Como a trilha foi composta


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Eis o texto que Otávio ( Junk/OM) escreveu sobre o desafio de fazer a trilha sonora:

Quando estava em frente ao piano, comeí§ando a dedilhar as primeiras notas, lembrei-me do conceito que haví­amos discutido ( com Flavio Waiteman) naquela tarde. A idéia de um loop, o iní­cio e o final idíªnticos, o trem, os signos…

Pra dar uma idéia de movimento e de volta ao mesmo lugar, tinha algumas possibilidades. Pensando um pouco resolvi dividir a composií§í£o em partes simétricas, repetindo o mesmo motivo em diferentes tonalidades. Dividi uma oitava em quatro partes iguais de um tom e meio, fiz as modulaí§íµes e, a cada mudaní§a, um solista se destaca: Violino, Piano, Cí­tara, Clarinete, Glockenspiel. Timbres diferentes a cada “volta da espiral”.

Pra dar a idéia do “trem”, usei as cordas e alguns elementos rí­tmicos. Fui acelerando o andamento até a primeira modulaí§í£o, pra dar a idéia de movimento e, no final, desacelero bruscamente.

Na última modulaí§í£o, em direí§í£o í  tonalidade inicial, o Flavio Waiteman sugeriu o que faltava: “o caos”. Os instrumentos tocando coisas desconexas, cada um com seu pensamento, esquecendo o que o outro estava fazendo. E desse caos surge o violino tocando solitário a mesma nota inicial.

Um grande desafio para um compositor. Espero que gostem!

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Pelos comentários no Twitter e Facebook, todos nós adoramos, Otávio. E para mim é um orgulho que brasileiros tenham feito o teaser oficial do livro.
Obrigado Africa (Nizan Guanaes), Rosi Ferreira, e Flavio Waiteman pelo empenho e pelo carinho