The grove of cedar trees

By Paulo Coelho

In 1939, the Japanese diplomat Chiune Sugihara was working in the Japanese embassy in Lithuania during one of the most terrible periods humanity has known, and he saved thousands of Polish Jews from the Nazi threat by issuing them with exit visas.

His act of heroism, in defying his own government for many years, was just an obscure footnote in the history of the War until the people whom Sugihara had saved broke their silence and decided to tell his story. Then everyone celebrated his great courage; the media joined in and authors were inspired to write books describing him as a ‘Japanese Schindler’.

Meanwhile, the Israeli government was collating the names of all such saviours in order to reward them for their efforts. One of the ways in which the Jewish state tried to acknowledge their debt to these heroes was to plant trees in their honour. When Sugihara’s bravery became known, the Israeli authorities planned, as was the custom, to plant a grove of trees in his memory, cherry trees – Japan’s traditional tree.

Suddenly, the unusual decision was taken to revoke the order. They decided that cherry trees were not an adequate symbol of Sugihara’s courage. They chose instead to plant a grove of cedar trees because the cedar is a much more vigorous tree and one with sacred connotations, having been used in the construction of the first Temple.

Only when the trees had already been planted did the authorities learn that in Japanese ‘sugihara’ means…a grove of cedar trees.

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Edií§í£o nº 155 : O Bom Combate

“Combati o bom combate, e mantive a f锝, diz Paulo em uma de suas epí­stolas. E seria bom relembrar o tema, quando um novo ano se estende diante de nós.
O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, em nossa existíªncia, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, sení£o nossa alma morre e ígape ní£o penetra nela. ígape é o amor universal, aquele que é maior e mais importante do que “gostar” de alguém. Em seu famoso sermí£o sobre os sonhos, Martin Luther King lembra o fato de que Jesus nos pediu para amar nossos inimigos, e ní£o para gostar deles. Este amor maior é o que nos dá impulso para continuar lutando apesar de tudo, manter a fé, a alegria, e combater o Bom Combate.
O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coraí§í£o pede. Nas épocas heróicas, quando apóstolos saí­am pelo mundo pregando o evangelho, ou no tempo dos cavaleiros andantes, isto era mais fácil: havia muita terra por onde caminhar, e muita coisa para fazer. Hoje em dia, porém, o mundo mudou, e o Bom Combate foi transportado dos campos de batalha para dentro de nós mesmos.
O Bom Combate é aquele que é travado em nome de nossos sonhos. Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor – na juventude – nós temos muita coragem, mas ainda ní£o aprendemos a lutar. Depois de muito esforí§o, terminamos aprendendo a lutar, e entí£o já ní£o temos a mesma coragem para combater. Por causa disto, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, e passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difí­ceis de realizar, ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate.
O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas ní£o davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam constantemente que o dia era curto demais. Na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate.
O segundo sintoma da morte de nossos sonhos sí£o nossas certezas. Porque ní£o queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existíªncia. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-dia e ouvimos o ruí­do de laní§as que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coraí§í£o de quem está lutando, porque para estes ní£o importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.
Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a  Paz. A vida passa a ser uma tarde de domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos entí£o que estamos “maduros”, deixamos de lado as “fantasias da infí¢ncia”, e conseguimos nossa realizaí§í£o pessoal e profissional. Ficamos surpresos quando alguém de nossa idade diz que quer ainda isto ou aquilo da vida. Mas no í­ntimo de nosso coraí§í£o, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos í  luta por nossos sonhos, a combater o Bom Combate.
Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um perí­odo de tranqüilidade. Mas os sonhos mortos comeí§am a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos. Comeí§amos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doení§as e as psicoses. O que querí­amos evitar no combate – a decepí§í£o e a derrota – passa a ser o único legado de nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difí­cil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livrasse de nossas certezas, de nossas ocupaí§íµes, e daquela terrí­vel paz das tardes de domingo.
Portanto, para evitar isso, vamos encarar a vida com a reveríªncia do mistério e a alegria da aventura.

Aprendendo com as coisas simples

No Bragavad-Gita, o guerreiro Arjuna pergunta ao Senhor Ilumi­nado:
“Quem és?”
Ao invés de responder “sou isso”, Khrisna comeí§a a falar das pequenas e grandes coisas do mundo – e dizer que ele está ali. Arjuna passa a ver a face de Deus em tudo que o cerca.
Entretanto, embora criados a imagem e semelhaní§a do Altí­ssimo, passamos a vida inteira tentando nos fechar num bloco de coeríªncias, certezas, opiniíµes. Ní£o entendemos que estamos nas flores, nas montanhas, nas coisas que vemos em nosso caminho diário até o trabalho. Raramente pensamos que viemos de um mistério – o nascimento – e caminhamos para outro mistério – a morte.
Se refletirmos sobre isso, se entendermos que a presení§a Divina e a sabedoria universal estí£o em tudo que nos cerca, teremos muito mais liberdade em nossas aí§íµes. A seguir, algumas histórias a respeito:

O filósofo e o barqueiro

A tradií§í£o sufi conta a história de um filósofo que cruzava um rio em um barco.  Durante a travessia, procurava mostrar sua sabedoria ao barqueiro.
– Vocíª ní£o sabe a grande contribuií§í£o que Shopenhauer legou í  humanidade?
– Ní£o – respondeu o barqueiro. – Mas conheí§o Deus, o rio, e a sabedoria simples do meu povo.
– Pois saiba que perdeu metade de sua vida!
No meio do rio, o barco bateu numa pedra, e naufragou. O bar­queiro nadava para uma das margens, quando viu o filósofo se afo­gando.
– Ní£o sei nadar! – gritava desesperado. – Eu lhe disse que havia perdido metade de sua vida por ní£o conhecer Shopenhauer, e agora perco a minha vida inteira por ní£o saber algo tí£o simples!

Shopenhauer, enquanto isso…

O filósofo alemí£o Shopenhauer (1788-1860) caminhava por uma rua de Dresden, procurando  respostas para questíµes que o angustia­vam. De repente, viu um jardim, e resolveu ficar horas  seguidas contemplando as flores.
Um dos vizinhos notou o comportamento estranho daquele homem, e foi procurar um policial. Minutos depois, um  policial se aproximava.
– Quem é o senhor? –  perguntou o policial, com voz dura.
Shopenhauer olhou de alto a baixo o homem a sua frente.
– É isso que estou querendo saber enquanto olho as flores. Se o senhor souber responder esta pergunta, eu lhe serei eternamente grato.

E enquanto caminha…

Enquanto passeava por um campo, um homem viu um espantalho.
– Deves estar cansado de permanecer aí­, neste campo solitário, sem nada para fazer – comentou.
O espantalho respondeu:
– O prazer de afastar o perigo é muito grande, e eu jamais me canso de fazer isto.
– Sim, eu também tenho agido desta maneira, com bons resultados – concordou o homem.
– Mas só vivem espantando as coisas aqueles que estí£o cheios de palha por dentro – disse o espantalho.
O homem demorou uns anos para entender a resposta: o que tem carne e sangue em seu corpo precisa aceitar algumas coisas que ní£o  estava esperando. Mas quem ní£o tem nada dentro, vive afastando tudo que se aproxima – e nem mesmo as bíªní§í£os de Deus conseguem chegar perto.

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Edición nº 155 : El Buen Combate

“Combatí­ en el buen combate, y conservé la fe”, dice San Pablo en una de sus epí­stolas. Y serí­a bueno recordarlo especialmente ahora, cuando un nuevo año se extiende por delante.
El hombre nunca puede parar de soñar. El sueño es el alimento del alma, así­ como el alimento del cuerpo es la comida. En muchas ocasiones, durante nuestra existencia, vemos cómo se rompen nuestros sueños o se frustran nuestros deseos, pero es necesario continuar soñando, pues en caso contrario nuestra alma se muere, y ígape no penetra en ella. ígape es el amor universal, aquél que es más grande y más importante que el sentimiento de simpatí­a por alguien concreto. En su famoso sermón sobre los sueños, Martin Luther King recuerda que Jesús nos pidió que amásemos a nuestros enemigos, no que les tuviéramos simpatí­a. Este es el amor grande que nos empuja a continuar luchando a pesar de todo, a conservar la fe y la alegrí­a, y a combatir en el Buen Combate.
El Buen Combate es aquel que se entabla porque nuestro corazón lo pide. En los tiempos heroicos, cuando los apóstoles iban por el mundo predicando el evangelio, o en la época de los caballeros andantes, esto era más fácil: habí­a mucha tierra por recorrer, mucho que resolver y mucho que construir. Sin embargo, hoy en dí­a el mundo es diferente, y el Buen Combate se trasladó de los campos de batalla al interior de nosotros mismos.
El Buen Combate es el que se entabla en nombre de nuestros sueños. Cuando éstos revientan en nuestro interior con toda su fuerza (en la juventud) nos sentimos muy valientes, pero aún no sabemos luchar. Después de mucho esfuerzo, aprendemos a luchar, pero entonces ya no contamos con el mismo valor para combatir. Por esta razón nos volvemos contra nosotros mismos y, combatiéndonos, nos convertimos en nuestros peores enemigos. Alegamos que nuestros sueños eran infantiles, difí­ciles de llevar a cabo, o fruto de nuestro desconocimiento de la realidad de la vida. Matamos nuestros sueños porque tenemos miedo de combatir en el Buen Combate.
El primer sí­ntoma de que estamos matando nuestros sueños es la falta de tiempo: Las personas más ocupadas que he conocido en mi vida eran las que al final siempre conseguí­an tiempo para todo. Por su parte, los que no hací­an nada siempre andaban cansados, el tiempo nunca les llegaba para lo poco que tení­an que hacer, y se quejaban constantemente de que los dí­as eran demasiado cortos. Lo que les pasaba en realidad era que tení­an miedo de combatir en el Buen Combate.
El segundo sí­ntoma de la muerte de nuestros sueños son nuestras certezas. Sólo por el hecho de no querer tomar la vida como una gran aventura en la que hay que embarcarse, ya nos consideramos sabios, justos y correctos en nuestras pequeñas parcelas de existencia. Miramos hacia el exterior de las murallas de nuestra vida diaria y oí­mos el ruido de lanzas que se rompen, sentimos el olor del sudor y de la pólvora, vemos las grandes caí­das y las miradas sedientas de conquista de los guerreros. Pero nunca percibimos la alegrí­a, la inmensa Alegrí­a que hay en el corazón del que está luchando, pues para éstos no importa ni la victoria ni la derrota, sino que lo único importante es apenas combatir en el Buen Combate.
Por último, el tercer sí­ntoma de la muerte de nuestros sueños es la Paz. La vida se transforma en una tarde de domingo, sin grandes exigencias, que no nos pide más de lo que queremos dar. Pensamos entonces que hemos alcanzado la “madurez”, dejando atrás las “fantasí­as de la infancia”, y logrando nuestra realización personal y profesional. Nos sorprende que alguien de nuestra edad diga que aún espera determinada cosa de la vida. Pero en lo más hondo de nosotros mismos sabemos que lo que ocurrió fue que renunciamos a luchar por nuestros sueños, a combatir en el Buen Combate.
Al renunciar a nuestros sueños y hallar la paz, entramos en un periodo de tranquilidad. Pero los sueños muertos empiezan a pudrí­rsenos dentro, corrompiendo a continuación todo el ambiente en el que vivimos. Comenzamos a comportarnos con crueldad con los que nos rodean, y llegamos finalmente a dirigir esta crueldad contra nosotros mismos. Aparecen las enfermedades y las psicosis. Lo que querí­amos evitar en el combate (la decepción y la derrota) pasa a ser el único legado de nuestra cobardí­a. Y, por fin, un dí­a, los sueños muertos y podridos enrarecen el aire haciéndolo difí­cil de respirar, y empezamos a desear la muerte, la muerte que nos librase de nuestras certezas, de nuestras ocupaciones, y de aquella terrible paz de tardes dominicales.
Evitemos semejante situación encarando el 2007 con la reverencia del misterio y la alegrí­a de la aventura.

Aprendiendo con las cosas sencillas

En el Bhagavad Gita, el guerrero Arjuna le pregunta al Señor Iluminado:
-¿Quién eres?
En lugar de responder directamente, Khrisna empieza a hablar de las pequeñas y grandes cosas del mundo, y dice que él se encuentra en todas ellas. Arjuna comienza entonces a ver el rostro de Dios en todo lo que le rodea.
No obstante, aunque fuimos creados a imagen y semejanza del Altí­simo, pasamos la vida entera procurando atrincherarnos tras bloques de coherencias, certezas y opiniones, sin entender que también nosotros estamos en las flores, en las montañas, o en todo lo que vemos en nuestro camino diario hasta el trabajo. Raramente pensamos que venimos de un misterio (el del nacimiento) y que caminamos hacia otro (el de la muerte).
Si reflexionamos acerca de esto, si entendemos que la presencia Divina y la sabidurí­a universal se encuentran en todo lo que nos rodea, tendremos mucha más libertad en nuestras acciones.
Escribo a continuación algunas historias que ilustran el tema:

El filósofo y el barquero

La tradición sufí­ cuenta la historia de un filósofo que cruzaba un rí­o en un barco. Durante la travesí­a, procuraba exhibir su sabidurí­a ante el barquero:
-¿Acaso sabes tú la enorme contribución que hizo Shopenhauer a la historia de la humanidad?
-No -respondió el barquero-. Pero conozco a Dios, conozco el rí­o, y conozco la sabidurí­a simple de mis gentes.
-¡Pues que sepas que has perdido la mitad de tu vida!
En la mitad del rí­o, el barco golpeó contra una roca, y naufragó. El barquero nadaba hacia una de las orillas cuando vio al filósofo ahogándose.
-¡No sé nadar! -gritaba desesperado- ¡Te dije que habí­as perdido la mitad de tu vida por no conocer a Shopenhauer, y ahora yo voy a perder mi vida completa por no saber algo tan sencillo!

Mientras tanto, Shopenhauer…

El filósofo alemán Shopenhauer (1788-1860) caminaba por una calle de Dresde, buscando respuestas para preguntas que lo angustiaban. En determinado momento, encontró un jardí­n, y se dispuso a pasar las horas contemplando las flores.
Un vecino sospechó del extraño comportamiento de aquel hombre y fue a llamar a la policí­a. Algunos minutos después, llegó un agente y se acercó al filósofo:
-¿Quién es usted? -le preguntó el policí­a en tono áspero.
Shopenhauer miró de arriba abajo al hombre que tení­a delante.
-Eso es justamente lo que intento averiguar mientras observo estas flores. Si usted pudiese darme la respuesta le estarí­a eternamente agradecido.

Y mientras camina…

Un hombre que paseaba por el campo se topó con un espantapájaros.
-Debes de estar cansado de estar siempre aquí­, en este campo solitario, sin nada que hacer -comentó el hombre.
Respondió el espantapájaros:
-El placer de alejar el peligro es muy grande, y yo nunca me canso de hacerlo.
-Entiendo. Yo también he actuado así­ últimamente, con buenos resultados -afirmó el hombre.
-Pero sólo se pasa la vida espantando las cosas aquel que está lleno de paja por dentro -repuso el espantapájaros.
Al hombre le llevó algunos años comprender esta respuesta: todo cuerpo que tenga carne y sangre en su interior ha de aceptar de vez en cuando lo inesperado. Pero quien no tiene nada por dentro, continuamente aleja todo lo que se le aproxima; y, así­, ni siquiera las bendiciones de Dios consiguen acercársele.

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Edizione nº 155 : Il Buon Combattimento

“Ho combattuto il buon combattimento e ho mantenuto la fede”, dice Paolo in una delle sue epistole. E sarebbe bene ricordare questo tema, quando un nuovo anno si prospetta davanti a noi.
L’uomo non puí² mai smettere di sognare. Il sogno è l’alimento dell’anima come il cibo è l’alimento del corpo. Tante volte, nella nostra esistenza, vediamo i nostri sogni infranti e i nostri desideri frustrati, ma bisogna continuare a sognare, altrimenti la nostra anima muore e Agape non vi penetra. Agape è l’amore universale, quell’amore che è pií¹ grande e pií¹ importante del semplice “piacere” a qualcuno. Nel suo famoso discorso sui sogni, Martin Luther King ricorda il fatto che Gesí¹ ci chiese di amare i nostri nemici, e non che essi ci piacessero. Questo amore pií¹ grande è quello che ci dí  l’impulso per continuare a lottare malgrado tutto, per mantenere la fede e la gioia, e combattere il Buon Combattimento.
Il Buon Combattimento è quello intrapreso perché lo chiede il nostro cuore. In epoche eroiche, quando gli apostoli giravano nel mondo predicando il vangelo, o al tempo dei cavalieri erranti, questo era pií¹ facile: c’erano molte terre da attraversare e tante cose da fare. Al giorno d’oggi, perí², il mondo è cambiato, e il Buon Combattimento è stato trasportato dai campi di battaglia all’interno di noi stessi.
Il Buon Combattimento è quello intrapreso in nome dei nostri sogni. Quando essi esplodono in noi con tutto il loro vigore – nella gioventí¹ – noi abbiamo molto coraggio, ma non abbiamo ancora appreso a lottare. Dopo tanti sforzi, finiamo per apprendere a lottare, ma a quel punto non abbiamo pií¹ lo stesso coraggio per combattere. Percií², ci rivolgiamo contro di noi e combattiamo noi stessi, finendo cosí¬ per essere il nostro peggior nemico.  Diciamo che i nostri sogni erano infantili, difficili da realizzare, o frutto della nostra ignoranza delle realtí  della vita. Uccidiamo i nostri sogni perché abbiamo paura di intraprendere il Buon Combattimento.
Il primo sintomo che stiamo uccidendo i nostri sogni è la mancanza di tempo.  Le persone pií¹ occupate che ho conosciuto in vita mia avevano sempre tempo per tutto. Quelle che non facevano nulla erano sempre stanche, non tenevano dietro a quel poco di lavoro che dovevano fare e si lamentavano continuamente che il giorno era troppo corto.  In realtí , esse avevano paura di intraprendere il Buon Combattimento.
Il secondo sintomo della morte dei nostri sogni sono le nostre certezze. Poiché non vogliamo guardare alla vita come ad una grande avventura da vivere, finiamo per giudicarci saggi, giusti e corretti in quel poco che chiediamo all’esistenza. Guardiamo al di lí  delle mura del nostro quotidiano e udiamo il rumore di lance che si spezzano, l’odore di sudore e polvere, i grandi crolli e gli sguardi assetati di conquista dei guerrieri.  Ma non avvertiamo mai la gioia, la Gioia immensa che c’è nel cuore di coloro che stanno lottando, giacché per questi ultimi non è importante la vittoria o la sconfitta, cií² che importa è solo intraprendere il Buon Combattimento.
Infine, il terzo sintomo della morte dei nostri sogni è la Pace. La vita diviene un pomeriggio domenicale, che non ci chiede grandi cose e non esige nulla di pií¹ di quanto noi possiamo dare.  Riteniamo allora di essere “maturi”, di avere messo da parte le “fantasie dell’infanzia”, e raggiungiamo la nostra realizzazione personale e professionale.  E siamo stupiti quando qualcuno della nostra etí  dice di volere ancora questo o quello dalla vita.  Ma, nell’intimo del nostro cuore, sappiamo che cií² che è accaduto è che abbiamo rinunciato a lottare per i nostri sogni, a combattere il Buon Combattimento.
Quando rinunciamo ai nostri sogni e troviamo la pace, abbiamo un periodo di tranquillití . Ma i sogni morti cominciano a marcire dentro di noi e ad infestare tutto l’ambiente in cui viviamo.  Noi cominciamo a diventare crudeli verso coloro che ci circondano, e infine passiamo a rivolgere questa crudeltí  contro noi stessi. Compaiono le malattie e le psicosi. Cií² che volevamo evitare nel combattimento – la delusione e la sconfitta – diviene l’unico legato della nostra vigliaccheria. E un bel giorno, i sogni morti e ormai marciti rendono l’aria difficile da respirare e noi cominciamo a desiderare la morte, la morte che ci liberi dalle nostre certezze, dalle nostre occupazioni, e da quella terribile pace dei pomeriggi domenicali.
Per evitare tutto cií², dunque, dobbiamo affrontare la vita con la riverenza del mistero e la gioia dell’avventura.

Apprendendo con le cose semplici

Nel Bragavad-Gita, il guerriero Arjuna domanda al Signore Illuminato:
“Chi sei?”
In luogo di rispondere “sono questo”, Khrisna comincia a parlare delle piccole e grandi cose del mondo, dicendo che lui sta lí¬. Arjuna riesce cosí¬ a vedere il volto di Dio in tutto cií² che lo circonda.
Noi, invece, benché creati a immagine e somiglianza dell’Altissimo, passiamo la vita intera tentando di chiuderci in un blocco di coerenze, certezze e opinioni. Non capiamo che ci troviamo nei fiori, nelle montagne, nelle cose che vediamo nel nostro tragitto quotidiano verso il posto di lavoro. Raramente pensiamo che siamo venuti da un mistero – la nascita – e che procediamo verso un altro mistero – la morte.
Se rifletteremo su questo, se ci renderemo conto che la presenza divina e la saggezza universale stanno in tutto cií² che ci circonda, saremo molto pií¹ liberi nelle nostre azioni. Ecco qui di seguito, alcune storie al riguardo.

Il filoso e il barcaiolo

La tradizione sufi racconta la storia di un filosofo che attraversava un fiume su una barca.  Durante la traversata, egli cercava di mostrare la sua sapienza al barcaiolo.
– Non conosci il grande contributo che Shopenhauer ha lasciato all’umanití ?
– No – rispose il barcaiolo.  – Ma conosco Dio, il fiume, e la sapienza semplice del mio popolo.
– Allora sappi che hai perduto metí  della tua vita!
In mezzo al fiume, la barca urtí² contro un masso e naufragí². Mentre il barcaiolo stava nuotando verso una delle rive vide il filosofo che stava annegando.
– Non so nuotare! – urlava questi disperato. – Io ti ho detto che avevi perso metí  della tua vita perché non conoscevi Shopenhauer, e ora sto perdendo tutta la mia vita perché non so qualcosa di tanto semplice!

Shopenhauer, intanto…

Il filosofo tedesco Shopenhauer (1788-1860) camminava in una strada di Dresda, cercando delle risposte a certe questioni che lo angosciavano. Tutt’a un tratto, vide un giardino e decise di fermarsi alcune ore a contemplare i fiori.
Uno dei vicini notí² lo strano comportamento di quell’uomo e andí² a chiamare un poliziotto. Qualche minuto dopo, ecco un poliziotto che si avvicinava.
– Chi è lei? –  domandí² questi, con voce dura.
Shopenhauer squadrí² dall’alto in basso quell’uomo davanti a sé.
– E’ quello che sto cercando di scoprire mentre guardo i fiori. Se lei saprí  rispondere a questa domanda, le sarí² eternamente grato.

E mentre cammina…

Mentre passeggiava in un campo, un uomo vide uno spaventapasseri.
– Sarai stanco di startene qui, in questo campo solitario, senza nulla da fare – commentí².
Lo spaventapasseri gli rispose:
– Il piacere di allontanare il pericolo è molto grande, e io non mi stanco mai di farlo.
– Sí¬, anch’io ho agito in questa maniera, con buoni risultati – convenne l’uomo.
– Ma vivono spaventando le cose solo quelli che sono pieni di paglia dentro – rispose lo spaventapasseri.
L’uomo impiegí² alcuni anni per capire la risposta: chi possiede carne e sangue nel proprio corpo deve accettare alcune cose che non si aspettava. Ma chi non ha niente dentro, passa la vita allontanando tutto cií² che si avvicina – e neppure le benedizioni di Dio riescono ad avvicinarsi.

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Édition nº 155 : Le Bon Combat

« J’ai mené le bon combat, et j’ai gardé la foi », dit Paul dans l’une de ses épí®tres. Il serait bon de nous rappeler ce thème, alors qu’une nouvelle année s’étend devant nous.
L’homme ne peut jamais cesser de ríªver. Le ríªve est l’aliment de l’í¢me, comme la nourriture est l’aliment du corps. Très souvent, dans notre existence, nous voyons nos ríªves défaits et nos désirs frustrés, mais il faut continuer í  ríªver, sinon notre í¢me meurt et Agapè ne pénètre pas en elle. Agapè est l’amour universel, celui qui est plus grand et plus important que le fait que quelqu’un nous « plaise ». Dans son célèbre sermon sur les ríªves, Martin Luther King rappelle que Jésus nous a demandé d’aimer nos ennemis, et non qu’ils nous plaisent. Cet amour supérieur est ce qui nous incite í  continuer í  lutter malgré tout, garder la foi, la joie, et mener le Bon Combat.
Le Bon Combat est celui que nous menons parce que notre cÅ“ur le réclame. Dans les époques héroí¯ques, quand les apí´tres parcouraient le monde en príªchant l’Évangile, ou au temps des chevaliers errants, c’était plus facile : la terre était vaste et il y avait beaucoup de choses í  faire. Mais de nos jours, le monde a changé, et le Bon Combat s’est transporté des champs de batailles í  l’intérieur de nous-míªmes.
Le Bon Combat est celui que nous menons au nom de nos ríªves. Lorsqu’ils explosent en nous de toute leur vigueur – dans la jeunesse – nous avons beaucoup de courage, mais nous n’avons pas encore appris í  lutter. Après bien des efforts, nous finissons par apprendre í  lutter, mais nous n’avons déjí  plus le míªme courage pour combattre. Alors, nous nous retournons contre nous-míªme et nous nous combattons, devenant notre pire ennemi. Nous disons que nos ríªves étaient infantiles, difficiles í  réaliser, ou le fruit de notre méconnaissance des réalités de la vie. Nous tuons nos ríªves parce que nous avons peur de mener le Bon Combat.
Le premier symptí´me de la mise í  mort de nos ríªves est le manque de temps. Les gens les plus occupés que j’aie connus dans ma vie avaient toujours du temps pour tout. Ceux qui ne faisaient rien étaient toujours fatigués, ne venaient pas í  bout du peu de travail qu’ils avaient í  réaliser et se plaignaient constamment que la journée était trop courte. En réalité, ils avaient peur de mener le Bon Combat.
Le deuxième symptí´me de la mort de nos ríªves, ce sont nos certitudes. Parce que nous ne voulons pas regarder la vie comme une grande aventure í  vivre, nous nous jugeons sages, justes et corrects dans le peu que nous demandons de l’existence. Nous regardons au-delí  des murailles de notre quotidien et nous entendons le bruit de lances qui se brisent, nous sentons l’odeur de sueur et de poussière, nous voyons les lourdes chutes et les regards assoiffés de conquíªte des guerriers. Mais nous ne percevons jamais la joie, l’immense Joie qui est dans le cÅ“ur de ceux qui luttent, car pour ceux-lí , ni la victoire ni la défaite n’ont d’importance, seul importe de mener le Bon Combat.
Enfin, le troisième symptí´me de la mort de nos ríªves, c’est la Paix. La vie devient un dimanche après-midi, qui ne nous demande pas grand-chose et n’exige pas plus que ce que nous voulons donner. Nous pensons alors que nous sommes « mí»rs », que nous avons laissé de cí´té les « fantaisies de l’enfance » et que nous nous sommes réalisés personnellement et professionnellement. Nous sommes surpris quand quelqu’un de notre í¢ge dit qu’il attend encore ceci ou cela de la vie. Mais dans l’intimité de notre cÅ“ur, nous savons que ce qui s’est passé, c’est que nous avons renoncé í  lutter pour nos ríªves, í  mener le Bon Combat.
Quand nous renoní§ons í  nos ríªves et trouvons la paix, nous avons une période de tranquillité. Mais les ríªves morts commencent í  pourrir en nous et í  infester tout le cadre dans lequel nous vivons. Nous commení§ons í  devenir cruels avec ceux qui nous entourent, et finalement nous dirigeons cette cruauté contre nous-míªmes. Surgissent les maladies et les psychoses. Ce que nous voulions éviter dans le combat – la déception et la défaite – devient le seul legs de notre lí¢cheté. Et un beau jour, les ríªves morts et pourris rendent l’air irrespirable et alors nous désirons la mort, la mort qui nous délivrera de nos certitudes, de nos occupations, et de cette terrible paix des dimanches après-midi.
Aussi, pour éviter cela, envisageons la vie avec la révérence du mystère et la joie de l’aventure.

Apprendre avec les choses simples

Dans la Bhagavad-Gita, le guerrier Arjuna demande au Seigneur qui a atteint l’Illumination :
« Qui es-tu ? »
Plutí´t que de répondre « je suis ceci », Krishna commence í  parler des petites et grandes choses du monde – et dire que c’est lí  qu’il se trouve. Arjuna se met í  voir le visage de Dieu dans tout ce qui l’entoure.
Cependant, bien que créés í  l’image et í  la ressemblance du Très-Haut, nous passons toute notre vie í  tenter de nous enfermer dans un bloc de cohérences, de certitudes et d’opinions. Nous ne comprenons pas que nous sommes dans les fleurs, dans les montagnes, dans les choses que nous voyons sur notre chemin quotidien pour nous rendre au travail. Nous pensons rarement que nous sommes venus d’un mystère – la naissance – et que nous marchons vers un autre mystère – la mort.
Si nous réfléchissons í  tout cela, si nous comprenons que la présence divine et la sagesse universelle sont en tout ce qui nous entoure, nous aurons beaucoup plus de liberté dans nos actions. í€ suivre, d’autres histoires í  ce sujet.

Le philosophe et le batelier

La tradition soufie raconte l’histoire d’un philosophe qui traversait un fleuve sur un bateau. Au cours de la traversée, il s’efforí§ait de montrer sa sagesse au batelier.
« Vous ne savez pas quelle grande contribution Schopenhauer a légué í  l’humanité ?
– Non, répondit le batelier. Mais je connais Dieu, le fleuve, et la sagesse simple de mon peuple.
– Eh bien, sachez que vous avez perdu la moitié de votre vie ! »
Au milieu du fleuve, le bateau frappa contre une pierre, et il fit naufrage. Le batelier nageait vers une rive, quand il vit le philosophe se noyer.
« Je ne sais pas nager, criait-il, désespéré. Je vous ai dit que vous aviez perdu la moitié de votre vie parce que vous ne connaissez pas Schopenhauer, et maintenant je perds ma vie entière parce que je ne sais pas une chose aussi simple ! »

Schopenhauer, cependant…

Le philosophe allemand Schopenhauer (1788-1860) marchait dans une rue de Dresde, cherchant des réponses í  des questions qui l’angoissaient. Soudain, il vit un jardin, et il décida de rester quelques heures í  contempler les fleurs.
Un habitant du quartier remarqua le comportement étrange de cet homme, et il alla chercher un policier. Quelques minutes plus tard, celui-ci s’approchait.
« Qui íªtes-vous ? » demanda-t-il, d’un ton rude.
Schopenhauer regarda de la tíªte aux pieds l’homme devant lui.
« C’est ce que je me demande quand je regarde les fleurs. Si vous savez répondre í  cette question, je vous en serai éternellement reconnaissant. »

Et tandis qu’il marche

Tandis qu’il se promenait dans un champ, un homme vit un épouvantail.
« Tu dois íªtre fatigué de rester lí , dans ce champ solitaire, sans rien í  faire » déclara-t-il.
L’épouvantail répondit :
« Éloigner le danger est un très grand plaisir, et je ne m’en lasse jamais.
– Oui, moi aussi j’ai agi de cette manière, avec de bons résultats, admit l’homme.
– Mais seuls ceux qui sont pleins de paille í  l’intérieur passent leur temps í  mettre les choses en fuite », dit l’épouvantail.
L’homme mit des années avant de comprendre la réponse : celui qui a de la chair et du sang dans son corps doit accepter certaines choses qu’il n’attendait pas. Mais celui qui n’a rien í  l’intérieur ne cesse d’éloigner tout ce qui s’approche de lui – et míªme les bénédictions de Dieu ne parviennent pas í  l’atteindre.

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The good fight

“I have fought a good fight, I have kept the faith,” says Paul in one of his Epistles. And it seems appropriate to remember the theme now that a new year is stretching out before us.
Men can never stop dreaming. Dreams are the food of the soul, just as food is to the body. In our existence we often see our dreams come undone, yet it is necessary to go on dreaming, otherwise our soul dies and Agape does not penetrate it. Agape is universal love, the love which is greater and more important than “liking” someone. In his famous sermon on dreams, Martin Luther King reminds us of the fact that Jesus asked us to love our enemies, not to like them. This greater love is what drives us to go on fighting in spite of everything, to keep faith and joy, and to fight the Good Fight.
The Good Fight is the one we wage because our heart asks for it. In heroic times, when the apostles went out into the world to preach the Gospel, or in the days of the knights errant, things were easier: there was a lot of territory to travel, and a lot of things to do. Nowadays, however, the world has changed and the Good Fight has been moved from the battle fields to within us.
The Good Fight is the one we wage on behalf of our dreams. When they explode in us with all their might – in our youth – we have a great deal of courage, but we still have not learned to fight. After much effort we eventually learn to fight, and then we no longer have the same courage to fight. This makes us turn against ourselves and we start fighting and becoming our own worst enemy. We say that our dreams were childish, difficult to make come true, or the fruit of our ignorance of the realities of life. We kill our dreams because we are afraid of fighting the Good Fight.
The first symptom that we are killing our dreams is lack of time. The busiest people I have known in my life had time for everything. Those who did nothing were always tired and could hardly cope with the little work they had to do, always complaining that the day was too short. In fact, they were afraid of fighting the Good Fight.
The second symptom of the death of our dreams are our certainties. Because we do not want to see life as a great adventure to be lived, we begin to feel that we are wise, fair and correct in what little we ask of our existence. We look beyond the walls of our day-to-day life and hear the noise of spears clashing, feel the smell of sweat and gun-powder, see the great defeats and the faces of warriors thirsty for victory. But we never perceive the joy, the immense joy in the heart of those who are fighting, because for them it does not matter who wins or loses, what matters only is to fight the Good Fight.
Finally, the third symptom of the death of our dreams is peace. Life becomes a Sunday afternoon, not asking too much of us and not asking more than what we want to give. So we feel that we are “mature”, leave aside the “fantasies of childhood” and guarantee our personal and professional success. We are surprised when someone our age says they still want this or that out of life. But deep in our heart we know that what has happened is that we gave up fighting for our dreams, fighting the Good Fight.
When we give up our dreams and find peace, we enjoy a period of tranquility. But our dead dreams begin to rot inside us and infest the whole atmosphere we live in. We start acting cruel towards those around us, and eventually begin to direct this cruelty towards ourselves. Sickness and psychoses appear. What we wanted to avoid in fighting – disappointment and defeat – becomes the only legacy of our cowardice. And one fine day the dead and rotten dreams make the air difficult to breathe and then we want to die, we want death to free us from our certainties, from our worries, and from that terrible Sunday-afternoon peace.
So, to avoid all that, let’s face 2007 with the reverence of mystery and the joy of adventure.

Learning from the simple things

In the Bragavad-Gita, Arjuna the warrior asks the Enlightened Lord:
“Who are you?”
Instead of answering “I am this,” Krishna## begins to talk of the small and big things in the world – and to say that he is there. Arjuna begins to see the face of God in everything around him.
However, although we are created in the image and likeness of the Almighty, we spend all our life trying to lock ourselves inside a bloc of coherency, certainty and opinions. We do not understand that we are in the flowers, in the mountains, in the things that we see on our way to work every day. We rarely think that we came from a mystery – birth – and are heading towards another mystery – death.
If we reflect on this, if we realize that the Divine presence and universal wisdom are in everything that surrounds us, we shall perform each action with more freedom. What follows are some stories on the matter:

The philosopher and the boatman

Sufi tradition tells the story of a philosopher who was crossing a river in a boat. During the crossing, he tried to display his wisdom to the boatman.
“Do you know what great contribution Schopenhauer left to humanity?”
“No,” replied the boatman. “But I know God, the river, and the simple wisdom of my people.”
“Well, just know that you have lost half of your life!”
In the middle of the river the boat hit a rock and sank. The boatman was swimming towards one of the banks when he saw the philosopher drowning.
“I don’t know how to swim!” he shouted in despair. “I told you that you had lost half your life by not knowing Schopenhauer, and now I am losing my whole life for not knowing something so simple!”

Meanwhile, Schopenhauer…

The German philosopher Schopenhauer (1788-1860) was walking along a street in Dresden, seeking answers to the questions that troubled him. All of a sudden he saw a garden and decided to spend some hours contemplating the flowers.
One of the neighbors noticed the man’s strange behavior and went to look for a policeman. Some minutes later, a policeman approached him.
“Who are you?” asked the policeman in a rough voice.
Schopenhauer looked at the man from head to toe.
“That is what I want to find out while I look at the flowers. If you can answer that question, I shall be forever grateful.”

And while out walking…

While walking through a field, a man spotted a scarecrow.
“You must be tired standing there in this lonely field with nothing to do,” he commented.
The scarecrow replied:
“There is great pleasure in driving away danger, and I never grow tired doing this.”
“Yes, I too have acted like that, and with good results,” agreed the man.
“But those who are full of straw inside are always chasing things away,” said the scarecrow.
The man took some years to understand the answer: those with flesh and blood in their body must accept some unexpected things. But those with nothing inside them are always driving off everything that comes near them – and not even the blessings of God can come close to them.

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