Archives for April 2011

30 SEG LEITURA: Um santo no lugar errado

IN ENGLISH, CLICK HERE: A saint in the wrong place
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Illustration by Ken Crane

“Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?”

Ramesh simplesmente sorriu e me contou um história.

… “Era uma vez um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo lhe falou para ir ao céu. Um homem tí£o bondoso quanto ele somente poderia ir para o Paraí­so.
Ir para o céu ní£o era tí£o importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá.

Naquela época, o céu ní£o havia ainda passado por um programa de qualidade total. A recepí§í£o ní£o funcionava muito bem. A moí§a que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcí£o e, como ní£o viu o nome dele na lista, lhe orientou para ir ao Inferno.

E, no Inferno, ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou e foi ficando…

Alguns dias depois, Lúcifer chega furioso í s portas do Paraí­so para tomar satisfaí§íµes com Sí£o Pedro:

– Isso que vocíª está fazendo é puro terrorismo!!

Sem saber o motivo de tanta raiva, Pedro pergunta do que se trata. Um transtornado Lúcifer responde:

– Vocíª mandou aquele sujeito para o Inferno e ele está me desmoralizando! Chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas. Agora, está todo mundo dialogando, se abraí§ando, se beijando. O inferno ní£o é lugar para isso! Por favor, traga este sujeito para cá!”

Quando Ramesh terminou de contar esta história olhou-me carinhosamente e disse:

– Viva com tanto amor no coraí§í£o que se, por engano, vocíª for parar no Inferno, o próprio demí´nio lhe trará de volta ao Paraí­so.”

Uma história sobre minha história


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

Depois de ter comentado no Twitter, anteontem, sobre a visita de Carollna Kotscho – para a leitura final do roteiro do filme sobre minha vida – fiquei impressionadissimo com a quantidade de gente (brasileiros e estrangeiros) que me pediu detalhes a respeito.
Portanto, em deferencia aos meus amigos aqui no Twitter, fiz um resumo de nosso encontro.

Um pouco de história
Em 2005, quando assisti “Os dois filhos de Francisco”, perguntei a um amigo se conhecia a pessoa que fez o roteiro do filme. Tinha interesse de encontra-la apenas para conversar sobre a maneira brilhante de contar uma história que, em principio, nao me interessaria nada, e terminou me comovendo. Meu amigo conhecia a autora, Carolina Kotscho.
Nos encontramos e conversamos. Durante a conversa, veio a ideia de fazer um filme sobre minha vida. Eu hesitei, mas Carol foi persistente. Finalmente terminei cedendo.
Algumas semanas depois, os produtores entraram no jogo.

2005 a 2011
Durante os dois anos seguintes, duas coisas aconteceram em paralelo: por um lado, Carol comeí§ou uma pesquisa intensa sobre minha vida, e por outro lado um batalhí£o de advogados americanos sentou-se com minha agente, Monica Antunes, para acertar os detalhes do contrato.
A conversa com os advogados parecia ní£o levar a lugar nenhum. Queriam ter controle sobre minha história – que me possui, e foi vivida com muito sangue, suor, e lágrimas.
Ní£o contente em fuí§ar todos os meus arquivos pessoais, antigos diários, etc, Carol queria encontrar-se comigo todos os meses.
Eu já tinha dado tres longas entrevistas sobre minha vida. A primeira para o jornalista do El Pais, Juan Arias, que resultou no livro “Confissíµes de um peregrino”, a segunda para o biógrafo Fernando Morais, que escreveu a biografia “O Mago”, e a terceira para Herica Marmo, resumida ao periodo musical, que teve como resultado o excelente “A caní§í£o do mago”, a mais completa publicaí§í£o a respeito de minha encarnaí§í£o como letrista.
Ou seja: estava (e continuo, diga-se de passagem) farto de falar a respeito de mim mesmo.
Mas Carol nao desistiu.
E assim, nos anos seguintes, nos encontramos em diferentes paí­ses (Brasil, Turquia, Alemanha, Franí§a, Austria). O resultado sí£o os dez DVDs que voces podem ver na foto, í  minha direita. Se fossem em CD, teriamos uma pilha de 67 discos!
Os advogados resolveram todas as centenas de itens pendentes (como deve ser distribuí­do fora do Brasil, ní£o querem correr nenhum risco), os produtores montaram o esquema empresarial do projeto.
Todos fizemos um pacto: ní£o falariamos sobre o assunto até que chegassemos ao roteiro final.

O roteiro final
Ontem, dia 28 de abril de 2011, nos encontramos para a leitura final do roteiro. Cabe lembrar aqui eu eu ní£o tinha lido nenhuma das muitas versíµes anteriores.
Era a primeira vez que iria escutar como seria minha história nas telas.
Eu tinha tres perguntas para Carol:
– Quem é o diretor? Quem irá me interpretar? Quando estreia?
Ela respondeu a primeira pergunta com outra:
– Quem voce gostaria que fosse o diretor?
– Clint Eastwood.
Carol nao gostou muito. Disse que qualquer diretor americano iria reescrever por completo o roteiro. Pelo visto tem uma carta na manga, mas ní£o revelou.
Quanto í s outras duas perguntas:
Quem irá me interpretar é um ator muitissimo mais bonito que eu! Nao posso dizer o nome aqui porque o contrato nao está assinado, mas o ego inflou: será que ela me víª desta maneira?
Diga-se de passagem que considero este ator o MELHOR da atualidade. Mas Carol ní£o sabia disso.
Finalmente, a data de estreia está prevista para o final de 2012.

Uma vez respondida minhas perguntas, carol pegou uma camera de video, dois gravadores (isso já tinha acontecido antes, e vejo que, apesar de trabalhar em cinema,desconfia muitissimo da tecnologia) e me disse:
– Tenho 123 perguntas, relativas as 123 cenas do filme.
Abraxas!
Ha dois anos praticamente nao dou entrevistas (nao dei nenhuma quando O ALEPH foi publicado e, graí§as a Deus,nao foi por falta de interesse da imprensa). E apesar dos 10 dvds, carol ainda nao estava satisfeita. precisava fazer uma “verificaí§ao final” por “motivos legais”. Assim exigiram os advogados.
No final de cada cena eu deveria afirmar se era verdade, mentira, ou se tinha alguma coisa para acrescentar.
Afirmei “verdade” em todos os capitulos.
A medida que a leitura prosseguia, eu redescobria a mim mesmo. Me perguntava em silíªncio: ” por que agi assim? de onde veio a coragem para superar tal situaí§ao? como é que pude ser tao agressivo diante de tal experiencia?”
Eu era inteiramente a pessoa do filme (ou seja, os fatos eram reais) mas ao mesmo tempo parecia que estavamos falando de um outro Paulo, que me surpreendia a cada etapa.
Foram tres horas de emoí§í£o, surpresa, e alegria. O roteiro está ótimo.

Volta ao pacto
E todo o grupo envolvido retorna ao pacto original: ninguem tornará a falar mais sobre o assunto até que o filme esteja na produí§í£o final.
Exceto por Carol, que dará um entrevista (prometida há mais de um ano, para o “Hollywood Reporter” )
Uma vez feito isso, se conseguimos manter o projeto secreto por cinco anos, ní£o será dificil continuar com o silíªncio.
É uma decisí£o que sempre pautou minha vida: fale apenas quanto as coisas estiverem prontas.
O roteiro está pronto e eu falei sobre ele. Mas o filme ní£o está.
Ou seja, a parte deste texto que coloco aqui, ní£o haverá nenhum outro – ou notas para a imprensa – até outubro ou novembro de 2012.

P.S – Carol é mulher de Braulio Mantovani – que tem a seu credito, entre outras coisas, os roteiros de “Cidade de Deus”, “Tropa de Elite” e “Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro”, e portanto, assiim que terminamos a conversa, aprendi muití­ssimo sobre os bastidores de ambos os filmes…

Aleph, the contest

Be welcome to participate. Read the rules here: ALEPH, THE VIDEO CONTEST
Below you find some interesting entries.
Looking forward to hearing from you
Paulo

Aleph by Paula Faria


Aleph by Tony Simpson

Aleph by José Nunes

Related posts:
Aleph: four countries, four # 1 (includes publication dates)

ALEPH, THE VIDEO CONTEST
Wikipedia: ALEPH

LEITURA DE 20 SEG: O asilo

EN ENGLISH CLICK HERE: The Asylum
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uma história de Kahlil Gibran
 

Eu estava andando nos jardins de um asilo de loucos, quando encontrei um jovem rapaz, lendo um livro de filosofia.

Por seu jeito, e pela saúde que mostrava, ní£o combinava muito com os outros internos.

Sentei-me ao seu lado, e perguntei: “O que vocíª está fazendo aqui?”

Ele me olhou surpreso. Mas, vendo que eu ní£o era um dos médicos, respondeu:
“É muito simples. Meu pai, um brilhante advogado, queria que eu fosse como ele.
“Meu tio, que tinha um grande entreposto comercial, gostaria que eu seguisse seu exemplo.
“Minha mí£e desejava que eu fosse a imagem de seu adorado pai.
“Minha irmí£ sempre me citava o seu marido como exemplo de um homem bem-sucedido.
“Meu irmí£o procurava treinar-me para ser um excelente atleta como ele.

“E o mesmo acontecia com meus professores na escola, o mestre de piano, o tutor de inglíªs. Todos estavam convencidos e determinados que eram o melhor exemplo a seguir. Ninguém me olhava como se deve olhar um homem. Mas como se olha no espelho”.

“Desta maneira, eu resolvi internar-me neste asilo. Pelo menos aqui eu posso ser eu mesmo”.

 
 

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Pres. Obama quotes “The Valkyries”

“Our two nations faced many challenges. On the road ahead, we will certainly encounter many obstacles but in the end, it is our history that gives us hope for a better democracy.
It is the knowledge that the men and women who came before us have triumphed over greater trials than these – That we live in places where ordinary people have done extraordinary things –
It is that sense of possibility , that sense of optimism that first drew pioneers to this New World.
It is what binds our nations together as partners in this new century.
We believe in the words of Paulo Coelho, one of your most famous writers :
– With the strength or our love and our will we can change our destiny as well as the destiny of many others –
Muito obrigado and may God bless our two nations.
Thank you very much.”

The German version (Schutzengel) is currently in all best seller lists in Austria, Germany, Switzerland

Comunidad Las Valkirias en espanol: Es hora de elegir

Passover: enduring sufferings

The accompanying guards kept shouting at us and driving us with the butts of their rifles.

Hardly a word was spoken; the icy wind did not encourage talk. Hiding his mouth behind his upturned collar, the man marching next to me whispered suddenly:

“If our wives could see us now! I do hope they are better off in their camps and don’t know what is happening to us.”

That brought thoughts of my own wife to mind.

And as we stumbled on for miles, slipping on icy spots, supporting each other time and again, dragging one another up and onward, nothing was said, but we both knew: each of us was thinking of his wife.

Occasionally I looked at the sky. But my mind clung to my wife’s image, imagining it with an uncanny acuteness.
I heard her answering me, saw her smile, her frank and encouraging look.
Real or not, her look was then more luminous than the sun which was beginning to rise.

A thought transfixed me: for the first time in my life I saw the truth as it is set into song by so many poets, proclaimed as the final wisdom by so many thinkers.

The truth that love is the ultimate and the highest goal to which man can aspire.

Then I grasped the meaning of the greatest secret that human poetry and human thought and belief have to impart: The salvation of man is through love and in love.

I understood how a man who has nothing left in this world still may know bliss, be it only for a brief moment, in the contemplation of his beloved.

In a position of utter desolation, when man cannot express himself in positive action, when his only achievement may consist in enduring his sufferings in the right way -an honorable way…

…in such a position a man can, through loving contemplation of the image he carries of his beloved, achieve fulfillment.
 
 
by Viktor Frankl
 

Paixí£o: Ní£o me deixe implorar para acalmar a minha dor

IN ENGLISH: Let me not beg for the stilling of my pain
 

 
 
Senhor, ní£o me deixe rezar para ser protegido dos perigos,
mas para ser destemido ao encará-los.

Ní£o me deixe implorar para acalmar a minha dor,
mas para ter a coragem de suporta-la.

Ní£o me deixe ficar apenas procurando aliados nas batalhas da vida,
mas que eu aprenda a contar com minha própria forí§a.

Que eu ní£o fique ansioso, esperando para ser salvo,
mas que tenha paciíªncia para conquistar a minha liberdade.

Faze com que eu ní£o seja um covarde,
embora conte sempre com a Sua misericórdia;

E que eu esteja ao alcance de Sua mí£o nos momentos de derrota

 
 
por Rabindranath Tagore


 
 

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No me dejes pedir alivio para mi dolor

EM PORTUGUES> Ní£o me deixe implorar para acalmar a minha dor
IN ENGLISH: Let me not beg for the stilling of my pain
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Señor, no me dejes orar para ser protegido de los peligros, sino
para ser valiente para enfrentarlos.

No me dejes pedir alivio para mi dolor, sino
para tener el coraje de soportarlo.

No me dejes buscar aliados para las batallas de la vida, sino
aprender a confiar en mi propia fuerza.

Que no me ponga ansioso, esperando estar a salvo, sino
tener paciencia para conquistar mi libertad.

Haz que no sea cobarde;
a pesar de contar siempre con Tu misericordia;

Y que esté al alcance de Tu mano en los momentos de derrota.

 

Revolucionario y rebelde


 

Khalil Gibran dijo que hace 20 siglos, los hombres aman a la debilidad en la persona de Jesús y no entienden su poder.
Jesús no vivió como un cobarde ni murió quejándose ni sufrido. Mas vivió como un revolucionario y fue crucificado como un rebelde.

“No era un ave con las alas rotas, pero una violenta tormenta que rompió las alas de otras aves.”
“No fue una ví­ctima de sus perseguidores ni sufrió a manos de sus verdugos – pues era libre delante de todos.”
“Vino a soplar en nosotros un alma nueva y fuerte, que hace de cada corazón un templo, de cada alma un altar y de cada ser humano un sacerdote.”

Mirando cuidadosamente su vida, vemos que, aunque sabí­a que su muerte era inevitable, trató de darnos una sensación de alegrí­a en cada gesto.

Él debe haber pensado mucho antes de decidir, cuál serí­a el primer milagro a realizar.
Debe haber considerado la curación de un paralí­tico, la resurrección de los muertos, la expulsión de un demonio, algo que sus contemporáneos consideraban como un “acto noble”, después de todo, era la primera vez que se mostrarí­a al mundo como el Hijo de Dios.

Y está escrito, su primer milagro fue convertir el agua en vino – para animar una fiesta de bodas.

Que la sabidurí­a de este gesto nos inspire y esté siempre presente en nuestras almas:
la búsqueda espiritual es la compasión, el entusiasmo y la alegrí­a también
 
 
Traduccion: Roberto O. Millán

May 1, 16:30 ARD/ARTE Mein Leben/Ma Vie

Revolutionary and rebel

EM PORTUGUES: REVOLUCIONíRIO E REBELDE
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EN ESPANOL: REVOLUCIONARIO Y REBELDE

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Khalil Gibran had said that twenty centuries ago, men loved the weakness in Jesus and did not understand his power.

Jesus did not live as a coward and did not die complaining and suffering. He lived as a revolutionary and was crucified as a rebel.

“He was not a bird with broken wings, but a violent storm.”
“He was not a victim of his persecutors and had not suffered at the hands of his executioners – he was free before all.”
“He came to awaken a new and strong soul, which made every heart a temple, an altar, and every human being a priest.”

Looking carefully at his life, we see that, although he knew that his passion was inevitable, he tried to give us a sense of joy in every gesture.

He must have thought long and hard before deciding what his first miracle should be.

He must have considered the healing of a paralyzed man, the resurrection of the dead, the expulsion of a demon, something that his contemporaries would have considered as “noble”. After all, it would be the first time to show the world that he had come as the Son of God.

And it is written: his first miracle was turning water into wine – for a wedding party.

May the wisdom of this gesture inspire us, and be always present in our souls: the spiritual quest is compassion, enthusiasm and joy too.

 
Translated by Priya Sher

Revolucionário e rebelde

IN ENGLISH: Revolutionary and rebel
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EN ESPANOL: REVOLUCIONARIO Y REBELDE
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Khalil Gibran diz que, há 20 séculos, os homens adoram a fraqueza na pessoa de Jesus e ní£o compreendem Sua forí§a.
Jesus ní£o viveu como um covarde e ní£o morreu queixando-se e sofrendo.
Viveu como revolucionário e foi crucificado como rebelde.

“Ní£o era um pássaro de asas partidas, mas uma tempestade violenta, que quebrava as asas tortas.
“Ní£o era uma ví­tima dos seus perseguidores e ní£o sofreu nas mí£os de seus executores – mas era livre diante de todos.
“Ele veio insuflar uma alma nova e forte, que faz de cada coraí§í£o um templo, de cada alma um altar e de cada ser humano um sacerdote.”

Olhando com cuidado sua vida, veremos que, embora soubesse que sua Paixí£o era inevitável, procurou nos dar o sentido da alegria em cada gesto.
Ele deve ter pensado bastante antes de decidir qual o primeiro milagre que devia realizar.
Deve ter considerado a cura de um paralí­tico, a ressurreií§í£o de um morto, a expulsí£o de um demí´nio, algo que seus contemporí¢neos considerassem como “uma atitude nobre”; afinal, era a primeira vez que se mostraria ao mundo como o Filho de Deus.

E está escrito: seu primeiro milagre foi transformar água em vinho – para animar uma festa de casamento.

Que a sabedoria deste gesto nos inspire, e esteja sempre presente em nossas almas: a busca espiritual é compaixí£o, entusiasmo e também alegria.
 
 

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Somos diferentes

Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um monge Zen em busca de conselhos.

– Por que estou me sentindo tí£o inferior? – perguntou, assim que o monge acabou de rezar. – Ao víª-lo meditando, senti que minha vida ní£o tinha a menor importí¢ncia.

– Espere. Assim que eu tiver atendido todos que me procurarem hoje, eu lhe darei a resposta.
Durante o dia inteiro o samurai ficou sentado no jardim do templo, olhando as pessoas entrando e saindo em busca de conselhos.

De noite, quando todos já haviam partido, ele insistiu:

– Agora o senhor pode me ensinar?

A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranqüilidade.

– Está vendo esta lua, como é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhí£ o sol tornará de novo a brilhar.
“Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos í  nossa frente: árvores, montanhas, nuvens.
“Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua dizendo: por que ní£o tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?

– Claro que ní£o – respondeu o samurai. – Lua e sol sí£o coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza.

– Entí£o, vocíª sabe a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual lutando í  sua maneira por aquilo que acredita, e fazendo o possí­vel para tornar este mundo melhor; o resto sí£o apenas aparíªncias.
 
 

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Character of the week: Viktor Frankl

Fear may come true that which one is afraid of.

I recommend that the Statue of Liberty be supplemented by a Statue of Responsibility on the West Coast.

Everything can be taken from a man but one thing; the last of the human freedoms””to choose one’s attitude in any given set of circumstances, to choose one’s own way.

Between stimulus and response there is a space. In that space is our power to choose our response. In our response lies our growth and our freedom

Each man is questioned by life; and he can only answer to life by answering for his own life; to life he can only respond by being responsible.

Life can be pulled by goals just as surely as it can be pushed by drives.

Everyone has his own specific vocation or mission in life; everyone must carry out a concrete assignment that demands fulfillment. Therein he cannot be replaced, nor can his life be repeated, thus, everyone’s task is unique as his specific opportunity to implement it.

When we are no longer able to change a situation, we are challenged to change ourselves

What is to give light must endure burning.

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Viktor Emil Frankl M.D., Ph.D. (March 26, 1905, Leopoldstadt – September 2, 1997, Vienna) was an Austrian neurologist and psychiatrist

The good, the bad and the ugly: the duel

The Clever, The Stupid and The Ugly
 
 

Turn the volume up, click in the thumbnail, watch this masterpiece by Sergio Leone

 
 
 
 
 

Dance!


 
I have no solution for Learned Helplessness (check the post and the moving comments)
But I know one thing:

Everything moves. And everything moves to a rhythm.
And everything that moves produces a sound; that is happening here and all over the world at this very moment.
Our ancestors noticed the same thing when they tried to escape from the cold in their caves: things moved and made noise.

The first human beings perhaps looked on this with awe, and then with devotion: they understood that this was the way that a Superior Being communicated with them.
They began to imitate the noises and movements around them, hoping to communicate with this Being: and dancing and music were born.

When we dance, we are free.

To put it better, our spirit can travel through the universe, while our body follows a rhythm that is not part of the routine.
 
In this way, we can laugh at our sufferings large or small, and deliver ourselves to a new experience without any fear.
While prayer and meditation take us to the sacred through silence and inner pondering, in dance we celebrate with others a kind of collective trance.

They can write whatever they want about dancing, but it is no use: you have to dance to find out what they are talking about.

Dance to the point of exhaustion, like mountain-climbers scaling some sacred peak.
Dance until, out of breath, our organism can receive oxygen in a way that it is not used to, and this ends up making us lose our identity, our relation with space and time.

Dance!

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This text wass taken from my book The Witch of Portobello

10 SEC READING: Where the truth is


Illustration by Ken Crane

“Some disciples are always asking where the truth is,” said Maal-El.
 
“So one day I decided to point in one direction, trying to show them how important it is to follow a path, and not just to think about it.

“Instead of looking in the direction I had pointed, the man who had asked the question started examining my finger, trying to find out where the truth was hidden.

“When people seek out a master, they should be looking for experiences which can help them avoid certain obstacles.
“But unfortunately, reality is different: they adopt the law of minimum effort, trying to find answers to everything.”
 

“The person who accepts, without question, the truths of his master, will never find his/her own path.”