Nós, os instrumentos

E eis que termino de escrever um capí­tulo do novo livro, abro a caixa postal, e encontro a carta abaixo. Publico aqui porque quero chamar a atení§ao de todos voces, que podem tambem ajudar. Na verdade, o mérito é todo da Yolanda e da Isabela. Clicquem no link abaixo do nome de Yolanda, se puderem cooperar tambem

Amadí­ssimo Paulo,

Chegou-nos agora a notí­cia e o LINK PARA O VIDEO onde relata sua grande experiíªncia de Vida.

Se já o amávamos, como benfeitor de nossa obra, agora entí£o, o admiramos ainda mais, pela fé e esperaní§a de quem sabe que ní£o existe a morte do espí­rito e está sempre preparado para a do corpo..
Quero mais uma vez lhe dizer que sua ajuda e de Christina, ao Solar Meninos de Luz tem um valor imperecí­vel, que,em sendo motivo de sustento da instituií§í£o, também mobiliza as Esferas Superiores do Espí­rito, em seu benefí­cio, por seu grande merecimento, o que inclui outras boas obras que realiza.

Fiquei muito comovida com suas palavras, e pela citaí§í£o de Paulo, o Apóstolo, patrono do Solar, e um Mentor Maior, de vocíªs.

Lembrei que ele escreveu aos Hebreus (12:130) :”E farei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se ní£o desvie inteiramente, mas antes seja curado”. Vocíª ní£o apenas ensina o Bem, mas pratica o Bem, sendo essa realizaí§í£o indispensável, porque consegue ver em seu caminho , os que manquejam, precisando do socorro que já lhes pode dar.

Aproveitei para lhe dizer de nossa gratidí£o, porque sua imagem está em meu coraí§í£o agradecido e muitas vezes tenho vontade de escrever só para lhe dizer isso, e fico meio sem graí§a.Oro entí£o, e peí§o a Jesus por vocíª.
Seu nome e de Christina estí£o em nossa Reunií£o Mediúnica, onde oramos sempre pelos dois.

Em nome de nossas cerca de 4500 pessoas atendidas , em 2011, com seu auxí­lio, que de diversas formas melhoraram de vida,
deixo nossa alegria em víª-lo bem e feliz, com a querida Christina.

Abraí§o, carinho,
Yolanda Maltaroli
SOLAR MENINOS DE LUZ

A nova literatura brasileira

A revista Veja está de parabéns pela excelente matéria de capa desta semana , mostrando ní£o apenas que o brasileiro está lendo mais, como está prestigiando os escritores nacionais.
Conheí§o pessoalmente mais da metade deles – gente que tem lutado por seu espaí§o na mí­dia, nas livrarias, e no coraí§í£o do leitor.
Vencedores de muitas batalhas, algumas ingratas, outras que custaram para mostrar resultado. Mas finalmente o tempo da colheita chegou, e os frutos apareceram.

Conheí§o essas batalhas de perto, porque também as travei (abro um parentese para agradecer ao diretor de redaí§í£o, Euripedes Alcí¢ntara, em me citar gentilmente na sua Carta ao Leitor: “Paulo Coelho […] ficou fora da reportagem desta edií§í£o pela opí§í£o de enfocar autores presentes nas listas dos mais vendidos nos últimos doze meses, e desde 2010 Paulo Coelho ní£o publica um tí­tulo novo“)

Como verí£o nos números de vendas de exemplares que acompanham o perfil de cada um dos autores ali (com uma exceí§í£o, comentada no final do post) o Brasil está muitissimo bem preparado para o grande desafio que será a Feira de Frankfurt 2013, onde é o convidado de honra.

E por que estou fazendo este post?
Em primeiro lugar, claro, para felicitar os nomes citados na matéria.
Mas existe algo igualmente importante: o governo brasileiro, preparando-se para Frankfurt – o mais importante evento literário do mundo – comeí§ou a implementar um programa de traduí§íµes, convencido de que o Brasil ní£o está presente nas prateleiras de outros paí­ses pela ausíªncia das mesmas.
Nao é verdade.
O que estava faltando ní£o era a traduí§í£o (eu que o diga, porque nunca tive qualquer subsidio para isso) mas um time consistente, que agora existe.

Esse carí­ssimo programa de traduí§íµes subsidiadas ní£o pode terminar favorecendo autores da famosa – e completamente ultrapassada – “panelinha literária”.
Ní£o podemos deixar que os critérios imponderáveis de “prestí­gio literário” terminem prevalecendo, e dificultando mais uma vez a merecida exposií§í£o dos autores citados na matéria de Veja
Parabéns a todos!
Paulo

P.S. O único número que ní£o me parece correto é o de Augusto Cury, por razíµes muito simples: em 2010 declarou ao portal da Veja que tinha vendido 10 milhíµes de exemplares.
Em janeiro de 2012, declarou í  coluna Radar, tambem da Veja, que vendera 15 milhíµes de exemplares. Ou seja, em um ano teria vendido quase 10% de todo o mercado nacional.
Tríªs semanas depois, na atual matéria, o número subiu para 16,5 milhíµes, ou seja, 500 mil exemplares por semana.

20 seg leitura: qual é o maior luxo?

Ao lado do mosteiro de Ibak, vivia um sábio sufi, excelente negociante, que terminou por acumular uma grande riqueza.

Um visitante do mosteiro, ao ver os custos altí­ssimos dos trabalhos de renovaí§í£o do templo, disse para quem quisesse escutar:

“Eis que os caminhos da sabedoria se transformam na estrada da ilusí£o! Encontrei alguém que diz procurar a verdade, e, no entanto está podre de rico!”

As palavras terminaram chegando aos ouvidos do sábio.

Quando lhe perguntaram o que tinha a dizer, ele comentou:

“Eu achava que possuí­a tudo, e acabo de descobrir que me faltava uma coisa. Agora sei que sou realmente um homem rico, porque consegui o luxo mais sofisticado”.

“E qual é o luxo mais sofisticado?”, quis saber um dos monges.

“É ver alguém sentindo inveja de vocíª”.

10 seg leitura: chegar a Deus pela comida

Discí­pulo e mestre iam pelo campo certa manhí£, e o discí­pulo pedia uma dieta necessária para a purificaí§í£o.
Por mais que o mestre insistisse que todo alimento é sagrado, o discí­pulo ní£o queria acreditar.
“Deve existir uma comida que nos aproxima de Deus”, insistia.
“Bem, talvez vocíª tenha razí£o. Aqueles cogumelos ali, por exemplo.” disse o mestre.

O discí­pulo animou-se, pensando que os cogumelos lhe trariam purificaí§í£o e íªxtase.
Mas deu um grito ao chegar perto:
“Sí£o venenosos! Se eu comer algum deles, morro na hora!”

“Exceto esta maneira rápida de se aproximar de Deus através da alimentaí§í£o, ní£o conheí§o mais nenhuma”, respondeu o mestre.

A lei de Jante


Em todos os paí­ses da Escandinávia é difí­cil encontrar alguém que ní£o conheí§a esta lei. Embora ela já exista desde o iní­cio da civilizaí§í£o, foi enunciada oficialmente apenas em 1933 pelo escritor Aksel Sandemose na novela “Um refugiado ultrapassa seus limites.”

A triste constataí§í£o é que a Lei de Jante ní£o se limita í  Escandinávia: ela é uma regra aplicada em todos os paí­ses do mundo, embora os brasileiros digam “isso só acontece aqui”, ou os franceses afirmem “em nosso paí­s, infelizmente é assim”. Como o leitor já deve estar irritado porque leu dois parágrafos sem saber exatamente do que se trata a Lei de Jante, vou tentar resumi-la aqui, com minhas próprias palavras:

“Vocíª ní£o vale nada, ninguém está interessado no que vocíª pensa, a mediocridade e o anonimato sí£o a melhor escolha. Se agir assim, vocíª jamais terá grandes problemas em sua vida.”
A Lei de Jante enfoca, em seu contexto, o sentimento de ciúme e inveja. Este é um dos seus aspectos negativos, mas existe algo muito mais perigoso.

É graí§as a ela que o mundo tem sido manipulado de todas as maneiras, por gente que ní£o teme o comentário dos outros, e termina fazendo o mal que deseja. Vemos um grande abismo entre os paí­ses ricos e os paí­ses pobres, injustií§a social por todos os lados, violíªncia descontrolada, pessoas que sí£o obrigadas a renunciar aos seus sonhos por causa de ataques injustos e covardes.
E ninguém se compromete.
A mediocridade pode ser confortável, até que um dia a tragédia bate í  porta, e entí£o as pessoas se perguntam: “mas por que ninguém disse nada, quando todo mundo estava vendo que isso ia acontecer?”

Simples: ninguém disse nada porque elas também ní£o disseram nada.
Portanto, para evitar que as coisas fiquem cada vez piores, talvez fosse o momento de escrever a antilei de Jante:

“Vocíª vale muito mais do que pensa. Seu trabalho e sua presení§a nesta Terra sí£o importantes, mesmo que vocíª ní£o acredite. Claro que, pensando assim, vocíª poderá ter muitos problemas por estar transgredindo a Lei de Jante – mas ní£o se deixe intimidar por eles, continue vivendo sem medo, e irá vencer no final.”
 

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Twitcam Port 14 Jan 2012

Narciso e o lago

(esta história está no prólogo de “O Alquimista”. Que neste novo ano possamos sempre refletir em nós a beleza do que semearmos)

Quase todo mundo conhece a história original (grega) sobre Narciso: um belo rapaz que, todos os dias, ia contemplar seu rosto num lago. Era tí£o fascinado por si mesmo que, certa manhí£, quando procurava admirar-se mais de perto, caiu na água e terminou morrendo afogado.
No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que passamos a chamar de Narciso.

O escritor Oscar Wilde, porém, tem uma maneira diferente de terminar esta história. Ele diz que, quando Narciso morreu, vieram as Oréiades – deusas do bosque – e viram que a água doce do lago havia se transformado em lágrimas salgadas.

“Por que vocíª chora?”, perguntaram as Oréiades.
“Choro por Narciso”.

“Ah, ní£o nos espanta que vocíª chore por Narciso”, continuaram elas. “Afinal de contas, todas nós sempre corremos atrás dele pelo bosque, vocíª era o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza”.
“Mas Narciso era belo?”, quis saber o lago.

“Quem melhor do que vocíª poderia saber?”, responderam, surpresas, as Oréiades. “Afinal de contas, era em suas margens que ele se debruí§ava todos os dias”.

O lago ficou algum tempo quieto. Por fim, disse: “eu choro por Narciso, mas jamais havia percebido que era belo. Choro por ele porque, todas as vezes que ele se deitava sobre minhas margens, eu podia ver, no fundo dos seus olhos, a minha própria beleza refletida”.

EXCELENTE 2012!

Um conto de natal


Conta uma lenda medieval que no paí­s que hoje conhecemos como íustria, a famí­lia Burkhard – composta de um homem, uma mulher, e um menino – costumavam animar as feiras de natal recitando poesias, cantando baladas de antigos trovadores, e fazendo malabarismos para divertir as pessoas. Evidente que nunca sobrava dinheiro para comprar presentes, mas o homem sempre dizia a seu filho:

– Vocíª sabe por que a sacola de Papai Noel ní£o se esvazia nunca, embora haja tantas crianí§as neste mundo? Porque embora ela esteja cheia de brinquedos, í s vezes existem coisas mais importantes para serem entregues, os chamados “presentes invisí­veis”. Em um lar dividido, ele procura trazer harmonia e paz na noite mais santa da cristandade. Onde falta amor, ele deposita uma semente de fé no coraí§í£o das crianí§as. Onde o futuro parece negro e incerto, ele traz esperaní§a. No nosso caso, quando Papai Noel vem nos visitar, no dia seguinte estamos todos contentes de continuarmos vivos e fazendo nosso trabalho, que é de alegrar as pessoas. Jamais esqueí§a isso.

O tempo passou, o menino transformou-se em rapaz, e certo dia a famí­lia passou diante da imponente abadia de Melk, que acabara de ser construí­da.O jovem pela primeira vez manifestou sua vocaí§í£o escondida, que era tornar-se padre. A famí­lia entendeu e respeitou o desejo do filho. Bateram na porta do convento, foram acolhidos com amor pelos monges, que aceitaram o jovem Buckhard como novií§o.

Chegou a véspera do natal. E justamente naquele dia, um milagre especial aconteceu em Melk: Nossa Senhora, levando o menino Jesus nos braí§os, resolveu descer í  Terra para visitar o mosteiro.

Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um postava-se diante da Vigem, procurando homenagear a Mí£e e o Filho.

No último lugar da fila o jovem Buckhard aguardava ansioso. Seus pais eram pessoas simples, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas para cima e fazer alguns malabarismos.

Quando chegou sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista ní£o tinha nada de importante para dizer, e podia desmoralizar a imagem do convento. Entretanto, no fundo do seu coraí§í£o, também ele sentia uma imensa necessidade de dar alguma coisa de si para Jesus e a Virgem.

Envergonhado, sentindo o olhar reprovador dos seus irmí£os, ele tirou algumas laranjas do bolso e comeí§ou a jogá-las para cima e segurá-las com as mí£os, criando um belo cí­rculo no ar, igual ao que costumava fazer quando ele e sua famí­lia caminhavam pelas feiras da regií£o.

Foi só neste instante que o Menino Jesus comeí§ou a bater palmas de alegria no colo de Nossa Senhora. E foi para ele que a Virgem estendeu os braí§os, deixando que segurasse um pouco a crianí§a, que ní£o parava de sorrir.

(baseado em uma lenda medieval)
 
 

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Diante da catedral

Eu estava me sentindo muito só quando saí­ de uma missa na Catedral de Saint Patrick, em plena New York.

De repente, fui abordado por um brasileiro:

– Preciso muito falar com você – ele disse.

Fiquei tão entusiasmado com o encontro, que comecei a contar tudo que achava importante para mim. Falei de magia, falei de bençãos de Deus, falei de amor. Ele escutou tudo em silêncio, me agradeceu, e foi embora.

Ao invés de alegria, eu me senti mais só do que antes. Mais tarde fui me dar conta; no meu entusiasmo, não tinha dado atençãoo ao pedido daquele brasileiro.

Falar comigo.

Atirei minhas palavras ao vento, porque ní£o era isto que o Universo estava querendo naquela hora: eu teria sido muito mais útil se escutasse o que ele tinha a dizer.
 
 

Twitcam 06/Dez/2011

O circulo da alegria


Illustration by Ken Crane

Conta Bruno Ferrero que, certo dia, um camponíªs bateu com forí§a na porta de um convento. Quando o irmí£o porteiro abriu, ele lhe estendeu um magní­fico cacho de uvas.
– Caro irmí£o porteiro, estas sí£o as mais belas produzidas pelo meu vinhedo. E venho aqui para dá-las de presente.
– Obrigado! Vou levá-las imediatamente ao Abade, que ficará alegre com esta oferta.
– Ní£o! Eu as trouxe para vocíª.
– Para mim? – o irmí£o ficou vermelho, porque achava que ní£o merecia tí£o belo presente da natureza.
– Sim! – insistiu o camponíªs. – Porque sempre que bati na porta, vocíª abriu. Quando precisei de ajuda porque a colheita foi destruí­da pela seca, vocíª me dava um pedaí§o de pí£o e um copo de vinho todos os dias. Eu quero que este cacho de uvas traga-lhe um pouco do amor do sol, da beleza da chuva, e do milagre de Deus, que o fez nascer tí£o belo.

O irmí£o porteiro colocou o cacho diante de si, e passou a manhí£ inteira a admirá-lo: era realmente lindo. Por causa disso, resolveu entregar o presente ao Abade, que sempre o havia estimulado com palavras de sabedoria.
O Abade ficou muito contente com as uvas, mas lembrou-se que havia no convento um irmí£o que estava doente, e pensou:
“Vou dar-lhe o cacho. Quem sabe, pode trazer alguma alegria í  sua vida.”

E assim fez. Mas as uvas ní£o ficaram muito tempo no quarto do irmí£o doente, porque este refletiu:
“O irmí£o cozinheiro tem cuidado de mim por tanto tempo, alimentando-me com o que há de melhor. Tenho certeza que se alegrará com isso.”

Quando o irmí£o cozinheiro apareceu na hora do almoí§o, trazendo sua refeií§í£o, ele entregou-lhe as uvas.
– Sí£o para vocíª – disse o irmí£o doente. – Como sempre está em contacto com os produtos que a natureza nos oferece, saberá o que fazer com esta obra de Deus.
O irmí£o cozinheiro ficou deslumbrado com a beleza do cacho, e fez com que o seu ajudante reparasse a perfeií§í£o das uvas. Tí£o perfeitas, pensou ele, que ninguém para apreciá-las melhor que o irmí£o sacristí£o; como era ele o responsável pela guarda do Santí­ssimo Sacramento, e muitos no mosteiro o viam como um homem santo seria capaz de valorizar melhor aquela maravilha da natureza.

O sacristí£o, por sua vez, deu as uvas de presente ao novií§o mais jovem, de modo que este pudesse entender que a obra de Deus está nos menores detalhes da Criaí§í£o. Quando o novií§o o recebeu, o seu coraí§í£o encheu-se da Glória do Senhor, porque nunca tinha visto um cacho tí£o lindo. Na mesma hora lembrou-se da primeira vez que chegara ao mosteiro, e da pessoa que lhe tinha aberto a porta; fora este gesto que lhe permitira estar hoje naquela comunidade de pessoas que sabiam valorizar os milagres.
Assim, pouco antes do cair da noite, ele levou o cacho de uvas para o irmí£o porteiro.

– Coma e aproveite – disse. – Porque vocíª passa a maior parte do tempo aqui sozinho, e estas uvas o fará muito feliz.
O irmí£o porteiro entendeu que aquele presente tinha lhe sido realmente destinado, saboreou cada uma das uvas daquele cacho, e dormiu feliz.
Desta maneira, o cí­rculo foi fechado; o cí­rculo de felicidade e alegria, que sempre se estende em torno das pessoas generosas.
 
 

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25/nov/2011 Ana Maria Braga




A promessa, Stallone e o Mago

NO MINUTO 8:00 DO VIDEO ACIMA, O MAGO DOS NERDS LEVA A PROMESSA ADIANTE, MAS EXIGE OUTRA PROMESSA EM TROCA….

Nós somos a revoluí§í£o

EN ESPANOL: La nueva revolución
IN ENGLISH: We are the revolution

__________________


Sempre falo da importí¢ncia de seguirmos nossos sonhos, e isso é mais revolucionário que ficar discutindo o que os governantes fizeram de certo ou errado. Nossos sonhos sí£o nossa forí§a.
Nossos sonhos sí£o nossa capacidade de mudar o que há í  nossa volta.

Meus livros ní£o falam sobre o processo polí­tico e desgastado de direita/esquerda. Mas de algo que nasce em nossa alma e afeta o mundo ao nosso redor. Claro, ní£o procurem isso na imprensa, eles discutem apenas as mesmas coisas que sempre. Ainda ní£o abriram os olhos para as mudaní§as, e nos consideram “fora da realidade”.
Mas nós somos a realidade.

Se eu tivesse que resumir a idéia inteira em apenas uma expressí£o, eu diria que a nova atitude polí­tica para a nossa época é a “morrer vivo e comprometido.”
Em outras palavras, estar ciente e participando de coisas até o dia de nossa morte. Isso é algo que ní£o ocorre com muita frequíªncia – as pessoas acabam morrendo para o mundo quando renunciam a seus sonhos.

Nós somos a revoluí§í£o em curso.Nós somos responsáveis “‹”‹pelo mundo em todos os sentidos – polí­tico, social, moral.
Nós somos responsáveis “‹”‹para o planeta. Nós somos responsáveis “‹”‹pelos desempregados, famintos, excluí­dos.
Claro, podemos culpar os bancos, os irresponsáveis “‹”‹no sistema financeiro, a repressí£o polí­tica, a incapacidade dos governos de ouvir o que temos a dizer.
Mas isso ní£o vai ajudar o mundo a se tornar um lugar melhor. Precisamos agir, e precisamos agir agora.
E ní£o precisamos pedir permissí£o para agir.
Somos muito mais poderosos do que imaginamos. Vamos usar esse poder que nos dá forí§a sempre que seguimos nossa Lenda Pessoal.
Nós somos os sonhadores, mas também somos a revoluí§í£o.
E nossos sonhos ní£o sí£o negociáveis.

Leiam aqui minha
Declaraí§í£o de princí­pios

(obrigado @nina_oliver !)
 

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Amando sem medo

Um peregrino chegou até a aldeia onde vivia Abu Yazid al-Bistrami.

– Ensine-me a maneira mais rápida de chegar até Deus.

Al-Bistrami respondeu:

– Amá-lo com todas as tuas forí§as.

– Isto eu já faí§o.

– Entí£o precisas ser amado pelos outros.

– Mas por que?

– Porque Deus olha o coraí§í£o de todos os homens. Quando visitar o teu, certamente irá ver teu amor por Ele, e ficará contente. Entretanto, se Ele encontrar – também no coraí§í£o de outras pessoas – o teu nome escrito com carinho, na certa irá prestar muito mais atení§í£o em ti.
 
 

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O dom supremo


O tempo ní£o transforma o homem.
O poder da vontade ní£o transforma o homem.
O Amor transforma.
Portanto, deixem o Amor entrar. Lembrem-se: isto é uma questí£o de vida ou de morte. De nada adianta eu estar aqui falando sobre o amor se sou incapaz de despertá-lo. “Melhor seria que se lhe pendurasse ao pescoí§o uma pedra de moinho e fosse atirado ao mar do que fazer tropeí§ar a um destes pequeninos.”
Ou seja: melhor ní£o viver que ní£o amar.

No final do século XIX,um grupo de homens e mulheres se reuniu para escutar o mais famoso pregador daquela época. Eram pessoas vindas de diversos lugares da Inglaterra, ansiosas para ouvir o que o homem tinha a dizer.
Mas o pregador, depois de oito meses percorrendo diversos paí­ses do mundo num cansativo trabalho de evangelizaí§í£o, sentia-se vazio.
Triste, sem saber o que fazer, virou-se para um jovem missionário que estava entre os presentes. O rapaz havia regressado da ífrica há pouco tempo, e talvez tivesse alguma coisa interessante para dizer.
Pediu, entí£o, que o rapaz o substituí­sse.

Procurando uma razí£o para viver, procurando a si mesmo, o rapaz havia passado dois anos no interior da ífrica – entusiasmado com o exemplo de pessoas que iam atrás de um ideal.

As pessoas no jardim em Kent ní£o gostaram da troca. Tinham vindo por causa de um pregador experiente, sábio, famoso. E agora eram obrigadas a ouvir uma pessoa que – assim como elas – ainda lutava para encontrar a si mesma.

Mas Henry Drummond – este era o nome do rapaz – havia aprendido algo. E suas palavras, registradas por um aní´nimo paroquiano, ainda soam atuais hoje. O que é o amor?


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Twitcam 15 Outubro

08/10 Twitcam (Portugues)

Aguentando firme

Todo guerreiro da luz já ficou com medo de entrar em combate.

Todo guerreiro da luz já traiu e mentiu no passado.

Todo guerreiro da luz já perdeu a fé no futuro.

Todo guerreiro da luz já trilhou um caminho que ní£o era o dele.

Todo guerreiro da luz já sofreu por coisas sem importí¢ncia.

Todo guerreiro da luz já achou que ní£o era guerreiro da luz.

Todo guerreiro da luz já falhou em suas obrigaí§íµes espirituais.

Todo guerreiro da luz já disse sim quando queria dizer ní£o.

Todo guerreiro da luz já feriu alguém que amava.

Por isso é um guerreiro da luz; porque passou por tudo isso, e ní£o perdeu a esperaní§a de ser melhor do que era.
 
(trecho de “Manual do Guerreiro da Luz”)
 
 

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Ní£o chore por mim

IN ENGLISH HERE: Weep not for me
____________________________

Ní£o chore por mim quando eu já ní£o mais habitar
entre as maravilhas da terra, porque agora sou livre
Minha alma se alegra além da dor, além da escuridí£o.

Ní£o chore por mim, porque í£gora eu sou um raio de sol
que toca a sua pele, uma brisa tropical
em seu rosto, a alegria silenciosa no seu coraí§í£o
a inocíªncia de bebíªs nos braí§os das mí£es.
Eu sou a esperaní§a em uma noite escura. E, quando
vocíª precisar, estarei ali ao seu lado

Dividiremos as lágrimas, as alegrias, os medos
As decepcíµes e os triunfos.

Ní£o chore por mim porque estou nos braí§os de Deus.
Caminho com os anjos, e ouí§o a música das esferas.
Ní£o chore por mim, porque permaneí§o em vocíª.
Eu sou a paz, o amor, o vento suave que acaricia
As flores. Eu sou a calma que segue a tempestade violenta.
Eu sou uma folha de outono que flutua entre os jardins de Deus, eu sou
O imaculado floco de neve que cai suavemente em sua mí£o.

Ní£o chore, porque nunca morrerei
Enquanto voce se lembrar de mim
Com um sorriso e um suspiro.

Crédito: Joe Fazio e Cassarah que postou este lindo poema em
Cada coisa em seu lugar


Traduí§í£o livre: Paulo Coelho