2012: manual de conservar caminhos

1] O caminho começa em uma encruzilhada. Ali você pode parar e pensar em que direção seguir. Mas não fique muito tempo pensando, ou jamais sairá do lugar. Faça a clássica de Castaneda: qual destes caminhos tem um coração? Reflita bastante sobre as escolhas que estão adiante, mas uma vez dado o primeiro passo, esqueça definitivamente a encruzilhada, ou sempre ficará sendo torturado pela inútil pergunta: “será que escolhi o caminho certo?” Se você escutou seu coração antes de fazer o primeiro movimento, você escolheu o caminho certo.

2] O caminho não dura para sempre. É uma benção percorrê-lo durante algum tempo, mas um dia ele irá terminar, portanto esteja sempre pronto para despedir-se a qualquer momento. Por mais que você fique deslumbrado por certas paisagens, ou assustado com algumas partes onde é necessário muito esforço para seguir adiante, não se apegue a nada. Nem às horas de euforia, nem aos intermináveis dias onde tudo parece difícil, e o progresso é lento. Cedo ou tarde um anjo virá, e sua jornada chega ao final, não esqueça.

3] Honre seu caminho. Foi sua escolha, sua decisão, e na medida que você respeita o chão onde pisa, também este chão passa a respeitar seus pés. Faça sempre o que for melhor para conservar e manter seu caminho, e ele fará o mesmo por você.

4] Esteja bem equipado. Leve um ancinho, uma pá, um canivete. Entenda que para as folhas secas os canivetes são inúteis, e para as ervas muito enraizadas os ancinhos são inúteis. Saiba sempre que ferramenta utilizar a cada momento. E cuide delas, porque são suas maiores aliadas.

5] O caminho vai para frente e para trás. Às vezes é preciso voltar porque foi perdido algo, ou uma mensagem que devia ser entregue foi esquecida no seu bolso. Um caminho bem cuidado permite que você volte atrás sem grandes problemas.

6] Cuide do caminho, antes de cuidar do que está a sua volta: atenção e concentração são fundamentais. Não se deixe distrair pelas folhas secas que estão nas margens, ou pela maneira como os outros estão cuidando dos seus caminhos. Use sua energia para cuidar e conservar o chão que acolhe seus passos.

7] Tenha paciência. Às vezes é preciso repetir as mesmas tarefas, como arrancar ervas daninhas ou fechar buracos que surgiram depois de uma chuva inesperada. Não se aborreça com isso, faz parte da viagem. Mesmo cansado, mesmo com certas tarefas repetitivas, tenha paciência.

8] Os caminhos se cruzam: as pessoas podem dizer como está o tempo. Escute os conselhos, tome suas próprias decisões. Só você é responsável pelo caminho que lhe foi confiado.

9] A natureza segue suas próprias regras: desta maneira, você tem que estar preparado para súbitas mudanças do outono, o gelo escorregadio no inverno, as tentações das flores na primavera, a sede e as chuvas de verão. Em cada uma destas estações, aproveite o que há de melhor, e não reclame das suas características.

10] Faça do seu caminho um espelho de si mesmo: não se deixe de maneira nenhuma influenciar pela maneira como os outros cuidam de seus caminhos. Você tem sua alma para escutar, e os pássaros para contar o que sua alma está dizendo. Que suas histórias sejam belas e agradem tudo que está a sua volta. Sobretudo, que as histórias que sua alma conta durante a jornada sejam refletidas em cada segundo de percurso.

11] Ame seu caminho: sem isso, nada faz sentido. E que Deus guie seus passos cada dia de 2012!

2012: Manual de conservar caminos

1] Al principio del camino hay una encrucijada. Allí puedes pararte a pensar en la dirección que vas a tomar. Pero no te quedes demasiado tiempo, o nunca saldrás de ese lugar. Reflexiona lo necesario sobre las opciones que tienes delante, pero una vez que des el primer paso, olvídate definitivamente de la encrucijada, pues en caso contrario nunca dejarás de torturarte con la inútil pregunta: “¿El camino que elegí era el correcto?”

2] El camino no dura para siempre. Es una bendición recorrerlo durante algún tiempo, pero un día terminará, y por eso debes estar siempre listo para despedirte en cualquier punto. No te aferres a nada. Ni a los momentos de euforia, ni a los interminables días en los que todo parece difícil, y el progreso es lento. Más tarde o más temprano llegará un ángel, y tu jornada habrá llegado a su término. No lo olvides.

3] Honra tu camino. Fue tu elección, fue decisión tuya, y en la misma medida en que tú respetas el suelo que pisas, este mismo suelo respetará tus pies. Haz siempre lo más adecuado para conservar y mantener tu camino, y él hará lo mismo por ti.

4] Equípate bien. Lleva un rastrillo, una pala, una navaja. Entiende que para las hojas secas las navajas son inútiles, y que para la hierbas muy enraizadas los rastrillos son inútiles. Conoce siempre qué herramienta hay que emplear en cada momento. Y cuida de ellas, porque son tus mayores aliadas.

5] El camino va hacia delante y hacia atrás. A veces es necesario volver porque se perdió algo, o porque un mensaje que debía haber sido entregado se quedó olvidado en un bolsillo. Un camino bien cuidado permite que puedas volver atrás sin grandes problemas.

6] Cuida del camino antes de cuidar de lo que está a su alrededor: atención y concentración son fundamentales. No dejes que las hojas secas del borde del camino te distraigan, ni que la manera como los otros cuidan sus propios caminos desvíe tu atención. Usa la energía para cuidar y conservar el suelo que recibe tus pasos.

7] Ten paciencia. A veces es necesario repetir las mismas tareas, como arrancar las malas hierbas o cubrir los agujeros que surgieron tras una lluvia inesperada. Que esto no te enfurezca, pues forma parte del viaje. A pesar del cansancio, y a pesar de las tareas repetitivas, ten paciencia.

8] Los caminos se cruzan: las personas pueden explicar el tiempo que hace. Escucha los consejos, pero toma después tus propias decisiones. Tú eres el único responsable del camino que te fue confiado.

9] La naturaleza sigue sus propias reglas: por lo tanto, tienes que estar preparado para los súbitos cambios del otoño, para el hielo resbaladizo del invierno, para las tentaciones de las flores en primavera, y para la sed y las lluvias del verano. En cada estación, aprovecha lo mejor que te ofrezca, y no te quejes de sus particularidades.

10] Haz de tu camino un espejo de ti mismo: no te dejes influir en absoluto por la manera como los demás cuidan de sus caminos. Tú tienes un alma que escuchar, y los pájaros transmitirán lo que tu alma quiere decir. Que tus historias sean bellas y agraden a todo lo que tienes en torno. Sobre todo, que las historias que cuente tu alma durante la jornada se reflejen en cada segundo del recorrido.

11] Ama tu camino: sin este principio, nada tiene sentido. Y que Dios te acompañe en cada dia de 2012!

2012: Manual for conserving paths

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1] The path begins with a crossroads. There you can stop and think what direction to follow. But don’t spend too much time thinking or you’ll never leave the spot. Once you have taken the first step, forget the crossroads forever or you will always torture yourself with the useless question: “did I take the right path?”

2] The path doesn’t last for ever. It is a blessing to travel the path for some time, but one day it will come to an end, so always be prepared to leave it at any moment. Don’t get too used to anything. Neither to the hours of euphoria, nor to the endless days when everything seems so difficult and progress is so slow. Don’t forget that sooner or later an angel will appear and your journey will reach an end.

3] Honor your path. It was your choice, your decision, and just as you respect the ground you step on, that ground will respect your feet. Always do what is best to conserve and keep your path and it will do the same for you.

4] Be well equipped. Carry a small rake, a spade, a penknife. Understand that penknives are no use for dry leaves, and rakes are useless for herbs that are deep-rooted. Know also what tool to use at each moment.

5] The path goes forward and backward. At times you have to go back because something was lost, or else a message to be delivered was forgotten in your pocket. A well tended path enables you to go back without any great problems.

6] Take care of the path before you take care of what is around you. Don’t be distracted by the dry leaves at the edges or by the way that others are looking after their paths. Use your energy to tend and conserve the ground that accepts your steps.

7] Be patient. Sometimes the same tasks have to be repeated, like tearing up weeds or closing holes that appear after unexpected rain. Don’t let that annoy you – that is part of the journey.

8] Paths cross. People can tell what the weather is like. Listen to advice, and make your own decisions. You alone are responsible for the path that was entrusted to you.

9] Nature follows its own rules. In this way, you have to be prepared for sudden changes in the fall, slippery ice in winter, the temptations of flowers in spring, thirst and showers in the summer. Make the most of each of these seasons, and don’t complain about their characteristics.

10] Make your path a mirror of yourself. By no means let yourself be influenced by the way that others care for their paths. You have your soul to listen to, and the birds to tell what your soul is saying. Let your stories be beautiful and pleasant to everything around you. Above all, let the stories that your soul tells during the journey be echoed at each and every second of the path.

11] Love your path. And may the Lord guide you and help you every single day in 2012
 
 

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10 sec reading: My wife and the burnt light

On Christmas Eve, my wife and I were reflecting on the year that was nearly ending, whilst dining at a restaurant.

I started to complain about something that hadn’t happened the way I wanted it to.

My wife focused her attention on a Christmas tree that embellished the place.
I thought that she wasn’t interested in the conversation, so I changed the subject:
“This tree has a beautiful illumination”, I said.

“Yes, but if you look carefully you can see one burnt light among dozens.
” It seems to me that instead of thinking of this year as dozens of enlightened blessings, you chose to look at the one light that did not glow

 
 

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I don’t know God

child-working

Sometimes we criticize lack of faith in others.
We aren’t capable of understanding the circumstances in which this faith has been lost, nor do we try to alleviate our brother’s misery – and this causes revolt and incredulity in the divine power.

Humanist Robert Owen traveled all over England talking of God.
In the 19th century it was common to use child labor in heavy work, and one afternoon Owen stopped at a coal mine where an undernourished twelve-year-old boy was lugging a heavy sack of bricks.
‘I am here to help you talk to God’, said Owen.
‘Thanks very much, but I don’t know him. He must work in another mine’, answered the boy.

How can you expect a boy in those conditions to be able to believe in God?

Understand that you are not alone when you want Divine Justice to make itself manifest on this Earth. In the Middle Ages the Gothic cathedrals were built by several generations. This prolonged effort helped the participants to organize their thoughts, to give thanks and to dream.
The desire to build a better world remains in our heart. We are building the cathedrals of tomorrow. Let’s meet the right people and do it together
 
 

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Aleph – January 2012

Aleph-Paulo-Coelho-Israel

ALEPH 2011 (countries already published)
Aleph Comments/Comentários

The Hebrew alphabet is not simply a collection of abstract linguistic elements, like the English alphabet is. All Hebrew letters have names and identities, and in post-Biblical times were even rendered numerical value.
It contains secrets that were preserved by the initiated. They contain the precise plan of the principles of creation.
Each letter (or auth) is a crystallization of one of the aspects of manifestation of the divine word. Each letter corresponds to a number which places it in a numerical hierarchy, a hieroglyph as a visual representation
in form, and a symbol that makes it connect to other letters.
Aleph as first letter is attributed to Kether, the origin of the Tree of Life.
As a symbol Aleph represents unity, origin, power, continuity and stability.



German


Norwegian


Swedish


Hebrew

20 sec reading: “I’d rather be in hell”

heaven&hell-small

traducccion (Espanol, Portugues, etc.) ——–Google Translator acima

Illustration by Ken Crane
As soon as he died, Juan found himself in a gorgeous place, surrounded by all the comfort and beauty he had dreamed of.

A fellow dressed in white approached him and said, “You have the right to have whatever you want; any food, pleasure or amusement.”

Charmed, Juan did everything he dreamed of doing during his life. After many years of pleasures, he sought the fellow in white and asked, “I have already experienced everything I wanted. Now I need to work in order to feel useful.”

“I am sorry,” said the fellow in white, “but that is the only thing I am unable to give you. There is no work here.”

“How terrible,” Juan said annoyed, “I will spend eternity dying of boredom! I’d much rather be in hell!”
The man in white approached him and said in a low voice:

“And where do you think you are?”

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…and let’s do it together…

EM PORTUGUES…

AND IN ENGLISH…
Merry Christmas!!!Let’s sing together…

Ave Maria,
gratia plena,
Dominus tecum,
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus ventris tui, Iesus.
Sancta Maria, Sancta Maria,
Maria
ora pro nobis
nobis peccatoribus,
nunc et in hora mortis nostrae.
Amen

1 min reading: A Christmas tale

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PARA LER EM PORTUGUES CLIQUE AQUI: Um conto de natal
PARA LEER EN ESPANOL, VEA AQUI >
Cuento de Navidad


A medieval legend tells us that in the country we know today as Austria the Burkhard family – a man, a woman and a child – used to amuse people at Christmas parties by reciting poetry, singing ancient troubadour ballads, and juggling. Of course, there was never any money left over to buy presents, but the man always told his son:

“Do you know why Santa Claus’s bag never gets empty, although there are so many children in the world? Because it may be full of toys, but sometimes there are more important things to be delivered, what we call “invisible gifts”. In a broken home, he tries to bring harmony and peace on the holiest night in Christianity. Where love is lacking, he deposits a seed of faith in children’s hearts. Where the future seems black and uncertain, he brings hope. In our case, the day after Father Christmas comes to visit us, we are happy to be still alive and doing our work, which is to make people happy. Never forget that.”

Time passed, the boy grew up, and one day the family passed in front of the impressive Melk Abbey, which had just been built. The young Burkhard wanted to become a priest. The family understood and respected the boy’s wish. They knocked at the door of the monastery and were given generous welcome by the monks, who accepted the young Buckhard as a novice.

Christmas Eve came around. And precisely on that day, a special miracle happened in Melk: Our Lady, carrying the baby Jesus in her arms, decided to descend to Earth to visit the monastery.

All the priests lined up and each of them stood proudly before the Virgin trying to pay homage to the Madonna and her Son.

At the very end of the line, young Buckhard anxiously waited his turn. His parents were simple people, and all that they had taught him was to toss balls up in the air and do some juggling.

When it came his turn, the other priests wanted to put an end to all the homage that had been paid, since the ex-juggler had nothing important to add and might even mar the image of the abbey.

Nevertheless, deep in his heart he also felt a great need to give something of himself to Jesus and the Virgin. Feeling very ashamed before the reproachful gaze of his brothers, he took some oranges from his pocket and began to toss them in the air and catch them in his hands, creating a beautiful circle in the air.

At that instant, the baby Jesus, lying in Our Lady’s lap, began to clap his hands with joy. And it was to young Buckhard that the Virgin held out her arms to let him hold the smiling child for a few moments.

(based on a medieval story)
 
 

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Um conto de natal


Conta uma lenda medieval que no país que hoje conhecemos como Áustria, a família Burkhard – composta de um homem, uma mulher, e um menino – costumavam animar as feiras de natal recitando poesias, cantando baladas de antigos trovadores, e fazendo malabarismos para divertir as pessoas. Evidente que nunca sobrava dinheiro para comprar presentes, mas o homem sempre dizia a seu filho:

– Você sabe por que a sacola de Papai Noel não se esvazia nunca, embora haja tantas crianças neste mundo? Porque embora ela esteja cheia de brinquedos, às vezes existem coisas mais importantes para serem entregues, os chamados “presentes invisíveis”. Em um lar dividido, ele procura trazer harmonia e paz na noite mais santa da cristandade. Onde falta amor, ele deposita uma semente de fé no coração das crianças. Onde o futuro parece negro e incerto, ele traz esperança. No nosso caso, quando Papai Noel vem nos visitar, no dia seguinte estamos todos contentes de continuarmos vivos e fazendo nosso trabalho, que é de alegrar as pessoas. Jamais esqueça isso.

O tempo passou, o menino transformou-se em rapaz, e certo dia a família passou diante da imponente abadia de Melk, que acabara de ser construída.O jovem pela primeira vez manifestou sua vocação escondida, que era tornar-se padre. A família entendeu e respeitou o desejo do filho. Bateram na porta do convento, foram acolhidos com amor pelos monges, que aceitaram o jovem Buckhard como noviço.

Chegou a véspera do natal. E justamente naquele dia, um milagre especial aconteceu em Melk: Nossa Senhora, levando o menino Jesus nos braços, resolveu descer à Terra para visitar o mosteiro.

Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um postava-se diante da Vigem, procurando homenagear a Mãe e o Filho.

No último lugar da fila o jovem Buckhard aguardava ansioso. Seus pais eram pessoas simples, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas para cima e fazer alguns malabarismos.

Quando chegou sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista não tinha nada de importante para dizer, e podia desmoralizar a imagem do convento. Entretanto, no fundo do seu coração, também ele sentia uma imensa necessidade de dar alguma coisa de si para Jesus e a Virgem.

Envergonhado, sentindo o olhar reprovador dos seus irmãos, ele tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima e segurá-las com as mãos, criando um belo círculo no ar, igual ao que costumava fazer quando ele e sua família caminhavam pelas feiras da região.

Foi só neste instante que o Menino Jesus começou a bater palmas de alegria no colo de Nossa Senhora. E foi para ele que a Virgem estendeu os braços, deixando que segurasse um pouco a criança, que não parava de sorrir.

(baseado em uma lenda medieval)
 
 

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Cuento de Navidad


Cuenta una leyenda que, en el país que hoy conocemos como Austria, era costumbre que la familia Burkhard (compuesta por un hombre, una mujer y un niño) animase las ferias navideñas recitando poesías, cantando baladas de antiguos trovadores, y haciendo malabarismos que divertían a todo el mundo. Por supuesto, nunca sobraba dinero para comprar regalos, pero el hombre siempre le decía a su hijo:

-¿Tú sabes por qué el saco de Papá Noel nunca termina de vaciarse, con la de niños que hay en el mundo? Pues porque, aunque está lleno de juguetes, a veces también deben entregarse algunas cosas más importantes, que son los llamados “regalos invisibles”. A un hogar dividido, él lleva armonía y paz en la noche más santa del año cristiano. Donde falta amor, él deposita una semilla de fe en el corazón de los niños. Donde el futuro parece negro e incierto, él lleva la esperanza. En nuestro caso, cuando Papá Noel nos viene a visitar, al día siguiente todos nos sentimos contentos por continuar vivos y por poder realizar nuestra trabajo, que es el de alegrar a las personas. Que esto nunca se te olvide.

Pasó el tiempo, el niño se transformó en un muchacho, y cierto día la familia pasó por delante de la imponente abadía de Melk, que acababa de ser construida.El joven Buckhard queria quedarse alli. Los padres comprendieron y respetaron su deseo. Llamaron a la puerta del convento, que aceptaron al joven Buckhard como novicio.

Llegó la víspera de la Navidad y, justamente ese día, se obró en Melk un milagro muy especial: Nuestra Señora, llevando al Niño Jesús en brazos, decidió bajar a la Tierra para visitar el monasterio.

Sin poder disimular su orgullo, todos los religiosos hicieron una gran fila, y cada uno de ellos se iba postrando ante la Virgen, procurando homenajear a la Madre y al Niño.
Al final de la fila, el joven Buckhard aguardaba ansioso. Sus padres eran personas simples, y sólo le habían enseñado a lanzar bolas a lo alto para hacer con ellas algunos malabares.

Cuando le tocó el turno, los otros religiosos querían poner fin a los homenajes, pues el antiguo malabarista no tenía nada importante que decir, y podría dañar la imagen del convento. Sin embargo, también él sentía en lo más hondo una fuerte necesidad de ofrecerles a Jesús y a la Virgen algo de sí mismo.

Avergonzado, sintiendo la mirada recriminatoria de sus hermanos, se sacó algunas naranjas de los bolsillos y comenzó a arrojarlas hacia arriba para atraparlas a continuación, creando un bonito círculo en el aire.

Fue sólo entonces cuando el Niño Jesús empezó a aplaudir de alegría en el regazo de Nuestra Señora. Y fue sólo a este muchacho a quien la Virgen María le extendió los brazos y le permitió sostener durante un tiempo al Niño, que no dejaba de sonreír.

(inspirada en una historia medieval)

Accepting that we deserve our gifts

During a lecture in Australia, a young woman comes up, “I want to tell you something,” she says.

“I always believed I had a gift for curing people, but I never had the courage to use it on anyone. One day, my husband’s left leg was giving him great pain; there was no one about to help, and – mortally ashamed – I decided to place my hands on his leg and ask for the pain to go away.

“I acted not believing that I’d be able to help him. Suddenly, I heard him pray: “Lord, allow my wife to be the messenger of Your light, your Power,” he said. My hand began to heat up, and soon the pain had gone.

“Then I asked why he had prayed like that. He replied that he didn’t remember having said anything. Today I am able to cure, because he believed it was possible.”

Welcome to Share with Friends – Free Texts for a Free Internet

The ballad of Bobby Fischer

He was a despicable human being as far as his political opinions were concerned (the same applies to Jorge Luis Borges)
Still, his genius in ONE thing can’t be forgotten; and may the Lord erase the rest from our collective memory

Where God lives

On one hand we know that it is important to seek God.
On the other hand, life distances us from Him – because we feel ignored by the Divine, or else because we are busy with our daily life.
This apparent double law is a fantasy: God is in life, and life is in God.

Relax. When we start our spiritual journey, we want so very hard to speak to God – and we end up not hearing what He has to tell us.
That is why it is always advisable to relax a little.
It is not easy: we have a natural tendency to always do the right thing, and we feel that we are going to improve our spirit if we work at it non-stop

But if you relax and keep moving, if we manage to penetrate the sacred harmony of our daily existence, we shall always be on the right road, because our daily tasks are also our divine tasks.
And God is there.
 
 

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The meaning of the crowns

When Moses rose to the heavens to write a certain part of the Bible, the Almighty asked him to draw small crowns on top of some of the letters of the Torah.
Moses asked, “Creator of the Universe, why put these crowns here?”

“Because in a hundred generations, a man called Akiva will interpret the true meaning of these drawings.”

“Show me the interpretation of this man,” said Moses.

The Lord took Moses to the future and placed him in a classroom where Rabbi Akiva was teaching.
A student was asking the Rabbi, “Rabbi, why do some of these letters have these crowns drawn on them?”

“I don’t know,” Akiva answered, “I believe that even Moses didn’t know. But as he was the greatest prophet of all, he did that in order to teach us that even when we don’t comprehend everything the Lord does, we still have to do what He asks us to.”

And so Moses turned and apologised to the Lord.

Frente a la catedral

Me estaba sintiendo muy solo en plena ciudad de Nueva York, a la salida de una misa en la catedral de Saint Patrick, cuando, de repente, se me acercó un brasileño:

– Tengo una gran necesidad de hablar con usted – me dijo.

Me entusiasmé tanto con el encuentro, que comencé a hablar de todo lo que me parecía importante: de magia, de bendiciones divinas, de amor. Él lo escuchó todo en silencio, me dio las gracias, y se fue.

En lugar de alegría, yo sentí entonces una soledad aún mayor que la de antes.
Sólo más tarde me daría cuenta de que, llevado por el entusiasmo, no le había prestado la debida atención al deseo de aquel brasileño:

El de hablar conmigo.

En realidad todas mis palabras se perdieron en el aire, pues no era eso lo que el Universo quería entonces de mí.
Yo habría resultado mucho más útil si me hubiera parado a escuchar lo que él tenía que contarme.

Diante da catedral

Eu estava me sentindo muito só quando saí de uma missa na Catedral de Saint Patrick, em plena New York.

De repente, fui abordado por um brasileiro:

– Preciso muito falar com você – ele disse.

Fiquei tão entusiasmado com o encontro, que comecei a contar tudo que achava importante para mim. Falei de magia, falei de bênçãos de Deus, falei de amor. Ele escutou tudo em silêncio, me agradeceu, e foi embora.

Ao invés de alegria, eu me senti mais só do que antes. Mais tarde fui me dar conta; no meu entusiasmo, não tinha dado atenção ao pedido daquele brasileiro.

Falar comigo.

Atirei minhas palavras ao vento, porque não era isto que o Universo estava querendo naquela hora: eu teria sido muito mais útil se escutasse o que ele tinha a dizer.