
De novo um ritual? De novo invocar as forças invisíveis para que se manifestem no mundo visível? O que isso tem a ver com o mundo em que vivemos hoje? Os jovens saem da universidade e não conseguem emprego. Os velhos chegam à aposentadoria sem ter dinheiro para nada. Os adultos não têm tempo de sonhar – passam das 8 horas da manhã às 5 da tarde lutando para sustentar a família, pagar o colégio dos filhos, enfrentando aquilo que todos nós conhecemos pelo nome resumido de “dura realidade”.
O mundo nunca esteve tão dividido como agora:guerras religiosas, genocídios, falta de respeito pelo planeta, crises econômicas, depressão, pobreza. Todos querendo resultados imediatos para resolver pelo menos alguns dos problemas do mundo ou de sua vida pessoal. Mas as coisas parecem mais negras à medida que avançamos em direção ao futuro.
E eu aqui, querendo seguir adiante em uma tradição espiritual cujas raízes se encontram em um passado remoto, longe de todos os desafios do momento presente?
Com os dois parágrafos acima, começo o livro. Sim, tive (e terei, espero) muitos momentos de dúvida, mas que o tempo e a disciplina se encarregam de solucionar. E vocês, passam pela mesma coisa/
Por favor, postem as perguntas clicando em COMMENTS acima, e responderei as dez primeiras (no mínimo) ou o máximo que puder, na próxima segunda feira, dia 5 de julho.
Se estiverem interessados em um bom resumo, a Folha Online publicou >>> “Peregrinação por tres continentes”
Se estiverem interessados em ler o primeiro capítulo, aqui esta o link >>> Primeiro Capitulo “O Aleph”
ATUALIZAÇÃO 5 DE JULHO:
TIVE MAIS DE 250 PERGUNTAS, ESPERO QUE COMPREENDAM A IMPOSSIBILIDADE DE RESPONDER TODAS
Em breve discutiremos aqui o tema final: “Vidas passadas”. Avisarei pelo Twitter.
Para ler as perguntas e respostas, por favor clicar em COMMENTS
Muito obrigado
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Como você conseguiu descobrir o seu caminho e nos momentos de grande dúvida, em que você se sentia perdido, como voltava para ele? Qual é o grande fio condutor de sua busca?
As vezes a vontade. As vezes a necessidade. As vezes a curiosidade. Mas sempre tinha um anjo me movendo nesta direção
Dear Paulo,
Uma pergunta sobre o processo criativo: Ao escrever O Aleph, você atualizar o andamento de sua escrita, no Twitter. Exemplo: I am 40% concluída. Estou 75% concluída. Como você sabia que a porcentagem de conclusão como você escreveu? Obrigado, Love, Jane xo
Eu tinha escrito já uma primeira versão (draft) antes de começar a fazer a versão definitiva e atualizar o progresso no Twitter.
Prezado paulo, poderia até lhe fazer perguntas. No momento
prefiro falar o que penso á respeito do futuro com relação ao passado: Houve um tempo em que doze meses passavam arrastando-se em dobro. Hoje, e consequentimente as vinte e quatro horas pareçem cortadas mela metade. O ser humano está vivendo a era do tempo perdido,acotovelando-se por tudo ao seu redor. A busca pelo amanhã começa a cada minuto que se passa, não existe mais futuro como antes. o que existe é o agora, tempos imediatos,desespero pelo que irá vestir, comer, beber, amar,receber,dar etc…, ao deitar-mos todas as noites,ela termina num cochilo; está aí a doença do século “ESTRESSE”. É obviu que sempre houveram pessoas desequilibradas no mundo; mas estamos caminhando para um círculo onde o ALEHP será corriqueiro e fatalista. O passado mais longínquo terá sim uma grande importância no que se refere a perdas que dificilmente poderemos resgatar. Eu estou preparada de verdade, para tudo o que vier aconteçer de agora em diante. Continuo em busca da minha perfeição espiritual dentro das minhas regras e noções solitárias, que procuro exercitar e aprender; procuro não sofrer antecipadamente ,pois já visualizo a realidade, sou otimista dentro da possibilidade de uma nova era , na qual fisicamente possa estar ou não, dependendo do espaço de tempo. Creio totalmente na imortalidade do “Espírito”; Pois no momento ainda encarnada possuo “Alma”. Sou repetitiva em dizer sempre á todos que vivem chorando pelo leite derramado: TUDO NA VIDA PASSA, SÓ NÃO O AMOR A DEUS E A VONTADE DE SEGUIR E RECOMEÇAR. O grande mestre Jesus nos disse que não devereríamos nos preocupar com o que comer ou vestir, porque a cada dia basta o seu mal.
Laura/Esperança
gostei muito do primeiro capitulo. eu te pergunto vc acredita que um dia seremos satisfeitos nesta busca? não tem fim este caminho, parece ser eterno, quando se tem uma resposta aparece uma nova pergunta. vc é considerado um mestre para muitos e nuitos buscam as respostas em seus livros. no primeiro capitulo mostra um homem angustiado, achando que tudo que aprendeu não faz sentido e que tem que haver algo maior.seria tão simples só acreditar em Deus do jeito que está escrito no livro dos homens.
Jamais serei saciado – assim espero. O que me move é minha constante vontade de seguir adiante. O questionamento do primeiro capítulo mostra um momento errado de minha vida.
Então Paulo,
Você acredita ser importante o conhecimento do universo espiritual, assim como das nossas vidas passadas, para uma melhor compreensão e assimilação de quem nós somos? Ou isso varia de caso em caso?
Até onde conhecer a lógica que organiza o mundo “invisível” é importante ou desnecessária para as pessoas que estão inseridas em um universo carnal, que é tão distinto?
Abraços, Luiz Pedro.
Uma criança entende melhor que um adulto, justamente porque não tem a lógica que organiza.
Caro mago das letras,
diante a tamanhas inquietações, há meios de se reconectar com as nossas raízes mais íntimas e ter alguma certeza sobre a superação de tamanhas dificuldades?
grande abraço !
Claro que sim, porque a conexão jamais desaparece – apenas se esconde. Faça um ato de fé, tenha disciplina, e verá que ela está mais próxima do que imagina
E eu aqui, querendo seguir adiante em uma tradição espiritual cujas raízes se encontram em um passado remoto, longe de todos os desafios do momento presente?
E se vc encinar o auto conecimento de uma maneira compreecivel,+ fácil ajudaria as pessoas infrentar mais os problemas que vem as religiões encina a fazer como uma lista de super mercado e pedir um Deus a disposição ai ñ acontece …fica o caos na cabeça do povo… eu atendo pessoas com Tarot as pessoas acham que o tarot vai resouver tudo ….eu digo que tarot indica uma direção …é só malú.
imagino que minha pergunta já não esteja mais entre as 10 primeiras, mas farei do mesmo jeito… dizem que para se conseguir o que quer basta acreditar, mas e quando a gente não sabe o que quer? quando não sabemos qual caminho seguir? o que fazer com a duvida?
Usar a dúvida. E seguir adiante apesar da dúvida
A maior dúvida não é segui ou não o que nos é apresentado, mas sim viver o hoje. A tarefa mais complexa e estar presente no agora sem a preocupação com passado e futuro. Boa sorte nas escolhas. bj
Durante o tempo em que escrevia O Aleph havia algum ritual ou preparação que fazia antes, para as palavras fluissem melhor, para que os momentos vividos durante esta trajetória viesse com mais intensidade?
Nenhum além de esperar que “O Aleph” estivesse pronto na minha alma, antes de coloca-lo no papel.
É comum que, quando estamos mais afiados espiritualmente, intuitivamente, mais lúcidos e íntegros, sejamos fortemente sabotados? É possível que isto seja exterior à minha busca, ao meu caminho? Há pessoas próximas que não desejam minha lucidez, eu sei. Mas, mesmo eu percebendo isso – que já é uma defesa -, é possível que à distância, eles espiritualmente causem estragos físicos, concretos, como por exemplo um impensável incidente no meu trabalho, que soumou-se a abusos de poder inéditos no histórico da empresa — o que me custou, mais uma vez, a perda de minha retidão espiritual?
Acho que quando estamos “afiados espiritualmente”, estamos diante de uma verdadeira armadilha. Quando a estragos físicos a distância, eles só existirão se voce permitir e abrir a porta (toco neste assunto tambem em “O Aleph”
Querido Paulo,
Qual foi a lição mais importante que você aprendeu com o caminho de Jerusalém.
E como foi essa viagem, transforma você?
A lição mais importante que aprendi foi a total ausência daquilo que chamamos “tempo”. Mas falarei disso na conversa final aqui.
Quando me abstraí do “tempo”, pude ver que uma de minhas vidas passadas, muito complicada, estava interferindo no meu momento presente. E a consciência disso me ajudou a superar o problema
Sempre fui considerada uma pessoa “estranha”. Sempre gostei e dediquei uma parte de meus dias para meditar e me aprofundar dentro de mim mesma. Desde os 8 anos de idade me interesso por assuntos ligados a espiritualidade. No entanto, precisei negar esse interesse para conseguir viver uma vida normal. Há 10 anos, já não dava mais para negar e voltei a meus estudos e meditações. É engraçado saber que quanto mais estudo e compreendo, muito mais duvidas e perguntas surgem…porém, o que realmente eu não entendo é porque todas as pessoas a nossa volta tendem a nos rotular sempre que buscamos apenas entender? Ás vezes parece que vivo 2 vidas diferentes: uma fisica e uma espiritual. Queria saber como conseguir um equilibrio entre as duas vidas. Uma parte de mim precisa de paz e harmonia em casa e no trabalho, o que só é possivel quando nego as necessidades que sinto de minha busca espiritual. Hoje, aos 45 anos, não consigo mais negar essa necessidade…porque tem sempre que ter um preço a se pagar???
Não sei se você vai responder esse comment, mas precisava tentar…Obrigada pela oportunidade.
Rita Aun
Tudo na vida tem um preço a pagar. Quanto às duas realidades, na verdade elas são uma só. Derrube o muro que as separa
Qual a tua religião? E o que te levou a escolhe-la?
Obrigada e Boa Sorte no lançamento do livro! Bjs.
Sou católico. Na verdade, nasci em uma família católica, passei por um período de negar completamente a religião, e voltei naturalmente a ela em 1986, depois do caminho de Santiago. Não porque seja a melhor ou a única, mas porque todas as religioes levam ao mesmo Deus, e o catolicismo estava em meu sangue desde criança
Qual são os maiores perigos de um iniciante na busca espiritual? E como saber se é um perigo?
O maior perigo é o “mestre”. O segundo maior perigo é procurar saber qual o o maior perigo antes de enfrentar-se com ele
O que fazer para mudar éssa realidade?
Mudar sua percepção da realidade
Você já presenciou alguma demonstração de forças invisíveis?
Muitissimas. E quase sempre nos momentos que duvidava bastante. Deus tem sido generoso comigo
como conciliar os intensos anseios espirituais com as demandas impostas por um sistema social castrador? Vida de adesão: aos outros, a um território, a uma natureza, comportando boa parte de um imaginário reivindicado. Adesão que se consagra, que, não obstante as crises, as mudanças de valores, peripécias políticas ou econômicas faz com que nos acomodemos a suas diverasas vicissitudes.
Quê fazer? é a minha angústia! resolvi, através do autoconhecimento, eleger as coisas com as quais me importo e viver tendo-as como parâmetro. isso traz diiculdades e nenhum dinheiro.
Este é um caminho ‘sábio’ aos 31 anos?
abs
Eu passei pelas mesmas coisas. Mas se a busca é mais forte, você encontra a saida.
Observo, pois ainda não li “O Aleph”, que o senhor busca algo no transcendental (no místico) para evitar que sucumbamosao “estado de coisas” atual. Acredito, como o senhor, que a busca foge à racionalidade e ao jugo da ciência. Reforço que, talvez o homem nunca sofrera tanto, na sua caminhada sobre a terra, quanto nos momentos atuais. No entanto, embora proponhamos outras alternativas, parece-nos inútil através das palavras. A hipertrofia do individualismo deveria ser a questão do dia.
Como o senhor vê esse egotismo e como proporia uma literatura, considerando que as palavras ainda encerram um poder singular nas mentes dos homens, que fizesse frente ou fosse relevante ao “estado de coisas” atual?
Na verdade, tudo está na alma do ser humano. Literatura, musica, etc. são maneiras de dividir as perguntas – as respostas somos nós que damos.
Paulo,
Boa tarde,
Meu primeiro contato com o senhor, foi pelo livro “O Alquimista”, depois foi “O Diário de um Mago”, que me levou a fazer o Caminho de Santiago. Lá, fiz o que há de mais precioso nessa vida: amizades. Fiz o caminho com várias pessoas, que se tornaram amigas e dentre elas a Marion, uma alemã que é sua fã. Foi ela que te pediu o autógrafo em Stuttgart do livro recém lançado aqui no Brasil “O Vencedor está só” (mandado pela minha namorada do Brasil para Alemanha).
Ah também conheci Acácio e a Orietta, tive a honra de fazer uma parada lá e descansar.
Enfim, o engraçado nessa vida, são essas pequenas “teias” que nos ligam.
Quero lhe dizer OBRIGADO, a sua obra fez desencadear inúmeros acontecimentos em minha vida, ampliando ainda mais meu horizonte. Por isso aguardo este livro, já está encomendado na Livraria on-line, dois exemplares, o meu e o da Marion (que assim que chegar, embarca para a Alemanha) e tenho certeza que fará muito sucesso!
OBRIGADO!
Paulo, como é possível alcançar a “iluminação” qdo vc tem que dividir a vida entre família, emprego, impostos, etc….como ser espiritual em um mundo que lhe força de todas as maneiras à ser material?
Quando voce entender que familia, emprego, etc tambem faz parte do processo espiritual, estará a um passo da Luz Divina
Paulo,
Muitas escolas falam da noite negra da alma, aquele período de dúvida (desespero mesmo) que passamos as vésperas de um grande despertar místico.
Minha vivência pessoal (modestíssima) me diz que na verdade seria um ciclo que há infinitas noites negras e dias brilhantes, como a espiral evolutiva de teilhard chardin.
Qual a sua visão? Sua vivência pessoal tem mostrado a mesma coisa ?
Paz Profunda!
Quiron – FRC
A mesmíssima coisa. Momentos de dúvida – mas que com a idade aprendi que são parte do caminho. San Juan de la Cruz (que escreveu “La noche oscura de la subida del Monte Carmelo”) fala muito bem do tema. Recomendo a leitura. Teihard de Chardin tambem toca no tema em “O fenomeno humano” com bastante sabedoria. Entretanto, Chardin é mais racional que San Juan de la Cruz – o livro tem menos emoçao.
Boa tarde, Paulo!
Há algum tempo já que não visitava seu blog e site. No entanto, cresci lendo seus livros (a maioria, ao menos) e RE-ingressei na busca espiritual, inspirado por suas histórias, as quais me ajudaram a re-lembrar muitas coisas.
Foi tudo muito rápido. Aos 14 anos, com aparecimento do meu diabetes, comecei a re-lembrar muitas coisas. Outras permanecem “sub terram”.
Tenho alguns questionamentos a te fazer. Mas, infelizmente, a prudência me impede de fazê-los aqui. Mas, posso adiantar que é sobre um personagem que me guia, sobre o qual eu li em um pedestal, em sonho, que era “Aqiele que Conduz o Povo Eleito”, e que me disse categoricamente, enquanto estava eu em estado letárgico, que eu “seria sua Semente”.
Preciso urgentemente de ajuda, já que não encontro pessoas experientes para isso. Não seria exagero, embora eu mesmo já tenha pensado ser apenas uma fantasia, se eu dissesse a você que uma batalha se realiza, já há algum tempo, entre “Os Nobres”.
Conto com sua generosidade! Abraços e a Paz!!
Fraternalmente,
Ebrael.
Essa é uma pergunta que só voce mesmo pode responder. Tenha coragem e responda.
Duas perguntas tem me perseguido sobre o título de seu novo livro:
1- como se dá o processo de escolha dos mesmos?
2 – o título ” O Aleph” foi inspirado no livro de mesmo nome de Jorge Luis Borges – ou simples coincidência?
Abraço
@mcmariacarol
1- O título vem do ponto onde tudo se encontra (O aleph), que já tinha experimentado antes, mas que durante a viagem serviu como transformador da minha vida
2 – Borges tambem descreve esse ponto em seu magnifico conto. Pensei muito antes de colocar o mesmo título, mas não tinha saída. Entretanto, sao duas historias diferentes sobre o mesmo tema
Olá Senhor Paulo, Por que o titulo “armadilhas da busca espiritual”? O senhor acha que quanto mais a pessoa busca ajuda espiritual, mais obstáculos ela encontrará? Seria uma provação?
A verdadeira ajuda vem de Deus e dos sinais que Ele envia. Os obstáculos começam a existir – e as armadilhas tambem – quando procuramos guias. Não há nada de errado em ter um mestre, ou um guia, mas a responsabilidade final é sua.
Existe uma inquietação dentro de mim que me leva sempre a pensar que tenho que viajar, sair por aí, me desprender das coisas, estresses, etc. Você acredita que conseguimos?
Muitas das suas frases fazem parte do meu dia a dia há muitos anos.
Abraço,
Carla – 45 anos – Taubaté/SP – Brasil
Viajar faz bem ao corpo e à alma. Penso que viajar é o maior e melhor aprendizado. As pessoas dizem “não tenho dinheiro”, “não tenho tempo”, mas são apenas desculpas. Eu corri os USA e Mexico com apenas 200 dolares no bolso em 1970. Não falava ingles tampouco. Mas nunca me faltou nada. Pare de pensar e viaje!
Toda peregrinação, seja ela física ou espiritual, é um aprendizado. Sei que escrevendo, um mundo de informações é criado em sua mente. Escrevendo, qual foi o maior aprendizado e emoção transportada para esse livro?
Grande abraço.
O maior aprendizado acontece quando escrevemos. Até então minha peregrinação pelo Caminho de Jerusalem estava um pouco desorganizada na minha cabeça. Quando escrevi, entendi melhor
Paulo, esta é uma batalha individual?
Sempre. E a única verdadeira ajuda vem dos sinais de Deus. Cometa seus erros, mas continue no Bom Combate
Qual o maior preconceito enfrentado por quem busca a vida espiritual? Eu estou começando a gostar dessas coisas e sinto um pouco de insegurança a respeito. Até que ponto isso pode influenciar na minha vida e no meu cotidiano?
Insegurança faz parte. O maior preconceito é tentar explicar aos outros sua busca – não perca seu tempo