Archives for May 2011

Agneta’s diary

Today I met a Korean who read my hand: a funny character, a wise man for the others but incapable of learning what he teaches.
Of course, like all fortune-tellers, he thought that I wanted to know about my love life, so he told me things that I always need to hear:

a] I am looking for security and adventure at one and the same time, and these things do not go well together (I said nothing, but if I had to choose, I would take adventure).

b] I fall in love very quickly, and get bored just as fast. “Learn to love yourself,” he said.
My problem is not exactly love, because I manage to fall in love so easily – my problem is to show this love, my relating with others.

Why do I get into so many frustrated relationships with so many men?

Because I feel that I always have to be relating with someone – and so I am forced to be fascinating, intelligent, sensitive, and exceptional.
The effort of seducing makes me give the best of myself, and that helps me.

Besides, it is very hard to live with myself.

by Agneta J.

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Pirateiem meus livros

artigo publicado em 29 de maio 2011 no jornal Folha de Sí£o Paulo

Em meados do século 20, comeí§aram a circular na antiga Unií£o Soviética vários livros mimeografados questionando o sistema polí­tico. Seus autores jamais ganharam um centavo de direitos autorais.
Pelo contrário: foram perseguidos, desmoralizados na imprensa oficial, exilados para os famosos gulags na Sibéria. Mesmo assim, continuaram escrevendo.

Por quíª? Porque precisavam dividir o que sentiam. Dos Evangelhos aos manifestos polí­ticos, a literatura permitiu que ideias pudessem viajar e, eventualmente, transformar o mundo.

Nada contra ganhar dinheiro com livros: eu vivo disso. Mas o que ocorre no presente? A indústria se mobiliza para aprovar leis contra a “pirataria intelectual”. Dependendo do paí­s, o “pirata” -ou seja, aquele que está propagando arte na rede- poderá terminar na cadeia.

E eu com isso? Como autor, deveria estar defendendo a “propriedade intelectual”. Mas ní£o estou. Piratas do mundo, uni-vos e pirateiem tudo que escrevi!

A época jurássica, em que uma ideia tinha dono, desapareceu para sempre. Primeiro, porque tudo que o mundo faz é reciclar os mesmos quatro temas: uma história de amor a dois, um trií¢ngulo amoroso, a luta pelo poder e a narraí§í£o de uma viagem. Segundo, porque quem escreve deseja ser lido -em um jornal, em um blog, em um panfleto, em um muro.

Quanto mais escutamos uma caní§í£o no rádio, mais temos vontade de comprar o CD. Isso funciona também para a literatura: quanto mais gente “piratear” um livro, melhor. Se gostou do comeí§o, irá comprá-lo no dia seguinte -já que ní£o há nada mais cansativo que ler longos textos em tela de computador.

1 – Algumas pessoas dirí£o: vocíª é rico o bastante para permitir que seus textos sejam divulgados livremente.

É verdade: sou rico. Mas foi a vontade de ganhar dinheiro que me levou a escrever?
Ní£o. Minha famí­lia, meus professores, todos diziam que a profissí£o de escritor ní£o tinha futuro. Comecei a escrever -e continuo escrevendo- porque me dá prazer e porque justifica minha existíªncia. Se dinheiro fosse o motivo, já podia ter parado de escrever e de aturar as invariáveis crí­ticas negativas.

2 – A indústria dirá: artistas ní£o podem sobreviver se ní£o forem pagos.

A vantagem da internet é a divulgaí§í£o gratuita do seu trabalho.
Em 1999, quando fui publicado pela primeira vez na Rússia (tiragem de 3.000 exemplares), o paí­s logo enfrentou uma crise de fornecimento de papel. Por acaso, descobri uma edií§í£o “pirata” de “O Alquimista” e postei na minha página. Um ano depois, a crise já solucionada, eu vendia 10 mil cópias.
Chegamos a 2002 com 1 milhí£o de cópias; hoje, tenho mais de 12 milhíµes de livros naquele paí­s.

Quando cruzei a Rússia de trem, encontrei várias pessoas que diziam ter tido o primeiro contato com meu trabalho por meio daquela cópia “pirata” na minha página.
Hoje, mantenho o “Pirate Coelho”, colocando endereí§os (URLs) de livros meus que estí£o em sites de compartilhamento de arquivos. E minhas vendagens só fazem crescer -cerca de 140 milhíµes de exemplares no mundo.
Quando vocíª come uma laranja, precisa voltar para comprar outra. Nesse caso, faz sentido cobrar no momento da venda do produto.

No caso da arte, vocíª ní£o está comprando papel, tinta, pincel, tela ou notas musicais, mas, sim, a ideia que nasce da combinaí§í£o desses produtos.
A “pirataria” é o seu primeiro contato com o trabalho do artista.
Se a ideia for boa, vocíª gostará de tíª-la em sua casa; uma ideia consistente ní£o precisa de proteí§í£o.

O resto é ganí¢ncia ou ignorí¢ncia.


PAULO COELHO , escritor e compositor, é membro da Academia Brasileira de Letras. É autor de, entre outros livros, “O Alquimista” e “A Bruxa de Portobello”.

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Too shy to dance

my wife Christina and I, 1982

When I was an adolescent I envied the great “ballerinos” among the kids on the block, and pretended I had other things to do at parties – like having a conversation.
But in fact I was terrified of looking ridiculous, and because of that I would not risk a single step.

Until one day a girl called Marcia called out to me in front of everybody:
“Come on!”

I said I did not like to dance, but she insisted.
Everyone in the group was looking, and because I was in love (love is capable of so many things!), I could refuse no further.

I did not know how to follow the steps, but Marcia did not stop; she went on dancing as if I were a Rudolf Nureyev.

“Forget the others and pay attention to the bass,” she whispered in my ear. “Try to follow its rhythm.”

At that moment I understood that we do not always have to learn the most important things; they are already part of our nature.

When we become adults, and when we grow old, we need to go on dancing. The rhythm changes, but music is part of life, and dancing is the consequence of letting this rhythm come inside us.

I still dance whenever I can.
With dancing, the spiritual world and the real world manage to co-exist without any conflicts.

As somebody once said, the classic ballerinas are always on tiptoe because they are at the same time touching the earth and reaching the sky.

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Celinne by herself


Celinne da Costa, a 20 yrs old student at an American University, had a series of photographs taken using quotes of mine for her University project. The photos were taken by her colleague Kari Marton-Rollins. This is not a tattoo, by the way…

I will post the whole series in a few weeks from now.

I encourage you to find creative ways to use my texts (walls, sand, stone, anything creative), and I will also promote them here. In this case, please send your photos to [email protected]

Refletindo sobre o sacrifí­cio

Quem luta pelos seus sonhos
a] trabalha mais que os outros,
b] se envolve com os menores detalhes,
c] sofre decepí§íµes,
d] ní£o consegue dormir algumas noites
e] e, muitas vezes, fica tenso e assustado.

Os outros dizem: “coitado, olha só o sacrifí­cio que fulano está fazendo!”.

E ví£o para o trabalho, cumprem por obrigaí§í£o as oito horas diárias, ficam esperando o final semana, e despencam num domingo cujo principal terror é a segunda-feira.

Entretanto, aquele que dedicou seu trabalho í  causa maior sabe o que quer dizer “sacrifí­cio”: a fusí£o de “sacro” e “ofí­cio”, ou seja, o trabalho sagrado.

Entí£o, apesar de todas as dificuldades, o que faz tem um sentido. Sua vida ní£o se resume a esperar um final de semana que passa logo.

Quem dedica seu trabalho a uma causa maior tem a eternidade para deliciar-se com seus sonhos.

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2:52 min video: Warrior


O Aleph: Enigma 2

com a soluí§í£o do segundo enigma. A medalha aparece pela primeira vez aos 00:16 do video, no canto lateral esquerdo.
Abaixo um printscreen das cinco primeiras pessoas que acertaram e que já foram comunicadas por email (o icone com o envelope tem uma seta em cima)
Na semana que vem, colocarei outro enigma que está no video, tambem dando direto a 5 livros O Aleph aos vencedores
Obrigado pela participaí§í£o!

Ferrovia Transiberiana, 2006, onde se passa o livro 

1] Clique na foto acima: ela irá levar para um ví­deo com vários enigmas, que serí£o postados nas proximas semanas
(O primeiro enigma foi colocado aqui na semana passada. Veja qual era, e quem ganhou, CLICANDO AQUI)

2] Hoje posto o segundo enigma: em que minuto e segundo aparece pela primeira vez uma medalha com a imagem de Sí£o José, meu santo padroeiro?

3] se voce descobrir:
a] envie seu nome, seu link no Facebook, e seu endereí§o completo para [email protected]
Ní£o coloque a resposta nos comentários do Facebook! Envie para o endereí§o acima
Respostas mo Facebook ní£o serí£o consideradas!!!

b] compartilhe o link do ví­deo na sua página

3] Os cinco primeiros ganhadores receberam um livro enviado pela Editora Sextante. Seus nomes serí£o publicados aqui

Válido apenas para o Brasil/ Valid only for Brasil

Boa Sorte!

: só poderei acessar a caixa de entrada de [email protected] no sábado, 21 de maio, í  noite. Em seguida posto os resultados aqui.
Quem enviou a resposta (certa) torne a visitar esta página no domingo, 22 de maio.

Instability in this blog

This blog is VERY UNSTABLE because we can’t handle the number of accesses anymore. We are getting more than 2,2 million visitors per month.
Today it was offline for over 5 hr.
Suphi is changing the server. Sorry for the inconvenience.

The river of passions

All the roads in the world lead to the heart of the warriors of light.

They plunge unhesitatingly into the river of passions always flowing through their lives.

The warriors knows that they are free to choose their desires, and they make these decisions with courage, detachment and – sometimes – with just a touch of madness.

They embrace their passions and enjoy them intensely.

They know that there is no need to renounce the pleasures of conquest; they are part of life and bring joy to all those who participate in them.

But they never lose sight of those things that last or of the strong bonds that are forged over time.

A warrior of light can distinguish between the transient and the enduring.


ALEPH (the contest)

Be welcome to participate. Read the rules here: ALEPH, THE VIDEO CONTEST
The deadline for presenting the video is July 1, 2011. The winners will be announced on July 25, 2011.
Important: ALEPH by Flavio Waiterman is not in the competition
but you can use as an example.

Below you find some interesting entries.
Looking forward to hearing from you

ALEPH by Mohamed Imane Chahidi

ALEPH by John Hoelen

10 SEC READING: Chocolate

Two boys used to go to school together.

One of them had a bad habit of stealing the chocolates from his friend’s bag.

One day he felt guilty about what he was doing… So he wrote a letter as he didn’t have the courage to confess directly.
“I have been stealing your chocolates… I’m sorry for that…’

The other friend smiled reading it, and sent a letter back:

“Don’t worry. I know about it… That’s why I keep chocolates in the same place in my bag…’

story sent by Dhruv Vyas

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ALEPH: five countries, five # 1

ALEPH has been published in 5 countries so far.
And it made # 1 in all of them: Brasil, Portugal, Turkey, Hungary ( CHECK ALL THE LISTS HERE)
and now…Bulgaria! (list below)

Why do I rejoice, if I don’t need to prove anything to anybody, anymore?
a] because I keep my childish soul
b] because I am enthusiastic about my work
c] because when you are happy you make happy everybody around you
Thank you Bulgaria!

ALEPH updated publication dates > CLICK HERE
ALEPH video contest > >CLICK HERE


10 SEC READING: The book by Camus

A journalist hounded the French writer, Albert Camus, asking him to explain his work in detail.
The author of The Plague refused:
"I write, and others can make of it what they will."

But the journalist refused to give in. One afternoon, he managed to find him in a café in Paris.

"Critics say you never take on truly profound themes," said the journalist.
"I ask you now: if you had to write a book about society, would you accept the challenge?"

"Of course," replied Camus. "The book would be one hundred pages long. Ninety-nine would be blank, since there is nothing to be said.

“At the bottom of the hundredth page, I’d write: "man’s only duty is to love ".

Character of the week: Sun Tzu

The most important fight is against the enemy within
Pretend to be weak, that he may grow arrogant.
Attack him where he is unprepared, appear where you are not expected.

He who knows when he can fight and when he cannot, will be victorious.Victorious warriors win first and then go to war, while defeated warriors go to war first and then seek to win.

If ignorant both of your enemy and yourself, you are certain to be in peril.

Know your enemy and know yourself and you can fight a hundred battles without disaster.

The opportunity to secure ourselves against defeat lies in our own hands, but the opportunity of defeating the enemy is provided by the enemy himself.

To fight and conquer in all our battles is not supreme excellence; supreme excellence consists in breaking the enemy’s resistance without fighting.

Opportunities multiply as they are seized.

You have to believe in yourself.

Sun Tzu or Sunzi[ was an ancient Chinese military general, strategist and philosopher who is traditionally believed, and who is most likely, to have authored the Art of War, an influential ancient Chinese book on military strategy.

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Accepting some mistakes

The German philosopher F. Nietzsche once said:
“it is no use living arguing about everything; it is part of human nature to make a mistake now and again.”

And the writer James Joyce shares the same opinion
“A man’s errors are his portals of discovery.”

Yet we all know people who absolutely insist that they are right even down to the smallest details.
We ourselves are often included in this category: we don’t allow ourselves to make mistakes.

All that we achieve with such an attitude is the fear of moving forward – because certain steps call for new decisions whose results are unknown to us.

The fear of making a mistake is the door that locks us up in the castle of mediocrity: if we manage to overcome this fear, we are taking an important step towards our freedom.


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14/05: Felices cumpleanos, guerrera!

Qué pobres somos

Illustration by Ken Crane

Una vez, un padre de una familia acaudalada llevo a su hijo a un viaje por el campo con el firme propósito de que viera cuán pobres eran las gentes del campo.

Estuvieron por espacio de un dí­a y una noche completa en una granja de una familia campesina muy humilde.

Al concluir el viaje y de regreso a casa el padre le pregunta a su hijo:

“¿Que te pareció el viaje?” – preguntó el padre.

“Fue fantástico Papá!” – dijo el hijo

“¿Viste que tan pobre puede ser la gente?” – preguntó el padre

“¡Oh, sí­!” – dijo el hijo

“Y… ¿que aprendiste?” – preguntó el padre

El hijo contestó:

“Vi que nosotros tenemos un perro en casa, ellos tienen cuatro.”

“Nosotros tenemos una piscina con agua estancada que llega a la mitad del jardí­n… y ellos tienen un rí­o sin fin, de agua cristalina, donde hay pececitos y otras bellezas.”

“Que nosotros importamos lamparas del Oriente para alumbrar nuestro jardí­n…mientras que ellos se alumbran con la luna y las estrellas.”

“Que nuestro patio llega hasta la pared de la casa del vecino, ellos tienen todo el horizonte de patio.”

“Tenemos un pequeño pedazo de tierra para vivir y ellos tienen campos que van más allá de nuestra vista.”

“Que nosotros compramos nuestra comida;…ellos, siembran y cosechan la de ellos.”

“Nosotros cocinamos en estufa eléctrica…Ellos, todo lo que comen tiene ese glorioso sabor del fogón de leña.”

“Para protegernos nosotros vivimos rodeados por un muro, con alarmas….Ellos viven con sus puertas abiertas, protegidos por la amistad de sus vecinos.”
“Nosotros vivimos conectados al celular, a la computadora, al televisor… Ellos, en cambio, están “conectados” a la vida, al cielo, al sol, al agua, al verde del valle, a los animales, a sus siembras, a su familia.”
“Especialmente papá, vi que ellos tienen tiempo para conversar y convivir en familia. Tú y mamá tienen que trabajar todo el tiempo y casi nunca los veo y rara es la vez que conversan conmigo.”

El padre se quedó mudo… y su hijo agregó:

“¡Gracias Papá por enseñarme lo pobres que somos!

Traduccion: Karem Molina Escobar