My new book

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This is the first time I wrote a book in public (I mean, I wrote in private, but it was like many eyes were on me, because I was doing daily updates in Twitter about my emotional status while writing). I finished this Thursday, 11 March, at 2:00 AM.

In 2006 I was called to my 3rd sacred pilgrimage.

The first one, the Road to Santiago (1986) takes place in space , meaning that you have to cover a physical distance between two points. In my case, I walked from the border of France to O Cebreiro (Galicia), close to 600 kms. I wrote a book about it, “The pilgrimage”.

The second was in 1989, called Road to Rome, takes place in time. It is not a journey to Rome, but I needed to choose a place (in this case, the French Pyrenees) to stay for 70 days. I had to dream and follow the dream the next day, regardless how absurd it was (I remember dreaming with a bus stations, and I spent 3 hrs the next day in a bus station). It deals with the Feminine Energy, and I wrote “Brida” and “By the river Piedra I sat down and wept” while seeing my feminine side manifesting itself.

The 3rd sacred road Is called Road to Jerusalem. Again, you don’t need to go to Jerusalem, but you have to travel in space and time. The only task I was given was: stay away from home for the next 4 months.
I went to several countries, but the epiphany happened while crossing Asia in the Transiberian train ( 15 days, 7 different time zones, 9.2528 kms from Moscow to Vladivostok). I was travelling with a Turkish girl, Hilal (not her real name), for reasons that you are going to discover in the book. This point where time and space converge is called “The Aleph”(J.L.Borges has a wonderful short story about this point) . Therefore, this is the title of my new book: “The Aleph”.

Why did I take so long to write about this pilgrimage? Because it took me three full years to understand it.
It is not a travel guide. Of course I describe what does it mean such a long trip in a train, but the main goal is the long trip to my soul, past, present and future.

My friends in Facebook and Twitter are the first to know, besides a note today in Radar (Veja magazine)
The book will be released in Brasil very soon, and in the rest of the world in 2011. I wish it could be this year (a writer wants to see his/her soul unveiled the next day), but the publishing houses have a different schedule.

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PORTUGUES

Essa foi a primeira vez que escrevi um livro em publico (quer dizer, escrevi comigo mesmo, mas todo mundo sabia que eu estava escrevendo, porque fazia updates diarios no Twitter sobre meu estado emocional). Terminei nesta quinta, dia 11 de marí§o, as 2:00 AM.

Em 2006 eu fui chamado para fazer minha terceira peregrinaí§í£o sagrada.

A primeira foi O Caminho de Santiago (1986), uma viagem no espaí§o fí­sico, cobrindo a distí¢ncia entre dois pontos. No meu caso, andei da fronteira da Franí§a até O Cebreiro (Galí­cia), e foi tema do meu primeiro livro, “O diario de um mago”.

A segunda foi em 1989, é chamado Caminho de Roma, e se passa no tempo. Ní£o era uma viagem para Roma: eu precisava escolher um lugar e ficar ali durante 70 dias. Escolhi os Pirineus. Tudo que precisava fazer era sonhar, e no dia seguinte transformar o sonho em algo real. Lembro-me de uma noite que sonhei com uma estaí§í£o de í´nibus, e fiquei 3 horas em uma. O caminho de Roma lida com a Energia Feminina; escrevi “Brida” e “Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei” logo depois, enquanto essa energia despertava em mim.

A terceira peregrinaí§í£o sagrada é chamada de O Caminho de Jerusalem. De novo, nao é necessário ir a Jerusalem, mas precisava viajar no espaí§o e tempo. A única tarefa que me foi dada: fique fora de casa durante 4 meses.
Visitei vários paises, mas a revelaí§í£o aconteceu enquanto eu cruzava a Asia no trem Transiberiano (15 dias, 7 fusos horários diferentes, 9.258 kms entre Moscou e Vladivostok). Estava viajando com uma jovem turca, Hilal (nome falso) por razíµes que vocíªs irí£o descobrir no livro. O ponto onde o tempo e o espaí§o se encontram é chamado na tradií§ao mágica de “Aleph” (J.L. Borges tem uma maravilhosa historia sobre este ponto) . Portanto, o tí­tulo do meu novo livro é “O Aleph”.

Ní£o é um guia de viagem (assim como “O diario de um mago” tampouco foi). Claro que explico um pouco o que é a longa viagem de trem, mas apenas para localizar o leitor. O livro é minha viagem ao encontro da minha alma, no passado, no presente, e no futuro.
Por que demorei tanto tempo para escrever sobre esta peregrinaí§í£o? Porque demorei muito tempo, quase tres anos, para entende-la.

Meus amigos no Twitter e Facebook sí£o os primeiros a saber, além da nota dada hoje no Radar (Veja)
Será laní§ado no Brasil no final de julho.