O intelectual está morto. Viva o internectual

Paulo Coelho, especial para Revista Época

As notícias do chamado “mundo literário” parecem retiradas do livro das lamentações de Jó: já não há mais espaço nos grandes veículos de mídia para discussões sérias, a lista dos mais vendidos só publica coisas para a garotada, os brasileiros não são lidos no exterior porque ninguém se interessa em traduzi-los. O Ministério da Cultura gastou uma fortuna na Europalia, um dos mais importantes eventos culturais do Velho Continente, sem conseguir absolutamente qualquer resultado além de dilapidar seu orçamento. Eventos como a Flip chamam atenção provisória, mas os autores que ali se apresentam, depois que tudo é dito e discutido, não ganham outra projeção além da que já tinham junto aos seus pares.

Mas quem são esses pares?

Para detectar intelectuais, pergunte o que é um “efeito viral”: dirão que trata-se de uma epidemia (possivelmente de dengue). Vá mais adiante e procure saber o que é uma “campus party”: respondem que são festas organizadas em campi de universidades americanas na formatura de alunos. Finalmente, para tirar qualquer dúvida, peça que digam o que pensam dos livros eletrônicos. A resposta inevitável será: “gosto do cheiro do papel”, como se odor interferisse na leitura ou nas idéias expostas no texto.
Não vou sequer sugerir que procurem saber com eles o que é “nerd”, pois será olhado de alto a baixo com desprezo, e retirado a força do recinto onde estão discutindo a morte da leitura, a atualidade de Gilles Deleuze, ou as teorias de Ludwig Wittgenstein. Para eles, suas perguntas são irrelevantes.

Pois bem, vamos esclarecer os termos citados acima usando um exemplo. O efeito viral ( comentários na internet sobre determinada obra, que se propaga independente da crítica especializada) fez com que Eduardo Spohr colocasse seu livro “A Batalha do Apocalipse” em todas as listas dos mais vendidos, com a ajuda de uma gigantesca e espontânea máquina de divulgação surgida nas campus parties (mega-eventos de blogueiros que acampam durante alguns dias em diversas partes do planeta para discutir idéias). Os “nerds”, termo até entao depreciativo e cuja tradução mais próxima seria nosso famoso CDF, organizam os encontros, criam vasos comunicantes, e ocupam de maneira avassaladora – sem pedir licença – o espaço então reservado para os pseudo-eruditos, que sempre julgaram conhecer melhor o que o povo deve ou não deve ler (embora em quase sua totalidade se digam democratas).

Então, o que está acontecendo?

Pela primeira vez na história temos acesso irrestrito aos bens culturais. Com o advento da internet, todos puderam expressar o que pensam a respeito de qualquer tema – incluindo aí as obras literárias. Quando alguém deseja comprar um livro não vai procurar os comentários da crítica especializada, mas daqueles que já leram. Isso pode determinar o sucesso global ou a morte súbita de um texto.
Sempre foi assim?
Claro, pois não há melhor propaganda que o boca-a-boca. Entretanto, por causa da velocidade da propagação viral (repito, não estou falando de gripe asiática), o autor desconhecido começa a ter a possibilidade de encontrar seu lugar ao sol de maneira rápida e efetiva, independente do apoio tradicional da mídia (a revista Época foi uma exceção, ao colocar antes de todo mundo o escritor Eduardo Sphor como uma das personalidades de 2011).

Mas o que é necessário para que isso aconteça? Em primeiro lugar, saber que a internet não é uma ameaça para a leitura – sobretudo porque ainda é um meio escrito, e para que se escreva é preciso ler. Em seguida, entender que da mesma maneira que o mercado está mudando, o estilo de escrever também se transforma.
Dirão os puristas: “estão matando a qualidade”. Será que é isso mesmo? Voltemos um pouco ao passado para ver o que pensavam:
“Seu nome é super-valorizado; logo será esquecido” ( 1814,Lord Byron falando de Shakespeare). “Flaubert não é um escritor”( 1857, jornal Le Figaro, França). “Esse livro dura apenas uma temporada”( NY Herald Tribune comentando ‘O Grande Gatsby’de F.S. Fitzgerald)
Os três autores criticados acima – que hoje podem ser encontrados em qualquer livraria brasileira – romperam radicalmente com o estilo em vigor na época em que viviam. Escolheram contar uma boa história, ao invés do exercício inútil da meta-linguagem. Seus críticos pertenciam a respeitáveis jornais, e um deles, Byron, continua sendo uma referencia da literatura mundial. Mesmo assim, o poder do leitor foi mais forte.

E eu com isso? Devo dizer: sou parte interessada.

Não tenho nada a reclamar. Embora a crítica nem sempre tenha sido gentil comigo, nunca me faltou espaço na imprensa. Celebrei neste abril de 2012 o Jubileu de Prata da publicação do meu primeiro livro, “O diário de um mago”, apesar das previsões, muito comuns no final da década de 80, de que eu era apenas um fenômeno de moda. Com o advento da internet, passei a escrever para blogs e comunidades sociais, ampliando assim o alcance daquilo que julgo importante dizer.
Mas sou parte interessada quando vejo que toda uma nova geração de escritores brasileiros não está prestando a devida atenção à todas as possiblidades que tem diante de si. Ainda sofrem daquilo que chamo de “Sindrome de Van Gogh”( ser reconhecido apenas após a morte). Tentam agradar o sistema falido da cultura construída com verbas de ministérios e cimentada com resenhas misteriosas e ilegíveis. Gastam uma imensa energia em busca de reconhecimento que já não está nas mãos daqueles que pensam dete-lo.
A esses eu digo: os meios de produção e divulgação estão ao seu alcance – e isso nunca aconteceu antes. Se ninguém presta atenção ao que estão fazendo, não se preocupem: continuem adiante, porque cedo ou tarde (mais cedo que tarde) alguém entenderá o que dizem.
Aproveitem esse momento único. E mãos à obra, porque qualquer sonho dá muito trabalho.
No ano de 2001, quando Jimmy Wales criou a Wikipedia (uma enciclopédia online, administrada por 100 mil voluntários em diversas línguas e em diversos países), escutei de um editor: “não tem credibilidade, e nada substituirá a Encyclopædia Britannica”. Em março deste ano a vetusta enciclopédia anunciou que já não mais publicará edições impressas – depois de quase 250 anos reluzindo nas estantes de nossos pais, avós, e antepassados distantes (aqui volto a pensar nos viciados em “cheiro de papel”, coisa que devo confessar jamais ter sentido).
O intelectual está morto. Longa vida ao internectual.

Comments

  1. Marie-Christine says:

    Dear Paulo,
    There are several ways of being intelligent,
    You can be brilliant in some subjects and a donkey in others.
    I don’t believe there is a specific criteria for intelligence.
    Education has been made the know all, however when you dig a bit you find out that what we’ve learned is full of holes.
    I never studied at school and that’s okay. I rely on common sense often. The subjects by rote never interested me because i was not the kind of a person that was able to perform that task. I was too emotionally involved otherwise. that’s all, I don’t regard it as a failure any longer.
    You are a product of your environment.
    The school, I believe can act as a catalyst providing it is done with the interest of the child first, not the interest of the governments.
    And the breathing method to unable people to manage their stress throughout their lives should be compulsory from pre-school age until you complete your studies. It only takes a few minutes a day.
    It might not benefit everybody – a huge numbers will adopt that method though and it will serve them well.
    They can then pass it onto the next generation and become messengers of peace through the breathing, as a messenger of peace is a carrier of the breath.
    With love and peace.
    Marie-Christine

  2. NELSON COELHO says:

    PARABENS PRIMO

  3. Daniel says:

    Discordo do ponto de vista que coloca o intelectual e o internectual como possibilidades excludentes, fixando-as em categorias como ultrapassado e moderno e por aí vai… isso não é um artigo e sim um comentário.
    Em tempo, se alguém depender exclusivamente dos meios eletrônicos para ter uma mínima visão crítica da realidade deve ser, antes de tudo, um especialista em buscas. Sejamos sinceros, o que mais tem na internet é “bosta”.
    Baseado em sua biografia, Paulo, posso dizer que o imprescindível mesmo é a experiência. O sentido temos a vida toda para fazê-lo.

  4. VANIA says:

    O Livro impresso tem uma magia , não tem tomada,tem páginas com vida.Amo os livros minha casa sempre terá livros . Um livro que amo é Brida o tempo passou mas ele esta vivo em minha mente .Talvez por ter segurado em minhas mãos suas páginas

  5. Marie-Christine says:

    Dear Paulo,
    I believe I can make words out of one word that have meanings. using other languages and mixing them and I have to thank you for that Paulo .
    For me, it complements what you are saying in your books and it helps me to understand myself better.
    With love
    Marie-Christine

  6. Adriana de Andrade Abreu says:

    Para não ficar toda hora com rodeios sem saber me fazer entender…so peço uma coisa ….nâo pare de publicar seus livros senâo vai ser assim,mal termina um passa para outro!Nâo vai ter a mesma magia ,ler uma história sobre um manurcrito em um computador náo vai ajudar no idealismo da epoca…..o livro bem que deveria ter aquele ar de coisa antiga.Eu prefiro o livro.

  7. Adriana de Andrade Abreu says:

    Tem tudo a ver o que o Paulo Coelho escreveu….me desculpe e desconsidere meu primeiro comentario.Tava completamente sem sentido…minha opiniâo é que precisamos nos concentrar mais naquilo que estamos fazendo . Prefiro os livros convencionais por comodismo e pra te-los sempre à cabeceira.Nâo acho muito saudavel ficar muito on line!Tanto que fiz um comentàrio de manhâ depois de ler um comentàrio no G+ e misturei o assunto.São vàrias informações ao mesmo tempo ……

  8. Adriana de Andrade Abreu says:

    Realmente é tudo uma questão de saber ver as coisas de uma forma nais madura,pois quem não gosta procura ver coisas que agradem à elas,tem pessoas que tem prazer em tentar fazer criticas só para melhorar a própria auto estima baixa. Devemos seguim em frente em que nos agrada e faz bem ao nosso ego sem olhar para os lados,senão a gente não caminha!Um grande abraço,adimiro muito seu trabalho….adoro seus livros!

  9. Desculpe Sr. Paulo Coelho, descordo no sentido de que os nerds gostam de leitura especifica, tanto são fissurados por Stars Wars, podendo explicar o sucesso de “a batalha do apocalipse”, no entanto, tenho que no Brasil as coisas são diferentes, por essa razão outros generos literários, especificamente romances e poesia podem se dar bem na leitura on line, mas, não vejo com apreço o fim da literatura impressa, porque há gosto para tudo e eu prefiro ler nos livros impressos, haja vista que nem sempre está disponivel a internet, podendo ser desligada no meio de uma leitura, outra coisa são a energia dos aparelhos que podem acabar durante a leitura e, assim, outras mazelas que podem interromper a leitura on line, ademais, assim com eu, garanto que tem gente que gosta de terminar o capitulo do livro antes de encerrar a leitura, quanto a internet, não deixo de dizer que é um meio bom de propaganda, divulgação, etc, porém, não acho que permita um aprendizado ortografico e de expressão, sobretudo nos sites sociais, tendo em vista que há muita abreviaturas, pseudonimos e outras corrupção da lingua, portanto, é um lugar de linguagem propria, no entanto, não deve ser permitida, sob pena de corromper a lingua, todavia, gostei quando disse no ano passado, wem reportagem da folha de São Paulo, que preferia ser pirateado, pois, sua literatura seria mais conhecida, entendi o que quiz dizer, principalmente por você ser um escritor.

  10. Brilhante! E o livro do Spohr é mesmo excelente! Belo texto!

  11. Rosana Souza says:

    Parabéns pelo comentário, muito bom!

  12. Empié says:

    A ver si es verdad y el perro que se pone encima de la paja que ni come ni deja comer se larga o mejor, que se quede con la paja, las personas comemos otras cosas.

    En fin, ya sabéis mi opinión, los puestos que generan prestigio, poder y dinero (sin mucho trabajo), es seguida se llenan de psicopatatas en mayor o menor grado, si les sigues el royo, pasas, si les descubres o cuestionas su estatus van a por ti. Tan antiguo como la humanidad, al final las personas eligen porque tienen algo de lo que los psicópatas carecen, corazón, por eso se afanan tanto en copiar las formar, porque no pueden dar contenido.

    Por cierto, me pasaré en breve por una fundación dedicada a un poeta, la última vez que me pasé, vi a más de uno de estos extraños seres con apariencia humana, rondando por allí, no podía ser de otra manera, exclusividad, prestigio, y posibilidad de vivir muy bien, pura ciencia.

    Un saludo.

    1. toñi says:

      Tienes razón, hay mucho psicópata sin corazón por ahí suelto. Los psicópatas no tienen valores ni humanidad, por eso son psicópatas. Y van por ahí intentando hacer todo lo que pueden. Se trata de no ceder ni dejar que te fastidien. Hay psicópatas en todas las profesiones. Pero también hay personas buenas que no son psicópatas y si que tienen corazón y también tienen capacidad e inteligencia para echarnos una mano y ayudarnos.
      Suerte! Ya verás que todo sale bien y tus ideas verán la luz para ti y para ti! Un abrazo,
      Toñi.

    2. Empié says:

      Últimamente hasta los psicopatas empiezan a portarse bien conmigo, esto es porque ya no hay puntos vulnerables por donde entrar, cuando intentan tirar un puyita de esas que sabes que van a por ti y el resto no se entera, no encuentran contestación porque la puya no llega, en seguida pasas al nivel siguiente de conciencia, allí como no te molesta nada, no discutes con nadie, todos te reclaman, y los psicópatas quieren que seas su amigo porque te ven influyente. En cualquier caso creo que para llegar a ese estado hay que aguantar muchas puyitas, estas son las que te hacen arder, y el fuego, te eleva si no dejas que se te vaya de las manos, al menos creo que es lo que me ha pasado a mi.

    3. toñi says:

      Tienes razón, cuando estás en un estado de ser contigo mismo…por mucho que te intenten descanalizar…no pueden. Yo a veces pienso que este mundo es un teatro en el que cada cual interpreta su papel lo mejor que puede o lo mejor que sabe. Y los psicópatas también. Yo a veces escucho disparates o explicaciones que me suenan vacías y ni siquiera me inmuto, es como que ya no te importa lo que te quieren decir. No pueden provocar tensión en un estado de paz interior. Es lo que llaman estado de zen. Suerte en tu camino, no sé que camino es, pero me interesa un montón. Ya verás como al final serás el rey de tu propio reino. Un abrazo.
      Toñi.

  13. Eu achei legal você ter falado daquele povinho metido a bom leitor, que se pensa intelectual e, pior, acha que é democrático. Já convivi com gente assim. Essas pessoas não são nada democráticas. Elas têm muita dificuldade com o novo, com o diferente. Para mim são fascistinhas enrustidas.

  14. Marie-Christine says:

    In English

    The Internet is dead. Long live the Internectual.
    By Paul Coelho for ‘Revista Epoca’

    The news named ‘Literary World’ seems to apparently have retired from the book of Lamentations to-day. Nowadays, there does not seem to be a space in the media vehicle for serious discussion. The only best-seller lists are only publishing things for the youth. The Brazilians are not read abroad because no one is interested in translating what they do. The Cultural Minister has spent a fortune on Europalia, one of the most important cultural events of the Old World without gaining any result apart from wasting her budget.
    The event such as Flip have attracted the temporary interest but the authors that go there , after everything has been done and discussed do not go forward than what they have with their peers.

    Who are these peers?

    To detect intellectuals, one asks what is a ‘viral effect’? You will be told that it is probably an ‘epidemic of dengue fever’ but going further down and trying to know the meaning of a ‘Campus Party’ you will be told that they are organised parties in American Universities ‘ Campuses in training students. Finally, so as to dispel any doubts, play a trick, ask what they are saying and what they are thinking of the electric books. The answer automatically will be ‘The pleasure to smell the paper.’ as if the sense of smell interferes with reading or the ideas exposed in the text. I am not even going to suggest what they are trying to know with that or what is a ‘nerd’ because he will be looked up and down with contempt, and be made to leave from within the boundary they are discussing ‘The death of reading’ the topic of Gilles Deleuze or the theories from Ludwig Wittgenstein, For them, questions are irrelevant.

    Well, then we are going to clarify the terms mentioned above using an example ‘The viral effect’ (The commentaries on the Internet about a defined work that is propagating independently from the specialised critics) – an event like the one Eduardo Spohr has employed with his book ‘A batalha de Apocalipse’ ‘(The battle of Apocalypse.’) , in all the best selling lists with the help of a gigantic and spontaneous divulgation’ s machine that loomed up from Campus parties (bloggers mega-events that set-up camp for several days in various places around the world to discuss their ideas).The’Nerds” term – up to now pejorative – and for which the closest translation would be our famous C.D.F. organised the meetings, created connecting vessels and made their presence felt – without asking permission – the space then reserved for the ‘so-called erudites’ , who believe what people should or should not read – (even though nearly all of them call themselves democrats).

    So, what is going to happen?

    For the first time in history, we have unlimited access to the cultural goods.
    With the advent of the Internet, everybody can express what they think towards any themes, including also the Literary works. When someone wants to purchase a book, they are not looking at specialised critics but the people who have already read it. They can determined either the overall success or sudden death of a text.
    Has it always been like that?
    Of course. There has never been a better advertising than the word of mouth.
    In between, for a speedy reason of viral spreading (I repeat , I am not talking about the Asian Flu) where the unknown author starts the possibility to find “one’s place in the sun” in an effective way, independent from the traditional help from the medias. (The review ‘Epoca” was an exception, exposing before anyone in the world, the writer Eduardo Sphor as one of the 2011′s personalities.)

    But what do we need to do for this to happen?

    First of all, to know that the Internet is not a threat to reading., above all because it is a written way and for it to be written, it is necessary to read.
    Then to understand that the same way as the market moves, the style for writing also alters. The purists would say ; ‘It’s killing quality’
    Is that so?
    Let us go back into the past and see what they were saying:
    ‘He does not deserve it. Soon he will be forgotten.’ (1814-Lord Byron speaking about Shakespeare)
    ‘Flaubert is not a writer. (Le Figaro France’s Newspapers)
    ‘This book will only last a season’. making a comment on ‘The Great Gatsby” by F.S. Fitzgerald.
    The three writers criticised above – and that to-day you can find in any Brazilian Library – have broken radically with the current style of the time in which they lived. They chose to tell a good story contrary to the no-purpose of meta-language.These critics were part of respectable newspapers and one of them, Byron, remains a world literature reference. Even then, the power of the reader was the strongest.

    And what about me, how am I going? I must say – I play a part in it.

    I am not complaining. Even though critics have not always been very kind with me., I have never been absent in the press. In the month of April 2012, I have celebrated the Silver Jubilee of my first book. ‘O Diario de um Mago” despite the shared expectations of the decade of the 80s that ‘I was only a fashion phase.’,with the Internet advent, I started writing on the blogs and social communities expanding this way, expressing my opinions,.
    But I am an interested party when I see that a whole new generation of Brazilian writers are not taking advantage of the opportunities that are put in front of them. They are still suffering from what we still call ‘The Van Gogh’s Syndrome’ – being recognised only after death – They try to please the system, that has failed of a culture built by Ministers, funds and consolidated by mysterious and unreadable explanations. They waste a lot of energy in search of gratitude that is not there – but for which they believe is their right – To them , I say : -’the means of production and spreading are within reach of – and this has never been possible before. If no one pays attention to what they are doing, don’t worry , go forward, because soon or later (rather soon than later) someone will understand what they are saying.
    Make the most of this unique moment and get to work, because the ones who dreams , these ones get a lot of work.
    In the year 2001, when Jimmy Stewart created Wikipedia (an Encyclopedia on line) manned by100,000 volunteers in several languages and numerous countries. I heard an editor saying ; ‘They have no credibility and nothing can substitute the Encyclopedia Britannica.’End of March of this year, the old Encyclopedia announced that as from now, they will no longer publish printed editions. After nearly 250 years of bright years having presided in the libraries of our parents, grand parents and ancestors, (here I come back thinking about the ‘smell of paper’ , a thing I must confess, I have never smelled.
    The Intellectual is dead. Long live the Internectual!

  15. Maria Cecilia Peixoto says:

    Paulo, ótimo texto. Eu ainda faço parte das pessoas que gostam de ler “ao vivo”. Não é o cheiro do papel, mas pra mim existe uma magia que me une àquelas páginas, não só enquanto estou lendo, mas também quando olho pra estante e vejo aquele livro. E de vez em quando retorno a ele, folheio, relembro passagens, …, coisa que eu não lembraria de fazer ao ler um livro eletrônico. Mas concordo plenamente quando você diz que “Quando alguém deseja comprar um livro não vai procurar os comentários da crítica especializada, mas daqueles que já leram. Isso pode determinar o sucesso global ou a morte súbita de um texto.” Já li vários livros sugeridos por amigos no facebook e muitas vezes antes de ler um livro ou ver um filme, pergunto também no facebook se alguém já leu/ viu e se gostou.
    Agora quanto a mudar o conteúdo dos livros pra atender a um novo público, não sei. Acho que uma boa literatura terá sempre o seu lugar entre aqueles que apreciam ler, seja pela internet ou pelos meios tradicionais.
    Um abraço!

    1. Leonardo says:

      Olá Maria Cecília, eu sou um adepto dos leitores de livros eletrônicos (no meu caso, um Kindle da Amazon) mas respeito plenamente sua preferência pelo livro em papel. Afinal o que vale mesmo é o conteúdo, o prazer da leitura, o fascínio, o conhecimento, a emoção proporcionada pelo livro e não o meio onde ele é apresentado.

      Ainda assim gostaria de comentar que acredito que com o leitor de livros eletrônicos é muito mais fácil revisitar a obra, pois podemos pesquisar por uma determinada palavra ou frase, tornando mais ágil encontramos aquela passagem que tanto nos tocou. E sem falar na possibilidade de compartilhar as nossas anotações e trechos preferidos.

      Mas essa é só minha preferência.

      Pra descontrair, sugiro a leitura de um texto do genial (e saudoso) Millôr sobre o dispositivo de leitura chamado “Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas”: http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3689

  16. Wanderlaini Aparecida Rodrigues says:

    Sei que falta muito para os brasileiros perceberem isso.
    Mas eu gosto do cheiro de papel e sou “quase” viciada em livros de papel.

  17. toñi says:

    Hola!
    Bueno, en Wikipedia de Internet he encontrado muchas cosas interesantes.
    Toñi.

  18. Nero Zanotti says:

    Brilhante, assim como só uma pessoa brilhante pode ser. Uma das coisas que mais me irritam são essas tais discussões sobre o que é bom ou ruim baseadas em alguns caras de muitos anos atras. É tão simples ver se algo tem qualidade, basta ver se este mesmo item consegue se manter no mercado no decorrer dos anos e ainda despertar interesse nas pessoas. Num mundo onde há tanta concorrência, somente os melhores sobrevivem. Obrigado pelas lúcidas palavras Mago dos Nerds! Sempre um orgulho ouvi-las

  19. Eluza says:

    Estava lendo seu texto e percebi que ele vem ao encontro de outra obra que também leio: O ponto da virada, do escritor Malcolm Gladwell. O livro fala exatamente sobre o momento que algo sai da linha do normal e se torna extraordinário. Leio o livro com um ponto de vista inovativo, pois é viés de minha profissão, mas ele serve para qualquer outra área, educação, medicina, inclusive sobre livros fazerem sucesso ou não.

  20. Fernanda Sansão says:

    Parabéns, Paulo, pelo texto jovial e cheio de energia.
    Sou uma jovem nerd terminando minha tese de doutorado em ciências sociais e frequentemente me sinto oprimida diante deste rótulo intelectual mofado e cheio de regras obsoletas imposto pelo meio acadêmico. Nunca me convenci dessa literatura acadêmica que só pode ser lida pela própria academia e não pelo público em geral, que em teoria seria incapaz de compreender o que está sendo dito.
    Ler seus apontamentos sobre as possibilidades oferecidas ao internectual são um incentivo e tanto para deixar de lado os estereótipos e persistir no que realmente importa, que é a produção e o compartilhamento democrático do conhecimento.

  21. eleonora says:

    Signor Coelho trovo che lei sia uno scrittore straordinario.Aver avuto l’opportunità di vederla da vicino non ha fatto altro che accrescere la stima e il bene che provo per lei.E’stato bello vedere persone di tutte le età fare la fila per parlarle,per ricevere il suo autografo.E’ stato bello vedere un uomo di più di sessant’anni , non voler passare avanti a nessuno..attendere con il libro”L’Alchimista”regalatogli per il suo compleanno.Ricordo la sua espressione, la sua gioia ,il suo orgoglio.Ricordo l’emozione nei giovani,nelle coppie ,nei bambini.Ricordo la mia emozione e non solo.Sono felice di aver perseguito il mio sogno,sono felice di averla conosciuta da vicino.Ho potuto vedere quanto ama i suoi lettori,quanto lei sia amato e rispettato. Con ammirazione a presto.Nel tempo che è stato e in quello che sarà tutti hanno cercato e cercano novità che permettono a tutti di seguire ,leggere ,condividere libri pensieri opere che altrimenti non avremmmo pai possibilità di conoscere.

  22. Ivan Louro says:

    Qualquer sonho da trabalho.

    Sonhar constrói caminhos, dá a liberdade de chegar aonde você sonha em chegar.
    Acreditar, ter fé.
    Saber que estamos todos submetidos as ilustres forças de um TODO poderoso que gira junto a algo incalculável é algo que nos abre um leque de possibilidades rumo ao que se pode fazer, o que queremos fazer.

    ” O poder está aí para todos os homens, no campo, cidade ou em qualquer lugar, está dentro de um coração que bate forte em busca de plenitude e realização.”

    Obrigado sempre.

  23. sofia says:

    ME INTERESA SABER COMO PUEDO ADQUIRIR SUS LIBROS EN INTERNET PARA PODER LEERLOS EN ESTE MEDIO

  24. criststar11 says:

    “Gastam uma imensa energia em busca de reconhecimento que já não está nas mãos daqueles que pensam dete-lo.
    A esses eu digo: os meios de produção e divulgação estão ao seu alcance – e isso nunca aconteceu antes. Se ninguém presta atenção ao que estão fazendo, não se preocupem: continuem adiante, porque cedo ou tarde (mais cedo que tarde) alguém entenderá o que dizem.” Estoy perfectamente de acuerdo con usted… la base del ser no es l´accion, la base del ser es “ser”. Si uno no “es” nad puede funccionar. Todo parte del ser, de su connexion con el alrededor, de lo que esta en su alcance . Increible entiendo el portugues ahahahahah, algo me esta pasando. Cuando lo habla me resulta mas dificíl. Leerlo es mas facil ;) Su nuevo tema acerca de Accra es una cosa fondamental. Accra-Acropolis, tienen la misma raíz? Bueno le envio tanta luz Paulo! Un abrazo, Cris

  25. Marco Gomes says:

    Excelente texto! Eu tambem nunca entendi esse papo de “cheiro de papel” como justificativa p/ desmerecer o livro eletronico e o poder das obras digitais. Muito bom saber que alguem tao importante qnto vc tem esta mesma posicao.

    Uma pequena correcao no texto: o sobrenome do Eduardo é Spohr, com H após o O :) A Batalha o Apocalipse é um dos melhores livros que li, tenho a 1a edição, underground, tiragem de 5 mil cópias vendida de forma independente (sem editora) pelos amigos nerds :)

    1. Leonardo says:

      É uma pena que alguns jovens escritores pensam da mesma forma sobre o “cheiro de papel”. Ouvi algo parecido de um deles, em um evento na Livraria Cultura de Brasília no ano passado. Ao ser perguntando sobre edições digitais de sua, ainda, recente obra, o escritor disse que não havia previsão e uma das justificativas foi “o cheiro de papel” (não lembro se as palavras foram exatamente as mesmas – provavelmente não).

  26. Pasquale says:

    O texto está ótimo, quem acha que a internet não tem validade parou em 1990 e lá vai ficar.
    Apesar de eu ainda gostar da mídia impressa pois é mais confortável (e saudável) de ler, mas os meios digitais agora são parte obrigatória do processo de qualquer profissão.
    *PS Você deixou escapar um “expontânea”. :)

    1. Paulo Coelho says:

      Caramba, #fail total. Já corrigi, muito obrigado

  27. Sou do tipo que pensa realmente na liberdade de informação que a Internet oferece, e vejo com muita clareza os benefícios que isso traz para toda humanidade…Em todos os sentidos, menos num bem simples e contudo tão importante quanto todas essas possibilidades que a web oferece…

    A leitura de um livro de papel, sem descartar os benefícios da web (como já disse) ao menos para mim, posso dizer que é muito prazeroso, e sugiro que as novas gerações não deixe-os de lado, experimente-os…Nossos olhos estão acostumados a um tipo de luz natural que os faz bem, e apenas lermos digitalizados não é exatamente adequado…

  28. simone says:

    Paulo,
    As pessoas em geral são muito agarradinhas, penso que ser moderno é estar confortável com o que está acontecendo hoje, agora. Renovar é crucial para a mente nao envelhever e não adoecer. Adorei, Obrigada !!!

  29. Giuliana says:

    Não espero que esse comentário seja lido agora, depois de tantos à frente, porém me sinto no dever de relatar minha experiência. Concordo absolutamente com o que o texto disse, se não fosse pela maravilha da comunicação informal da internet, eu nunca teria vontade de ler uma obra sua, ou aspiraria querer saber sua opinião sobre determinado assunto e, na maioria deles, admirá-lo. Como bem citou as críticas não foram lá tão amáveis com seu estilo, bombardeando assim sua imagem como escritor. Isso acabou interferindo no meu interesse sobre as suas obras, mas depois do acesso que pude ter ao que você escrevia, pensava e gostava, tive a chance de decidir por mim mesma se gostava ou não do seu estilo, e então a querer conhecer e ler cada vez mais seus textos e livros. Não cabe ao intelectuais de plantão ditarem o que tem conteúdo e o que não tem, mas sim, como sempre, ao povo. E é isso que a internet faz, é esse o seu poder, a propagação da decisão própria, da verdadeira liberdade de expressão.

  30. Giuliana says:

    Não espero que esse comentário seja lido agora, depois de tantos à frente, porém me sinto no dever de relatar minha experiência. Concordo absolutamente com o que o texto disse, se não fosse pela maravilha da comunicação informal da internet, eu nunca teria vontade de ler uma obra sua, ou aspiraria querer saber sua opinião sobre determinado assunto e, na maioria deles, admirá-lo. Como bem citou as críticas não foram lá tão amáveis com seu estilo, bombardeando assim sua imagem como escritor. Isso acabou interferindo no meu interesse sobre as suas obras, mas depois do acesso que pude ter ao que você escrevia, pensava e gostava, tive a chance de decidir por mim mesma se gostava ou não do seu estilo, e então a querer conhecer e ler cada vez mais seus textos e livros. Não cabe ao intelectuais de plantão ditarem o que tem conteúdo e o que não tem, mas sim, como sempre, ao povo. E é isso que a internet faz, é esse o seu poder, a propagação da decisão própria, da verdadeira liberdade de expressão.

  31. Natasha Novínsky says:

    Paulo…
    Obrigado…Beijos carmim…

  32. A internet subverteu as noções de tempo e do espaço, deu voz ao cidadão comum e conectou culturas. A própria imprensa mudou a forma como escrevíamos, e não há como ser diferente com a força transgressora da web.
    Quais mídias sobreviverão, quem dirá serão as próximas gerações. Porém, não acredito que o homem tenha poder para, um dia, abrir mão da literatura e da palavra escrita. Tanto quanto não temos poder para abrir mão da imaginação e do sonho.

  33. JOELLE says:

    La lecture est une chose singulière . La meilleure façon de lire est de lire et d’apprendre à lire est de prendre n’importes quels textes, tout le monde n’est pas Shakespeare, Victor Hugo ou vous Paulo . L’interactif est trop cher pour certains et je m’étonne que vous n’ayez pas le goût des anciens carc’est quand même eux qui nous ont donné envie de parcourir les livres . Et l’odeur du papier est le travail des fabricants et des relieurs . Cela donne du travail à beaucoup de personnes et le Brésil est pauvre , il y a besoin d’emplois . Mais je respecte les autres mais ne faut-il pas redonner le goût de lire en écrivantcomme avant des petits récits dans les journaux . Cela donne le plaisir de suivre l”histoire . Peut-être êtes vous fatigués de voyager, il faudrait étudier une meilleure façon de communiquer . Moi j’ai pris plaisir à tourner les pages de vos livres en lisant l’Alchimiste,le Zahir et l’Aleph . Merci Paulo d’écrire d’aussi beaux livres et d’être le maître de tous mes quêtes à la recherche de moi-même . J’ai découvert beaucoup de moi .

  34. Hector says:

    Admito que el internet me ha ayudado mucho aprendiendo de muchos autores que desinteresadamente han puesto sus libros a nuestra disposicion Gratitud a todos ellos!!!

  35. Donadi says:

    Ótimo texto.
    Escrever dois livros foi catarse, para mim. Tive apoio p/publicá-los e não quis.
    Não sei qual a síndrome, mas deixarei para reciclagem.
    Minha biblioteca está minguada. Só não me desapeguei dos seus livros.
    Já senti cheiro de papel e não foi agradável (melhor nem pensar).
    Meu tempo é agora e tento seguir o progresso.

  36. Paulo Lourençon says:

    A verdade é que, seja o livro com o cheirinho de papel, tinta da impressão ou a leitura em um computador, vinda da wikipédia (leitura on-line) a pobreza intelectual brasileira continua.
    Ao passar o tempo, o ser humano corre o risco de embrutecer cada vêz mais diante das ramelas sociais, políticas e financeiras.
    Me diga, onde e qual nação atualmente incentiva a leitura de bons e variáveis temas de leitura, de escritores, autores e assim por diante? Precisamos importar isto urgentemente e enfrentar com sabedoria o desinteresse da classe política brasileira de tornar o povo brasileiro mais culto, mais sábio, porque quanto mais ignorante e desinformado a população, melhor e mais fácil para surrupiar.
    Buscar formas de tornar o Brasil mais rico intelectualmente, fará com que o povo não se submeta tanto quanto tem sido feito por uma cara política tão desqualificada, onde poucos se faz valer a riqueza pura da politica.
    Mesmo tentando manter um povo desinformado, perderiam poder de persuadir, envolver, convencer da maneira que querem, porque passariam a enfrentar um povo bem mais preparado para cobrar, exigir e realizar.
    Ter aceeso fácil e gratuíto a leitura dos mais inúmeros e diversos temas da sociedade mundial e de forma a pegar gosto pela leitura vai auxiliar a uma nação ou várias nações não embrutecer com o passar do tempo.
    Já li vários livros de Paulo Coelho, e todos que li me fêz navegar com a imaginação, curtir, entender e partilhar com amigos traçando comparativos entre a leitura, realidade e realidade dos temas.

  37. SADE says:

    Parabéns, Paulo! Adoro seus escritos e mais uma vez concordo com você. Os ”internectuais ‘ estão vindo com tudo!

  38. Wilson R. says:

    .

    No princípio, poucos escreviam para poucos. Depois, poucos para muitos. Hoje, muitos para muitos. É a democratização da escrita por meio dos blogues. Eu acho fantástico!
    Já nos livros eletrônicos, vejo grande utilidade na área didática, principalmente por causa do hipertexto – os EADs precisam explorar mais esse recurso. Entretanto, o livro impresso está longe de acabar, principalmente no Brasil, onde temos certa resistência em comprar algo que não podemos tocar, colocar debaixo do braço (vide nossos recordes de pirataria). Até o papo ecológico, hoje tão em moda, vai por água abaixo quando pensamos nos resíduos que geram os componentes eletrônicos dos e-readers e similares – bem mais nocivos que o papel fabricado com madeira de reflorestamento que zera carbono e coisa e tal.
    Mas, o cerne da questão que você levantou é a literatura e sua divulgação. Sim, ela está aí e sempre estará, mesmo que vejamos alguns “intelectuais” lamentarem que “tudo o que havia para ser escrito já foi”. Tsc. Qual nada, estamos apenas começando.

    Abraços.

    .

  39. Claudio Aparecido Rangel says:

    …Querido Paulo, também acho que está no momento de me lançar sem o trauma de me ferir nas lanças da crítica estonteante pela linguagem perfeita, aja vista, que apesar de ter tentando me aprofundar nas regra acadêmicas, e enfrentado barreiras sociais e pessoais, para quem escreveria hoje? Não estaria auxiliando, em nada despertaria.

  40. Franklin L Gonçalves da Silva says:

    Parabéns pelo artigo! Hoje eu leio mais livros eletrônicos que escritos, tive que ler alguns livros escritos para minha monografia, pois não encontrei exemplares eletrônicos, 90% de minha monografia foi escrita através de livros eletrônicos. Concordo que vivemos realmente um momento único e que devemos aprovei-talo ao máximo, e eu tenho aproveitado bastante!!!! E digo que hoje não sei mais viver sem meu iPad. O progresso é inevitável e essa nova tendencia eletrônica vencerá a relutância de alguns em adota-los. E o intelectual jamais morrerá e ele simplesmente evoluirá para novas tendencias modernas.

  41. Patrícia says:

    Acredito que os livros eletrônicos, assim como a facilidade de comunicação atual tem todos esses pontos positivos citados á cima, porém principalmente nos livros dedicados ao nosso público jovem, encontramos textos e enredos fracos, e como esses leitores tem o hábito de utilizar a internet, esses mesmo material precário acaba virando best-seller sem necessariamente ser bom. Sendo assim outros leem o mesmo texto e acabam também gostando, mas não por terem formado uma opinião e sim por não terem base do que tem qualidade. Visando que os livros mais vistos hoje em dia e que são mais acessíveis ao povo não são clássicos. E sim obras de escritores quaisquer que um dia acharam que escrevem bem e resolveram postar em algum lugar, e que por sorte acabaram sendo vistos.

    1. Paulo Coelho says:

      mas voce nao acredita que o povo nao sabe escolher, nao é verdade? Porque quem determina o que é “fraco” nao é o intelectual. Veja os comentarios sobre Shakespeare, Flaubert e Fitzgerald no texto

    2. Tenho quase certeza que você está falando de Crepúsculo certo?
      Ela realmente é uma obra precária.

      Se você dizia de Harry Potter, bem, é uma obra para crianças, que culpa tem a autora se as crianças cresceram e continuaram a ler seus livros?

      E agora você diz que as Crônicas de Fogo e Gelo são fracas? Por que este livro foi escrito para adultos, então tem um enredo forte.

      São como os livros do Paulo Coelho, possuem ótima narrativa e histórias.

      Quando não gosta de livros por terem uma narrativa fraca, não busque livros para crianças ou para adolescentes que querem ver um cara musculoso depilado que não sabe o que é uma camisa que deveria ser um lobisomem.

    3. Rosana Souza says:

      Concordo quando diz que qualquer sonho dá muito trabalho, tudo que desejamos incessantemente sempre nos consome muita energia seja ela psíquica ou motora, com ou sem sensatez mas o importante é que nunca desistamos de nossos ideais. Parabéns pelo texto.

  42. osvaldo m. says:

    Infelizmente aida ha muita gente que precisa cair no buraco pra perceber que essa estrada acabou. A autoestrada agora ta na nuvem…

  43. Elke says:

    Concordo plenamente!!! Isso sim é a democratização da leitura!!! Ser acessível e ter prazer nisso é o que todo escritor deveria almejar, quanto ao reconhecimento se realmente for bom, um dia ele vem!

  44. Mariana says:

    Muito bacana o artigo! Parabéns!

  45. Eriona says:

    Le Roi est mort! Vive le Roi!

  46. Thiago Nunes says:

    Há os que escrevem por amor, porque os pensamentos transbordam até os dedos, e no papel ou teclado fica exposta sua coragem. Em seguida há os que escrevem em busca de obter ganhos, os que escrevem para ensinar, os que escrevem para relatar a história, os que escrevem para fazer rir e chorar.

  47. Parabéns pelo texto! Realmente o livro electrónico foiia melhor coisa já inventada. Hoje leio muito mais do que li em toda a vida! Agora posso carregar todos os meus livros com apenas 500g e isso por si só é perfeito!