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Comments on a paragraph of "The Witch of Portobello"

 
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The books I would like to discuss

If you have read any of the above books, I would be most interested in engaging in a meaningful discussion about their topics…

 
This article was written by Nik Agarwal. Please, visit the blog Thoughts of a vivid mind to continue to read the article.

Discussing The Witch

It’s totally different from all the other books i’ve read thus far. As in, there are always books which you would enjoy, there are always books which you would read again and again…

 
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Edição nº 157 : Fragmentos de um diario inexistente

O sermão de um padre peruano

No meu livro “O Alquimista”, o jovem pastor Santiago encontra-se de repente com um velho em uma praça. Está em busca de um tesouro, mas não sabe como chegar até ele. O velho começa a puxar conversa:
- Quantas ovelhas você tem?
- O suficiente – responde Santiago.
- Então estamos diante de um problema. Não posso ajudá-lo enquanto você achar que tem ovelhas suficientes.

Baseado neste trecho, o padre peruano Clemente Sobrado faz uma interessante reflexão, que transcrevo a seguir:
Um dos maiores problemas que todos nós arrastamos através da vida é querer acreditar que temos “ovelhas suficientes”.Estamos cercados de certezas, e ninguém deseja que alguém apareça propondo alguma coisa nova. Quem dera que pelo menos pudéssemos suspeitar que não temos tudo, nem somos tudo o que podíamos ser!
É possível que todo mundo esteja diante de um problema gravíssimo; e embora tenhamos a oportunidade de ajudar-nos uns aos outros, a verdade é que pouca gente se deixa ajudar.
Por quê? Porque acreditam que já tem “ovelhas suficientes”. Já sabem tudo, sempre tem razão, estão confortáveis em suas existências.
Quase todos nós somos assim: temos muitas coisas e poucas aspirações. Temos muitas idéias já resolvidas, e não queremos renunciar a elas. Nosso esquema de vida já está bem organizado, e não precisamos de ninguém que venha provocar uma mudança.
Já rezamos o suficiente, fizemos caridade, lemos as vidas de santos, fomos à missa, comungamos. Um amigo meu, disse certa vez:
- Não sei por que venho lhe procurar, padre. Eu já sou um bom cristão.
Naquele dia não consegui escutar isso sem dar uma resposta:
- Então não venha me procurar, porque tenho muita gente me esperando, que estão cheias de dúvidas. Mas quer saber uma coisa: Você não é mau o suficiente para ser mau, nem bom o suficiente para ser bom, nem santo o bastante para fazer milagres.
“É apenas um cristão satisfeito com o que conseguiu. E todos aqueles que estão satisfeitos, na verdade renunciaram a melhorar sempre. Conversaremos outro dia, de acordo?”
Desde então, quando conversamos ao telefone, ele começa dizendo: “aqui está falando uma pessoa que ainda não cresceu tudo o que podia”.

Senhor, dá-nos sempre um coração insatisfeito.
Dai-nos um coração onde possa se manifestar as perguntas que nunca queremos fazer.
Retira-nos do nosso conformismo.
Que possamos sentir o gosto pelo que temos, mas que entendamos que isso não é tudo.
Que possamos entender que somos pessoas boas.
Mas sobretudo, que nos perguntemos sempre onde podemos melhorar.
Porque, se perguntamos, é bem possivel que Tu venhas e nos abra horizontes que antes não conseguiamos enxergar.

Hakone, Japao

Consigo que meu editor, Masao Masuda, finalmente me convide para a tradicional cerimônia do chá. Vamos para uma montanha perto de Hakone, entramos num pequeno quarto, e sua irmã, vestida ritualmente em quimono, nos serve chá.
Só isso. Entretanto, tudo é feito com tanta seriedade e protocolo, que uma prática cotidiana transforma-se num momento de comunhão com o Universo.
O mestre do chá, Okakusa Kasuko, explica o que acontece: “a cerimônia é a adoração do belo. Todo seu esforço concentra-se na tentativa de atingir o Perfeito através dos gestos imperfeitos da vida cotidiana. Toda a sua beleza consiste em respeitar as coisas simples que fazemos, pois elas podem nos transportar até Deus”.

Copacabana, Rio de Janeiro

Estou andando pelo calçadão, e escuto uma moça dizendo para a outra, de maneira convicta: “Eu programei minha vida da seguinte maneira…”
Fiquei pensando: será que ela conta com as coisas  que aparecem justamente quando não estamos esperando? Pensou que Deus talvez tenha um plano diferente, e muito mais interessante? Levou a sério a hipótese de que – ao incluir outras pessoas na sua programação – esteja interferindo em idéias e projetos distintos?
Não sei se a frase que escutei era fruto da inexperiência ou do delírio total.

Melbourne, Australia

Piso no palco com a apreensão de sempre. Um escritor local me apresenta e começa a me fazer perguntas. Antes que eu possa terminar um raciocínio, ele me interrompe e faz uma nova pergunta. Quando respondo, comenta algo como “esta resposta não foi bem clara”.  Cinco minutos depois, nota-se um mal-estar na platéia. Lembro-me de Confúcio, e faço a única coisa possível:
- Você gosta do que eu escrevo? – pergunto.
- Isso não vem ao caso – responde. – Sou eu a entrevistá-lo, e não o contrário.
- Vem ao caso, sim. Você não me deixa concluir uma idéia. Confúcio disse: “sempre que possível, seja claro”. Vamos seguir este conselho e deixar as coisas claras: você gosta do que escrevo?
- Não, não gosto. Só li dois livros, e detestei.
- OK, então podemos continuar.
Os campos agora estavam definidos. A platéia relaxa, o ambiente enche-se de eletricidade, a entrevista vira um verdadeiro debate, e todos – inclusive o escritor – ficam satisfeitos com o resultado.

No avião de Melbourne para Los Angeles

Recorto da revista de bordo o trecho atribuído à Loren Eisley:
“A viagem é difícil, longa, às vezes impossível. Mesmo assim, conheço poucas pessoas que se deixaram deter por estas dificuldades. Entramos no mundo sem saber direito o que aconteceu no passado, quais as conseqüências que isto nos trouxe, e o que pode nos reservar o futuro”.
“Procuraremos viajar o mais longe que pudermos. Mas, olhando a paisagem a nossa volta, sabemos que não será possível  conhecer e aprender tudo”.
”Então, nos resta lembrar tudo sobre a nossa viagem, para que possamos contar histórias. Aos nossos filhos e netos, vamos relatar as maravilhas que vimos e os perigos que corremos. Eles também nascerão e morrerão, contarão suas histórias aos seus descendentes, e a caravana ainda não terá chegado ao seu destino”.

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Edición nº 157 : Fragmentos de un diario inexistente

El Sermón De Un Religioso Peruano

En mi libro El Alquimista, el joven pastor Santiago se encuentra de repente con un anciano en una plaza. Está buscando un tesoro, pero no sabe cómo llegar hasta él. El anciano se decide a iniciar la conversación:
-¿Cuántas ovejas tienes?
-Las suficientes –responde Santiago.
-Entonces estamos ante un problema. No puedo ayudarte mientras tú consideres que tienes las ovejas suficientes.

Basándose en este trecho, el padre peruano Clemente Sobrado publicó un interesante pensamiento del que transcribo a continuación algunos trechos:
Uno de los mayores problemas que todos arrastramos es que “tenemos suficientes ovejas”. Todos tenemos demasiadas razones para no cambiar. Todos tenemos demasiadas seguridades para esperar que alguien venga a proponernos algo nuevo.
Al menos, todos debiéramos caer en la sospecha de que no lo tenemos todo, ni somos todo lo que pudiéramos ser.
Es posible que todos estemos ante un grave problema. Y no se trata de que no queramos ayudarnos los unos a otros. Yo estoy convencido de que todos tenemos mucha capacidad de ayuda. Y de que todos pudiéramos hacer mucho los unos por los otros. Pienso que la verdadera dificultad está en que precisamente la gente no se deja ayudar.
Ese es el verdadero obstáculo para cualquier ayuda. Y no se dejan ayudar “porque tienen ovejas suficientes”. Están demasiado satisfechos.
Casi todos somos así: tenemos demasiadas cosas y muy pocas aspiraciones, tenemos demasiadas ideas prefijadas a las que no queremos renunciar. Tenemos demasiados esquemas de vida hechos y no necesitamos que nadie nos venga a inquietar con consejos. Pensamos además que ya hemos rezado suficiente, ya hemos ido bastante a misa, ya hemos comulgado mucho, ya hemos hecho mucha caridad, ya hemos leído suficientes vidas de santos. Un amigo mío, que un día vino a buscarme, me dijo de frente: “la verdad es que no sé a qué vengo. Porque mira, Clemente, yo creo que soy un buen cristiano”. No suelo hacerlo, pero aquel día, creo que me sentí inspirado y me levanté de inmediato diciéndole: “perdóname, flaco, pero yo tengo mucha gente que me espera porque no es ni suficientemente mala, ni suficientemente buena. Y tú no me necesitas. No eres: ni suficientemente malo, para ser malo, ni suficientemente bueno, para ser bueno, ni suficientemente santo, para ser santo. Sencillamente eres un cristiano satisfecho. Y los cristianos satisfechos ya han renunciado a ser mejores. Otro día hablamos ¿quieres?” Desde entonces, cuando me llama por teléfono o me busca, siempre me dice: “quiero que atiendas a un cristiano que es insuficiente en todo”.

Señor:
Regálanos un corazón insatisfecho.
Regálanos un corazón donde broten esas preguntas esenciales que no queremos hacernos.
Desinstálanos de nuestras autosatisfacciones.
Que sintamos el gusto por lo que tenemos, pero que eso no lo es todo.
Que nos sintamos buenos, pues sí.
Pero que nos preguntemos si no tendremos que ser mejores.
Que, al menos, preguntemos.
Porque, es posible, que tú tengas respuestas que nos abran horizontes que antes no veíamos.

Hakone, Japón

Consigo que mi editor, Masao Masuda, por fin me invite a la tradicional ceremonia del té. Vamos a una montaña cerca de Hakone, entramos en un pequeño cuarto, y su hermana, vestida con el quimono ritual, nos sirve el té.
Sólo eso. Y sin embargo, todo se realiza con tanta seriedad y protocolo, que una práctica cotidiana se transforma en un momento de comunión con el Universo.
El maestro del té, Okakusa kasuko, explica lo que ocurre: “la ceremonia es la adoración de lo bello. Todo el esfuerzo se concentra en el intento de alcanzar lo Perfecto a través de los gestos imperfectos de la vida cotidiana. Toda su belleza consiste en respetar las cosas simples que hacemos, ya que éstas nos pueden transportar hasta Dios”.

Copacabana, Río de Janeiro

Estoy andando por el paseo marítimo y escucho a una joven diciéndole a otra, muy convencida: “Yo he programado mi vida de la siguiente manera…”
Me quedé pensando: ¿es que acaso cuenta con las cosas que aparecen justamente cuando no las estamos esperando? ¿No se le ha ocurrido pensar que Dios tal vez tenga un plan diferente, y mucho más interesante? ¿Habrá considerado la posibilidad de que, al incluir a otras personas en su programación, esté interfiriendo en ideas y proyectos distintos?
No sé si la frase que escuché era fruto de la inexperiencia o del delirio total.

Melbourne, Australia

Subo al escenario con la aprensión de siempre. Un escritor local, me presenta y comienza a hacerme preguntas. Antes de que pueda concluir mi raciocinio, ya me interrumpe haciéndome una nueva pregunta. Cuando respondo, comenta algo del tipo “esta respuesta no ha sido muy clara, que digamos”. Cinco minutos después, se percibe un malestar entre el público. Recuerdo a Confucio, y hago lo único que se puede hacer en tal circunstancia:
-¿Te gusta lo que escribo? – le pregunto.
-Eso ahora es irrelevante –responde. –Además, soy yo quien hace las preguntas.
-Es muy relevante, ya lo creo. No me estás dejando terminar mis argumentos. Confucio dijo: “Siempre que sea posible, debes ser claro”. Vamos a seguir este consejo y dejar las cosas claras: ¿A ti te gusta lo que escribo?
-No, no me gusta. Sólo leí dos libros, y los encontré pésimos.
-De acuerdo. Ahora podemos continuar.
Los campos estaban definidos. El público se relaja, el ambiente se carga de electricidad, la entrevista se transforma en un verdadero debate, y todos – incluido el escritor – terminan satisfechos con el resultado.

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Édition nº 157 : Fragments d’un journal qui n’existe pas

Le sermon d’un prêtre péruvien

Dans mon livre « l’Alchimiste », le jeune berger Santiago rencontre soudain un vieil homme sur une place. Il est en quête d’un trésor, mais il ne sait pas comment arriver jusqu’à lui. Le vieux engage la conversation :
« Combien as-tu de brebis ?
– Suffisamment, répond Santiago.
– Alors, nous avons un problème. Je ne peux pas t’aider tant que tu penses que tu as assez de brebis. »

Se fondant sur ce passage, le prêtre péruvien Clemente Sobrado fait une réflexion intéressante, que je transcris ici.
L’un des plus grands problèmes que nous traînons tous avec nous toute la vie, c’est de vouloir croire que nous avons « assez de brebis ». Nous sommes entourés de certitudes, et aucun de nous ne désire que quelqu’un vienne lui proposer quelque chose de nouveau. Si seulement nous pouvions au moins soupçonner que nous n’avons pas tout, et que nous ne sommes pas tout ce que nous pourrions être !
Il est possible que tout le monde ait un problème gravissime ; et bien que nous ayons l’occasion de nous aider les uns les autres, la vérité est que peu de gens permettent qu’on les aide.
Pourquoi ? Parce qu’ils croient qu’ils ont déjà « assez de brebis ». Ils savent déjà tout, ils ont toujours raison, leurs existences sont confortables.
Tous ou presque nous sommes ainsi : nous avons beaucoup de choses et peu d’aspirations. Nous avons beaucoup d’idées définitives, et nous ne voulons pas y renoncer. Notre projet de vie est déjà bien organisé, et nous n’avons pas besoin que quelqu’un vienne provoquer un changement.
Nous avons prié suffisamment, nous avons fait la charité, nous avons lu les vies des saints, nous sommes allés à la messe, nous avons communié. Un de mes amis a dit un jour :
« Je ne sais pas pourquoi je viens vous voir, mon père. Je suis déjà un bon chrétien. »
Ce jour-là, je n’ai pas pu entendre cela sans répondre :
« Alors ne venez pas me voir, parce que beaucoup de gens m’attendent, qui sont pleins de doutes. Mais si vous voulez le savoir, vous n’êtes ni assez mauvais pour être mauvais, ni assez bon pour être bon, ni assez saint pour faire des miracles.
« Vous êtes seulement un chrétien satisfait de ce qu’il a réussi. Et tous ceux qui sont satisfaits ont en réalité renoncé à faire toujours mieux. Nous en parlerons un autre jour, d’accord ? »
Depuis lors, quand nous parlons au téléphone, il commence en disant : « À l’appareil quelqu’un qui n’a pas encore grandi autant qu’il le pouvait. »

Seigneur, donne-nous toujours un cœur insatisfait.
Donne-nous un cœur dans lequel puissent se manifester les questions que nous n’avons jamais voulu poser.
Délivre-nous de notre conformisme.
Que nous puissions apprécier ce que nous avons, mais que nous comprenions que cela n’est pas tout.
Que nous puissions comprendre que nous sommes de bonnes personnes.
Mais surtout, que nous nous demandions toujours en quoi nous pouvons mieux faire.
Parce que, si nous nous le demandons, il est bien possible que Tu viennes et nous ouvres des horizons que nous ne pouvions pas entrevoir auparavant.

Hakone, Japon

J’obtiens de mon éditeur, Masao Masuda, qu’il m’invite enfin pour la traditionnelle cérémonie du thé. Nous nous rendons vers une montagne près de Hakone, nous entrons dans un petit appartement, et sa sœur, vêtue rituellement en kimono, nous sert le thé.
Simplement. Cependant, tout est fait avec tellement de sérieux et de protocole qu’une pratique quotidienne se transforme en un moment de communion avec l’Univers.
Le maître du thé, Okakura Kakuso, explique ce qui se passe : « La cérémonie du thé, c’est l’adoration du beau. Tout votre effort se concentre sur la tentative d’atteindre le Parfait à travers les gestes imparfaits de la vie quotidienne. Toute sa beauté consiste dans le respect des choses simples que nous faisons, car elles peuvent nous transporter jusqu’à Dieu. »

Copacabana, Rio de Janeiro

Je marche sur le large trottoir, et j’entends une jeune fille qui dit à une autre, avec conviction : « J’ai programmé ma vie de la manière suivante… »
J’ai pensé : tient-elle compte des choses qui se présentent justement quand nous ne les attendons pas ? A-t-elle pensé que Dieu avait peut-être un plan différent, et beaucoup plus intéressant ? A-t-elle pris au sérieux l’hypothèse – incluant d’autres personnes dans sa programmation – qu’elle intervient dans d’autres idées et d’autres projets ?
Je ne sais si la phrase que j’ai entendue était le fruit de l’inexpérience ou du délire total.

Melbourne, Australie

Je monte sur la scène avec la même appréhension que d’habitude. Un écrivain local me présente et commence à me poser des questions. Avant que je puisse terminer un raisonnement, il m’interrompt et pose une nouvelle question. Quand je réponds, il fait un commentaire du genre « cette réponse n’était pas bien claire ». Au bout de cinq minutes, on remarque un malaise dans l’assistance. Je pense à Confucius, et je fais la seule chose possible :
« Vous aimez ce que j’écris ? je demande.
– Ce n’est pas le problème, répond-il. C’est moi qui vous interview, pas l’inverse.
– Si, c’est le problème. Vous ne me laissez pas conclure une idée. Confucius a dit : “Chaque fois que possible, soyez clair.” Nous allons suivre ce conseil et mettre les choses au clair : Vous aimez ce que j’écris ?
– Non, je n’aime pas. Je n’ai lu que deux livres, et j’ai détesté.
– OK, alors nous pouvons continuer. »
Les camps étaient maintenant définis. Le public se détend, l’ambiance se charge d’électricité, l’interview devient un vrai débat, et tout le monde – y compris l’écrivain – est satisfait du résultat.

Dans l’avion de Melbourne à Los Angeles

Je découpe dans la revue de bord le passage attribué à Loren Eiseley :
« Le voyage est difficile, long, parfois impossible. Pourtant, je connais peu de gens qui se sont laissé arrêter par ces difficultés. Nous venons au monde sans bien savoir ce qui est arrivé dans le passé, quelles conséquences cela entraîne pour nous, et ce que peut nous réserver l’avenir.
« Nous tâchons de voyager le plus loin que nous pouvons. Mais, en regardant le paysage autour de nous, nous savons qu’il ne sera pas possible de tout connaître et de tout apprendre.
« Alors, il nous reste à nous rappeler tout ce qui concerne notre voyage, pour pouvoir raconter des histoires. À nos enfants et petits-enfants, nous relaterons les merveilles que nous avons vues et les dangers que nous avons courus. Eux aussi naîtront et mourront, raconteront leurs histoires à leurs descendants, et la caravane ne sera pas encore arrivée à destination. »

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Edizione nº 157 : Frammenti di un diario inesistente

Il sermone di un prete peruviano

Nel mio libro “L’Alchimista”, il giovane pastore Santiago incontra a un certo punto un vecchio in una piazza. Egli è in cerca di un tesoro, ma non sa come raggiungerlo. Il vecchio si mette a conversare:
- Quante pecore hai?
- A sufficienza – risponde Santiago.
- Allora siamo davanti a un problema. Non posso aiutarti finché riterrai di avere pecore a sufficienza.

Basandosi su questo brano, il prete peruviano Clemente Sobrado fa un’interessante riflessione, che trascrivo qui di seguito:

Uno dei maggiori problemi che tutti ci trasciniamo nella vita è il fatto che vogliamo credere di avere “pecore a sufficienza”. Ci circondiamo di certezze, e così nessuno desidera che ci si presenti qualcun altro proponendo qualcosa di nuovo. Magari potessimo avere almeno il sospetto che non possediamo tutto, né che siamo tutto ciò che potremmo essere!
Può capitare che ci si trovi davanti a un problema gravissimo, e, pur avendo l’opportunità di aiutarci l’un l’altro, la verità è che poca gente si lascia aiutare.
Perché? Perché si crede di avere già “pecore a sufficienza”. Già si sa tutto, si ha sempre ragione, si sta comodi nelle proprie esistenze.
Quasi tutti noi siamo così: abbiamo molte cose e poche aspirazioni. Abbiamo molte idee già definite e non vogliamo rinunciarvi.  Il nostro schema di vita è già bene organizzato, e non abbiamo bisogno di nessuno che venga a provocare un cambiamento.
Preghiamo già a sufficienza, facciamo la carità, leggiamo le vite dei santi, andiamo a messa, facciamo la comunione. Un amico mio, una volta, mi disse:
- Non so perché la sto cercando, padre. Io sono già un buon cristiano.
Quel giorno, non riuscii a udire questo commento senza dare una risposta:
- Allora non venire a cercarmi, perché ho tanta gente che mi aspetta ed è piena di dubbi. Ma vuoi sapere una cosa? Tu non sei cattivo a sufficienza per essere cattivo, né buono a sufficienza per essere buono, né santo a sufficienza per fare dei miracoli.
“Sei solo un cristiano soddisfatto di ciò che ha raggiunto. E tutti quelli che sono soddisfatti, in realtà hanno rinunciato a migliorare sempre. Ne parliamo un altro giorno, d’accordo?”
Da allora, quando ci sentiamo per telefono, egli comincia dicendo: “Qui parla una persona che ancora non è cresciuta quanto potrebbe”.

Signore, dacci sempre un cuore indoddisfatto.
Dacci un cuore in cui possano manifestarsi le domande che non vogliamo mai fare.
Togli dal nostro cuore il conformismo.
Che noi possiamo sentire il piacere di ciò che abbiamo, ma capire che questo non è tutto.
Che possiamo capire che siamo persone buone.
Ma, soprattutto, che possiamo domandarci sempre in che modo poter migliorare.
Perché, se ci poniamo questa domanda, è possibile che Tu venga e ci apra orizzonti che prima non riuscivamo a scorgere.

Hakone, Giappone

Ottengo che il mio editore, Masao Masuda, finalmente mi inviti alla tradizionale cerimonia del tè. Ci rechiamo su una montagna vicino ad Hakone, entriamo in una piccola stanza e sua sorella, indossando il rituale kimono, ci serve il tè.
Solo questo. Eppure,  tutto viene fatto con tanta serietà e tanto protocollo che una pratica quotidiana si trasforma in un momento di comunione con l’Universo.
Il maestro di tè, Okakusa Kasuko, spiega ciò che avviene: “La cerimonia è l’adorazione del bello. Tutto il suo scopo è concentrato nel tentativo di raggiungere la Perfezione attraverso i gesti imperfetti della vita quotidiana. Tutta la sua bellezza consiste nel rispettare le cose semplici che facciamo, poiché esse possono portarci fino a Dio”.

Copacabana, Rio de Janeiro

Sto camminando sul marciapiede e sento una ragazza dire a un’altra, in tono convinto: “Io ho programmato la mia vita così…”
Mi sono ritrovato a pensare: ma starà tenendo conto delle cose che si presentano proprio quando non ce le aspettiamo? Avrà pensato che Dio, forse, ha un piano differente, e molto più interessante? Avrà considerato seriamente l’ipotesi che – includendo altre persone nel suo programma – sta interferendo in idee e progetti distinti?
Non so se quella frase che ho udito fosse frutto dell’inesperienza o del delirio totale.

Melbourne, Australia

Mi avvio sul palco con l’apprensione di sempre. Uno scrittore locale mi presenta e comincia a pormi delle domande. Prima che io possa terminare un ragionamento, lui mi interrompe e mi fa una nuova domanda. Quando rispondo, dice qualcosa tipo “questa risposta non è molto chiara”.  Dopo cinque minuti, si nota un certo malessere nella platea. Mi viene in mente  Confucio, e faccio l’unica cosa possibile:
- A lei piace quello che scrivo? – domando.
- Questo non c’entra – risponde. – Sono io che la sto intervistando, e non il contrario.
- C’entra, eccome. Lei non mi lascia concludere un’idea. Confucio disse: “Ogni qualvolta sia possibile, sii chiaro”. Cerchiamo di seguire questo consiglio e mettiamo le cose in chiaro: a lei piace quello che scrivo?
- No, non mi piace. Ho letto solo due libri, e li ho detestati.
- Bene, ora possiamo continuare.
Adesso i campi erano definiti. La platea si rilassa, l’ambiente si carica di elettricità, l’intervista si trasforma in un vero e proprio dibattito, e tutti – compreso lo scrittore – sono soddisfatti del risultato.

Nell’aereo da Melbourne a Los Angeles

Ritaglio dalla rivista di bordo il pezzo attribuito a Loren Eisley:

“Il viaggio è difficile, lungo, a volte impossibile. Pur tuttavia, conosco poche persone che si sono trattenute a causa di queste difficoltà. Siamo entrati nel mondo senza sapere bene ciò che è accaduto in passato, quali sono le conseguenze che esso ci ha portato, e che cosa può riservarci il futuro.
“Cercheremo di spingerci il più lontano possibile. Ma, guardando il paesaggio che ci circonda, sappiamo che non sarà possibile conoscere e apprendere tutto.
“Allora, non ci resta che ricordare tutto del nostro viaggio, così da poter raccontare delle storie. Ai nostri figli e nipoti racconteremo le meraviglie che abbiamo visto e i pericoli che abbiamo corso. Anch’essi nasceranno e moriranno, narreranno le loro storie ai loro discendenti, e la carovana non sarà ancora arrivata alla sua meta.”

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Fragments of a non-existing diary

A Peruvian priest’s sermon

In my book “The Alchemist”, the young shepherd Santiago meets an old man in the town square. He is searching for a treasure, but does not know how to reach it. The old man starts up a conversation with him:
“How many sheep have you got?”
“Enough,” answers Santiago.
“Then we have a problem. I can’t help if you think you have enough sheep.”

Based on this extract, the Peruvian priest Clemente Sobrado wrote an interesting piece, which I transcribe below:

One of the biggest problems that we drag around with us all our life is to want to believe we have “enough sheep”. We are surrounded by certainties, and nobody wants someone showing up to propose something new. If we could only suspect that we don’t have everything, and that we aren’t all that we could be!
Maybe we are all faced with a very serious problem, namely that although we have the opportunity to help one another, the truth is that few people let themselves be helped.
Why is that? Because they think they have “enough sheep”. They already know everything, they are always right, they feel comfortable in their lives.
Almost all of us are like that: we have many things but few aspirations. We have many ideas already sorted out, and we don’t want to give them up. Our life scheme is already organized and we don’t need someone trying to make changes.
We’ve done enough praying, practiced charity, read the lives of the saints, gone to Mass, taken communion. A friend of mine once said: “I don’t know why I come to visit you, father. I am already a good Christian.”
On that day I could not help answering:
“Then don’t come to visit me, because there are a lot of people waiting to see me and they are all full of doubts. But one thing you ought to know: You aren’t bad enough to be bad, nor good enough to be good, nor holy enough to work miracles.
“You are just a Christian satisfied with what you have achieved. And all those who are satisfied have in fact renounced the ideal of always improving. Let’s talk about this some other time, all right?”
Ever since then, whenever we speak on the telephone he starts by saying: “this person who is calling hasn’t yet grown up as much as he could”.
Lord, give us always a dissatisfied heart.
Give us a heart where the questions that we never want to ask can be voiced.
Deliver us from our conformism.
Make us able to enjoy what we have, but let us understand that this is not everything.
Let us appreciate that we are good people.
But above all, make us always ask ourselves how we can become better people.
Because if we ask, then it is quite possible that You will come and show us horizons that we couldn’t see before.

Hakone, Japan

I finally manage to get my editor, Masao Masuda, to invite me to a traditional tea ceremony. We go to a mountain near Hakone, enter a small room, and his sister, dressed in the ritual kimono, serves us tea.
That is all. However, everything is done with such seriousness and protocol that a daily practice is changed into a moment of communion with the Universe.
The tea master, Okakusa Kasuko, explains what happens: “The ceremony is the adoration of the beautiful. All efforts are concentrated on the endeavor to attain Perfection through the imperfect gestures of daily life. All its beauty consists of respecting the simple things we do, because they can lead us to God.”

Copacabana, Rio de Janeiro

Strolling along the promenade, I hear a young woman saying to another in a very convincing voice: “I’ve programmed my life in the following way …”
That made me wonder: does she take into account things that happen just when we are not expecting them? Has she considered that maybe God has a different plan, a far more interesting one? Has she thought seriously about the hypothesis that, by including other people in her program, she might be interfering in different ideas and projects?
I am not sure whether the sentence I overheard was born of inexperience or total delirium.

Melbourne, Australia

I step out on to the stage with the usual apprehension. A local writer, introduces me and starts asking me questions. Before I can conclude my reasoning, he interrupts me and asks another question. When I answer, he says something like “that answer wasn’t very clear.” Five minutes later, I feel a certain restlessness in the audience. I remember Confucius, and do the only thing possible:
“Do you like what I write?” I ask.
“That doesn’t matter,” he answers. “I’m doing the interviewing, not you.”
“But it does matter. You don’t let me finish a sentence. Confucius said: ‘whenever possible, be clear.’ Let’s follow that advice and make things quite clear: do you like what I write?”
“No, I don’t. I have read only two books, and I hated them.”
“OK, so now we can continue.”
The camps were now defined. The audience relaxes, the environment fills with electricity, the interview turns into a true debate, and everyone – including the writer – is satisfied with the result.

In the plane between Melbourne and Los Angeles

This extract from the on-board magazine is attributed to Loren Eisley:
“The journey is difficult, long, sometimes impossible. Even so, I know few people who have let these difficulties stop them. We enter the world without knowing for sure what happened in the past, what consequences this has brought us, and what the future may have in store for us.
“We shall try to travel as far as we can. But looking at the landscape around us, we realize that it won’t be possible to know and learn everything.
”So what remains is for us to remember all about our journey so that we can tell stories. To our children and grandchildren, we can tell the marvels that we have seen and the dangers that we have faced. They too will be born and will die, they too will tell their stories to their descendants, and still the caravan won’t have reached its destination.”

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