não ligou, e disse que ficasse tranqüilo quanto ao seu filho: ele passava o dia inteiro na casa da avó. E o apartamento tinha a conveniência de ser perto de seu trabalho, um banco nas redondezas.

Apesar dos meus avisos, apesar de ter resistido bravamente no inicio, oito dias depois a campainha de minha porta tocou. Era ela, com o menino nos braços:

— Meu filho não consegue dormir. Será que apenas hoje não dá para abaixar a música…

Todos na sala a olharam.

— O que é isso?

O menino em seu colo parou imediatamente de chorar, como se estivesse tão surpreso como a mãe ao ver aquele grupo de gente, que subitamente parara de dançar.

Apertei o botão que dava uma pausa na fita cassete, acenei com uma das mãos para que entrasse, e logo destravei de novo o aparelho de som, de modo a não perturbar o ritual. Athena sentou-se em um dos cantos da sala, embalando o bebê em seus braços, vendo que ele dormia com facilidade apesar do ruído do tambor e dos metais. Assistiu a toda a cerimônia, saiu quando os outros convidados também saíram e — como eu podia imaginar — tocou a campainha de minha casa na manhã seguinte, antes de ir para o trabalho.

— Não precisa me explicar o que vi: gente dançando de olhos fechados, e sei o que isso significa, porque muitas vezes faço a mesma coisa, são os únicos momentos de paz e de serenidade na minha vida. Antes de ser mãe, freqüentava boates com meu marido e meus amigos; ali também via gente na pista de dança com os olhos fechados, algumas apenas para impressionar os outros, outras como se fossem movidas por uma força maior, mais poderosa. E, desde que me entendo por gente, encontrei na dança uma maneira de conectar-me com algo mais forte, mais poderoso que eu. Mas queria saber que música é essa.

— O que vai fazer neste domingo?

— Nada de especial. Passear com Viorel no Regent’s Park, respirar um pouco de ar puro. Terei muito tempo para minha própria agenda — neste momento de minha vida, escolhi seguir a agenda do meu filho.

— Pois irei com você.

Nos dois dias antes de nosso passeio, Athena vinha assistir ao ritual. O filho dormia depois de alguns minutos, e ela apenas olhava, sem dizer nada, o movimento ao redor. Embora permanecesse imóvel no sofá, tinha certeza que sua alma estava dançando.

Na tarde de domingo, enquanto passeávamos no parque, pedi que prestasse atenção a tudo que estava vendo e ouvindo: as folhas que balançavam ao vento, as ondas na água do lago, os pássaros cantando, os cães latindo, os gritos de crianças que corriam de um lado para o outro, como se obedecessem a uma estranha lógica, incompreensível para os adultos.

— Tudo se move. E tudo se move com um ritmo. E tudo que se move com um ritmo provoca um som; isso está acontecendo aqui e em qualquer lugar do mundo neste momento. Nossos ancestrais notaram a mesma coisa, quando procuravam fugir do frio em suas cavernas: as coisas se moviam e faziam barulho.

“Os primeiros seres humanos talvez tivessem olhado isso com espanto, e logo em seguida com devoção: entenderam que esta era a maneira de uma Entidade Superior comunicar-se com eles. Passaram a imitar os ruídos e os movimentos à sua volta, na esperança de comunicar-se também com esta Entidade: a dança e a música acabavam de nascer. Há alguns dias você me disse que, dançando, consegue comunicar-se com algo mais poderoso que você.”

— Quando danço, sou uma mulher livre. Melhor dizendo, sou um espírito livre, que pode viajar pelo universo, olhar o presente, adivinhar o futuro, transformar-se em energia pura. E isso me dá um imenso prazer, uma alegria que está sempre muito mais além das coisas que já experimentei, e que terei que experimentar ao longo de minha existência.

“Em uma época da minha vida estava determinada a transformar-me em santa — louvando Deus através da música e dos movimentos do meu corpo. Mas este caminho está definitivamente fechado para mim.”

— Que caminho está fechado?

Ela ajeitou a criança no carrinho de bebê. Vi que não tinha vontade de responder à pergunta, insisti: quando as bocas se fecham, é porque algo de importante está para ser dito.

Sem demonstrar nenhuma emoção, como se tivesse que agüentar sempre em silêncio as coisas que a vida lhe impunha, ela contou-me o episódio da Igreja, quando o padre — talvez seu único amigo — lhe havia recusado a comunhão. E a maldição que lançara naquele minuto; abandonara para sempre a Igreja Católica.

— Santo é aquele que dignifica sua vida — expliquei. — Basta entender que todos nós estamos aqui por uma razão, e basta comprometer-se com ela. Assim, podemos rir de nossos grandes ou pequenos sofrimentos, e caminhar sem medo, conscientes de que cada passo tem um sentido. Podemos deixar-nos guiar pela luz que emana do Vértice.

— O que é o Vértice? Em matemática, é o ponto superior de um triângulo.

— Na vida também é o ponto culminante, a meta de todos aqueles que erram como todo mundo, e, mesmo em seus momentos mais difíceis, não perdem de vista uma luz que emana de seu coração. Isso procuramos fazer em nosso grupo. O Vértice está escondido dentro de nós, e podemos chegar até ele se o aceitarmos, e se reconhecermos sua luz.

Expliquei que a dança que vira nos dias anteriores, realizada por pessoas de todas as idades (no momento éramos um grupo de dez pessoas, entre 19 e 65 anos), tinha sido batizada por mim de “a busca do Vértice”. Athena perguntou onde eu havia descoberto isso.

Contei-lhe que, logo depois do final da Segunda Guerra, parte de minha família tinha conseguido escapar do regime comunista que estava sendo instalado na Polônia, resolvendo mudar-se para a Inglaterra. Escutaram dizer que, entre as coisas que deviam trazer, estavam objetos de arte e livros antigos, muito valorizados nesta parte do mundo.

De fato, quadros e esculturas foram logo vendidos, mas os livros ficaram em um canto, enchendo-se de poeira. Como minha mãe queria obrigar-me a ler e falar polonês, eles serviram para minha educação. Um belo dia, dentro de uma edição do século XIX de Thomas Malthus, descobri duas folhas de anotações de meu avô, morto em um campo de concentração. Comecei a ler, acreditando tratar-se de referências sobre herança, ou cartas apaixonadas para alguma amante secreta, já que corria a lenda de que um dia se apaixonara por alguém na Rússia.

De fato, havia uma certa relação entre a lenda e a realidade. Era um relato de sua viagem à Sibéria durante a revolução comunista; ali, na remota aldeia de Diedov, apaixonou-se por uma atriz (N.R.: foi impossível localizar no mapa tal aldeia; ou o nome foi propositadamente trocado, ou o lugar desapareceu depois das imigrações forçadas de Stalin). Segundo meu avô, ela fazia parte de uma espécie de seita, que julga encontrar em determinado tipo de dança o remédio para todos os males, já que ela permite o contato com a luz do Vértice.

Estavam temerosos que toda aquela tradição pudesse desaparecer; os habitantes seriam em breve deslocados para outro lugar, e o local passaria a ser usado para testes nucleares. Tanto a atriz como seus amigos pediram que escrevesse tudo que tinham aprendido. Ele assim o fez, mas não deve ter dado muita importância ao caso, esquecendo suas anotações dentro de um livro que carregava, até que um dia eu as descobri.

Athena me interrompeu:

— Mas não se pode escrever sobre dança. É preciso dançar.

— Exato. No fundo, as anotações diziam apenas isso: dançar até a exaustão, como se fôssemos alpinistas subindo esta colina, esta montanha sagrada. Dançar até que, por causa da respiração ofegante, nosso organismo possa receber oxigênio de uma maneira que não está acostumado, e isso termina por fazer com que percamos nossa identidade, nossa relação com o espaço e o tempo. Dançar ao som de percussão apenas, repetir o processo todos os dias, entender que em determinado momento os olhos se fecham naturalmente, e passamos a enxergar uma luz que vem de dentro de nós, que responde nossas perguntas, que desenvolve nossos poderes escondidos.

— O senhor já desenvolveu algum poder?

Em vez de responder, sugeri que se juntasse ao nosso grupo, já que o menino parecia sempre estar à vontade mesmo quando o som dos pratos e instrumentos de percussão parecia muito alto. No dia seguinte, na hora que sempre começávamos a sessão, ela estava ali. Apresentei-a aos meus companheiros, explicando apenas que se tratava da vizinha do apartamento de cima; ninguém disse nada sobre sua vida, nem perguntou o que ela fazia. Quando chegou a hora marcada, liguei o som e começamos a dançar.

Ela iniciou seus passos com o menino no colo, mas ele logo dormiu, e Athena o colocou no sofá. Antes de fechar meus olhos e entrar em transe, vi que ela tinha entendido exatamente o caminho do Vértice.

Todos os dias — exceto aos domingos — ali estava ela com a criança. Trocávamos apenas umas poucas palavras de boas-vindas; eu colocava a música que um amigo meu conseguira nas estepes russas, e todos começávamos a dançar até estarmos exaustos. No final de um mês, ela me pediu uma cópia da fita.

— Gostaria de fazer isso de manhã, antes de deixar Viorel na casa de mamãe e ir para o trabalho.

Eu relutei:

— Em primeiro lugar, penso que um grupo que está conectado na mesma energia termina criando uma espécie de aura e facilitando o transe de todo mundo. Além do mais, fazer isso antes de ir ao trabalho é preparar-se para ser despedida, já que passará o dia inteiro cansada.

Athena pensou um pouco, mas logo reagiu:

— O senhor tem razão quando fala na energia coletiva. Vejo que no seu grupo existem quatro casais e sua mulher. Todos, absolutamente todos — encontraram o amor. Por isso, podem dividir uma vibração positiva comigo.

“Mas estou só. Melhor dizendo, estou com meu filho, mas seu amor ainda não pode se manifestar de maneira que possamos entender. Então prefiro aceitar minha solidão: se procurar fugir dela neste momento, jamais tornarei a encontrar um parceiro. Se aceitá-la ao invés de ficar lutando contra ela, talvez as coisas mudem. Vi que a solidão é mais forte quando tentamos nos confrontar com ela — mas torna-se fraca quando simplesmente a ignoramos.

— Você veio para o nosso grupo em busca do amor?

— Acho que seria um bom motivo, mas a resposta é não. Vim em busca de um sentido para a minha vida, cuja única razão é meu filho, e por isso temo que acabe destruindo Viorel, seja com uma proteção exagerada, seja porque terminarei projetando nele os sonhos que não consegui realizar. Em um destes dias, enquanto dançava, me senti curada. Se estivesse com algo físico, sei que poderíamos chamar um milagre; mas era algo espiritual, que me incomodava, e que de repente se afastou.

Eu sabia do que ela estava falando.

— Ninguém me ensinou a dançar ao som desta música — continuou Athena. — Mas eu pressinto que sei o que estou fazendo.

— Não é necessário aprender. Lembre-se de nosso passeio no parque, e do que vimos: a natureza criando o ritmo e adaptando-se a cada momento.

— Ninguém me ensinou a amar. Mas eu já amei a Deus, amei meu marido, amo meu filho e minha família. E mesmo assim, falta algo. Embora eu fique cansada enquanto danço, quando termino pareço estar em estado de graça, em um êxtase profundo. Quero que este êxtase se prolongue durante o dia. E que ele me ajude a encontrar o que falta: o amor de um homem.

“Posso sempre ver o coração deste homem enquanto danço, embora não consiga ver sua face. Sinto que ele está próximo, e para isso preciso estar atenta. Preciso dançar de manhã, de modo que possa passar o resto do dia prestando atenção a tudo que acontece à minha volta.

— Você sabe o que quer dizer a palavra “êxtase”? Ela vem do grego, e significa: sair de si mesmo. Passar o dia inteiro fora de si mesmo, é pedir demasiado do corpo e da alma.

— Tentarei.

Vi que não adiantava discutir, e fiz uma cópia da fita. A partir de então, todos os dias acordava com aquele som no andar de cima, podia ouvir seus passos, e me perguntava como era capaz de encarar seu trabalho em um banco depois de quase uma hora de transe. Em um de nossos encontros casuais nos corredores, sugeri que viesse tomar um café. Athena me contou que tinha feito outras cópias da fita, e que agora muita gente em seu trabalho estava procurando o Vértice.

— Agi errado? Era algo secreto?

Claro que não; pelo contrário, estava me ajudando a preservar uma tradição quase perdida. Nas anotações do meu avô, uma das mulheres dizia que um monge em visita pela região havia afirmado que todos os nossos antepassados e todas as gerações futuras estão presentes em nós. Quando nos libertávamos, estávamos fazendo a mesma coisa com a humanidade.

— Então as mulheres e homens daquela cidadezinha da Sibéria devem estar presentes, e contentes. O trabalho deles está renascendo neste mundo, graças ao seu avô. Mas eu tinha uma curiosidade: por que resolveu dançar, depois que leu o texto? Se tivesse lido algo sobre esporte, teria decidido ser jogador de futebol?

Era a pergunta que ninguém me fazia.

— Porque estava doente, na época. Tinha uma espécie de artrite rara, e os médicos diziam que eu devia me preparar para estar em uma cadeira de rodas aos 35 anos. Vi que tinha pouco tempo diante de mim, e resolvi me dedicar a tudo que não poderia fazer mais adiante. Meu avô tinha escrito, naquele pequeno pedaço de papel, que os habitantes de Diedov acreditavam nos poderes curativos do transe.

— Pelo visto, eles tinham razão.

Eu não respondi nada, mas não estava tão certo assim. Talvez os médicos tivessem se enganado. Talvez o fato de ser um imigrante junto com minha família, sem poder dar-se ao luxo de ficar doente, tenha agido com tal força no meu inconsciente que provocou uma reação natural do organismo. Ou talvez fosse mesmo um milagre, o que iria absolutamente contra o que prega minha fé católica: danças não curam.

Lembro-me que, na minha adolescência, já que não tinha a música que julgava adequada, costumava colocar um capuz preto na minha cabeça e imaginar que a realidade em torno de mim deixava de existir: meu espírito viajava para Diedov, com aquelas mulheres e homens, com meu avô e sua atriz tão amada. No silêncio do quarto eu pedia que me ensinassem a dançar, ir além dos meus limites, porque em pouco tempo estaria paralisado para sempre. Quanto mais meu corpo se movia, mais a luz do meu coração se mostrava, e mais eu aprendia — talvez comigo mesmo, talvez com os fantasmas do passado. Cheguei mesmo a imaginar que música escutavam em seus rituais, e quando um amigo visitou a Sibéria, muitos anos mais tarde, pedi que me trouxesse alguns discos; para minha surpresa, um deles era muito parecido com o que julgava ser a dança de Diedov.

Melhor não dizer nada a Athena — ela era uma pessoa facilmente influenciada, e seu temperamento me parecia instável.

— Talvez você esteja agindo corretamente — foi meu único comentário.

Tornamos a conversar mais uma vez, pouco antes de sua viagem ao Oriente Médio. Parecia contente, como se tivesse encontrado tudo que desejava: o amor.

— As pessoas no meu trabalho criaram um grupo, e chamam a si mesmas “os peregrinos do Vértice”. Tudo graças ao seu avô.

— Graças a você, que sentiu necessidade de dividir isso com os outros. Sei que está de partida, e quero lhe agradecer por ter dado outra dimensão àquilo que eu fiz durante anos, tentando difundir esta luz com alguns poucos interessados, mas sempre de maneira tímida, sempre achando que as pessoas iam achar ridícula toda esta história.

— Sabe o que eu descobri? Que embora o êxtase seja a capacidade de sair de si mesmo, a dança é uma maneira de subir ao espaço. Descobrir novas dimensões, e mesmo assim continuar em contato com seu corpo. Com a dança, o mundo espiritual e o mundo real conseguem conviver sem conflitos. Acho que os bailarinos clássicos ficam na ponta dos pés porque estão ao mesmo tempo tocando a terra e alcançando os céus.

Que eu possa me lembrar, estas foram suas últimas palavras. Durante qualquer dança à qual nos entregamos com alegria, o cérebro perde o seu poder de controle, e o coração toma as rédeas do corpo. Só neste momento o Vértice aparece.

Desde que acreditemos nele, claro.

Próximo Capítulo: 13.09.06

Previous post:

Next post:

{ 41 comments }

Dayane September 27, 2006 at 5:31 pm

Eu acho que esse livro vai ser um arraso como foram os outros obrigada por escrever tam bem

elizabeth September 25, 2006 at 1:23 pm

como sempre otimo!!!!!!!parabens!!!!!!vc e d+!!!!td de bom!!!!bjao

elza machado September 25, 2006 at 3:30 am

estou muito feliz em poder ler esses capitulos antes de ser lancados esta obra de arte maravilhosa que deus te ilumini hoje e sempreum grande abraco elza

Esyath Barret September 24, 2006 at 6:02 pm

Não sei se acredito nesse poder exótico que a dança te de curar ou de nos colocar em transe, mas cerio que a música acalma o espírito, atraplaha os nossos demônios, pois quando alegres ficamos, eles tendem a ir embora, a não ser que desejemos que em nós eles permaneçam… Mas se nos aprimorarmos no quer que seja, podemos amadurecer nossos espíritos e nosso cérebro, de tal modo, que os problemas e os sonhos podem passar a serem simples e fáceis… A dança eleva a alma a um estado de paz e inocência, onde deixamos de lado a constante vigilância, assim podemos ficar mais leves e passarmos a ver a vida com mais simplicidade, sem tantos pós e contras…
Quanto a esse amor que ela sentia vertente e já fazendo parte de si quando dançava, emboranão pudesse ver o rosto deste homem, tento crer que era apenas sua vontade de amar novamente e de ser amada sem ser abandonada… Pois eu tenho meros 19 anos de idade e um dia tive um sonho com um homem, que vi nitidamente o rosto e quando ele se foi, sua lembrança passou a me perseguir até hoje… Ainda não consegui me entregar a ninguém, pois só penso naqueles olhos que se tornaram uma recordação obssessiva para mim, como se a qualquer momento pudesse encontrá-lo… Mas sei que isso não é possível, pois foi apenas um sonho… Provavelmente a mera vontade de amar e ser amada, sem sofrer o abandono que ele me impôs no sonho… O mesmo que impuseram a Athena na vida real…

R.K. September 21, 2006 at 8:07 pm

Vc recebe muitos elogios.
Quando vai disponibilizar a música e a dança e sair da fase de preparo?

maylily alves de araujo rodrigues September 13, 2006 at 11:20 pm

voce realmente e muuito especial adorei todos os capitulos um abraço

Maria Bethania September 13, 2006 at 9:54 am

Li todos os capítulos deixados aqui hoje.
E hoje..está previsto mais um capítulo..que eu espero.
Parabéns..estou adorando.
Abraço fraterno
Betha

Wagner Cruz September 12, 2006 at 11:24 pm

Quando disse que a narrativa estava densa, não foi uma crítica pejorativa, muito pelo contrário, me senti como se estivesse lendo um Saramago, por exemplo. Mas o mais misterioso deste livro, é que parece que ele termina um ciclo…Provoca-me as mesmas emoções e sentimentos profundos que me causaram o Díário de Um Mago por exemplo (primeiro livro seu que li). Se está se fechando um ciclo, então, estamos eu, leitor, renovando a vivacidade que tinha ao ler seus primeiros livros, e o senhor, Escritor, retornando aos sentimentos profundos que o levaram a alcançar o topo da montanha de onde agora, nos observa e nos dá suas palavras sempre animadoras.
Shalom
Wagner Cruz – Bom Despacho/MG

Paulo September 12, 2006 at 10:23 pm

É engraçado, quando tento “esquecer” o Paulo Coelho, deixar de ler os seus livros.
Não consigo, estive demasiado tempo sem ler as suas crónicas e não é o meu espanto quando voltei a acessar o seu site, você nos brinda com este magnifico ” A Bruxa de Portobello” mais um grande sucesso.
Muitos parábens, e continue a nos supreender.
Abraço.

Simone Pazameskas September 12, 2006 at 6:47 pm

olá! Paulo Coelho.
Excelente! É isso que posso dizer no momento, todos os capítulos que li até agora são a tradução de sentimentos maravilhosos, que é a religiosidade, a espiritualidade, à busca da própria verdade, do entusiasmo, do amor, da amizade e tudo isso misturado as historias de pessoas comuns. A dança que é citada nesse capitulo tem para mim uma grande importância porque guando dançamos conseguimos nos sentir livres, felizes, capaz, temos o prazer de estar vivo, e é dessa maneira que o mais puro amor se manifesta. Sei que isso é apenas o começo, o que está por vir ao longo do livro tenho certeza que será compensador. Isso ajuda muito a mim e a todas as pessoas que estão à procura de seu melhor.
Beijos
Simone Pazameskas

BERNADETSI September 12, 2006 at 6:42 pm

OLÁ!!!!!!!!!!!!!!!
PARABENS POR TODOS OS LIVROS, LI OS 9 CAPITULOS DA BRUXA DE PORTOVELHO, ESTOU ADORANDO, NÃO VEJO A HORA DE PODER TER EM MINHAS MÃO E LÊ-LO TODO.
TE ADORO, POIS OS TEUS LIVROS É UMA FORMA DE SAIRMOS DO NOSSO EU, E VIAJAR PARA UM MUNDO QUE SOMENTE TU CONHECES.
COMO É BOM SENTIR QUE PODEMOS AINDA SONHAR, DEIXAR QUE NOSSAS MENTES MONTE UM QUEBRA CABEÇA, PODERMOS APROFUNDAR SEM TER MEDO, SONHAR……É TÃO BOM
QUANDO EU PARTIR LEVAREI UM GRANDE CONHECIMENTO, POIS DE UMA LEITURA, QUE GANHA É SOMENTE QUEM LÊ, E NIGUEM PODE TIRAR O CONHECIMENTO, O SONHO….É TUDO TÃO LINDO……., SEREI ETERNAMENTE GRATA A TI, ESTOU VIVENDO UM DIA APÓS O OUTRO, E CURTO TUDO, POIS CONTIGO APRENDI, QUE TUDO É PASSAGEIRO….
BJS, BERNADETSI

Mariana Tegani September 12, 2006 at 5:15 pm

Querido Paulo,

Confesso estar amando este blog, a cada capítulo, uma aventura, uma emoçÃo, um aprendizado…
Terá tarde de autógrafos?Onde será?

Um beijo
Mari

kelen fernanda raimundo September 12, 2006 at 5:06 pm

Querido Paulo Coelho,
estou adorando seu novo livro nao vejo a hora de poder ler por completo,esta fascinante obra prima da literatura escrita por vc.Adoro seu trabalho,parabens e continue escrevendo livros que edificam a vida da gente.Um bjo!

juliana September 12, 2006 at 4:58 pm

como sempre voce arrasou este livro vai traser bastante gente para a realidade da qual elas nem imaginam que existe mostrando realmente o mundo em que elas vivem parabens

ROSAMAR-RIO JANEIRO -DIZ September 12, 2006 at 3:33 am

Querido amigo Paulo, estou amando seu novo livro, já está comprado,
se americanas.com, não falhar receberei no dia 27, dia do lançamento,
parabéns, quero aproveitar a oportunidade para mandar um beijão para
annamaria, procuro sempre o comentário dela, para saber como ela está,
saiba annamaria que vc está sempre presente nos meus pensamentos,
tenho a mesma coisa que vc, não tão agravante, operei o joelho e piorei,
não aconselho a cirurgia, as dores nas articulações dependendo do tempo
são muitas, te amo de graça, adorei vc comentar que estava no alpendre,
e sua mamãe quiz entrar para ver o faustão, ela brigar com vc por causa
do beijo que vc ia mandar para o nosso escritor amado, amei, querida
fique com DEUS, temos que ter forças e acima de tudo ‘ESPERANÇA’ ,
não perco nunca e vc tb, desculpe-me a intromissão, mas estava louca
para escrever algo para vc, beijinhos para vc e toda a sua familia, com
muito amor e melhoras, bjs
PAULO QUERIDO, QD OPEREI O JOELHO, A PRIMEIRA PERGUNTA
QUE FIZ AO MEU MÉDICO, PODEREI CONTINUAR A DANÇAR?
A DANÇA PARA MIM É UMA TERAPIA, ADORO, ADORO, DANÇAR,
FAZ BEM PARA O CORPO E NOSSA ALMA, BJS

Agostinho September 11, 2006 at 10:56 pm

O amor eh tambem uma danca…

Agostinho

vera September 11, 2006 at 8:43 pm

Os Homens deviam imitar a Natureza e não dominá-la a toda a força…
É maravilhoso fechar os olhos e sentir o mundo que nos rodeia, deixarmo-mos envolver na dança natural do mundo….
O problema começou quando o Homem achou que podia dominar o fogo…
Lindo este capítulo!!! Apetece-me respirar…dançar…

Marisa September 11, 2006 at 2:33 pm

Paulo, como sempre nos faz refletir o lado espiritual da nossa existencia. Estava eu, triste, e comecei a ler os capítulos iniciais do seu novo livro. Este foi o último e o que me deu mas vontade de continuar a ler e aprender sobre o lado espiritual. Amo dançar, mas nunca havia pensado na dança como um “vértice” ou “extase”. Mas analisando metodicamente é exatamente isso que acontec. Não sei se com todo mundo, mas pelo menos comigo. Quando danço, sinto necessidade de fechar os olhos, me sinto transportada pra outra dimensão e me sinto incomodada por não poder permanecer de olhos fechados e nesse transe por muito tempo. Obrigada, Paulo, por mais esse aprendizado.
Abraços

Laenny Jacy,Belo Horizonte September 11, 2006 at 2:01 pm

Olá,Paulo Coelho para mim é sempre esperado um novo livro seu,sou uma “louca“ apaixonada pelos seus livros,leio várias vezes,sou sua fa de carteirinha,particulamente seus livros me ajudam muito,no momento acabei de ler O ZAHIR,enfim me faz bem ler seus livros,e sonho um dia ter uns dos meus livros com um autografo seu…..UM GRANDE ABRAÇO!!!

ALMEIDA September 11, 2006 at 1:02 pm

olá Paulo Coelho

estou adorando acompanhar o livro pelo blog,
muito obrigada por me posibilitar a seus leitores esse prazer!
já acompanho suas publicaçoes a muito tempo.
aguardo ansiosa se possivel pela sua resposta.
gostaria de saber quando o senhor estará no Brasil,
e se possivel q fosse feita uma visita ao Espirito Santo,
mais precisamente ao convento da penha…
um lugar sagrado e encantador….

abraços….

Rangel September 11, 2006 at 12:53 pm

Nesse capitulo pode perceber que Athena é uma pessoa desitida e tem um forte interrese para descobrir a “Tradição”, a cada capitulo apreendo mais conhecimento sobre a vida e que nada estar perdido tudo tem concerto, só basta querermos e ver que isso tem que mudar. Atualmente estou lendo “AS VALKIRAS”que historia fantastica estou impreensionado queria muita saber se tem como encontrar um mestre da tradição para me tornar um apreendiz?!

annamaria September 11, 2006 at 2:53 am

oi paulo coelho…uma esperanca aparece neste capítulo para mim!o vizinho de Athena tinha os dias contados e uma vida curta por causa de ARTRITE.é uma doenca um pouco parecida com ARTROSE.nunca experimentei fazer isso depois de estar na situacao que estou…quase já sem andar.mas quando estou de pé em um espacao protegido danco muito com meu netinho Mateus que adora dancar!ele tem música na alma.e ficamos muito felizes depois.muito ,mas muito mesmo.só falta a fita russa…tentaria.quem sabe está aí um toque para minha cura associada a tudo que ainda tenho que passar.se tiver que ser,a fita aparecerá.tenho certeza.adorei o toque…nao vejo a hora de ter o livro nas maos .gosto muito de ler do fim para o início e depois vice-versa.mas sempre comeco pelo fim.adoro saber o final do livro primeiro./até o próximo capítulo./hoje eu e Pipoca estamos meio brigadas.eu estou muito extressada com uma escada de 17 degraus que tenho obrigatoriamente de descer e subir todos os dias sem poder.e estou descontando todo meu stress na pipoca que nao desgruda de mim nem um segundo para eu respirar.a vida é difícil paulo.por mais espititualistas e otimistas que queiramos ser’.ainda mais quando estamos parcialmente deficientes em um lugarejo que nao tem a mínima estrutura para os deficientes.tem hora que o bicho pega.aí pego o terco e vou rezar caladinha na minha cama.nao é fácil ficar parcialmente deficiente quando já sfomos sãos.coitadinha da pipoca/berrei até com ela esses dias porque ela também está stressada por minha causa e gruda em mim.e as vezes eu quero ficar só.mas nos amamos.logo encontraremos o equilíbrio.quem sabe aconteca de eu encontrar uma fita russa/abracos/annamaria

Diogo de Castro Lopes September 10, 2006 at 10:45 pm

Bem, a maioria dos posts são de pessoas que já conhecem a fundo as obras de Paulo bem como a última em questão, pois bem, acabei de ler Diário de um Mago sou um leigo em suas andanças, obras e no seu talento, é com muito respeito que um jovem alienado de 22 anos, nesse mundo pobre de trocas e irreal por julgamentos lhe agradece por compartilhar uma história tão verdadeira que me levou para um mundo muito simples e real que há tempos não sentirá – o do auto-conhecimento e me fez formar uma opinião sobre uma personalidade transformadora, que és.

Antes tarde do que nunca, agradeço-o pela troca,
Um Abraço Fraterno de Luz,
Diogo

Rita September 10, 2006 at 8:46 pm

Dançar, dançar…
Até voar!!!!

Giovana September 10, 2006 at 8:36 pm

Como em todos os seus livros, já estou apaixonada e presa a esta história, que com convicção será mais uma que ficará guardada em meu espírito. Seja iluminado sempre!! Beijos de uma fã que há muito tempo esperava uma oportunidade de falar e você me escutar…

Esther September 10, 2006 at 12:35 am

Oi Paulo

Que bom voce apareceu nos meus sonhos …finalmente…
Que bom te rever, gostei das ideias e concordo com os planos
Ate breve.
Esther

Maria September 10, 2006 at 12:30 am

Oi Paulo,

Muito bom esse capitulo.

Me respeonde o e-mail … Quando tiver tempo …

Boa Sorte na apresentacao…

Maria

Malu September 9, 2006 at 11:49 pm

Como leitora assídua de todos os seu livros não poderia deixar de ficar deslumbrada com a Bruxa de Portobello, cada capítulo uma nova emoção e em cada emoção um novo aprendizado…só tenho a dizer :
Muito obrigada.

Malu

Catia Soares (Terceira- Portugal) September 9, 2006 at 9:36 pm

Estou a adorar o que estou a ler.

Paulo Coelho como sempre dá-nos lições de vida através dos seus livros

Francisco Ferreira September 9, 2006 at 6:02 pm

Leitor assíduo de todos os livros de Paulo Coelho, utilizo-os como base para a minha evolução espiritual solitária. Meus livros e todo o meu crescimento espiritual tem profundas raízes na palavra inspiradora daquele que sem saber, depois de Jesus, tornou-se meu Mestre e meu guia: “Paulo coelho”.
Muito obrigado por sua centelhas de luz a iluminar o caminho de eterno aprendiz que tenho certeza, escolhi desde sempre.

Ana Paula Dias September 9, 2006 at 12:14 pm

Fiquei encantada com este capitulo,não vejo a hora de ser publicado.
O poder da dança realmente facina.isso faz com que muitas pessoas procurem não só na dança,mas em algo que sinta prazer e se realizem.
Um grande abraço e obrigado por nos prestigiar com mais este livro.

Joyce de F. da Rocha September 9, 2006 at 11:42 am

Se realmente nos dedicamos com amor e entusiasmo

para qualquer coisa que seja, entramos em harmonia com o todo…

Com o transe através da dança,

podemos encontrar com nós mesmo e com quem desejamos…

Esse livro é maravilhoso mesmo!!!

karla September 8, 2006 at 7:17 pm

a dança comentada neste capitulo me fez lembrar “brida”, onde a tradição lunar ja explicava que atraves da dança e do corpo poderiamos nos libertar…basta acreditar (“tudo é possivel ao que crer”).
DANCE TODOS OS DIAS E PERCEBERÁ A ENERGIA UNIVERSAL.

ROSELAINE COSTA September 8, 2006 at 6:47 pm

OoOoiii PAULO É COM GRANDE ALEGRIA Q ESCREVO NESTE ESPAÇO ENCANTADOR. JA TIVE UMA EXPERIENCIA NESTE TIPO(NAO IGUAL) MAIS QUASE, GOSTO MUITO DE DANÇAR, E GRAÇAS A DEUS JA INCENTIVEI MUITA GENTE A FAZER ISSO MSM SEM SABER DANÇAR CLARO O Q SE TORNA MAIS INTERESSANTE NÉ. AHH!!!! E O TRANSE VIXE, AS VEZES NEM PRECISA TAPAR OS OLHOS, ELES SE FECHAM SÓ. UM GRANDE BEIJO. OBRIGADA.

tania pontarolo September 8, 2006 at 5:45 pm

oi
PAULO
estou adorando ler a bruxa de portobello
estou numa fase que este livro me parece como ditar as regras
como todos os livros seus que ja li tem uma grande lição
viajo com suas escrituras suas mensagem
bjs
xauu
estou seguindo capt. por capt.

Sandro Lisboa September 8, 2006 at 5:08 pm

Olá Paulo…

Estou gostando muito do novo livro, quero tê-lo logo!
Venho aqui tbém agradecê-lo por “O Zahir”.
Li numa fase difícil da minha vida, onde o meu zahir tinha partido, e alí encontrei forças para continuar a caminhada.
Hoje meu Zahir voltou, más aprendi a “ter a coisa mais importande do mundo sem possuí-la”
Mto obrigado Paulo, Deus o abençõe!
O amor de Maria esteja com você sempre!

Samira Rodrigues September 8, 2006 at 3:51 pm

Adorei este capítulo principalmente pelo fato de que dançar é uma das coisas que mais gosto na vida. Dá uma sensação de liberdade indescritível. É muito bom!!!!! Parabéns Paulo.

Sarah September 8, 2006 at 1:59 pm

Paulo,

Imagina que nao deu de esperar para chegar em casa, estou lendo aqui
do meu trabalho…
Obrigada, por colocar temas opostos: distancia, aproximacao, possibilidades, obstaculos sobre a ponte… meros caminhos… processos
onde o todo e o nada se misturam.
Eu estrangeira me estendo ate a cidade de meus ancestrais enquanto lei o
livro assim como se sorvesse um bom vinho…
Sarah/Marah…que importancia nos damos…
Tenha um bom dia…Paulo

Josiane Aviz September 8, 2006 at 11:54 am

Oie Paulo!

Muito bom ter mais uma obra sua.
Com seu toque mágico, nos levando a uma época de sofrimento… como a Inquisição.
Saber que pessoas preferiam morrer pelo seu ideal do que serem sistemáticamente corretas e traindo seu coração.
Estou acompanhando cada capítulo.

Adorei este blog e poder ir conhecendo esta obra aos poucos.

abraços!

Bruno Merigue September 8, 2006 at 11:23 am

“De tudo ao meu amor serei atento antes, e com tal zelo e sempre tanto”.
Devemos sempre acreditar que o amor tudo transforma.
O resto o homem constrói.
Não devemos viver em cima de verdades e mentiras.
Tuda na vida são conceitos e valores.

FPSO-PETROBRÁS 37.
ALTO MAR DO LITORAL FLUMINENSE.
É A PETROBRÁS E A AUTOSUFICIÊNCIA.

Célia (Madeira - Portugal) September 8, 2006 at 11:00 am

Olá Paulo Coelho
Estou a adorar “A Bruxa de Portobello”.
Para quando está prevista a publicação do livro em Portugal? Estou desejosa de lê-lo na íntegra.
Mais uma vez obrigada por partilhar este espaço maravilhoso com os seus leitores.
Beijo.

Comments on this entry are closed.

Previous post:

Next post: