A nova literatura brasileira

A revista Veja está de parabéns pela excelente matéria de capa desta semana , mostrando ní£o apenas que o brasileiro está lendo mais, como está prestigiando os escritores nacionais.
Conheí§o pessoalmente mais da metade deles – gente que tem lutado por seu espaí§o na mí­dia, nas livrarias, e no coraí§í£o do leitor.
Vencedores de muitas batalhas, algumas ingratas, outras que custaram para mostrar resultado. Mas finalmente o tempo da colheita chegou, e os frutos apareceram.

Conheí§o essas batalhas de perto, porque também as travei (abro um parentese para agradecer ao diretor de redaí§í£o, Euripedes Alcí¢ntara, em me citar gentilmente na sua Carta ao Leitor: “Paulo Coelho […] ficou fora da reportagem desta edií§í£o pela opí§í£o de enfocar autores presentes nas listas dos mais vendidos nos últimos doze meses, e desde 2010 Paulo Coelho ní£o publica um tí­tulo novo“)

Como verí£o nos números de vendas de exemplares que acompanham o perfil de cada um dos autores ali (com uma exceí§í£o, comentada no final do post) o Brasil está muitissimo bem preparado para o grande desafio que será a Feira de Frankfurt 2013, onde é o convidado de honra.

E por que estou fazendo este post?
Em primeiro lugar, claro, para felicitar os nomes citados na matéria.
Mas existe algo igualmente importante: o governo brasileiro, preparando-se para Frankfurt – o mais importante evento literário do mundo – comeí§ou a implementar um programa de traduí§íµes, convencido de que o Brasil ní£o está presente nas prateleiras de outros paí­ses pela ausíªncia das mesmas.
Nao é verdade.
O que estava faltando ní£o era a traduí§í£o (eu que o diga, porque nunca tive qualquer subsidio para isso) mas um time consistente, que agora existe.

Esse carí­ssimo programa de traduí§íµes subsidiadas ní£o pode terminar favorecendo autores da famosa – e completamente ultrapassada – “panelinha literária”.
Ní£o podemos deixar que os critérios imponderáveis de “prestí­gio literário” terminem prevalecendo, e dificultando mais uma vez a merecida exposií§í£o dos autores citados na matéria de Veja
Parabéns a todos!
Paulo

P.S. O único número que ní£o me parece correto é o de Augusto Cury, por razíµes muito simples: em 2010 declarou ao portal da Veja que tinha vendido 10 milhíµes de exemplares.
Em janeiro de 2012, declarou í  coluna Radar, tambem da Veja, que vendera 15 milhíµes de exemplares. Ou seja, em um ano teria vendido quase 10% de todo o mercado nacional.
Tríªs semanas depois, na atual matéria, o número subiu para 16,5 milhíµes, ou seja, 500 mil exemplares por semana.