Deus na vida real

Dando o exemplo
Perguntaram a Dov Beer de Mezeritch:
“Qual o melhor exemplo a seguir? Sí£o os homens piedosos, que dedicam sua vida a Deus? Sí£o os homens cultos, que procuram entender a vontade do Altí­ssimo?
“O melhor exemplo é a crianí§a”, respondeu.
“A crianí§a ní£o sabe nada. Ainda ní£o aprendeu o que é a realidade”, foi o comentário geral.
“Vocíªs estí£o muito enganados, porque ela possui tríªs qualidades que nunca deví­amos nos esquecer”, disse Dov Beer. “Esta sempre alegre sem razí£o. Está sempre ocupada. E quando deseja qualquer coisa, sabe exigi-la com insistíªncia e determinaí§í£o”.

A prece e as crianí§as
Um pastor protestante, depois de constituir famí­lia, ní£o tinha mais tranquilidade para orar. Certa noite, ao ajoelhar-se, foi perturbado pela brincadeira das crianí§as na sala.
“Manda os meninos ficarem quietos!” gritou.
Assustada, a mulher obedeceu. Desde entí£o, sempre que o pastor chegava em casa, todos ficavam em silíªncio no momento da reza. Mas sentia que Deus ní£o o escutava mais.
Uma noite, no meio da prece, perguntou ao Senhor: “o que esta’ havendo? Tenho a paz necessária, e ní£o consigo orar!”
E um anjo respondeu: “Ele escuta palavras, mas ní£o escuta mais os risos. Ele nota a devoí§í£o, mas ní£o víª mais a alegria”.
O pastor levantou-se, e de novo gritou para a mulher:” Manda as crianí§as brincarem! Elas fazem parte da reza!”
E suas palavras tornaram a ser ouvidas por Deus.

O livro de Camus
Um jornalista perseguia o escritor francíªs Albert Camus, pedindo que explicasse detalhadamente o seu trabalho. O autor de A peste se recusava: ” Eu escrevo, e os outros julgam como entendem”.
Mas o jornalista ní£o sossegava. Certa tarde, conseguiu encontra-lo num café em Paris.
“A crí­tica acha que o senhor nunca aborda um tema profundo” disse o jornalista. ” Eu lhe perguntaria agora: se tivesse que escrever um livro sobre a sociedade, aceitaria o desafio?”
“Claro”, respondeu Camus.” O livro teria cem páginas. Noventa e nove seriam em branco, pois ní£o há o que dizer. No final da centésima página, eu escreveria: “o único dever do homem é amar”.

No metrí´ de Tóquio
Terry Dobson viajava num metrí´ em Tóquio, quando um bíªbado entrou, e comeí§ou a ofender todos os passageiros.
Dobson, que estudava artes marciais há alguns anos, encarou o homem.
“O que voce quer?” perguntou o bíªbado.
Dobson preparou-se para ataca-lo. Neste momento, um velhinho sentado num dos bancos, gritou: “Ei!”
“Vou bater no estrangeiro, depois bato em vocíª!”, disse o bíªbado.
“Eu também costumo beber”, disse o velho. “Sento-me todas as tardes com minha mulher, e tomamos sakíª. Vocíª tem mulher?”
O bíªbado ficou desnorteado. e respondeu: “ní£o tenho mulher, ní£o tenho ninguém. Só tenho vergonha de mim”.
O velho pediu que o bíªbado sentasse ao seu lado. Quando Dobson desceu, o homem estava chorando.