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I thought we could reach 1.000.000 monthly hits by December this year. However, with still five days to go in September, we are over this mark. Thank you all for your strong support and commitment.
Love
Paulo

UPDATE 30 SEPTEMBER

As you see above, we had another 250.000 hits in five days.
Again, thank you for your support!

Onze minutos de sexo?

Os homens que conhecera desde que chegara em Genève faziam de tudo para parecerem seguros de si, como se governassem o mundo e suas próprias vidas; Maria, porém, via nos olhos de cada um o terror da esposa, o pânico de não conseguir ter uma ereção, de não serem machos o suficiente nem diante de uma simples prostituta, a quem estavam pagando. Se fossem a uma loja e não lhes agradasse o calçado, seriam capazes de voltar com o recibo na mão e exigir o reembolso.
Entretanto, embora também estivessem pagando por uma companhia, se não tivessem uma ereção, jamais voltariam à mesma boate, porque achavam que a historia teria se espalhado entre todas, as outras mulheres, uma vergonha.
“Sou eu quem devia ter vergonha por não conseguir excitar um homem. Mas, na verdade, são eles que têm.”

Para evitar estes constrangimentos, Maria procurava deixá-los sempre à vontade, e quando algum deles parecia mais bêbado ou mais frágil que o normal, evitava o sexo e concentrava-se apenas em carícias e masturbação – o que os deixava muito contentes – por mais absurdo que fosse esta situação, já que podiam masturbar-se sozinhos.

Era preciso sempre evitar que ficassem envergonhados. Aqueles homens, tão poderosos e arrogantes em seus trabalhos, onde lidavam sem parar com empregados, clientes, fornecedores, preconceitos, segredos, atitudes falsas, hipocrisia, medo, opressão, terminavam o dia em uma boate, e não se importavam em pagar 350 francos suíços para deixarem de ser eles mesmos durante a noite.

“Durante a noite? Ora, Maria, você está exagerando. Na verdade, são 45 minutos, e mesmo assim, se descontarmos tirar a roupa, ensaiar algum falso carinho, conversar alguma coisa óbvia, vestir a roupa, reduziremos este tempo para onze minutos de sexo propriamente dito”.

Onze minutos. O mundo girava em torno de algo que demorava apenas onze minutos.

E por causa destes onze minutos em um dia de 24 horas (considerando que todos fizessem amor com suas esposas, todos os dias, o que era um verdadeiro absurdo e uma mentira completa), eles se casavam, sustentavam a família, agüentavam o choro das crianças, se desmanchavam em explicações quando chegavam tarde em casa, olhavam dezenas, centenas de outras mulheres com quem gostariam de passear em torno do lago de Genève,, compravam roupas caras para eles, roupas mais caras ainda para elas, pagavam prostitutas para compensar o que estava faltando, sustentavam uma gigantesca indústria de cosméticos, dietas, ginástica, pornografia, poder – e quando se encontravam com outros homens, ao contrário do que dizia a lenda, jamais falavam de mulheres. Conversavam sobre empregos, dinheiro e esporte.

Havia algo de muito errado com a civilização; e esta coisa não era o desmatamento da Amazônia, a camada de ozônio, a morte dos pandas, o cigarro, os alimentos cancerígenos, a situação nas penitenciárias, como gritavam os jornais.

Era exatamente aquilo em que trabalhava: o sexo.

Em ONZE MINUTOS

Porque amamos as mulheres

Há algumas semanas postei aqui Porque amamos os homens. Uma leitora (Julia D., da Rumania) resolveu escrever por que as mulheres acham que as amamos. Não concordo com tudo, mas essa é uma tribuna (relativamente) livre. Vamos ler o que Julia tem para nos contar:

Nós, os homens, amamos as mulheres porque elas ainda se acham adolescentes mesmo depois que envelhecem.

Porque sorriem cada vez que passa por uma criança.

Porque
caminham eretas pelas ruas, olhando sempre em frente, e jamais se viram para agradecer ou retornar o sorriso e o cumprimento que fazemos quando passam.

Porque na cama são ousadas, não porque tenham uma natureza perversa, mas porque desejam nos agradar.

Porque se sacrificam sem reclamar em nome do ideal de beleza, enfrentando depiladores, injeções de botox, máquinas ameaçadoras em academias de ginástica.

Porque preferem comer saladas.

Porque desenham e pintam suas faces com a mesma concentração de um Michelangelo trabalhando na Capela Sixtina.

Porque se desejam saber algo sobre a própria aparência, procuram outras mulheres e não nos incomodam com este tipo de pergunta.

Porque tem suas próprias maneiras de resolver problemas, que jamais entendemos, e que nos enlouquece.

Porque tem compaixão, e dizem “eu te amo” precisamente quando começam a nos amar menos, para compensar o que estamos sentindo e notando.

Porque às vezes se queixam de coisas que também sentimos, como resfriados e dores reumáticas, e desta maneira entendemos que são pessoas iguais a nós.

Porque enquanto nossos exércitos invadem outros países, elas se mantêm firmes em sua guerra privada e inexplicável para acabar com todas as baratas do mundo.

Porque
são capazes de ir trabalhar vestidas como homens, em seus terninhos delicados, enquanto homem algum jamais ousou fazer o mesmo usando saias.

Porque nos filmes – e apenas nos filmes – elas jamais tomam banho antes de fazer amor com seus parceiros.

Porque sempre conseguem encontrar um defeito convincente quando dizemos que outra mulher é bonita, e desta maneira nos deixam inseguros a respeito de nosso gosto. (Muito verdadeiro!!!)

Porque conseguem fingir orgasmos com a mesma qualidade artística da mais famosa e talentosa estrela de cinema.

Porque adoram coquetéis exóticos com cores diferentes e ornamentos delicados, enquanto tomamos nosso uísque de sempre.

Porque
não perdem horas pensando como é que vão abordar o lindo rapaz que entrou no ônibus.

Porque nós viemos delas, voltaremos para elas, e enquanto isso não acontece, vivemos orbitando ao redor do corpo e da mente feminina.

(E eu acrescento: nós, os homens, as amamos porque elas são mulheres. Simples assim.)

Porque amamos las mujeres

Hace algunas semanas publique Por qué amamos a los hombres . Una lectora ( Julia D., de Rumania) decidio escribir las razones por qué nosotros amamos a las mujeres. Está claro que no estoy de acuerdo con todo, pero esta es una tribuna (relativamente) libre. Leamos lo que Julia tiene que contarnos:

Nosotros, los hombres, amamos a las mujeres porque aún se creen adolescentes incluso después de haber envejecido.

Porque sonríen cada vez que se cruzan con un niño.

Porque caminan erguidas por las calles, mirando siempre al frente, y jamás se vuelven para agradecer o devolver la sonrisa y el saludo que les dedicamos mientras pasan.

Porque en la cama son osadas, y no porque tengan una naturaleza perversa, sino porque quieren agradarnos.

Porque se sacrifican sin quejarse en nombre de la belleza ideal, enfrentando depilatorios, inyecciones de Botox y amenazadoras máquinas de gimnasio.

Porque prefieren comer ensaladas.

Porque dibujan y pintan su cara con la misma concentración de un Miguel Ángel trabajando en la Capilla Sixtina.

Porque si quieren saber algo sobre la apariencia que tienen, buscan a otras mujeres, sin incomodarnos con este tipo de preguntas.

Porque tienen sus propias maneras de resolver problemas, que jamás entendemos, y que nos enloquecen.

Porque son compasivas, y nos dicen “te quiero” justo cuando empiezan a querernos menos, para compensar lo que estamos sintiendo y notando.

Porque
se quejan de cosas que también nosotros sentimos, como resfriados y dolores reumáticos, y de esta manera entendemos que son personas iguales a nosotros.

Porque mientras nuestros ejércitos invaden otros países, ellas se mantienen firmes en su guerra privada e inexplicable para acabar con todas las cucarachas del mundo.

Porque son capaces de ir a trabajar vestidas como hombres, con chaqueta y pantalón -trajes pequeños y delicados- mientras que ningún hombre se atrevió jamás a hacer algo parecido llevando faldas.

Porque en las películas – y sólo en las películas – ellas nunca se duchan antes de hacer el amor con sus parejas.

Porque siempre consiguen encontrarle un defecto convincente a la mujer de la que decimos que es guapa, de manera que nos dejan inseguros en relación a nuestros propios gustos. (Verdad!!!)

Porque consiguen fingir orgasmos con la misma calidad artística de la estrella de cine más famosa y con mayor talento.

Porque les encantan los cócteles exóticos de varios colores y con adornos delicados, mientras nosotros tomamos nuestro whisky de siempre.

Porque no pierden una eternidad de tiempo considerando la mejor manera de abordar al guapo muchacho que acabó de entrar en el autobús.

Porque nosotros vinimos de ellas, volveremos a ellas, y hasta que tal cosa ocurra, viviremos orbitando alrededor del cuerpo y de la mente femenina.

(Y yo añado: nosotros, los hombres, las amamos porque son mujeres. Así de fácil)

Why men love women (ENG, ESPA, PORT)


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ESPANOL AQUI>>>: POR QUE AMAMOS LAS MUJERES

PORTUGUES AQUI>>>: PORQUE AMAMOS AS MULHERES
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A few weeks ago I posted here Why women love men . Many readers asked me to write why we love women, but I don’t dare.Therefore, a reader (Julia) decided to do it for me. Of course, I don’t agree with everything, but this is a (relatively) free tribune. Let’s see what a feminine voice has to tell us:

We men love women because they still feel they are adolescents even after they grow old.

Because they smile every time they pass a child.

Because they walk down the street erect, always looking straight ahead, never turning round to say thanks or return the smile or compliment we make when they pass by.

Because they are bold in bed, not because they have a perverse nature but because they want to please us.

Because they don’t complain about the sacrifices they make for the sake of the ideal of beauty, facing up to waxers, Botox injections and menacing machines in gyms.

Because they prefer to eat salads.

Because they draw and paint their faces with the same concentration as Michelangelo working on the Sistine Chapel.

Because if they want to know something about their own appearance, they ask other women and don’t bother us with this type of question.

Because they have their own ways of solving problems, which we never understand, and that makes us mad.

Because they feel compassion, and say “I love you” precisely when they are beginning to love us less, to make up for what we can feel and notice.

Because sometimes they complain about things that we feel too, such as colds and rheumatic pains, and then we understand that they are people just like us.

Because while our armies invade other countries, they remain firm in their private and inexplicable war to put an end to all the cockroaches in the world.

Because they are capable of going to work dressed like men, in their delicate little suits, whereas no man would ever dare go to work wearing a skirt.

Because in the movies – and only in the movies – they never take a shower before making love with their partners.

Because they always manage to find a convincing defect when we say that another woman is pretty, making us feel insecure about our taste. (So true!!!)

Because they manage to fake orgasms with the same artistic quality as the most famous and talented of movie stars.

Because they just love exotic cocktails with different colors and delicate little ornaments, while we always have the same old whiskey.

Because they don’t waste hours thinking about how they are going to approach the pretty young man who has just come on the bus.

Because we came from them, will go back to them, and until that happens, live in orbit around the feminine body and soul.

(And I would add: we men love them for being women. As simple as that).

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UPDATE (five minutes after the post): Ioana Irina, in Facebook, says: “What you have here is exactly the end of a Romanian book, written by Mircea Cartarescu.”
Answer: In fact, Julia is Romanian, and I don’t know if she based her list in the book, but I decided to post your comment here. It makes sense