O intelectual está morto. Viva o internectual

Paulo Coelho, especial para Revista Época

As notí­cias do chamado “mundo literário” parecem retiradas do livro das lamentaí§íµes de Jó: já ní£o há mais espaí§o nos grandes veí­culos de mí­dia para discussíµes sérias, a lista dos mais vendidos só publica coisas para a garotada, os brasileiros ní£o sí£o lidos no exterior porque ninguém se interessa em traduzi-los. O Ministério da Cultura gastou uma fortuna na Europalia, um dos mais importantes eventos culturais do Velho Continente, sem conseguir absolutamente qualquer resultado além de dilapidar seu orí§amento. Eventos como a Flip chamam atení§í£o provisória, mas os autores que ali se apresentam, depois que tudo é dito e discutido, ní£o ganham outra projeí§í£o além da que já tinham junto aos seus pares.

Mas quem sí£o esses pares?

Para detectar intelectuais, pergunte o que é um “efeito viral”: dirí£o que trata-se de uma epidemia (possivelmente de dengue). Vá mais adiante e procure saber o que é uma “campus party”: respondem que sí£o festas organizadas em campi de universidades americanas na formatura de alunos. Finalmente, para tirar qualquer dúvida, peí§a que digam o que pensam dos livros eletrí´nicos. A resposta inevitável será: “gosto do cheiro do papel”, como se odor interferisse na leitura ou nas idéias expostas no texto.
Ní£o vou sequer sugerir que procurem saber com eles o que é “nerd”, pois será olhado de alto a baixo com desprezo, e retirado a forí§a do recinto onde estí£o discutindo a morte da leitura, a atualidade de Gilles Deleuze, ou as teorias de Ludwig Wittgenstein. Para eles, suas perguntas sí£o irrelevantes.

Pois bem, vamos esclarecer os termos citados acima usando um exemplo. O efeito viral ( comentários na internet sobre determinada obra, que se propaga independente da crí­tica especializada) fez com que Eduardo Spohr colocasse seu livro “A Batalha do Apocalipse” em todas as listas dos mais vendidos, com a ajuda de uma gigantesca e espontí¢nea máquina de divulgaí§í£o surgida nas campus parties (mega-eventos de blogueiros que acampam durante alguns dias em diversas partes do planeta para discutir idéias). Os “nerds”, termo até entao depreciativo e cuja traduí§í£o mais próxima seria nosso famoso CDF, organizam os encontros, criam vasos comunicantes, e ocupam de maneira avassaladora – sem pedir licení§a – o espaí§o entí£o reservado para os pseudo-eruditos, que sempre julgaram conhecer melhor o que o povo deve ou ní£o deve ler (embora em quase sua totalidade se digam democratas).

Entí£o, o que está acontecendo?

Pela primeira vez na história temos acesso irrestrito aos bens culturais. Com o advento da internet, todos puderam expressar o que pensam a respeito de qualquer tema – incluindo aí­ as obras literárias. Quando alguém deseja comprar um livro ní£o vai procurar os comentários da crí­tica especializada, mas daqueles que já leram. Isso pode determinar o sucesso global ou a morte súbita de um texto.
Sempre foi assim?
Claro, pois ní£o há melhor propaganda que o boca-a-boca. Entretanto, por causa da velocidade da propagaí§í£o viral (repito, ní£o estou falando de gripe asiática), o autor desconhecido comeí§a a ter a possibilidade de encontrar seu lugar ao sol de maneira rápida e efetiva, independente do apoio tradicional da mí­dia (a revista Época foi uma exceí§í£o, ao colocar antes de todo mundo o escritor Eduardo Sphor como uma das personalidades de 2011).

Mas o que é necessário para que isso aconteí§a? Em primeiro lugar, saber que a internet ní£o é uma ameaí§a para a leitura – sobretudo porque ainda é um meio escrito, e para que se escreva é preciso ler. Em seguida, entender que da mesma maneira que o mercado está mudando, o estilo de escrever também se transforma.
Dirí£o os puristas: “estí£o matando a qualidade”. Será que é isso mesmo? Voltemos um pouco ao passado para ver o que pensavam:
“Seu nome é super-valorizado; logo será esquecido” ( 1814,Lord Byron falando de Shakespeare). “Flaubert ní£o é um escritor”( 1857, jornal Le Figaro, Franí§a). “Esse livro dura apenas uma temporada”( NY Herald Tribune comentando ‘O Grande Gatsby’de F.S. Fitzgerald)
Os tríªs autores criticados acima – que hoje podem ser encontrados em qualquer livraria brasileira – romperam radicalmente com o estilo em vigor na época em que viviam. Escolheram contar uma boa história, ao invés do exercí­cio inútil da meta-linguagem. Seus crí­ticos pertenciam a respeitáveis jornais, e um deles, Byron, continua sendo uma referencia da literatura mundial. Mesmo assim, o poder do leitor foi mais forte.

E eu com isso? Devo dizer: sou parte interessada.

Ní£o tenho nada a reclamar. Embora a crí­tica nem sempre tenha sido gentil comigo, nunca me faltou espaí§o na imprensa. Celebrei neste abril de 2012 o Jubileu de Prata da publicaí§í£o do meu primeiro livro, “O diário de um mago”, apesar das previsíµes, muito comuns no final da década de 80, de que eu era apenas um fení´meno de moda. Com o advento da internet, passei a escrever para blogs e comunidades sociais, ampliando assim o alcance daquilo que julgo importante dizer.
Mas sou parte interessada quando vejo que toda uma nova geraí§í£o de escritores brasileiros ní£o está prestando a devida atení§í£o í  todas as possiblidades que tem diante de si. Ainda sofrem daquilo que chamo de “Sindrome de Van Gogh”( ser reconhecido apenas após a morte). Tentam agradar o sistema falido da cultura construí­da com verbas de ministérios e cimentada com resenhas misteriosas e ilegí­veis. Gastam uma imensa energia em busca de reconhecimento que já ní£o está nas mí£os daqueles que pensam dete-lo.
A esses eu digo: os meios de produí§í£o e divulgaí§í£o estí£o ao seu alcance – e isso nunca aconteceu antes. Se ninguém presta atení§í£o ao que estí£o fazendo, ní£o se preocupem: continuem adiante, porque cedo ou tarde (mais cedo que tarde) alguém entenderá o que dizem.
Aproveitem esse momento único. E mí£os í  obra, porque qualquer sonho dá muito trabalho.
No ano de 2001, quando Jimmy Wales criou a Wikipedia (uma enciclopédia online, administrada por 100 mil voluntários em diversas lí­nguas e em diversos paí­ses), escutei de um editor: “ní£o tem credibilidade, e nada substituirá a Encyclopí¦dia Britannica”. Em marí§o deste ano a vetusta enciclopédia anunciou que já ní£o mais publicará edií§íµes impressas – depois de quase 250 anos reluzindo nas estantes de nossos pais, avós, e antepassados distantes (aqui volto a pensar nos viciados em “cheiro de papel”, coisa que devo confessar jamais ter sentido).
O intelectual está morto. Longa vida ao internectual.

Comments

  1. Marie-Christine says:

    Dear Paulo,
    There are several ways of being intelligent,
    You can be brilliant in some subjects and a donkey in others.
    I don’t believe there is a specific criteria for intelligence.
    Education has been made the know all, however when you dig a bit you find out that what we’ve learned is full of holes.
    I never studied at school and that’s okay. I rely on common sense often. The subjects by rote never interested me because i was not the kind of a person that was able to perform that task. I was too emotionally involved otherwise. that’s all, I don’t regard it as a failure any longer.
    You are a product of your environment.
    The school, I believe can act as a catalyst providing it is done with the interest of the child first, not the interest of the governments.
    And the breathing method to unable people to manage their stress throughout their lives should be compulsory from pre-school age until you complete your studies. It only takes a few minutes a day.
    It might not benefit everybody – a huge numbers will adopt that method though and it will serve them well.
    They can then pass it onto the next generation and become messengers of peace through the breathing, as a messenger of peace is a carrier of the breath.
    With love and peace.
    Marie-Christine

  2. NELSON COELHO says:

    PARABENS PRIMO

  3. Daniel says:

    Discordo do ponto de vista que coloca o intelectual e o internectual como possibilidades excludentes, fixando-as em categorias como ultrapassado e moderno e por aí­ vai… isso ní£o é um artigo e sim um comentário.
    Em tempo, se alguém depender exclusivamente dos meios eletrí´nicos para ter uma mí­nima visí£o crí­tica da realidade deve ser, antes de tudo, um especialista em buscas. Sejamos sinceros, o que mais tem na internet é “bosta”.
    Baseado em sua biografia, Paulo, posso dizer que o imprescindí­vel mesmo é a experiíªncia. O sentido temos a vida toda para fazíª-lo.

  4. VANIA says:

    O Livro impresso tem uma magia , ní£o tem tomada,tem páginas com vida.Amo os livros minha casa sempre terá livros . Um livro que amo é Brida o tempo passou mas ele esta vivo em minha mente .Talvez por ter segurado em minhas mí£os suas páginas

  5. Marie-Christine says:

    Dear Paulo,
    I believe I can make words out of one word that have meanings. using other languages and mixing them and I have to thank you for that Paulo .
    For me, it complements what you are saying in your books and it helps me to understand myself better.
    With love
    Marie-Christine

  6. Adriana de Andrade Abreu says:

    Para ní£o ficar toda hora com rodeios sem saber me fazer entender…so peí§o uma coisa ….ní¢o pare de publicar seus livros sení¢o vai ser assim,mal termina um passa para outro!Ní¢o vai ter a mesma magia ,ler uma história sobre um manurcrito em um computador náo vai ajudar no idealismo da epoca…..o livro bem que deveria ter aquele ar de coisa antiga.Eu prefiro o livro.

  7. Adriana de Andrade Abreu says:

    Tem tudo a ver o que o Paulo Coelho escreveu….me desculpe e desconsidere meu primeiro comentario.Tava completamente sem sentido…minha opinií¢o é que precisamos nos concentrar mais naquilo que estamos fazendo . Prefiro os livros convencionais por comodismo e pra te-los sempre í  cabeceira.Ní¢o acho muito saudavel ficar muito on line!Tanto que fiz um comentí rio de manhí¢ depois de ler um comentí rio no G+ e misturei o assunto.Sí£o ví rias informaí§íµes ao mesmo tempo ……

  8. Adriana de Andrade Abreu says:

    Realmente é tudo uma questí£o de saber ver as coisas de uma forma nais madura,pois quem ní£o gosta procura ver coisas que agradem í  elas,tem pessoas que tem prazer em tentar fazer criticas só para melhorar a própria auto estima baixa. Devemos seguim em frente em que nos agrada e faz bem ao nosso ego sem olhar para os lados,sení£o a gente ní£o caminha!Um grande abraí§o,adimiro muito seu trabalho….adoro seus livros!

  9. Desculpe Sr. Paulo Coelho, descordo no sentido de que os nerds gostam de leitura especifica, tanto sí£o fissurados por Stars Wars, podendo explicar o sucesso de “a batalha do apocalipse”, no entanto, tenho que no Brasil as coisas sí£o diferentes, por essa razí£o outros generos literários, especificamente romances e poesia podem se dar bem na leitura on line, mas, ní£o vejo com apreí§o o fim da literatura impressa, porque há gosto para tudo e eu prefiro ler nos livros impressos, haja vista que nem sempre está disponivel a internet, podendo ser desligada no meio de uma leitura, outra coisa sí£o a energia dos aparelhos que podem acabar durante a leitura e, assim, outras mazelas que podem interromper a leitura on line, ademais, assim com eu, garanto que tem gente que gosta de terminar o capitulo do livro antes de encerrar a leitura, quanto a internet, ní£o deixo de dizer que é um meio bom de propaganda, divulgaí§í£o, etc, porém, ní£o acho que permita um aprendizado ortografico e de expressí£o, sobretudo nos sites sociais, tendo em vista que há muita abreviaturas, pseudonimos e outras corrupí§í£o da lingua, portanto, é um lugar de linguagem propria, no entanto, ní£o deve ser permitida, sob pena de corromper a lingua, todavia, gostei quando disse no ano passado, wem reportagem da folha de Sí£o Paulo, que preferia ser pirateado, pois, sua literatura seria mais conhecida, entendi o que quiz dizer, principalmente por vocíª ser um escritor.

  10. Brilhante! E o livro do Spohr é mesmo excelente! Belo texto!

  11. Rosana Souza says:

    Parabéns pelo comentário, muito bom!

  12. Empié says:

    A ver si es verdad y el perro que se pone encima de la paja que ni come ni deja comer se larga o mejor, que se quede con la paja, las personas comemos otras cosas.

    En fin, ya sabéis mi opinión, los puestos que generan prestigio, poder y dinero (sin mucho trabajo), es seguida se llenan de psicopatatas en mayor o menor grado, si les sigues el royo, pasas, si les descubres o cuestionas su estatus van a por ti. Tan antiguo como la humanidad, al final las personas eligen porque tienen algo de lo que los psicópatas carecen, corazón, por eso se afanan tanto en copiar las formar, porque no pueden dar contenido.

    Por cierto, me pasaré en breve por una fundación dedicada a un poeta, la última vez que me pasé, vi a más de uno de estos extraños seres con apariencia humana, rondando por allí­, no podí­a ser de otra manera, exclusividad, prestigio, y posibilidad de vivir muy bien, pura ciencia.

    Un saludo.

    1. toñi says:

      Tienes razón, hay mucho psicópata sin corazón por ahí­ suelto. Los psicópatas no tienen valores ni humanidad, por eso son psicópatas. Y van por ahí­ intentando hacer todo lo que pueden. Se trata de no ceder ni dejar que te fastidien. Hay psicópatas en todas las profesiones. Pero también hay personas buenas que no son psicópatas y si que tienen corazón y también tienen capacidad e inteligencia para echarnos una mano y ayudarnos.
      Suerte! Ya verás que todo sale bien y tus ideas verán la luz para ti y para ti! Un abrazo,
      Toñi.

    2. Empié says:

      íšltimamente hasta los psicopatas empiezan a portarse bien conmigo, esto es porque ya no hay puntos vulnerables por donde entrar, cuando intentan tirar un puyita de esas que sabes que van a por ti y el resto no se entera, no encuentran contestación porque la puya no llega, en seguida pasas al nivel siguiente de conciencia, allí­ como no te molesta nada, no discutes con nadie, todos te reclaman, y los psicópatas quieren que seas su amigo porque te ven influyente. En cualquier caso creo que para llegar a ese estado hay que aguantar muchas puyitas, estas son las que te hacen arder, y el fuego, te eleva si no dejas que se te vaya de las manos, al menos creo que es lo que me ha pasado a mi.

    3. toñi says:

      Tienes razón, cuando estás en un estado de ser contigo mismo…por mucho que te intenten descanalizar…no pueden. Yo a veces pienso que este mundo es un teatro en el que cada cual interpreta su papel lo mejor que puede o lo mejor que sabe. Y los psicópatas también. Yo a veces escucho disparates o explicaciones que me suenan vací­as y ni siquiera me inmuto, es como que ya no te importa lo que te quieren decir. No pueden provocar tensión en un estado de paz interior. Es lo que llaman estado de zen. Suerte en tu camino, no sé que camino es, pero me interesa un montón. Ya verás como al final serás el rey de tu propio reino. Un abrazo.
      Toñi.

  13. Eu achei legal vocíª ter falado daquele povinho metido a bom leitor, que se pensa intelectual e, pior, acha que é democrático. Já convivi com gente assim. Essas pessoas ní£o sí£o nada democráticas. Elas tíªm muita dificuldade com o novo, com o diferente. Para mim sí£o fascistinhas enrustidas.

  14. Marie-Christine says:

    In English

    The Internet is dead. Long live the Internectual.
    By Paul Coelho for ‘Revista Epoca’

    The news named ‘Literary World’ seems to apparently have retired from the book of Lamentations to-day. Nowadays, there does not seem to be a space in the media vehicle for serious discussion. The only best-seller lists are only publishing things for the youth. The Brazilians are not read abroad because no one is interested in translating what they do. The Cultural Minister has spent a fortune on Europalia, one of the most important cultural events of the Old World without gaining any result apart from wasting her budget.
    The event such as Flip have attracted the temporary interest but the authors that go there , after everything has been done and discussed do not go forward than what they have with their peers.

    Who are these peers?

    To detect intellectuals, one asks what is a ‘viral effect’? You will be told that it is probably an ‘epidemic of dengue fever’ but going further down and trying to know the meaning of a ‘Campus Party’ you will be told that they are organised parties in American Universities ‘ Campuses in training students. Finally, so as to dispel any doubts, play a trick, ask what they are saying and what they are thinking of the electric books. The answer automatically will be ‘The pleasure to smell the paper.’ as if the sense of smell interferes with reading or the ideas exposed in the text. I am not even going to suggest what they are trying to know with that or what is a ‘nerd’ because he will be looked up and down with contempt, and be made to leave from within the boundary they are discussing ‘The death of reading’ the topic of Gilles Deleuze or the theories from Ludwig Wittgenstein, For them, questions are irrelevant.

    Well, then we are going to clarify the terms mentioned above using an example ‘The viral effect’ (The commentaries on the Internet about a defined work that is propagating independently from the specialised critics) – an event like the one Eduardo Spohr has employed with his book ‘A batalha de Apocalipse’ ‘(The battle of Apocalypse.’) , in all the best selling lists with the help of a gigantic and spontaneous divulgation’ s machine that loomed up from Campus parties (bloggers mega-events that set-up camp for several days in various places around the world to discuss their ideas).The’Nerds” term – up to now pejorative – and for which the closest translation would be our famous C.D.F. organised the meetings, created connecting vessels and made their presence felt – without asking permission – the space then reserved for the ‘so-called erudites’ , who believe what people should or should not read – (even though nearly all of them call themselves democrats).

    So, what is going to happen?

    For the first time in history, we have unlimited access to the cultural goods.
    With the advent of the Internet, everybody can express what they think towards any themes, including also the Literary works. When someone wants to purchase a book, they are not looking at specialised critics but the people who have already read it. They can determined either the overall success or sudden death of a text.
    Has it always been like that?
    Of course. There has never been a better advertising than the word of mouth.
    In between, for a speedy reason of viral spreading (I repeat , I am not talking about the Asian Flu) where the unknown author starts the possibility to find “one’s place in the sun” in an effective way, independent from the traditional help from the medias. (The review ‘Epoca” was an exception, exposing before anyone in the world, the writer Eduardo Sphor as one of the 2011’s personalities.)

    But what do we need to do for this to happen?

    First of all, to know that the Internet is not a threat to reading., above all because it is a written way and for it to be written, it is necessary to read.
    Then to understand that the same way as the market moves, the style for writing also alters. The purists would say ; ‘It’s killing quality’
    Is that so?
    Let us go back into the past and see what they were saying:
    ‘He does not deserve it. Soon he will be forgotten.’ (1814-Lord Byron speaking about Shakespeare)
    ‘Flaubert is not a writer. (Le Figaro France’s Newspapers)
    ‘This book will only last a season’. making a comment on ‘The Great Gatsby” by F.S. Fitzgerald.
    The three writers criticised above – and that to-day you can find in any Brazilian Library – have broken radically with the current style of the time in which they lived. They chose to tell a good story contrary to the no-purpose of meta-language.These critics were part of respectable newspapers and one of them, Byron, remains a world literature reference. Even then, the power of the reader was the strongest.

    And what about me, how am I going? I must say – I play a part in it.

    I am not complaining. Even though critics have not always been very kind with me., I have never been absent in the press. In the month of April 2012, I have celebrated the Silver Jubilee of my first book. ‘O Diario de um Mago” despite the shared expectations of the decade of the 80s that ‘I was only a fashion phase.’,with the Internet advent, I started writing on the blogs and social communities expanding this way, expressing my opinions,.
    But I am an interested party when I see that a whole new generation of Brazilian writers are not taking advantage of the opportunities that are put in front of them. They are still suffering from what we still call ‘The Van Gogh’s Syndrome’ – being recognised only after death – They try to please the system, that has failed of a culture built by Ministers, funds and consolidated by mysterious and unreadable explanations. They waste a lot of energy in search of gratitude that is not there – but for which they believe is their right – To them , I say : -‘the means of production and spreading are within reach of – and this has never been possible before. If no one pays attention to what they are doing, don’t worry , go forward, because soon or later (rather soon than later) someone will understand what they are saying.
    Make the most of this unique moment and get to work, because the ones who dreams , these ones get a lot of work.
    In the year 2001, when Jimmy Stewart created Wikipedia (an Encyclopedia on line) manned by100,000 volunteers in several languages and numerous countries. I heard an editor saying ; ‘They have no credibility and nothing can substitute the Encyclopedia Britannica.’End of March of this year, the old Encyclopedia announced that as from now, they will no longer publish printed editions. After nearly 250 years of bright years having presided in the libraries of our parents, grand parents and ancestors, (here I come back thinking about the ‘smell of paper’ , a thing I must confess, I have never smelled.
    The Intellectual is dead. Long live the Internectual!

  15. Maria Cecilia Peixoto says:

    Paulo, ótimo texto. Eu ainda faí§o parte das pessoas que gostam de ler “ao vivo”. Ní£o é o cheiro do papel, mas pra mim existe uma magia que me une í quelas páginas, ní£o só enquanto estou lendo, mas também quando olho pra estante e vejo aquele livro. E de vez em quando retorno a ele, folheio, relembro passagens, …, coisa que eu ní£o lembraria de fazer ao ler um livro eletrí´nico. Mas concordo plenamente quando vocíª diz que “Quando alguém deseja comprar um livro ní£o vai procurar os comentários da crí­tica especializada, mas daqueles que já leram. Isso pode determinar o sucesso global ou a morte súbita de um texto.” Já li vários livros sugeridos por amigos no facebook e muitas vezes antes de ler um livro ou ver um filme, pergunto também no facebook se alguém já leu/ viu e se gostou.
    Agora quanto a mudar o conteúdo dos livros pra atender a um novo público, ní£o sei. Acho que uma boa literatura terá sempre o seu lugar entre aqueles que apreciam ler, seja pela internet ou pelos meios tradicionais.
    Um abraí§o!

    1. Leonardo says:

      Olá Maria Cecí­lia, eu sou um adepto dos leitores de livros eletrí´nicos (no meu caso, um Kindle da Amazon) mas respeito plenamente sua preferíªncia pelo livro em papel. Afinal o que vale mesmo é o conteúdo, o prazer da leitura, o fascí­nio, o conhecimento, a emoí§í£o proporcionada pelo livro e ní£o o meio onde ele é apresentado.

      Ainda assim gostaria de comentar que acredito que com o leitor de livros eletrí´nicos é muito mais fácil revisitar a obra, pois podemos pesquisar por uma determinada palavra ou frase, tornando mais ágil encontramos aquela passagem que tanto nos tocou. E sem falar na possibilidade de compartilhar as nossas anotaí§íµes e trechos preferidos.

      Mas essa é só minha preferíªncia.

      Pra descontrair, sugiro a leitura de um texto do genial (e saudoso) Millí´r sobre o dispositivo de leitura chamado “Local de Informaí§íµes Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas”: http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3689

  16. Wanderlaini Aparecida Rodrigues says:

    Sei que falta muito para os brasileiros perceberem isso.
    Mas eu gosto do cheiro de papel e sou “quase” viciada em livros de papel.

  17. toñi says:

    Hola!
    Bueno, en Wikipedia de Internet he encontrado muchas cosas interesantes.
    Toñi.

  18. Nero Zanotti says:

    Brilhante, assim como só uma pessoa brilhante pode ser. Uma das coisas que mais me irritam sí£o essas tais discussíµes sobre o que é bom ou ruim baseadas em alguns caras de muitos anos atras. É tí£o simples ver se algo tem qualidade, basta ver se este mesmo item consegue se manter no mercado no decorrer dos anos e ainda despertar interesse nas pessoas. Num mundo onde há tanta concorríªncia, somente os melhores sobrevivem. Obrigado pelas lúcidas palavras Mago dos Nerds! Sempre um orgulho ouvi-las

  19. Eluza says:

    Estava lendo seu texto e percebi que ele vem ao encontro de outra obra que também leio: O ponto da virada, do escritor Malcolm Gladwell. O livro fala exatamente sobre o momento que algo sai da linha do normal e se torna extraordinário. Leio o livro com um ponto de vista inovativo, pois é viés de minha profissí£o, mas ele serve para qualquer outra área, educaí§í£o, medicina, inclusive sobre livros fazerem sucesso ou ní£o.

  20. Fernanda Sansão says:

    Parabéns, Paulo, pelo texto jovial e cheio de energia.
    Sou uma jovem nerd terminando minha tese de doutorado em ciíªncias sociais e frequentemente me sinto oprimida diante deste rótulo intelectual mofado e cheio de regras obsoletas imposto pelo meio acadíªmico. Nunca me convenci dessa literatura acadíªmica que só pode ser lida pela própria academia e ní£o pelo público em geral, que em teoria seria incapaz de compreender o que está sendo dito.
    Ler seus apontamentos sobre as possibilidades oferecidas ao internectual sí£o um incentivo e tanto para deixar de lado os estereótipos e persistir no que realmente importa, que é a produí§í£o e o compartilhamento democrático do conhecimento.

  21. eleonora says:

    Signor Coelho trovo che lei sia uno scrittore straordinario.Aver avuto l’opportunití  di vederla da vicino non ha fatto altro che accrescere la stima e il bene che provo per lei.E’stato bello vedere persone di tutte le etí  fare la fila per parlarle,per ricevere il suo autografo.E’ stato bello vedere un uomo di pií¹ di sessant’anni , non voler passare avanti a nessuno..attendere con il libro”L’Alchimista”regalatogli per il suo compleanno.Ricordo la sua espressione, la sua gioia ,il suo orgoglio.Ricordo l’emozione nei giovani,nelle coppie ,nei bambini.Ricordo la mia emozione e non solo.Sono felice di aver perseguito il mio sogno,sono felice di averla conosciuta da vicino.Ho potuto vedere quanto ama i suoi lettori,quanto lei sia amato e rispettato. Con ammirazione a presto.Nel tempo che è stato e in quello che sarí  tutti hanno cercato e cercano novití  che permettono a tutti di seguire ,leggere ,condividere libri pensieri opere che altrimenti non avremmmo pai possibilití  di conoscere.

  22. Ivan Louro says:

    Qualquer sonho da trabalho.

    Sonhar constrói caminhos, dá a liberdade de chegar aonde vocíª sonha em chegar.
    Acreditar, ter fé.
    Saber que estamos todos submetidos as ilustres forí§as de um TODO poderoso que gira junto a algo incalculável é algo que nos abre um leque de possibilidades rumo ao que se pode fazer, o que queremos fazer.

    ” O poder está aí­ para todos os homens, no campo, cidade ou em qualquer lugar, está dentro de um coraí§í£o que bate forte em busca de plenitude e realizaí§í£o.”

    Obrigado sempre.

  23. sofia says:

    ME INTERESA SABER COMO PUEDO ADQUIRIR SUS LIBROS EN INTERNET PARA PODER LEERLOS EN ESTE MEDIO

  24. criststar11 says:

    “Gastam uma imensa energia em busca de reconhecimento que já ní£o está nas mí£os daqueles que pensam dete-lo.
    A esses eu digo: os meios de produí§í£o e divulgaí§í£o estí£o ao seu alcance – e isso nunca aconteceu antes. Se ninguém presta atení§í£o ao que estí£o fazendo, ní£o se preocupem: continuem adiante, porque cedo ou tarde (mais cedo que tarde) alguém entenderá o que dizem.” Estoy perfectamente de acuerdo con usted… la base del ser no es l´accion, la base del ser es “ser”. Si uno no “es” nad puede funccionar. Todo parte del ser, de su connexion con el alrededor, de lo que esta en su alcance . Increible entiendo el portugues ahahahahah, algo me esta pasando. Cuando lo habla me resulta mas dificí­l. Leerlo es mas facil ;) Su nuevo tema acerca de Accra es una cosa fondamental. Accra-Acropolis, tienen la misma raí­z? Bueno le envio tanta luz Paulo! Un abrazo, Cris

  25. Marco Gomes says:

    Excelente texto! Eu tambem nunca entendi esse papo de “cheiro de papel” como justificativa p/ desmerecer o livro eletronico e o poder das obras digitais. Muito bom saber que alguem tao importante qnto vc tem esta mesma posicao.

    Uma pequena correcao no texto: o sobrenome do Eduardo é Spohr, com H após o O :) A Batalha o Apocalipse é um dos melhores livros que li, tenho a 1a edií§í£o, underground, tiragem de 5 mil cópias vendida de forma independente (sem editora) pelos amigos nerds :)

    1. Leonardo says:

      É uma pena que alguns jovens escritores pensam da mesma forma sobre o “cheiro de papel”. Ouvi algo parecido de um deles, em um evento na Livraria Cultura de Brasí­lia no ano passado. Ao ser perguntando sobre edií§íµes digitais de sua, ainda, recente obra, o escritor disse que ní£o havia previsí£o e uma das justificativas foi “o cheiro de papel” (ní£o lembro se as palavras foram exatamente as mesmas – provavelmente ní£o).

  26. Pasquale says:

    O texto está ótimo, quem acha que a internet ní£o tem validade parou em 1990 e lá vai ficar.
    Apesar de eu ainda gostar da mí­dia impressa pois é mais confortável (e saudável) de ler, mas os meios digitais agora sí£o parte obrigatória do processo de qualquer profissí£o.
    *PS Vocíª deixou escapar um “expontí¢nea”. :)

    1. Paulo Coelho says:

      Caramba, #fail total. Já corrigi, muito obrigado

  27. Sou do tipo que pensa realmente na liberdade de informaí§í£o que a Internet oferece, e vejo com muita clareza os benefí­cios que isso traz para toda humanidade…Em todos os sentidos, menos num bem simples e contudo tí£o importante quanto todas essas possibilidades que a web oferece…

    A leitura de um livro de papel, sem descartar os benefí­cios da web (como já disse) ao menos para mim, posso dizer que é muito prazeroso, e sugiro que as novas geraí§íµes ní£o deixe-os de lado, experimente-os…Nossos olhos estí£o acostumados a um tipo de luz natural que os faz bem, e apenas lermos digitalizados ní£o é exatamente adequado…

  28. simone says:

    Paulo,
    As pessoas em geral sí£o muito agarradinhas, penso que ser moderno é estar confortável com o que está acontecendo hoje, agora. Renovar é crucial para a mente nao envelhever e ní£o adoecer. Adorei, Obrigada !!!

  29. Giuliana says:

    Ní£o espero que esse comentário seja lido agora, depois de tantos í  frente, porém me sinto no dever de relatar minha experiíªncia. Concordo absolutamente com o que o texto disse, se ní£o fosse pela maravilha da comunicaí§í£o informal da internet, eu nunca teria vontade de ler uma obra sua, ou aspiraria querer saber sua opinií£o sobre determinado assunto e, na maioria deles, admirá-lo. Como bem citou as crí­ticas ní£o foram lá tí£o amáveis com seu estilo, bombardeando assim sua imagem como escritor. Isso acabou interferindo no meu interesse sobre as suas obras, mas depois do acesso que pude ter ao que vocíª escrevia, pensava e gostava, tive a chance de decidir por mim mesma se gostava ou ní£o do seu estilo, e entí£o a querer conhecer e ler cada vez mais seus textos e livros. Ní£o cabe ao intelectuais de plantí£o ditarem o que tem conteúdo e o que ní£o tem, mas sim, como sempre, ao povo. E é isso que a internet faz, é esse o seu poder, a propagaí§í£o da decisí£o própria, da verdadeira liberdade de expressí£o.

  30. Giuliana says:

    Ní£o espero que esse comentário seja lido agora, depois de tantos í  frente, porém me sinto no dever de relatar minha experiíªncia. Concordo absolutamente com o que o texto disse, se ní£o fosse pela maravilha da comunicaí§í£o informal da internet, eu nunca teria vontade de ler uma obra sua, ou aspiraria querer saber sua opinií£o sobre determinado assunto e, na maioria deles, admirá-lo. Como bem citou as crí­ticas ní£o foram lá tí£o amáveis com seu estilo, bombardeando assim sua imagem como escritor. Isso acabou interferindo no meu interesse sobre as suas obras, mas depois do acesso que pude ter ao que vocíª escrevia, pensava e gostava, tive a chance de decidir por mim mesma se gostava ou ní£o do seu estilo, e entí£o a querer conhecer e ler cada vez mais seus textos e livros. Ní£o cabe ao intelectuais de plantí£o ditarem o que tem conteúdo e o que ní£o tem, mas sim, como sempre, ao povo. E é isso que a internet faz, é esse o seu poder, a propagaí§í£o da decisí£o própria, da verdadeira liberdade de expressí£o.

  31. Natasha Novínsky says:

    Paulo…
    Obrigado…Beijos carmim…

  32. A internet subverteu as noí§íµes de tempo e do espaí§o, deu voz ao cidadí£o comum e conectou culturas. A própria imprensa mudou a forma como escreví­amos, e ní£o há como ser diferente com a forí§a transgressora da web.
    Quais mí­dias sobreviverí£o, quem dirá serí£o as próximas geraí§íµes. Porém, ní£o acredito que o homem tenha poder para, um dia, abrir mí£o da literatura e da palavra escrita. Tanto quanto ní£o temos poder para abrir mí£o da imaginaí§í£o e do sonho.

  33. JOELLE says:

    La lecture est une chose singulière . La meilleure faí§on de lire est de lire et d’apprendre í  lire est de prendre n’importes quels textes, tout le monde n’est pas Shakespeare, Victor Hugo ou vous Paulo . L’interactif est trop cher pour certains et je m’étonne que vous n’ayez pas le goí»t des anciens carc’est quand míªme eux qui nous ont donné envie de parcourir les livres . Et l’odeur du papier est le travail des fabricants et des relieurs . Cela donne du travail í  beaucoup de personnes et le Brésil est pauvre , il y a besoin d’emplois . Mais je respecte les autres mais ne faut-il pas redonner le goí»t de lire en écrivantcomme avant des petits récits dans les journaux . Cela donne le plaisir de suivre l”histoire . Peut-íªtre íªtes vous fatigués de voyager, il faudrait étudier une meilleure faí§on de communiquer . Moi j’ai pris plaisir í  tourner les pages de vos livres en lisant l’Alchimiste,le Zahir et l’Aleph . Merci Paulo d’écrire d’aussi beaux livres et d’íªtre le maí®tre de tous mes quíªtes í  la recherche de moi-míªme . J’ai découvert beaucoup de moi .

  34. Hector says:

    Admito que el internet me ha ayudado mucho aprendiendo de muchos autores que desinteresadamente han puesto sus libros a nuestra disposicion Gratitud a todos ellos!!!

  35. Donadi says:

    í“timo texto.
    Escrever dois livros foi catarse, para mim. Tive apoio p/publicá-los e ní£o quis.
    Ní£o sei qual a sí­ndrome, mas deixarei para reciclagem.
    Minha biblioteca está minguada. Só ní£o me desapeguei dos seus livros.
    Já senti cheiro de papel e ní£o foi agradável (melhor nem pensar).
    Meu tempo é agora e tento seguir o progresso.

  36. Paulo Lourençon says:

    A verdade é que, seja o livro com o cheirinho de papel, tinta da impressí£o ou a leitura em um computador, vinda da wikipédia (leitura on-line) a pobreza intelectual brasileira continua.
    Ao passar o tempo, o ser humano corre o risco de embrutecer cada víªz mais diante das ramelas sociais, polí­ticas e financeiras.
    Me diga, onde e qual naí§í£o atualmente incentiva a leitura de bons e variáveis temas de leitura, de escritores, autores e assim por diante? Precisamos importar isto urgentemente e enfrentar com sabedoria o desinteresse da classe polí­tica brasileira de tornar o povo brasileiro mais culto, mais sábio, porque quanto mais ignorante e desinformado a populaí§í£o, melhor e mais fácil para surrupiar.
    Buscar formas de tornar o Brasil mais rico intelectualmente, fará com que o povo ní£o se submeta tanto quanto tem sido feito por uma cara polí­tica tí£o desqualificada, onde poucos se faz valer a riqueza pura da politica.
    Mesmo tentando manter um povo desinformado, perderiam poder de persuadir, envolver, convencer da maneira que querem, porque passariam a enfrentar um povo bem mais preparado para cobrar, exigir e realizar.
    Ter aceeso fácil e gratuí­to a leitura dos mais inúmeros e diversos temas da sociedade mundial e de forma a pegar gosto pela leitura vai auxiliar a uma naí§í£o ou várias naí§íµes ní£o embrutecer com o passar do tempo.
    Já li vários livros de Paulo Coelho, e todos que li me fíªz navegar com a imaginaí§í£o, curtir, entender e partilhar com amigos traí§ando comparativos entre a leitura, realidade e realidade dos temas.

  37. SADE says:

    Parabéns, Paulo! Adoro seus escritos e mais uma vez concordo com vocíª. Os ”internectuais ‘ estí£o vindo com tudo!

  38. Wilson R. says:

    .

    No princí­pio, poucos escreviam para poucos. Depois, poucos para muitos. Hoje, muitos para muitos. É a democratizaí§í£o da escrita por meio dos blogues. Eu acho fantástico!
    Já nos livros eletrí´nicos, vejo grande utilidade na área didática, principalmente por causa do hipertexto – os EADs precisam explorar mais esse recurso. Entretanto, o livro impresso está longe de acabar, principalmente no Brasil, onde temos certa resistíªncia em comprar algo que ní£o podemos tocar, colocar debaixo do braí§o (vide nossos recordes de pirataria). Até o papo ecológico, hoje tí£o em moda, vai por água abaixo quando pensamos nos resí­duos que geram os componentes eletrí´nicos dos e-readers e similares – bem mais nocivos que o papel fabricado com madeira de reflorestamento que zera carbono e coisa e tal.
    Mas, o cerne da questí£o que vocíª levantou é a literatura e sua divulgaí§í£o. Sim, ela está aí­ e sempre estará, mesmo que vejamos alguns “intelectuais” lamentarem que “tudo o que havia para ser escrito já foi”. Tsc. Qual nada, estamos apenas comeí§ando.

    Abraí§os.

    .

  39. Claudio Aparecido Rangel says:

    …Querido Paulo, também acho que está no momento de me laní§ar sem o trauma de me ferir nas laní§as da crí­tica estonteante pela linguagem perfeita, aja vista, que apesar de ter tentando me aprofundar nas regra acadíªmicas, e enfrentado barreiras sociais e pessoais, para quem escreveria hoje? Ní£o estaria auxiliando, em nada despertaria.

  40. Franklin L Gonçalves da Silva says:

    Parabéns pelo artigo! Hoje eu leio mais livros eletrí´nicos que escritos, tive que ler alguns livros escritos para minha monografia, pois ní£o encontrei exemplares eletrí´nicos, 90% de minha monografia foi escrita através de livros eletrí´nicos. Concordo que vivemos realmente um momento único e que devemos aprovei-talo ao máximo, e eu tenho aproveitado bastante!!!! E digo que hoje ní£o sei mais viver sem meu iPad. O progresso é inevitável e essa nova tendencia eletrí´nica vencerá a relutí¢ncia de alguns em adota-los. E o intelectual jamais morrerá e ele simplesmente evoluirá para novas tendencias modernas.

  41. Patrícia says:

    Acredito que os livros eletrí´nicos, assim como a facilidade de comunicaí§í£o atual tem todos esses pontos positivos citados á cima, porém principalmente nos livros dedicados ao nosso público jovem, encontramos textos e enredos fracos, e como esses leitores tem o hábito de utilizar a internet, esses mesmo material precário acaba virando best-seller sem necessariamente ser bom. Sendo assim outros leem o mesmo texto e acabam também gostando, mas ní£o por terem formado uma opinií£o e sim por ní£o terem base do que tem qualidade. Visando que os livros mais vistos hoje em dia e que sí£o mais acessí­veis ao povo ní£o sí£o clássicos. E sim obras de escritores quaisquer que um dia acharam que escrevem bem e resolveram postar em algum lugar, e que por sorte acabaram sendo vistos.

    1. Paulo Coelho says:

      mas voce nao acredita que o povo nao sabe escolher, nao é verdade? Porque quem determina o que é “fraco” nao é o intelectual. Veja os comentarios sobre Shakespeare, Flaubert e Fitzgerald no texto

    2. Tenho quase certeza que vocíª está falando de Crepúsculo certo?
      Ela realmente é uma obra precária.

      Se vocíª dizia de Harry Potter, bem, é uma obra para crianí§as, que culpa tem a autora se as crianí§as cresceram e continuaram a ler seus livros?

      E agora vocíª diz que as Crí´nicas de Fogo e Gelo sí£o fracas? Por que este livro foi escrito para adultos, entí£o tem um enredo forte.

      Sí£o como os livros do Paulo Coelho, possuem ótima narrativa e histórias.

      Quando ní£o gosta de livros por terem uma narrativa fraca, ní£o busque livros para crianí§as ou para adolescentes que querem ver um cara musculoso depilado que ní£o sabe o que é uma camisa que deveria ser um lobisomem.

    3. Rosana Souza says:

      Concordo quando diz que qualquer sonho dá muito trabalho, tudo que desejamos incessantemente sempre nos consome muita energia seja ela psí­quica ou motora, com ou sem sensatez mas o importante é que nunca desistamos de nossos ideais. Parabéns pelo texto.

  42. osvaldo m. says:

    Infelizmente aida ha muita gente que precisa cair no buraco pra perceber que essa estrada acabou. A autoestrada agora ta na nuvem…

  43. Elke says:

    Concordo plenamente!!! Isso sim é a democratizaí§í£o da leitura!!! Ser acessí­vel e ter prazer nisso é o que todo escritor deveria almejar, quanto ao reconhecimento se realmente for bom, um dia ele vem!

  44. Mariana says:

    Muito bacana o artigo! Parabéns!

  45. Eriona says:

    Le Roi est mort! Vive le Roi!

  46. Thiago Nunes says:

    Há os que escrevem por amor, porque os pensamentos transbordam até os dedos, e no papel ou teclado fica exposta sua coragem. Em seguida há os que escrevem em busca de obter ganhos, os que escrevem para ensinar, os que escrevem para relatar a história, os que escrevem para fazer rir e chorar.

  47. Parabéns pelo texto! Realmente o livro electrónico foiia melhor coisa já inventada. Hoje leio muito mais do que li em toda a vida! Agora posso carregar todos os meus livros com apenas 500g e isso por si só é perfeito!