2013 Encerrando ciclos


Illustration by Ken Crane

Ní£o consegui comprovar o autor deste texto, que circula na internet como se eu o tivesse escrito – até o momento pelo menos dez pessoas clamam sua autoria. Resolvi transcreve-lo aqui com modificaí§íµes que fiz
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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capí­tulos.
Ní£o importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relaí§í£o? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro paí­s? A amizade tí£o longamente cultivada desapareceu sem explicaí§íµes?
Vocíª pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que ní£o dará mais um passo enquanto ní£o entender as razíµes que levaram certas coisas, que eram tí£o importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmí£os, todos estarí£o encerrando capí­tulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerí£o ao ver que vocíª está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou ní£o voltará: ní£o podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligaí§í£o com quem já foi embora e ní£o tem a menor intení§í£o de voltar.

As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tí£o importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordaí§íµes, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visí­vel é uma manifestaí§í£o do mundo invisí­vel, do que está acontecendo em nosso coraí§í£o… e o desfazer-se de certas lembraní§as significa também abrir espaí§o para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto í s vezes ganhamos, e í s vezes perdemos.

Ní£o espere que devolvam algo, ní£o espere que reconheí§am seu esforí§o, que descubram seu gíªnio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisí£o emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como vocíª sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Ní£o há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que ní£o sí£o aceitos, promessas de emprego que ní£o tíªm data marcada para comeí§ar, decisíµes que sempre sí£o adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de comeí§ar um capí­tulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituí­vel, um hábito ní£o é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difí­cil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Ní£o por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já ní£o se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Esqueí§a quem vocíª era, e passe a ser quem é.

FELIZ 2011!