Character of the week: Castaneda



Nothing in this world is given as a present:
everything has to be learned with a great deal of effort. A man who seeks knowledge must have the same behavior as a soldier going to war: absolutely attentive, afraid, respectful and utterly confident. If he follows these recommendations, he may lose the odd battle but he will never cry over his fate.

The present is unique: a warrior knows how to wait, because he knows what he is waiting for. And while he waits, he wants nothing, and in this way anything he receives – however small – is a blessing. The common man worries too much about loving others, or being loved by them. A warrior knows what he wants – that is all in his life and that is where he concentrates all his energy. The common man spends the present acting as winner or loser, and depending on the results he becomes persecutor or victim. The warrior, on the other hand, worries only about his acts, which will lead him to the objective he has traced for himself.
Intention is transparent: intention (intento) is not a thought, nor an object, nor a desire. It is what makes a man triumph in his objectives and lifts him up from the ground even when he has delivered himself up to defeat. Intention is stronger than man.
It is always the last battle: the warrior’s spirit does not complain about anything, because he was not born to win or lose. He was born to fight, and each battle is the last that he is waging on the face of the Earth. That is why the warrior always leaves his spirit free, and when he gives himself to combat, knowing that his intention is transparent, he laughs and enjoys himself.

Carlos Castaneda
(25 December 1925 – 27 April 1998) was a Peruvian-born American anthropologist and author. The books and Castaneda, who rarely spoke in public about his work, have been controversial for many years. Supporters claim the books are either true or at least valuable works of philosophy. Academic critics claim the books are works of fiction, citing the books’ internal contradictions, discrepancies between the books and anthropological data, alternate sources for Castaneda’s detailed knowledge of shamanic practices and lack of corroborating evidence.

———————————————-

Nada é fácil: nada neste mundo é dado de presente: tudo precisa ser aprendido com muito esforí§o. Um homem que vai em busca do conhecimento deve ter o mesmo comportamento de um soldado que vai para a guerra: bem desperto, com medo, com respeito, e com absoluta confianí§a. Se seguir estes requisitos, pode perder uma batalha ou outra, mas jamais irá lamentar-se do seu destino.

O presente é único
: um guerreiro sabe esperar, porque sabe o que está aguardando. E enquanto espera, ní£o deseja nada, e desta maneira, qualquer coisa que receber – por menor que seja – é uma bení§í£o. O homem comum se preocupa em demasiado por querer aos outros, ou ser querido por eles. Um guerreiro sabe o que deseja, e isso é tudo em sua vida (e nisso concentra toda a sua energia). O homem comum gasta o presente agindo como ganhador ou perdedor, e dependendo dos resultados, transforma-se em perseguidor ou ví­tima. O guerreiro, por outro lado, preocupa-se apenas com os seus atos, que o levarí£o ao objetivo que traí§ou para si mesmo.

A intení§í£o é transparente: a intení§í£o (intento) ní£o é um pensamento, nem um objeto, nem um desejo. É aquilo que faz um homem triunfar em seus objetivos, e levantá-lo do chí£o mesmo quando ele já se entregou í  derrota. A intení§í£o é mais forte que o homem.
A batalha é sempre a última: o espí­rito do guerreiro ní£o se queixa de nada, porque ní£o nasceu para ganhar ou perder. Nasceu para lutar, e cada batalha é a última que está travando sobre a face da Terra. Por isso o guerreiro sempre deixa o seu espí­rito livre, e quando se entrega ao combate, sabendo que sua intení§í£o é transparente, ele ri e se diverte.

Carlos Castaneda (25 de dezembro de 1925 “” 27 de abril de 1998) foi um escritor e antropólogo formado pela Universidade da Califórnia (UCLA);Uma controvérsia se formou em torno de sua figura tanto por parte de admiradores, que queriam encontrar Don Juan (seu mestre) pessoalmente quanto de céticos, que queriam encontrar motivos para desacreditá-lo academicamente, argumentando que o testemunho fornecido em seus escritos era ficional e apontando a escassez de fontes documentais sobre sua pesquisa de campo junto ao mestre indí­gena.