O problema continua?

Consulado do Brasil, manifeste-se por favor

Date: Fri, 15 Mar 2013 22:46:43 +0100
Subject: AJUDA/ AYUDA URGENTE- INDIGNANTE

Caros amigos

Os pido ayuda. La esposa del portero de mi urbanización, una brasileña casada con un español, Telma de Souza Lima, tiene a su madre, Equitéria de Souza Lima, detenida en el aeropuerto de Barajas por no llevar con ella la carta de invitación y Euros suficientes para su estancia.

Resulta que Telma está casada con un ciudadano español, Diego Viedna Artero, y su madre ha venido a España ayudarla porque Diego se encuentra ahora mismo ingresado en el hospital Infanta Sofia, en fase terminal de cáncer. Le quedan pocos dias o semanas. Por eso, la señora Equitéria, ha salido desde Brasil sin esos documentos; porque Telma, ocupandose de su marido, no ha pensado en esa posibilidad. Detalle: no es la primera entrada de Equiteria en España.

Telma tiene ahora mismo a una abogada con ella en el aeropuerto, pero la policia de fronteras ha emitido sentencia de deportación para mañana a las 15 horas y hay poco que se pueda hacer. A no ser que los medios de comunicación, tanto en Brasil cuanto en España se muevan, o algun contacto en Ministerio de Exterior en España, o el Consulado de Brasil, o algún Juez de peso que se pueda pronunciar o intervenir contra esa injusticia profundamente indignante y deshumana, Equiteria volvera a Brasil mañana a las 15 horas, y Telma se quedará sin el apoyo de su madre en esos momentos dificiles.

Os agradezco de corazón a los copiados en BCC, si podeís enviar ese mensaje a los medios a los cuales tienen aceso en los dos lados del Atlantico, o personas de influencia política que sé que conocen, para que una decisión absolutamente arbitraria un policia de fronteras impida a una persona humilde de apoyar a su hija en ese momento de perdida y dolor.

Muchas gracias por qualquier ayuda,

Iona de Macedo TEL: +34 639 185121

Manual de matar trolls

troll

“E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora”(João, 2:15)

1] Bullying (trolagem) só ocorre com quem tem alguma relevância. Se voce está sendo trolado, é porque está acima da média.
Não concorda? Basta ir para algum portal, abrir uma noticia de celebridade, e olhar os comentários. Qualquer celebridade – seja ela artista, política, esportista.
2] A anonimidade na internet é covarde. Os trolls são pessoas com um comportamento doentio, mas que podem causar mal aos mais fracos.
3] Só existe uma maneira de reagir: deixando bem claro que qualquer coisa que escreverem sobre você terá consequências no futuro. Talvez não no próximo mês, nem no próximo ano, mas um dia eles vão precisar de sua ajuda.
4] E você, claro, não vai ajudar. Porque tem um a lista com o nome de todos os que pertencem às trevas.
5] crie esta lista agora. Mantenha-a atualizada. E desta maneira voce sempre terá a última palavra.
Os trolls não merecem respeito, porque não respeitam ninguem, e se acham o máximo porque ingenuamente pensam que estão atuando de maneira anônima.

NOTAS
Muita gente pode dizer: “isso é vingança!”. Nada mais errado. Você merece respeito – e respeito é uma conquista, não uma coisa que deve tomar como garantida.
Cabe a você lutar contra aqueles que querem cobrir o mundo de negatividade e de trevas.
Quando eu era jovem fui muito trolado na escola. Os outros me atacavam para poder brilhar. Eu não tinha como me defender, e tudo que pude fazer foi esperar o momento do contra-ataque, qeu sempre surge.
Podia também me dar por vencido, acreditar que não valia nada. Mas desde sempre tive essa idéia do “guerreiro da luz”, aquele que está sempre sendo testado, e precisa aceitar desafios.
Nesta altura (devia ter uns 16 anos) resolvi criar duas listas. A de pessoas que me apoiavam e me ajudavam (Lista da Luz) e a dos que insistiam em me colocar para baixo ( Lista Negra)

Hoje em dia já não me ocupo mais disso, mas meu escritório varre sistematicamente a internet, e anota os nomes da lista negra.
Nestes dez anos passados, por exemplo, pelo menos umas 150 pessoas que me atacaram vieram me pedir favores.
Achavam que eu tinha esquecido. Um deles inclusive veio me pedir voto para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, da qual sou membro.
Outros, escritores e musicos aspirantes, que pediam um apoio para seus trabalhos mas que não hesitavam em falar mal em comunidades sociais.
Claro que nunca me lembro de quem fala mal, e raramente leio o que escrevem. Mas antes de fazer qualquer favor eu consulto meu escritório.
ee o nome estiver ali, serei muito gentil mas farei questão de lembrar à pessoa o que ela disse, e por essa razão não me julgo “à altura” de fazer qualquer coisa.

ANEXOS
A Lei de Jante (Portugues)
11 Facts about Bullying
A few real life cases young kids committing suicide as a consequence of cyberbullying
 
 

Os dois meninos

black-outline-two-boys

black-outline-two-boysUma velha história árabe conta que dois meninos – um rico e um pobre – voltavam do mercado. O rico trazia biscoitos untados com mel, e o pobre trazia um pedaço de pão velho.

– Deixo você comer meu biscoito, se bancar o cão para mim – disse o rico.

O menino pobre aceitou e, de quatro na calçada, começou a comer as guloseimas do menino rico.

O sábio Fath, que assistia a cena, comentou:

– Se este menino pobre tivesse um pouco de dignidade, ia terminar descobrindo uma maneira de ganhar dinheiro. Mas ele prefere tornar-se o cão do menino rico, para comer seu biscoito.

“Amanhã, quando for grande, fará o mesmo por um cargo público, e será capaz de trair seu país por uma bolsa de ouro.”

2013 Encerrando ciclos


Illustration by Ken Crane

Não consegui comprovar o autor deste texto, que circula na internet como se eu o tivesse escrito – até o momento pelo menos dez pessoas clamam sua autoria. Resolvi transcreve-lo aqui com modificações que fiz
______________________________________

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Esqueça quem você era, e passe a ser quem é.

FELIZ 2011!

Por que Deus não nos ajudou

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Mestre e discípulo caminham pelos desertos da Arábia. O Mestre aproveita cada momento da viagem para ensinar ao discípulo sobre a fé.

– Confie suas coisas a Deus – dizia.

– Porque Ele jamais abandona seus filhos.

De noite, ao acamparem, o Mestre pediu que o discípulo amarrasse os cavalos numa rocha próxima. O discípulo foi até a rocha, mas se lembrou do que aprendera durante aquela tarde. “O Mestre deve estar me testando. Na verdade, devo confiar os cavalos a Deus”. E deixou os cavalos soltos.

De manhã, descobriu que os animais haviam fugido. Revoltado, procurou o Mestre.
– O senhor não entende nada sobre Deus! Ontem aprendi que devia confiar cegamente na Providência, entreguei a Ele a guarda dos cavalos, e os animais desapareceram!

Deus queria cuidar dos cavalos – respondeu o Mestre.

– Mas, naquele momento, Ele precisava de suas mãos para amarrá-los, e você não as emprestou.

Voce vai morrer em 30 dias

#FAIL

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O leilão da virgindade da brasileira Catarina Migliorini, 20, foi encerrado nesta quarta-feira com o lance de US$ 780 mil (o que equivale a cerca de R$ 1,5 milhão). O último lance computado pela virgindade da brasileira foi dado hoje por um japonês identificado apenas como Natsu.

Catarina disse que era virgem e que tem exames para provar essa condição. Ela se dispôs a ir a um médico de confiança do ganhador do leilão para ser examinada. A catarinense se disse preocupada com o final do leilão.

O russo Alexander Stepanov, que também leiloava a virgindade, encerrou com o lance de US$ 3.000 (cerca de R$ 6.000) vindo do Brasil. O comprador é identificado no site apenas como Nene B., mas não é informado o sexo da pessoa.

A “experiência” dos dois jovens faz parte do documentário “Virgins Wanted”, que conta a história de dois jovens antes e depois da primeira vez.

Segundo os produtores do filme, Catarina se entregará a um estranho a bordo de um avião entre a Austrália e os Estados Unidos. Serão feitas muitas entrevistas antes e depois do ato sexual, mas quem vencer o leilão terá a opção de permanecer anônimo. O ato sexual não será filmado.

A garota também pretende usar o dinheiro para estudar medicina na Argentina. “Já estava até matriculada, mas decidi adiar e vou em 2013. Tenho 20 anos, sou responsável pelo meu corpo e não estou prejudicando ninguém”, disse em entrevista à Folha.

SOURCE: FOLHA DE SÃO PAULO

É permitido trollar

Voltemos um pouco ao passado.

Mais precisamente, para uma pequena cidade perto de Estrasburgo, onde possivelmente existe um mosteiro. Uma grande peste ameaça destruir a cultura. Os monges já detectaram o perigo, e estão fazendo um esforço gigantesco para acabar com ela antes que se espalhe pelo mundo inteiro.

Quem é o responsável por tudo isso? Um charlatão, um polidor de espelhos que prometia “captar a luz sagrada das relíquias de santos”. Um expatriado, sempre devendo dinheiro aos seus vizinhos. Mas não basta atacar sua honra; é preciso também destruir a máquina infernal que inventou, e onde reproduziu, sem muito esforço, cópias em série de um poema. E se resolver fazer a mesma coisa com a Biblia, tratada com respeito e dignidade por homens que dedicaram a vida inteira a copiar exemplares únicos? O livro sagrado já poderá ser lido por todos – e isso fará com que surjam outras opiniões a respeito do que está escrito ali.

O polidor de espelhos, com sua infernal máquina onde as letras podem ser utilizadas mais de uma vez e em ordem diferente, continua seu trabalho apesar de toda a oposição. E decide que a Bíblia deverá ser o primeiro livro a ser impresso, desta maneira preservando o saber ali contido. Em meados do século XV, saem os primeiros exemplares. O polidor de espelhos – hoje em dia conhecido apenas pelo seu nome de família, Gutenberg – morre na miséria. Mas seu invento chama a atenção dos ricos mercadores de Veneza, que o disseminam rapidamente. Pouco tempo depois, estão sendo impressos livros de todos os tipos; o pensamento começa a viajar, as heresias se multiplicam, a sabedoria se espalha e a poderosa Igreja – que mantinha a cultura debaixo de seu jugo – assiste impotente o que a história chamaria mais tarde de Renascimento.

Essa historia todo mundo conhece.

A cultura foi democratizada não porque apareceu um escritor capaz de inventar um estilo diferente – mas porque apareceu uma tecnologia nova. Cada mudança de tecnologia provoca gigantescas comoções sociais, que podem atrasar um pouco sua disseminação, mas que termina se impondo. Lembrem-se dos quebra-quebras da revolução industrial. Ou das greves de camponeses provocadas pelo advento da máquina de colher grãos.

Ou então, dando um salto para o momento presente, do surgimento da internet. A industria cultural é pega de surpresa. Em vez de procurar entender o que está acontecendo, chama um batalhão de advogados para resolver o problema. Os advogados proíbem um site de distribuição de música, e surgem vários para substitui-lo.

A massa “anárquica” de internautas se une em nome de uma causa única e faz com que congressistas americanos mudem da noite para o dia seus votos que aprovavam a lei que Hollywood tentava impor – conhecida pelo acrônimo de SOPA (Stop Online Piracy Act).

Essa história quase todo mundo conhece.

Mas será que conhecem o que está acontecendo no Brasil neste momento? O histórico do caso é simples e uso as palavras de um amigo meu para descreve-lo.

O blog “Livros de Humanas”, mantido por um estudante da USP, Thiago Candido, ( @_tcandido ) compartilhava PDFs de livros adotados em cursos de ciências humanas. Muitos autores testemunharam que o compartilhamento aumentava as vendas dos livros (o que eu já sabia, como podem LER AQUI ). O responsável pelo blog recebeu agradecimentos em teses e dissertações, porque possibilitava que muita gente lesse o que jamais teria condições se tivesse que comprar tudo. A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) entrou com uma ação em nome de duas editoras, mas exigiu a retirada de todo o site do ar. Desde então, a Editora Contexto, uma das supostamente representadas na ação, já se desfiliou da ABDR.

Os autores que tinham livros pirateados lá e que já declararam apoio ao Livros de Humanas incluem: o maior antropólogo brasileiro, Eduardo Viveiros de Castro, o poeta Eduardo Sterzi, o poeta e jurista Pádua Fernandes, a ficcionista Veronica Stigger, o premiado escritor inglês Neil Gaiman, o designer gráfico e poeta André Vallias, a tradutora Denise Bottmann, o ensaísta e Doutor em Literatura Alexandre Nodari, a editora Cultura e Barbárie, a Azougue Editorial, o professor Pablo Ortellado, da USP, o professor de literatura latino-americana na Universidade de Tulane, Idelber Avelar etc. etc.

É uma lista imensa onde faltava o meu nome – simplesmente porque não sabia que isso estava acontecendo. Agora que sei, estou assinando embaixo.

Não embaixo de petições, que julgo absolutamente ineficientes; é muito fácil assinar e depois esquecer o assunto.

Estou assinando embaixo deste post, pedindo que enviem à ABDR uma cópia do mesmo, ou algo que você mesmo(a) escreveu a respeito.

Aqui está o site deles: http://www.abdr.org.br/site/ e o telefone: (011) 5052 5965

Neste caso, é permitido trollar.

Porque quebrar um copo significa sorte

Numa reunião em minha casa, alguém quebrou um copo. “Isto é sinal de boa sorte”, disse minha mulher.

Todos os presentes conheciam esta tradição. Quebrar copo, derramar açúcar sem querer, entornar vinho, são sinais de boa sorte.

“Por que isto é sinal de boa sorte?”, perguntou um rabino que fazia parte de nosso grupo.

“Não sei”, disse minha mulher. “Talvez seja um antigo costume, de deixar sempre o hóspede à vontade”.

“Não é a explicação correta”, disse o rabino. “Certas tradições judaicas dizem que cada homem tem uma cota de sorte, que vai usando no decorrer de sua vida. Pode fazer com que esta sorte renda juros, se usá-la apenas para coisas que realmente necessita – ou pode desperdiçá-la à toa.

“Também nós, judeus, dizemos ‘boa sorte quando alguém quebra um copo. Mas isto significa: “que bom, você não desperdiçou sua sorte tentando evitar que este copo quebrasse. Então, vai poder usá-la em coisas mais importantes”.

Você

Você não é o que aparenta ser nos momentos de tristeza. É muito mais que isso.

Ouça seu coração.

Lembre-se das pequenas lutas travadas em todos os dias de sua vida: você sobreviveu a elas. Só isto já é motivo de orgulho.

Enquanto muitos já se foram, por razões que nunca com¬preendamos, você continua aqui. Por que Deus levou pessoas tão incríveis, e deixou você? Porque sua vida ainda tem um sentido. Mesmo que não lhe seja claro.

Neste momento, milhões de pessoas já desistiram: não se aborrecem, não choram, não fazem mais nada. Apenas esperam o tempo passar.

Perderam toda e qualquer capacidade de reação.

Você, porém, está triste. Se ainda tem esta capacidade, é porque sua alma continua viva. E se sua alma continua viva, o Paraíso é possível.

O intelectual está morto. Viva o internectual

Paulo Coelho, especial para Revista Época

As notícias do chamado “mundo literário” parecem retiradas do livro das lamentações de Jó: já não há mais espaço nos grandes veículos de mídia para discussões sérias, a lista dos mais vendidos só publica coisas para a garotada, os brasileiros não são lidos no exterior porque ninguém se interessa em traduzi-los. O Ministério da Cultura gastou uma fortuna na Europalia, um dos mais importantes eventos culturais do Velho Continente, sem conseguir absolutamente qualquer resultado além de dilapidar seu orçamento. Eventos como a Flip chamam atenção provisória, mas os autores que ali se apresentam, depois que tudo é dito e discutido, não ganham outra projeção além da que já tinham junto aos seus pares.

Mas quem são esses pares?

Para detectar intelectuais, pergunte o que é um “efeito viral”: dirão que trata-se de uma epidemia (possivelmente de dengue). Vá mais adiante e procure saber o que é uma “campus party”: respondem que são festas organizadas em campi de universidades americanas na formatura de alunos. Finalmente, para tirar qualquer dúvida, peça que digam o que pensam dos livros eletrônicos. A resposta inevitável será: “gosto do cheiro do papel”, como se odor interferisse na leitura ou nas idéias expostas no texto.
Não vou sequer sugerir que procurem saber com eles o que é “nerd”, pois será olhado de alto a baixo com desprezo, e retirado a força do recinto onde estão discutindo a morte da leitura, a atualidade de Gilles Deleuze, ou as teorias de Ludwig Wittgenstein. Para eles, suas perguntas são irrelevantes.

Pois bem, vamos esclarecer os termos citados acima usando um exemplo. O efeito viral ( comentários na internet sobre determinada obra, que se propaga independente da crítica especializada) fez com que Eduardo Spohr colocasse seu livro “A Batalha do Apocalipse” em todas as listas dos mais vendidos, com a ajuda de uma gigantesca e espontânea máquina de divulgação surgida nas campus parties (mega-eventos de blogueiros que acampam durante alguns dias em diversas partes do planeta para discutir idéias). Os “nerds”, termo até entao depreciativo e cuja tradução mais próxima seria nosso famoso CDF, organizam os encontros, criam vasos comunicantes, e ocupam de maneira avassaladora – sem pedir licença – o espaço então reservado para os pseudo-eruditos, que sempre julgaram conhecer melhor o que o povo deve ou não deve ler (embora em quase sua totalidade se digam democratas).

Então, o que está acontecendo?

Pela primeira vez na história temos acesso irrestrito aos bens culturais. Com o advento da internet, todos puderam expressar o que pensam a respeito de qualquer tema – incluindo aí as obras literárias. Quando alguém deseja comprar um livro não vai procurar os comentários da crítica especializada, mas daqueles que já leram. Isso pode determinar o sucesso global ou a morte súbita de um texto.
Sempre foi assim?
Claro, pois não há melhor propaganda que o boca-a-boca. Entretanto, por causa da velocidade da propagação viral (repito, não estou falando de gripe asiática), o autor desconhecido começa a ter a possibilidade de encontrar seu lugar ao sol de maneira rápida e efetiva, independente do apoio tradicional da mídia (a revista Época foi uma exceção, ao colocar antes de todo mundo o escritor Eduardo Sphor como uma das personalidades de 2011).

Mas o que é necessário para que isso aconteça? Em primeiro lugar, saber que a internet não é uma ameaça para a leitura – sobretudo porque ainda é um meio escrito, e para que se escreva é preciso ler. Em seguida, entender que da mesma maneira que o mercado está mudando, o estilo de escrever também se transforma.
Dirão os puristas: “estão matando a qualidade”. Será que é isso mesmo? Voltemos um pouco ao passado para ver o que pensavam:
“Seu nome é super-valorizado; logo será esquecido” ( 1814,Lord Byron falando de Shakespeare). “Flaubert não é um escritor”( 1857, jornal Le Figaro, França). “Esse livro dura apenas uma temporada”( NY Herald Tribune comentando ‘O Grande Gatsby’de F.S. Fitzgerald)
Os três autores criticados acima – que hoje podem ser encontrados em qualquer livraria brasileira – romperam radicalmente com o estilo em vigor na época em que viviam. Escolheram contar uma boa história, ao invés do exercício inútil da meta-linguagem. Seus críticos pertenciam a respeitáveis jornais, e um deles, Byron, continua sendo uma referencia da literatura mundial. Mesmo assim, o poder do leitor foi mais forte.

E eu com isso? Devo dizer: sou parte interessada.

Não tenho nada a reclamar. Embora a crítica nem sempre tenha sido gentil comigo, nunca me faltou espaço na imprensa. Celebrei neste abril de 2012 o Jubileu de Prata da publicação do meu primeiro livro, “O diário de um mago”, apesar das previsões, muito comuns no final da década de 80, de que eu era apenas um fenômeno de moda. Com o advento da internet, passei a escrever para blogs e comunidades sociais, ampliando assim o alcance daquilo que julgo importante dizer.
Mas sou parte interessada quando vejo que toda uma nova geração de escritores brasileiros não está prestando a devida atenção à todas as possiblidades que tem diante de si. Ainda sofrem daquilo que chamo de “Sindrome de Van Gogh”( ser reconhecido apenas após a morte). Tentam agradar o sistema falido da cultura construída com verbas de ministérios e cimentada com resenhas misteriosas e ilegíveis. Gastam uma imensa energia em busca de reconhecimento que já não está nas mãos daqueles que pensam dete-lo.
A esses eu digo: os meios de produção e divulgação estão ao seu alcance – e isso nunca aconteceu antes. Se ninguém presta atenção ao que estão fazendo, não se preocupem: continuem adiante, porque cedo ou tarde (mais cedo que tarde) alguém entenderá o que dizem.
Aproveitem esse momento único. E mãos à obra, porque qualquer sonho dá muito trabalho.
No ano de 2001, quando Jimmy Wales criou a Wikipedia (uma enciclopédia online, administrada por 100 mil voluntários em diversas línguas e em diversos países), escutei de um editor: “não tem credibilidade, e nada substituirá a Encyclopædia Britannica”. Em março deste ano a vetusta enciclopédia anunciou que já não mais publicará edições impressas – depois de quase 250 anos reluzindo nas estantes de nossos pais, avós, e antepassados distantes (aqui volto a pensar nos viciados em “cheiro de papel”, coisa que devo confessar jamais ter sentido).
O intelectual está morto. Longa vida ao internectual.

Hangout G+ 15/05/2012 (Portugues)

Twitcam logo depois de entregar manuscrito

O empregado inteligente / el empleado inteligente

Na época em uma base aérea na África, o escritor Saint-Exupéry fez uma coleta com seus amigos, pois um empregado marroquino queria voltar à cidade natal. Conseguiu juntar mil francos.
Um dos pilotos transportou o empregado até Casablanca, e voltou contando o que aconteceu:
“Assim que chegou, foi jantar no melhor restaurante, distribuiu generosas gorjetas, pagou bebidas para todos, comprou bonecas para as crianças de sua aldeia. Este homem não tinha o melhor sentido de economia”.
“Ao contrário”, respondeu Saint-Exupéry. “Ele sabia que o melhor investimento do mundo são as pessoas. Gastando assim, conseguiu de novo ganhar o respeito de seus conterrâneos, que terminarão por lhe dar emprego. Afinal de contas, só um vencedor pode ser tão generoso”.
______________________
Estando en una base aérea en el África, el escritor Saint-Exupéry hizo una colecta entre sus amigos para un empleado marroquí que quería regresar a su ciudad natal. Consiguió reunir mil francos.
Uno de los pilotos transportó al empleado hasta Casablanca, y volvió contando lo sucedido:
-En cuanto llegó, fue a cenar al mejor restaurante, distribuyó generosas propinas, pagó bebidas para todos y compró juguetes para los niños de su aldea. Este hombre no tenía el menor sentido de la economía.
-Al contrario – respondió Saint-Exupéry – Él sabía que la mejor inversión en el mundo son las personas. Gastando así, consiguó ganar nuevamente el respecto de sus coterráneos, que terminarán por darle empleo. Al fin y al cabo, solo un vencedor puede ser tan generoso.

Que sejamos esquecidos

No mosteiro de Sceta, o abade Lucas reuniu os frades para o sermão.

– Que vocês jamais sejam lembrados – disse ele.

– Mas como? – respondeu um dos irmãos. – Será que nosso exemplo não pode ajudar quem está precisando?

– No tempo em que todo mundo era justo, ninguém prestava atenção nas pessoas exemplares – respondeu o abade. – Todos davam o melhor de si, sem pretender, com isso, cumprir seu dever com o irmão.

“Amavam ao seu próximo porque entendiam que isto era parte da vida, e não estavam fazendo nada de especial em respeitar uma lei da natureza. Dividiam seus bens para não terem que ficar acumulando mais do que podiam carregar, já que as viagens duravam a vida inteira.
“Viviam juntos em liberdade, dando e recebendo, sem nada a cobrar ou culpar os outros. Por isso seus feitos não foram contados, e eles não deixaram nenhuma história.

“Quem dera, pudéssemos conseguir a mesma coisa no presente: fazer do bem uma coisa tão comum, que não haja qualquer necessidade de exaltar aqueles que o praticaram”.

O Bom Combate

Meseta-Road


Em 1986, fiz pela primeira e única vez a peregrinação conhecida como Caminho de Santiago, experiência que descrevo em meu primeiro livro, “O Diario de um Mago”. Tínhamos acabado de subir uma pequena elevação e meu guia, a quem chamo de Petrus (embora não seja esse o seu nome), me disse:

– O homem nunca pode parar de sonhar; o sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre. Muito sangue já rolou no campo diante dos seus olhos, e aí foram travadas algumas das batalhas mais cruéis da Reconquista. Quem estava com a razão, ou com a verdade, não tem importância: o importante é saber que ambos os lados estavam combatendo o Bom Combate.

“O Bom Combate é aquele que é travado em nome de nossos sonhos. Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor – na juventude – nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar.

“Depois de muito esforço, terminamos aprendendo a lutar, e então já não temos a mesma coragem para combater. Por causa disto, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, e passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate.

” O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas, não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam de que o dia era curto demais: na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate.

“O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos aceitar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existência. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-dia, ouvimos o ruído de lanças que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.

“Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de Domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Mas na verdade, no íntimo de nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta por nossos sonhos, a combater o Bom Combate.

” Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um pequeno período de tranqüilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos.

“Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses. O que queríamos evitar no combate – a decepção e a derrota – passa a ser o único legado de nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, que nos livra de nossas certezas, de nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo.”

do livro “O Diario de um Mago”
.

Nós, os instrumentos

E eis que termino de escrever um capítulo do novo livro, abro a caixa postal, e encontro a carta abaixo. Publico aqui porque quero chamar a atençao de todos voces, que podem tambem ajudar. Na verdade, o mérito é todo da Yolanda e da Isabela. Clicquem no link abaixo do nome de Yolanda, se puderem cooperar tambem

Amadíssimo Paulo,

Chegou-nos agora a notícia e o LINK PARA O VIDEO onde relata sua grande experiência de Vida.

Se já o amávamos, como benfeitor de nossa obra, agora então, o admiramos ainda mais, pela fé e esperança de quem sabe que não existe a morte do espírito e está sempre preparado para a do corpo..
Quero mais uma vez lhe dizer que sua ajuda e de Christina, ao Solar Meninos de Luz tem um valor imperecível, que,em sendo motivo de sustento da instituição, também mobiliza as Esferas Superiores do Espírito, em seu benefício, por seu grande merecimento, o que inclui outras boas obras que realiza.

Fiquei muito comovida com suas palavras, e pela citação de Paulo, o Apóstolo, patrono do Solar, e um Mentor Maior, de vocês.

Lembrei que ele escreveu aos Hebreus (12:130) :”E farei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente, mas antes seja curado”. Você não apenas ensina o Bem, mas pratica o Bem, sendo essa realização indispensável, porque consegue ver em seu caminho , os que manquejam, precisando do socorro que já lhes pode dar.

Aproveitei para lhe dizer de nossa gratidão, porque sua imagem está em meu coração agradecido e muitas vezes tenho vontade de escrever só para lhe dizer isso, e fico meio sem graça.Oro então, e peço a Jesus por você.
Seu nome e de Christina estão em nossa Reunião Mediúnica, onde oramos sempre pelos dois.

Em nome de nossas cerca de 4500 pessoas atendidas , em 2011, com seu auxílio, que de diversas formas melhoraram de vida,
deixo nossa alegria em vê-lo bem e feliz, com a querida Christina.

Abraço, carinho,
Yolanda Maltaroli
SOLAR MENINOS DE LUZ

A nova literatura brasileira

A revista Veja está de parabéns pela excelente matéria de capa desta semana , mostrando não apenas que o brasileiro está lendo mais, como está prestigiando os escritores nacionais.
Conheço pessoalmente mais da metade deles – gente que tem lutado por seu espaço na mídia, nas livrarias, e no coração do leitor.
Vencedores de muitas batalhas, algumas ingratas, outras que custaram para mostrar resultado. Mas finalmente o tempo da colheita chegou, e os frutos apareceram.

Conheço essas batalhas de perto, porque também as travei (abro um parentese para agradecer ao diretor de redação, Euripedes Alcântara, em me citar gentilmente na sua Carta ao Leitor: “Paulo Coelho […] ficou fora da reportagem desta edição pela opção de enfocar autores presentes nas listas dos mais vendidos nos últimos doze meses, e desde 2010 Paulo Coelho não publica um título novo“)

Como verão nos números de vendas de exemplares que acompanham o perfil de cada um dos autores ali (com uma exceção, comentada no final do post) o Brasil está muitissimo bem preparado para o grande desafio que será a Feira de Frankfurt 2013, onde é o convidado de honra.

E por que estou fazendo este post?
Em primeiro lugar, claro, para felicitar os nomes citados na matéria.
Mas existe algo igualmente importante: o governo brasileiro, preparando-se para Frankfurt – o mais importante evento literário do mundo – começou a implementar um programa de traduções, convencido de que o Brasil não está presente nas prateleiras de outros países pela ausência das mesmas.
Nao é verdade.
O que estava faltando não era a tradução (eu que o diga, porque nunca tive qualquer subsidio para isso) mas um time consistente, que agora existe.

Esse caríssimo programa de traduções subsidiadas não pode terminar favorecendo autores da famosa – e completamente ultrapassada – “panelinha literária”.
Não podemos deixar que os critérios imponderáveis de “prestígio literário” terminem prevalecendo, e dificultando mais uma vez a merecida exposição dos autores citados na matéria de Veja
Parabéns a todos!
Paulo

P.S. O único número que não me parece correto é o de Augusto Cury, por razões muito simples: em 2010 declarou ao portal da Veja que tinha vendido 10 milhões de exemplares.
Em janeiro de 2012, declarou à coluna Radar, tambem da Veja, que vendera 15 milhões de exemplares. Ou seja, em um ano teria vendido quase 10% de todo o mercado nacional.
Três semanas depois, na atual matéria, o número subiu para 16,5 milhões, ou seja, 500 mil exemplares por semana.

20 seg leitura: qual é o maior luxo?

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Ao lado do mosteiro de Ibak, vivia um sábio sufi, excelente negociante, que terminou por acumular uma grande riqueza.

Um visitante do mosteiro, ao ver os custos altíssimos dos trabalhos de renovação do templo, disse para quem quisesse escutar:

“Eis que os caminhos da sabedoria se transformam na estrada da ilusão! Encontrei alguém que diz procurar a verdade, e, no entanto está podre de rico!”

As palavras terminaram chegando aos ouvidos do sábio.

Quando lhe perguntaram o que tinha a dizer, ele comentou:

“Eu achava que possuía tudo, e acabo de descobrir que me faltava uma coisa. Agora sei que sou realmente um homem rico, porque consegui o luxo mais sofisticado”.

“E qual é o luxo mais sofisticado?”, quis saber um dos monges.

“É ver alguém sentindo inveja de você”.

10 seg leitura: chegar a Deus pela comida

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Discípulo e mestre iam pelo campo certa manhã, e o discípulo pedia uma dieta necessária para a purificação.
Por mais que o mestre insistisse que todo alimento é sagrado, o discípulo não queria acreditar.
“Deve existir uma comida que nos aproxima de Deus”, insistia.
“Bem, talvez você tenha razão. Aqueles cogumelos ali, por exemplo.” disse o mestre.

O discípulo animou-se, pensando que os cogumelos lhe trariam purificação e êxtase.
Mas deu um grito ao chegar perto:
“São venenosos! Se eu comer algum deles, morro na hora!”

“Exceto esta maneira rápida de se aproximar de Deus através da alimentação, não conheço mais nenhuma”, respondeu o mestre.