Archives for May 2011

Enigma 1: Onde está o sí­mbolo da Academia?

OS VENCEDORES ESTíƒO LISTAOS NO FINAL DESDE POST
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1] Clique na capa acima: ela irá levar para um ví­deo com vários enigmas, que serí£o postados nas proximas semanas

2] Hoje posto o primeiro enigma: em que minuto e segundo aparece pela primeira vez o sí­mbolo da Academia Brasileira de Letras?

3] se voce descobrir:
a] envie seu nome, seu link no Facebook, e seu endereí§o completo para [email protected]
ATENCíƒO: ní£o coloque a resposta nos comentários do Facebook! Envie para o endereí§o acima
Respostas mo Facebook ní£o serí£o consideradas!!!

b] compartilhe o link do ví­deo na sua página

3] Os cinco primeiros ganhadores receberam um livro enviado pela Editora Sextante. Seus nomes serí£o publicados aqui

Boa Sorte!

ATUALIZAçíƒO
: só poderei acessar a caixa de entrada de [email protected] no sábado,14 de maio, í  noite. Em seguida posto os resultados aqui.
Quem enviou a resposta (certa) torne a visitar esta página no domingo, 15 de maio.

ATUALIZAçíƒO 2:

1] Consegui abrir a caixa antes de hoje a noite (Pilar, minha assistente, disse que era importante fazer isso, já que tinhamos mais de 2 mil respostas)

2] Abaixo estí£o os ganhadores, que acabo de comunicar por email (as setinhas em cima dos envelopes indicam isso). As respostas chegaram, em média, dois a tres minutos depois que coloquei o enigma.

3] Esse foi o primeiro de 15 enigmas que pretendo propor aos leitores brasileiros, antes de passar para os leitores estrangeiros

4] POR FAVOR, se resolverem participar, NíƒO coloquem as respostas nos comentários do Facebook. Em primeiro lugar, porque outros podem ver. Em segundo lugar, porque quando eu for colocar os enigmas para meus leitores do exterior, eles já terí£o uma pista!

5] Tambem, por favor ajudem a divulgar o ví­deo. Foi minha idéia, magnificamente realizada por Flavio Waiterman, mas os editores (do mundo inteiro) ní£o estí£o muito convencidos que dá resultado. Embora a esta altura de minha vida eu ní£o precise provar nada a ninguém, tenho muita fé e confianí§a nas comunidades sociais, que contribuem de maneira decisiva para um contato mais direto com os leitores.

Obrigado pelo apoio e pela participí§í£o. Resolvi fazer um printscreen da caixa de entrada, deixando abaixo um email recente que Pilar recebeu, e acima os que chegaram ligeiramente depois

La señora en Copacabana

Ella estaba en el paseo marí­timo de la Avenida Atlántico, con una guitarra, y un letrero escrito a mano que decí­a:
“Cantemos juntos”.

Empezó a tocar.

Luego llegó un borracho, otra señora de edad, y empezaron a cantar con ella.
Pronto una pequeña multitud cantaba, y otro pequeño grupo hací­a de público, aplaudiendo después de cada número.

“¿Por qué haces esto?”, le pregunté, entre una canción y otra.

“Para no estar sola”, dijo. “Mi vida es muy solitaria, como la vida de casi todas las personas de edad.”

Ojalá todos resolvieran sus problemas de esta manera.
 
 

traductora: Karem Molina Escobar

May 16: Aleph in Bulgaria

Bulgaria is the 5th country ALEPH is being published.

In Brasil, Portugal, Turkey and Hungary it went directly to #1, as you can check HERE

I am crossing my fingers…

A velha em Copacabana

 

Ela estava no calí§adí£o da Avenida Atlântica, com um violíno, e uma placa escrita:
“Vamos cantar juntos”.

Começou a tocar sozinha.
Depois chegou um bêbado, uma outra velhinha, e começaram a cantar com ela.
Daqui a pouco uma pequena multidãoo cantava, e outra pequena multidãoo servia de plateia, batendo palmas no final de cada número.

“Por que faz isto?”, perguntei, entre uma música e outra.

“Para não ficar sozinha”, disse ela. “Minha vida é muito solitária, como a vida de quase todos os velhos”.

Oxalá todos resolvessem os seus problemas desta maneira.

 

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20 SEG LEITURA: a boa notí­cia

O golfista argentino Robert de Vincenzo, depois de haver vencido um importante torneio, dirigiu-se ao estacionamento para pegar seu carro.
Nesse momento, uma mulher se aproximou; depois de cumprimentá-lo pela vitória, contou que seu filho estava í s portas da morte, e que ní£o tinha dinheiro para pagar o hospital.

De Vincenzo deu-lhe, imediatamente, parte do dinheiro do príªmio que havia ganho naquela tarde.

Uma semana depois, num almoí§o no Professional Golf Association, contou a história a alguns amigos. Um deles perguntou se a mulher era loura, com uma pequena cicatriz embaixo do olho esquerdo. De Vincenzo concordou.

“Vocíª foi trapaceado”, disse o amigo.
“Esta mulher é uma vigarista, e vive contando a mesma história a todos os tenistas estrangeiros que aparecem por aqui”.

“Entí£o ní£o existe nenhuma crianí§a as portas da morte?”

“Ní£o”.

“Bem, esta foi a melhor notí­cia que recebi esta semana!”, foi o comentário do golfista.
 
 
 

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10 SEC READING: The right tolerance


 
The warriors of light always keeps their hearts clean of feelings of hatred.

When they go to fight, they always remember Christ’s words: “love your enemies”.

And the warriors obey.

But they know that the act of forgiving foes does not force them to accept everything.

Warrior cannot lower their heads – otherwise they lose sight of the horizon of their dreams.

The warrior notes that the adversaries are there to test our persistence, our ability to make decisions.
Adversaries are a blessing – because they force the warriors of light to fight for their dreams.

Love your enemy. But never forget: he is not your friend.

 
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in WARRIOR OF THE LIGHT: A MANUAL
 
 

Kazantzakis e Deus

Durante toda a sua vida, o autor grego Nikos Kazantzakis (Zorba, A Ultima Tentaí§í£o de Cristo) foi um homem absolutamente coerente.
Embora abordasse temas religiosos em muitos de seus livros – como uma excelente biografia de Sí£o Francisco de Assis – sempre considerou a si mesmo como um ateu convicto.
Pois é deste ateu convicto, uma das mais belas definií§íµes de Deus que eu conheí§o:

“Nos olhamos com perplexidade a parte mais alta da espiral de forí§a que governa o Universo.
“E a chamamos de Deus. Poderí­amos dar qualquer outro nome: Abismo, Mistério, Escuridí£o Absoluta, Luz Total, Matéria, Espí­rito, Suprema Esperaní§a, Supremo Desespero, Silíªncio.
“Mas nós a chamamos de Deus, porque só este nome – por razíµes misteriosas – é capaz de sacudir com vigor o nosso coraí§í£o.

“E, ní£o resta dúvida, esta sacudida é absolutamente indispensável para permitir o contacto com as emoí§íµes básicas do ser humano, que sempre estí£o além de qualquer explicaí§í£o ou lógica.”

 
 
 

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El dí­a en que Dios creó a las madres

EM PORTUGUES AQUI> Personagem da semana: A mí£e
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por Erma Bombeck

El dí­a en que Dios creó a las madres (y ya habí­a pasado el dí­a y la noche durante seis dí­as), un ángel se le apareció y le dijo:
– ¿Por qué esta creación está dejándote tan inquieto Señor?

El Señor le respondió:
– ¿Has leí­do las especificaciones de esta orden?
1] Ella tiene que ser totalmente lavable, pero no puede ser de plástico.
2] Debe tener 180 partes móviles y sustituibles, funcionar a base de café y sobras de comida.
3] Tener un regazo suave que sirva de almohada para los niños.
4] Un beso que tenga el don de curar cualquier cosa, desde una herida hasta un sufrimiento de amor,
5] y tener seis pares de manos para cumplir con todas las tareas.

El ángel sacudió lentamente su cabeza y le dijo:
– ¿Seis pares de manos Señor? – Parece imposible!?!
– “Pero el problema no es ese “, dijo el Señor – “son los tres pares de ojos que esta criatura tiene que tener.”

El ángel, con un sobresalto, le preguntó:
– ¿Para qué?

– Un par de ojos para ver a través de las puertas cerradas, para cuando se pregunta que están haciendo los niños allí­ dentro (aunque ella ya lo sabe);
otro par en la parte posterior de la cabeza, para ver lo que no deberí­a, pero tiene que saber;
y ojos normales, por supuesto, capaces de consolar a un niño llorando, diciendo: – “Te entiendo y te amo! – Sin decir una palabra.

Y el ángel comenta:
– Señor … es hora de dormir. Mañana será otro dí­a.

Pero el Señor le explica:
– No puedo, está casi lista. Ya tengo un modelo que se cura cuando se enferma, que puede alimentar a una familia de seis con una libra de carne molida y puede convencer a un niño de 9 años que se bañe…

El ángel lentamente dio la vuelta al modelo y habló:
– Es muy delicada Señor!
Pero el Señor dijo con entusiasmo:
– Pero es muy resistente! No te imaginas lo que esta persona puede hacer o soportar!

El ángel, analizando mejor la creación, observa:
– Hay una fuga Señor…
– No es una fuga, es una lágrima!
Y esta sirve para expresar alegrí­a, tristeza, dolor, soledad, orgullo y otros sentimientos.

– Eres un genio, Señor! – dijo el ángel emocionado con la creación.
– Pero no fui yo quien puso esa lágrima ahí­. Sólo apareció…

Traduccion: Karem Molina Escobar

No dia em que Deus criou as mães

IN ENGLISH HERE: Character of the week: the Mother
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por Erma Bombeck

No dia em que Deus criou as mães (e já vinha virando dia e noite há seis dias), um anjo apareceu-lhe e disse:
– O que   está lhe deixando  inquieto Senhor?

E o Senhor Deus respondeu-lhe:
– Você já leu as especificaçOes desta encomenda?
1] Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico.
2] Deve ter 180 partes móveis e substituí­veis, funcionar à  base de café e sobras de comida.
3] Ter um colo macio que sirva de travesseiro.
4] Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão,
5] e ainda ter seis pares de mãos para dar conta de todas as tarefas.

– Seis pares de mãos Senhor? – Parece impossí­vel !?!

-E o anjo comenta:
– Senhor…já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.

Mas o Senhor Deus explicou-lhe:
– Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma famí­lia de seis pessoas com meio quilo de carne moí­da e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho…

O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:
– É muito delicada Senhor!
Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:
– Mas é muito resistente! Vocíª nãoo imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!

O anjo, analisando melhor, observa:
– Há um vazamento ali Senhor…
– Nào é um vazameno, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.

Vós sois um gíªnio, Senhor! – disse o anjo entusiasmado com a criaí§í£o.
– Mas essa lágrima ní£o fui eu que coloquei. Apareceu assim…

 

 

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1 MIN READING: Earth Goddesses


Frigga (Scandinavia)

 

Isis (Egypt)
Not only was she a principal deity in the rites connected with the dead, but she was also a magical healer, and as a mother figure and arbiter of fertility rites, she was a role model for women. Isis was the daughter of the earth god Geb and the sky goddess Nut and was married to Osiris, King of Egypt, whom she restored as a mummy after his brother Seth threw him in the Nile and then chopped him into pieces.

Artemis (Greece)
Daughter of Zeus and Leto and the twin sister of Apollo, the sun god. Most commonly thought of as the goddess of the hunt, she is often depicted with a quiver full of arrows, and accompanied by a deer or a bear. However, Artemis could also refer to a number of other deities, depending on the time period or the region “” and many of them had a more nurturing role.

Frigga (Scandinavia)
Wife of Odin, associated with the hearth, the mead hall and childbirth. But while that seems a boring portfolio, it’s an important one given the violence and instability of Scandinavia in the dark ages. Frigga is also remembered in the context of her spinning wheel, twining the threads of fate that tie all humanity.

Durga (India)

Durga (“the inaccessible”) is considered the mother of the universe. It’s only right that such a powerful deity have at least eight arms, ride a lion, and be able to defeat demons that other gods cannot. It’s also fitting that the beautiful protective-warrior goddess have a festival in her honor each year.

Nu Gua (China)

Nu Gua established the norms for marriage and developed the rules of conduct between the sexes. But she did much more than that. Pillars of heaven need refurbishing? fixed them. Corners of the earth broken? Nu Gua brought her tool kit of a tortoise and melted-down stones.

Gaia (Greece)
Hesiod writes in his Theogony that she showed up after, but is not the child of, Chaos. “Broad-bosomed Earth (Gaia), sure-standing place for all / The Gods who live on snowy Olympus’ peak” creates the sky, the mountains, and the sea. That sky (Uranus), “an equal to herself,” is not just her offspring; he also becomes her husband.

Danu (Ireland)

Mother of the earth, the gods, fertility, wisdom, wind and of all the Celtic people. When the Tuatha De Danaan, or people of the goddess Danu, reached Ireland’s shores to wage war against the Fir Bolg “” a race of evil giants “” Danu provided them sustenance, life and law.

insun (Sumeria)

insun means Lady Wild Cow, “the flawless cow,” “the wild cow of the enclosure” and “the mother of good offspring that loves the offspring.” It’s said that she was the divine power behind the qualities that herdsmen hoped for in their own cows. She was also represented in human form and could actually give birth to humans.

Taken from TIME Magazine

10 seg leitura: onde Deus vive


 

Entre a Franí§a e a Espanha existe uma cadeia de montanhas.
Nesta cadeia de montanhas existe uma aldeia chamada Argeles-Gazost.
Nesta aldeia, existe uma ladeira que leva até o vale.

Todas as tardes, um velho passeia por ali.
Quando fui a Argeles a primeira vez, ní£o reparei.
Da segunda vez, vi que sempre cruzava comigo.
E cada vez que eu visitava aquela aldeia, reparava em mais detalhes – a roupa, a boina, a bengala, os óculos.

Uma única vez conversei com ele. Querendo brincar, perguntei:

“Será que Deus vive nestas lindas montanhas a nossa volta?”

“Deus vive nos lugares onde deixam Ele entrar”, foi a resposta.
 
 

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10 SEC READING: a hassidic story

Nahum of Bratslav said:

“When I appear before the Heavenly tribunal and I am asked, ‘Why did you not lead your people like Moses?’
I shall not be afraid.

‘When I am asked, ‘Why were you not a David who worshiped me and shepherded your people?’
I will be calm.

‘When they query, ‘Why were you not Elijah who spoke the truth and brought forth justice?’
Even then I will not shake.

“Ah, but when they ask, ‘Nahum, why were you not Nahum?’
It is then I will tremble from head to toe!”

 
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story sent by Darryl Willis

1:30 min VIDEO: The vanishing point


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Como a trilha foi composta


CLIQUE NA IMAGEM PARA VER O VIDEO DE 1:30 MIN

Eis o texto que Otávio ( Junk/OM) escreveu sobre o desafio de fazer a trilha sonora:

Quando estava em frente ao piano, comeí§ando a dedilhar as primeiras notas, lembrei-me do conceito que haví­amos discutido ( com Flavio Waiteman) naquela tarde. A idéia de um loop, o iní­cio e o final idíªnticos, o trem, os signos…

Pra dar uma idéia de movimento e de volta ao mesmo lugar, tinha algumas possibilidades. Pensando um pouco resolvi dividir a composií§í£o em partes simétricas, repetindo o mesmo motivo em diferentes tonalidades. Dividi uma oitava em quatro partes iguais de um tom e meio, fiz as modulaí§íµes e, a cada mudaní§a, um solista se destaca: Violino, Piano, Cí­tara, Clarinete, Glockenspiel. Timbres diferentes a cada “volta da espiral”.

Pra dar a idéia do “trem”, usei as cordas e alguns elementos rí­tmicos. Fui acelerando o andamento até a primeira modulaí§í£o, pra dar a idéia de movimento e, no final, desacelero bruscamente.

Na última modulaí§í£o, em direí§í£o í  tonalidade inicial, o Flavio Waiteman sugeriu o que faltava: “o caos”. Os instrumentos tocando coisas desconexas, cada um com seu pensamento, esquecendo o que o outro estava fazendo. E desse caos surge o violino tocando solitário a mesma nota inicial.

Um grande desafio para um compositor. Espero que gostem!

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Pelos comentários no Twitter e Facebook, todos nós adoramos, Otávio. E para mim é um orgulho que brasileiros tenham feito o teaser oficial do livro.
Obrigado Africa (Nizan Guanaes), Rosi Ferreira, e Flavio Waiteman pelo empenho e pelo carinho

Two Poems

There are several great Brazilian poets, my favorite being Manuel Bandeira. However, all the translations I found in internet are not good. I am posting one of is many wonderful verses in Portugues (at the end). And I would love to share one of my favorite poems – this one from the Greek K. Kavafis.

ITHACA

As you set out for Ithaca
hope your road is a long one,
full of adventure, full of discovery.
Laistrygonians, Cyclops,
angry Poseidon – don’t be afraid of them:
you’ ll never find things like that on your way
as long as you keep your thoughts raised high,
as long as a rare excitement
stirs your spirit and your body.
Laistrygonians, Cyclops,
wild Poseidon – you won’t encounter them
unless you bring them along inside your soul,
unless your soul sets them up in front of you.

Hope your road is a long one.
May there be many summer mornings when,
with what pleasure, what joy,
you enter harbours you’re seeing for the first time;
may you stop at Phoenician trading stations
to buy fine things,
mother of pearl and coral, amber and ebony,
sensual perfume of every kind –
as many sensual perfumes as you can;
and may you visit many Egyptian cities
to learn and go on learning from their scholars.

Keep Ithaca always in your mind.
Arriving there is what you’re destined for.
But don’t hurry the journey at all.
Better if it lasts for years,
so you’re old by the time you reach the island,
wealthy with all you’ve gained on the way,
not expecting Ithaca to make you rich.

Ithaca gave you the marvelous journey.
Without her you wouldn’t have set out.
She has nothing left to give you now.
And if you find her poor, Ithaca won’t have fooled you.
Wise as you will have become, so full of experience,
and this is the meaning of Ithaca.

Author : Konstantinos Petrou Kavafis

VOU-ME EMBORA PRA PASSARGADA

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu ní£o sou feliz
Lá a existíªncia é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mí£e-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilizaí§í£o
Tem um processo seguro
De impedir a concepí§í£o
Tem telefone automático
Tem alcalóide í  vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de ní£o ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
­ Lá sou amigo do rei ­
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Author : Manuel Bandeira

The point


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Purification by pain


 
Self-flagellation is reckoned by many here on Earth to be, literally, good for the soul.History is full of examples of ritualization pain in exchange for the purification of our sins.
This self-flagellation exists in many religions, and festivals of sacrifice and repentance.

Pope John Paul II used to beat himself with a belt and sleep on a bare floor to bring himself closer to Christ. “In bringing about the Redemption through suffering, Christ has also raised human suffering to the level of the Redemption ,” says his letter Salvifici Doloris

New research shows that some form of “mortification of the flesh” — the old-fashioned term for inflicting physical discomfort for spiritual growth — can in fact alleviate feelings of guilt.

“One reason may be that the experience of physical pain alleviates feelings of guilt associated with immoral behavior,” Brock Bastian writes in an article titled “Cleansing the Soul by Hurting the Flesh,”.

In short, Bastian argues, we want to give meaning to pain, to portray it as a comprehensible part of a cosmic balance sheet or a means of achieving justice so that suffering is not pointless; indeed, the Latin word for pain is poena, which means “penalty.”

“Understood this way, pain may be perceived as repayment for sin in three ways,” he writes.

First, pain is the embodiment of atonement. Just as physical cleansing washes away sin…physical pain is experienced as a penalty, and paying that penalty reestablishes moral purity.
Second, subjecting oneself to pain communicates remorse to others (including God) and signals that one has paid for one’s sins, and this removes the threat of external punishment.
Third, tolerating the punishment of pain is a test of one’s virtue, reaffirming one’s positive identity to oneself and others.”

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Read more: The Economist The masochism tango
David Gibson: Ash Wednesday Idea: Beat Guilt This Lent — Literally
CNN: Pope John Paul II self-flagellated to get closer to Jesus