Archives for April 2010

Laní§amento de “O Aleph”

Em agosto deste ano estarei laní§ando meu novo livro, “O Aleph”. Ní£o foi um livro fácil de escrever, porque trata de uma de minhas vidas passadas, e isso trouxe a tona uma série de confitos interiores, que me fizeram encontrar Hilal, de 21 anos. Juntos cruzamos a ísia de trem. Desde que fiz a terceira peregrinaí§í£o sagrada, em 2006, muita coisa mudou em minha vida.

Mas por que o pedido de ajuda aqui? No laní§amento de um novo livro sempre dou uma série de entrevistas. O jornalista está interessado no meu ponto de vista sobre alguns assuntos relevantes – como comunidades sociais, sucesso, e-books, reaí§í£o í  crí­tica, etc. Isso é absolutamente correto do ponto de vista da imprensa. Entretanto, quase nunca falo sobre o tema do livro.

O livro é sempre mais muito mais importante que seu autor. E ní£o sei exatamente como discutir isso diretamente com o leitor. Existem algumas coisas que ní£o dá mais para fazer:
A] conferencias. Nunca gostei, porque me vejo “explicando” o livro, quando na verdade é a leitura que o explica.
B] tardes de autógrafos. Graí§as a Deus sempre aparecem muitas pessoas, e o contato com o leitor fica reduzido í  um aperto de mí£os e uma assinatura personalizada.

Portanto, conto com voces para me sugerirem como falar do livro nas minhas duas comunidades sociais (Twitter e Facebook) que neste momento em que escrevo significam mais de 1.200.000 amigos, dos quais aproximadamente 30% ( 360 mil) sí£o brasileiros. Estas comunidades me permitem um contato íšNICO com o leitor. Acho que poderiamos estar criando juntos um importante paradigm que mais tarde poderá ser utilizado por outros escritores.

Por favor, deixem suas idéias nos comentários abaixo. Muití­ssimo obrigado

Character of the week: Castaneda



Nothing in this world is given as a present:
everything has to be learned with a great deal of effort. A man who seeks knowledge must have the same behavior as a soldier going to war: absolutely attentive, afraid, respectful and utterly confident. If he follows these recommendations, he may lose the odd battle but he will never cry over his fate.

The present is unique: a warrior knows how to wait, because he knows what he is waiting for. And while he waits, he wants nothing, and in this way anything he receives – however small – is a blessing. The common man worries too much about loving others, or being loved by them. A warrior knows what he wants – that is all in his life and that is where he concentrates all his energy. The common man spends the present acting as winner or loser, and depending on the results he becomes persecutor or victim. The warrior, on the other hand, worries only about his acts, which will lead him to the objective he has traced for himself.
Intention is transparent: intention (intento) is not a thought, nor an object, nor a desire. It is what makes a man triumph in his objectives and lifts him up from the ground even when he has delivered himself up to defeat. Intention is stronger than man.
It is always the last battle: the warrior’s spirit does not complain about anything, because he was not born to win or lose. He was born to fight, and each battle is the last that he is waging on the face of the Earth. That is why the warrior always leaves his spirit free, and when he gives himself to combat, knowing that his intention is transparent, he laughs and enjoys himself.

Carlos Castaneda
(25 December 1925 – 27 April 1998) was a Peruvian-born American anthropologist and author. The books and Castaneda, who rarely spoke in public about his work, have been controversial for many years. Supporters claim the books are either true or at least valuable works of philosophy. Academic critics claim the books are works of fiction, citing the books’ internal contradictions, discrepancies between the books and anthropological data, alternate sources for Castaneda’s detailed knowledge of shamanic practices and lack of corroborating evidence.

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Nada é fácil: nada neste mundo é dado de presente: tudo precisa ser aprendido com muito esforí§o. Um homem que vai em busca do conhecimento deve ter o mesmo comportamento de um soldado que vai para a guerra: bem desperto, com medo, com respeito, e com absoluta confianí§a. Se seguir estes requisitos, pode perder uma batalha ou outra, mas jamais irá lamentar-se do seu destino.

O presente é único
: um guerreiro sabe esperar, porque sabe o que está aguardando. E enquanto espera, ní£o deseja nada, e desta maneira, qualquer coisa que receber – por menor que seja – é uma bení§í£o. O homem comum se preocupa em demasiado por querer aos outros, ou ser querido por eles. Um guerreiro sabe o que deseja, e isso é tudo em sua vida (e nisso concentra toda a sua energia). O homem comum gasta o presente agindo como ganhador ou perdedor, e dependendo dos resultados, transforma-se em perseguidor ou ví­tima. O guerreiro, por outro lado, preocupa-se apenas com os seus atos, que o levarí£o ao objetivo que traí§ou para si mesmo.

A intení§í£o é transparente: a intení§í£o (intento) ní£o é um pensamento, nem um objeto, nem um desejo. É aquilo que faz um homem triunfar em seus objetivos, e levantá-lo do chí£o mesmo quando ele já se entregou í  derrota. A intení§í£o é mais forte que o homem.
A batalha é sempre a última: o espí­rito do guerreiro ní£o se queixa de nada, porque ní£o nasceu para ganhar ou perder. Nasceu para lutar, e cada batalha é a última que está travando sobre a face da Terra. Por isso o guerreiro sempre deixa o seu espí­rito livre, e quando se entrega ao combate, sabendo que sua intení§í£o é transparente, ele ri e se diverte.

Carlos Castaneda (25 de dezembro de 1925 “” 27 de abril de 1998) foi um escritor e antropólogo formado pela Universidade da Califórnia (UCLA);Uma controvérsia se formou em torno de sua figura tanto por parte de admiradores, que queriam encontrar Don Juan (seu mestre) pessoalmente quanto de céticos, que queriam encontrar motivos para desacreditá-lo academicamente, argumentando que o testemunho fornecido em seus escritos era ficional e apontando a escassez de fontes documentais sobre sua pesquisa de campo junto ao mestre indí­gena.

Problems and belly beer…


(photo sent by Ninni Rebecka)

Some of my friends with problems are like men with beer bellies: always proud of the fact

Alguns de meus amigos com problemas lembram cervejeiros com barriga: contentes com o fato

Algunos de mis amigos con problemas son como hombres con panza de cervecero: siempre orgullosos del hecho ( ( trad @CHELY_ESCALONA )

You can trust Brazilian Post Office



This is one of many letters that arrive without address…
However, in this case, the envelope was a work of art

10 SEC READ: Offending you (Engl, Port, Espa, Fran)

I DON’T WANT TO OFFEND YOU

You only understand the power and importance of forgiveness if you had been forgiven. The short story below illlustrates this:

During a pilgrimage to a sacred place, a holy man began to feel the presence of God. In the midst of a trance he knelt down, hid his face and prayed:
“Lord, I ask for only one thing in life: that I be given the grace of never offending you.”

“I cannot grant you that grace,” answered the Almighty. ‘If you don’t offend me I shall have no reason to pardon you. If I have no need to pardon you, soon you will also forget the importance of mercy towards others.

“So go on your way with Love and let me grant pardon now and again so that you don’t forget that virtue as well.”

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EU NíƒO DESEJO OFENDE-LO

Durante uma peregrinaí§í£o a um lugar sagrado, o homem santo comeí§ou a sentir a presení§a de Deus ao seu lado. Ajoelhou-se, escondeu a face e rezou
“Senhor, peí§o apenas uma coisa nesta vida; que me seja concedida a graí§a de jamais ofende-Lo.

“Ní£o posso lhe conceder esta graí§a” – respondeu o Altí­ssimo. ” Se vocíª nao me ofender, eu ní£o terei necessidade de perdoa-lo. Se eu ní£o precisar perdoa-lo, vocíª em breve esquecerá a importí¢ncia da compaixí£o pelos outros”.

“Portanto, continue seu caminho com amor, e permita-me perdoa-lo de vez em quando, para manter viva a importí¢ncia desta virtude”

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NO QUIERO OFENDERTE (trad. José Ureña)

Solo entiendes el poder y la importancia del perdón si has sido perdonado. La corta historia a continuación lo ilustra:
Durante un peregrinaje a un lugar sagrado, un hombre santo comenzó a sentir la presencia de Dios. En medio del trance, se arrodilló, escondió su cara y rezó:
“Señor, te pido solo una cosa en mi vida, que se me dé la gracia de nunca ofenderte.”
“No puedo concederte esa gracia”, responde el Todopoderoso. “Si no me ofendes no tendré motivos para perdonarte. Si no necesito perdonarte, pronto se te olvidará la importancia de la misericordia hacia los demás”
“Así­ que sigue tu camino con amor y déjame concederte perdón una y otra vez para que no olvides la importancia de esta virtud.”

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“JE NE VEUX PAS T’OFFENSER” (trad. Marie-Christine)

Tu comprends seulement le pouvoir et l’importance du pardon si tu as ete pardonne. La courte histoire ci-dessous illustre ceci:

Pendant un pelerinage dans un endroit religieux, un saint homme commenca a sentir la presence de Dieu. Au milieu d’une transe il se mit a genoux, cacha son visage et se mit a prier.
“Seigneur, je te demande seulement une chose dans la vie que me soit donne la grace de ne jamais t’offenser”.
“Je ne peux pas t’accorder cette grace” repondit le tout-puissant. Si tu ne m’offusques pas je n’aurais aucune raison de te pardonner. Si je n’ai aucun besoin de te pardonner, bientot tu oublieras agalement l’importance de la pitie envers les autres.”

“Alors, vas vers ton chemin avec Amour et laisses-moi accorder le pardon de temps en temps pour que tu n’oublies pas cette vertu aussi.”

Character of the week: Jorge Luis Borges



ENGLISH > PORTUGUES > ESPANOL > FRANçAIS

The Aleph

Jorge Luis Borges (1899 – 1986), was an Argentine writer, essayist, and poet born in Buenos Aires. For me, he was also the best writer of the XX Century. In the text below he describes the point where the whole universe converges.

On the back part of the step, toward the right, I saw a small iridescent sphere of almost unbearable brilliance. At first I thought it was revolving; then I realised that this movement was an illusion created by the dizzying world it bounded. The Aleph’s diameter was probably little more than an inch, but all space was there, actual and undiminished. Each thing (a mirror’s face, let us say) was infinite things, since I distinctly saw it from every angle of the universe. I saw the teeming sea; I saw daybreak and nightfall; I saw the multitudes of America; I saw a silvery cobweb in the center of a black pyramid; I saw a splintered labyrinth (it was London); I saw, close up, unending eyes watching themselves in me as in a mirror; I saw all the mirrors on earth and none of them reflected me; I saw in a backyard of Soler Street the same tiles that thirty years before I’d seen in the entrance of a house in Fray Bentos; I saw bunches of grapes, snow, tobacco, lodes of metal, steam; I saw convex equatorial deserts and each one of their grains of sand; I saw a woman in Inverness whom I shall never forget; I saw her tangled hair, her tall figure, I saw the cancer in her breast; I saw a ring of baked mud in a sidewalk, where before there had been a tree; I saw a summer house in Adrogué and a copy of the first English translation of Pliny “” Philemon Holland’s “” and all at the same time saw each letter on each page (as a boy, I used to marvel that the letters in a closed book did not get scrambled and lost overnight); I saw a sunset in Querétaro that seemed to reflect the colour of a rose in Bengal; I saw my empty bedroom; I saw in a closet in Alkmaar a terrestrial globe between two mirrors that multiplied it endlessly; I saw horses with flowing manes on a shore of the Caspian Sea at dawn; I saw the delicate bone structure of a hand; I saw the survivors of a battle sending out picture postcards; I saw in a showcase in Mirzapur a pack of Spanish playing cards; I saw the slanting shadows of ferns on a greenhouse floor; I saw tigers, pistons, bison, tides, and armies; I saw all the ants on the planet; I saw a Persian astrolabe; I saw in the drawer of a writing table (and the handwriting made me tremble) unbelievable, obscene, detailed letters, which Beatriz had written to Carlos Argentino; I saw a monument I worshipped in the Chacarita cemetery; I saw the rotted dust and bones that had once deliciously been Beatriz Viterbo; I saw the circulation of my own dark blood; I saw the coupling of love and the modification of death; I saw the Aleph from every point and angle, and in the Aleph I saw the earth and in the earth the Aleph and in the Aleph the earth; I saw my own face and my own bowels; I saw your face; and I felt dizzy and wept, for my eyes had seen that secret and conjectured object whose name is common to all men but which no man has looked upon “” the unimaginable universe.


O Aleph

Jorge Luis Borges (1899 – 1986), escritor, poeta e ensaiasta argentino. Para mim, o melhor escritor do século XX. No trecho do conto “O Aleph” ele fala do ponto onde todo o universo se encontra, e que de uma maneira ou de outra todos nós podemos experimentar.

Na parte inferior do degrau, í  direita, vi uma pequena esfera tornassolada, de quase intolerável fulgor. Ao princí­pio pensei que fosse giratória; logo compreendi que esse movimento era uma ilusí£o produzida pelos vertiginosos espetáculos que encerrava. O dií¢metro do Aleph seria de dois ou tríªs centí­metros, mas o espaí§o cósmico estava aí­, sem diminuií§í£o de tamanho. Cada coisa (a lua do espelho, digamos) era infinitas coisas, porque eu claramente a via de todos os pontos do universo. Vi o populoso mar, vi a aurora e a tarde, vi as multidíµes da América, vi uma prateada teia de aranha no centro de uma negra pirí¢mide, vi um labirinto roto (era Londres), vi intermináveis olhos imediatos escrutando-se em mim como em um espelho, vi todos os espelhos do planeta e nenhum me refletiu, vi em um pátio da rua Soler os mesmos ladrilhos que há trinta anos vi no saguí£o de uma casa em Frey Bentos, vi ramos, neve, tabaco, gretas de metal, vapor d’água, vi convexos desertos equatoriais e cada um de seus grí£os de areia, vi em Inverness uma mulher que ní£o esquecerei, vi a violenta cabeleira, o altivo corpo, vi um cí¢ncer de mama, vi um cí­rculo de terra seca em uma calí§ada, onde antes houve uma árvore, vi uma chácara de Adrogué, um exemplar da primeira versí£o inglesa de Plí­nio, a de Philemont Holland, vi a um só tempo cada letra de cada página (quando crianí§a eu costumava maravilhar-me de que as letras de um volume fechado ní£o se misturassem e perdessem no decurso da noite), vi a noite e o dia contemporí¢neo, vi um pí´r-do-sol em Querétaro que parecia refletir a cor de uma rosa em Bengala, vi meu dormitório sem ninguém, vi em um gabinete de Alkmaar um globo terrestre entre dois espelhos que o multiplicavam sem fim, vi cavalos de crina como um remoinho, em uma praia do Mar Cáspio na aurora, vi a delicada ossatura de uma mano, vi os sobreviventes de uma batalha enviando cartíµes postais, vi em uma vitrine de Mirzapur um baralho espanhol, vi as sombras oblí­quas de umas samambaias no solo de uma estufa, vi tigres, íªmbolos, bisontes, marejadas e exércitos, vi todas as formigas que há na terra, vi um astrolábio persa, vi em uma gaveta da escrivaninha (e a letra me fez tremer) cartas obscenas, incrí­veis, precisas, que Beatriz havia dirigido a Carlos Argentino, vi um adorado monumento na Chacarita, vi a relí­quia atroz do que deliciosamente havia sido Beatriz Viterbo, vi a circulaí§í£o do meu próprio sangue, vi a engrenagem do amor e a modificaí§í£o da morte, vi o Aleph, de todos os pontos, vi no Aleph a terra, vi minha cara e minhas ví­sceras, vi a sua cara, e senti vertigem e chorei, porque meus olhos haviam visto esse objeto secreto e conjetural, cujo nome os homens usurpam, mas que nenhum homem jamais olhou: o inconcebí­vel universo.


El Aleph


Jorge Luis Borges (1899 – 1986), poeta, escritor argentino, para mi el mejor del Siglo XX. En el texto abajo, describe el punto de encuentro de todo el universo.

En la parte inferior del escalón, hacia la derecha, vi una pequeña esfera tornasolada, de casi intolerable fulgor. Al principio la creí­ giratoria; luego comprendí­ que ese movimiento era una ilusión producida por los vertiginosos espectáculos que encerraba. El diámetro del Aleph serí­a de dos o tres centí­metros, pero el espacio cósmico estaba ahí­, sin disminución de tamaño. Cada cosa (la luna del espejo, digamos) era infinitas cosas, porque yo claramente la veí­a desde todos los puntos del universo. Vi el populoso mar, vi el alba y la tarde, vi las muchedumbres de América, vi una plateada telaraña en el centro de una negra pirámide, vi un laberinto roto (era Londres), vi interminables ojos inmediatos escrutándose en mí­ como en un espejo, vi todos los espejos del planeta y ninguno me reflejó, vi en un traspatio de la calle Soler las mismas baldosas que hace treinta años vi en el zaguán de una casa en Frey Bentos, vi racimos, nieve, tabaco, vetas de metal, vapor de agua, vi convexos desiertos ecuatoriales y cada uno de sus granos de arena, vi en Inverness a una mujer que no olvidaré, vi la violenta cabellera, el altivo cuerpo, vi un cáncer de pecho, vi un cí­rculo de tierra seca en una vereda, donde antes hubo un árbol, vi una quinta de Adrogué, un ejemplar de la primera versión inglesa de Plinio, la de Philemont Holland, vi a un tiempo cada letra de cada página (de chico yo solí­a maravillarme de que las letras de un volumen cerrado no se mezclaran y perdieran en el decurso de la noche), vi la noche y el dí­a contemporáneo, vi un poniente en Querétaro que parecí­a reflejar el color de una rosa en Bengala, vi mi dormitorio sin nadie, vi en un gabinete de Alkmaar un globo terráqueo entre dos espejos que lo multiplicaban sin fin, vi caballos de crin arremolinada, en una playa del Mar Caspio en el alba, vi la delicada osadura de una mano, vi a los sobrevivientes de una batalla, enviando tarjetas postales, vi en un escaparate de Mirzapur una baraja española, vi las sombras oblicuas de unos helechos en el suelo de un invernáculo, vi tigres, émbolos, bisontes, marejadas y ejércitos, vi todas las hormigas que hay en la tierra, vi un astrolabio persa, vi en un cajón del escritorio (y la letra me hizo temblar) cartas obscenas, increí­bles, precisas, que Beatriz habí­a dirigido a Carlos Argentino, vi un adorado monumento en la Chacarita, vi la reliquia atroz de lo que deliciosamente habí­a sido Beatriz Viterbo, vi la circulación de mi propia sangre, vi el engranaje del amor y la modificación de la muerte, vi el Aleph, desde todos los puntos, vi en el Aleph la tierra, vi mi cara y mis ví­sceras, vi tu cara, y sentí­ vértigo y lloré, porque mis ojos habí­an visto ese objeto secreto y conjetural, cuyo nombre usurpan los hombres, pero que ningún hombre ha mirado: el inconcebible universo.

Le Aleph (merci Marie-Cristine pour traduire)

“Jorge Luis Borges (2899-2986) etait un ecrivain argentin, essayiste et poete, ne a Buenos Aires. Pour moi, il etait egalement le meilleur ecrivain du XX siecle. Dans le texte ci-dessous, il decrit le point ou tout l’univers converge.”

“Sur la partie arriere de la marche, vers la droite, j’ai vu une petite sphere irisee d’une brillance presque insupportable. D’abord j’ai pense qu’elle tournait, puis j’ai realise que ce mouvement etait une illusion cree par le monde vertigineux qu’il limitait. Le diametre de l’Alph etait probablement de la taille d’un pouce, mais tout l’espace etait la, reel et non-diminue.
Chaque chose (le miroir du visage, disons) etait des choses illimitees puisque je les voyais clairement sous tous les angles de l’univers.
J’ai vu la mer grouillante, j’ai vu le jour se reveler, et la tombee de la nuit, j’ai vu les multitudes de l’Amerique, j’ai vu une toile d’araignee argentee au centre d’une pyramide noire; j’ai vu un labyrinthe fragmente (c’etait Londres), j’ai vu, se refermer des yeux sans fin, se regardant dans moi comme dans un miroir, j’ai vu tous les miroirs de la terre et aucun d’entre eux me refleter; j’ai vu dans une cour de la rue Soler les memes carreaux que j’avais vu avant dans l’entree d’une maison a Fray Bentos; j’ai vu des grappes de raisin , la neige, le tabac, des filons de metal, la vapeur, j’ai vu des deserts equatoriaux convexes et chacun de ses grains de sable, j’ai vu une femme a Inverness que je n’oublierai jamais, j’ai vu ses cheveux emmeles, sa grande silhouette, j’ai vu le cancer dans son sein, j’ai vu un anneau de boue cuite sur un trottoir ou avant se trouvait un arbre, j’ai vu une maison de vacances a Adrogue et une copie de la premiere traduction de Pliny (La Hollande de Philemon) et tout en meme temps, j’ai vu chaque lettre sur chaque page (quand j’etais petit, je voyais avec etonnement que les lettres dans un livre ferme ne s’embrouillaient pas et ne se perdaient pas pendant la nuit) et j’ai vu le coucher du soleil a Queretaro qui avait l’air de refleter la couleur d’une rose au Bengale, j’ai vu ma chambre vide, j’ai vu dans un placard a Alkmaar un globe terrestre entre deux mirroirs qui se multipliaient sans cesse, j’ai vu des chevaux avec des crinieres flottantes sur le rivage de la mer Caspienne a l’aube; j’ai vu la structure delicate de l’ossature d’une main, j’ai vu les rescapes d’une bataille envoyamt des cartes postales illustrees. j’ai vu dans un spectacle a Mirzapur une bande d’espagnols entrain de jouer aux cartes, j’ai vu les ombres inclinees des fougeres sur le sol d’une serre.; j’ai vu des tigres, des pistons, des bisons, des marees et des armees, j’ai vu toutes les fourmis de la planete, j’ai vu un astrolabe Persan, j’ai vu dans le tiroir d’une table a ecrire (et l’ecriture me fait trembler) d’incroyables, obscenes lettres detaillees que Beatriz avait ecrites a Carlos Argentiro; j’ai vu un mouvement que j’adorais au cimetiere Chacarita; j’ai vu la poussiere pourrie et les os qui avait jadis appartenues a l’etre delicieuse Beatriz Viterbo, j’ai vu la circulation de mon sang fonce, j’ai vu l’amour s’accoupler et la modification de la mort, j’ai vu l’Alph de chaque point et angle, j’ai vu mon visage et mes propres entrailles; j’ai vu ton visage et j’etais pris de vertiges et j’ai pleure, car mes yeux ont vu ce secret et objet conjoncture dont le nom est commun a tous les hommes mais qu’aucun homme n’a jamais regarde – l’univers inimaginable -“

Facebook/Twitter “Portolan”

CLICK PARA LEER EN ESPANOL. PORTUGUES no final da página FRANçAIS au-dessous de la page

Portolan charts are navigational maps based on realistic descriptions of harbours and coasts, used during the Age of Discovery to describe the world.

When I had reached over 800.000 followers in Facebook, I had asked for your suggestions on how to celebrate. I was given many interesting ideas, which I would like to implement little by little. The first idea was a prayer, which we made together on Saturday April 10th at 6:00 PM.

The second idea was a book of quotes, which I would now like to implement. Whilst walking on the streets, I noticed that there are a lot of people checking their mobiles. Therefore, why not create a modern Portolan with the wisdom of our times, using favorite quotes from my readers? Readers choose, I will select, and Suphi, my webmaster, will create the software and the RSS feed.

After we have the selected quotes in ENGLISH, ESPANOL, FRANçAIS, PORTUGUES, the webmaster will make a system that will send the quote in the selected language.

I would like you to kindly send me your favorite quotes. Out of these I will select 365 quotes and use them for a mobile application (for free, of course). Please keep in mind that the quotes need to be public domain or your personal quotes. By posting them here, you agree that they are copyright free.

In each entry you should post a maximum of five quotes, with the name of the author and your name. Example
“Every man has his own destiny: the only imperative is to follow it, to accept it, no matter where it leads him.” Henry Miller (submitted by Paulo Coelho)

If I receive many interesting quotes, we may eventually consider creating a book to be downloaded for free. In this case I will need one of you to do the illustrations and layout. I will ask at later date for the illustrator. The book will be like Life, for example.

Thanks for participating. Please use “comments” below to submit your favorite quotes.

UPDATE 06 MAY: WE HAVE ALREADY ENOUGH QUOTES FOR ONE YEAR BUT PLEASE FEEL FREE TO CONTINUE POSTING.
WE ARE NOW FINDING A WAY TO IMPLEMENT AN APP THAT CAN RUN IN SEVERAL DIFFERENT PLATFORMS. THIS MAY TAKE A WHILE.

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PORTUGUES

Portolanos eram os livros utilizados pelos grandes navegadores. Geralmente guardado em segredo, eles mostravam as rotas marí­timas e descreviam em detalhes o mundo que estava sendo descoberto.

Dia 8 de abril, quando atingi 800.000 seguidores no Facebook, pedi sugestoes para celebrar o fato. Recebi uma série de ótimas ideias. A primeira foi uma oraí§ao coletiva em 10 de Abril, as 6 da tarde, o que fizemos.

A outra foi um livro de pensamentos, que estou implementando agora. Sempre que caminho pelas ruas, vejo pessoas em filas, pontos de í´nibus, distraindo-se com seus celulares. Portanto, por que ní£o criar um moderno Portolando com a sabedoria do nosso tempo, usando as frases favoritas de meus leitores? Leitores enviam, eu seleciono, e meu webmaster fará um software que permitirá as pessoas receberem a frases através de RSS feed.

Depois de selecionar as frases em ENGLISH, ESPANOL, FRANçAIS, PORTUGUES, o webmaster criará um sistema onde a pessoa poderá receber a frase em sua lí­ngua.

Gostaria que me enviassem suas frases favoritas. Selecionarei 365 delas, que serí£o usadas em uma aplicaí§í£o para celular (gratuita, claro). As frases devem ser de dominio público ou podem ser suas frases, mas ao coloca-las aqui, voce concorda que estí£o livres para serem reproduzidas.

Cada comentário abaixo deve conter um máximo de cinco frases, com o nome do autor e seu nome . Por exemplo
“Toda pessoa tem um destino. É imperativo cumpri-lo e aceita-lo, independente de onde irá chegar” Henry Miller (postado por Paulo Coelho)

Se receber muitas frases, considerarei fazer um livro que poderá ter um download gratuito. Neste caso, um de vocíªs fará o layout. O livro seria como Life, por exemplo.

Obrigado por participar e use o campo abaixo para submeter as frases.

UPDATE 06 MAIO: TEMOS Jí O NUMERO SUFICIENTE DE FRASES PARA UM ANO.
ENTRETANTO, ESTAMOS BUSCANDO A SOLUçAO IDEAL PARA UM SISTEMA QUE POSSA RODAR EM DIFERENTES PLATAFORMAS DE TELEFONE. ISSO TALVEZ DEMORE UM POUCO

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FRANçAIS (merci Marie-Christine)

Les graphiques Portolan sont des cartes de navigation basees sur des descriptions realistiques des ports et des cotes; utilisees pendant l’Age de la Decouverte pour decrire le monde.

Losque je suis arrive aux 800,000 supporters sur Facebook, je vous ai demande vos suggestions pour celebrer. J’ai recu beaucoup d’idees interessantes, que j’aimerais realiser petit a petit. La premiere idee fut la priere que nous avons faite ensemble le Dimanche 10 avril a 18 heures.

La deuxieme idee est de produire un livre de citations que j’aimerais mettre en place. Alors que je marchais dans les rues, je me suis rendue compte qu’il y a beaucoup de personnes qui verifient leur portable. A cause de cela, pourquoi ne pas creer un Portolan moderne avec une opinion de notre temps, en utilisant les citations preferees de mes lecteurs?
Les lecteurs choisissent, je selectionnerai et Suphi, mon webmaster, creera le logiciel et le RSS feed.

Une fois les citations selectionnees , en anglais, espagnol, francais et portuguais, le webmaster designera un syteme qui enverra la citation dans la langue selectionnee.
Si vous le voulez bien, envoyez-moi vos citations preferees.A partir de celles-ci, je choisirais 365 citations et les utiliserai pour une application sur un portable (gratuite, bien entendu)
Prenez note que les citations doivent faire partie du Domaine Public ou sont vos citations personnelles. En les envoyant ici, vous acceptez qu’elles soient libres de tous droits d’auteur (copyright).

Dans chaque entree, vous pourrez mettre un maximum de cinq citations, avec le nom de l’auteur et votre nom. Exemple
“Chaque homme a sa destinee, le seul imperatif est de la suivre, de l’accepter , peu importe ou elle le conduit.” (suggere par Paulo Coelho)

Si je recois beaucoup de citations interessantes, on peut eventuellement considerer la creation d’un livre pour l’imprimer gratuitement. Dans ce cas, j’aurais besoin de l’un d’entre vous pour faire les illustrations et la mise en page. Je demanderai plus tard pour un illustrateur.Le livre ressemblera a celui de Life – par exemple.

Merci pour votre participation. Veuillez utiliser les “commentaires” (Comments) ci-dessus pour soumettre vos citations preferees.”

UPDATE 06 MAY: WE HAVE ALREADY ENOUGH QUOTES FOR ONE YEAR BUT PLEASE FEEL FREE TO CONTINUE POSTING.
WE ARE NOW FINDING A WAY TO IMPLEMENT AN APP THAT CAN RUN IN SEVERAL DIFFERENT PLATFORMS. THIS MAY TAKE A WHILE.

Character of the week: Henry Miller

Example moves the world more than doctrine. Every man has his own destiny: the only imperative is to follow it, to accept it, no matter where it leads him.

Art is only a means to life, to the life more abundant. It is not in itself the life more abundant. It merely points the way, something which is overlooked not only by the public, but very often by the artist himself. In becoming an end it defeats itself.

Develop an interest in life as you see it; the people, things, literature, music – the world is so rich, simply throbbing with rich treasures, beautiful souls and interesting people. Forget yourself. In the attempt to defeat death man has been inevitably obliged to defeat life, for the two are inextricably related. Life moves on to death, and to deny one is to deny the other.

Moralities, ethics, laws, customs, beliefs, doctrines – these are of trifling import. One of the reasons why so few of us ever act, instead of react, is because we are continually stifling our deepest impulses. All that matters is that the miraculous become the norm.
Imagination is the voice of daring. If there is anything Godlike about God it is that. He dared to imagine everything. The man who looks for security, even in the mind, is like a man who would chop off his limbs in order to have artificial ones which will give him no pain or trouble.

Henry Valentine Miller (26 December 1891 – 7 June 1980) was an American novelist and painter. He was known for breaking with existing literary forms and developing a new sort of ‘novel’ that is a mixture of novel, autobiography, social criticism, philosophical reflection, surrealist free association, and mysticism. For the author of this blog, he is one of the best writers of the XX Century

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PORTUGUES

Desejo dar uma volta por aquelas altas e áridas cordilheiras de montanhas onde se morre de sede e frio, por aquela história “extratemporal”, aquele absoluto de tempo e espaí§o onde ní£o existe homem, nem fera, nem vegetaí§í£o, onde se fica louco de solidí£o, com linguagem que é de meras palavras, onde tudo é desengachado, desengrenado, sem articulaí§í£o com os tempos.

Desejo um mundo de homens e mulheres, de árvores que ní£o falem (porque já existe conversa demais no mundo!) de rios que levem a gente a lugares, ní£o rios que sejam lendas, mas rios que ponham a gente em contato com outros homens e mulheres, com arquitetura, religií£o, plantas, animais – rios que tenham barcos e nos quais os homens se afoguem, mas ní£o se afoguem no mito e lenda e nos livros e poeira do passado, mas no tempo e no espaí§o e na história.

Desejo rios que faí§am oceanos como Shakespeare e Dante, rios que ní£o se sequem no vazio do passado. Oceanos sim! Tenhamos novos oceanos que apaguem o passado, oceanos que criem novas formaí§íµes geológicas, novas vistas topográficas e continentes estranhos, aterrizadores, oceanos que destruam e preservem ao mesmo tempo, oceanos nos quais possamos navegar, partir para novas descobertas, novos horizontes. Tenhamos mais oceanos, mais convulsíµes, mais guerras, mais holocaustos. Tenhamos um mundo de homens e mulheres com dí­namos entre as pernas, um mundo de fúria natural, de paixí£o, aí§í£o, drama, sonhos, loucura, um mundo que produza extí¢se e ní£o peidos secos. Creio hoje mais do que nunca é preciso procurar um livro ainda que de uma só grande página: precisamos procurar fragmentos, lascas, unhas dos dedos dos pés, tudo quanto contenha minério, tudo quanto seja capaz de ressuscitar o corpo e a alma.

Henry Valentine Miller (Manhattan, New York, 26 de Dezembro de 1891- Los Angeles, 7 de Junho de 1980), Muitas vezes lembrado como escritor pornográfico, é para o autor deste blog um dos maiores escritores do século XX. Há um filme ficcional sobre o perí­odo da vida em que eles se conheceram, Henry and June, baseado nos diários de Anaí¯s.

The problems of your neighbour

by Paulo Coelho

There was once a well-known scholar, who lived in a mountain in the Himalayas. Tired of living with men, he had chosen a simple life and spent most of his time meditating.

His fame, however, was so great that people were willing to walk narrow paths, climb steep hills, swim rivers – to meet the holy man who was believed to be able to resolve any trouble of the human heart.

The wise man, as he was full of compassion, gave some advice here and there, but kept trying to get rid of unwanted visitors. Still, they appeared in larger groups, and once a day a crowd knocked on his door, saying that great stories about him were published in their local newspaper and that everyone was sure he knew how to overcome the difficulties of their lives.

The wise man said nothing but asked them to sit and wait. Three days passed, and more people arrived. When there was no room for anyone else, he addressed the people who were outside his door.

“Today I will give the answer that everyone wants. But you must promise that, to have your problems solved, you will not tell the new pilgrims that I moved here – so that you can continue to live in the solitude you so much crave. Men and women have made a sacred oath that if the wise fulfilled their promises, they would not let any more pilgrims climb the mountain.”

“Tell me your problems,” said the sage.

Someone began to speak, but was soon interrupted by others, as everyone knew that this was the last public hearing that the holy man was giving, and they feared that he wouldn’t have the time to listen to all of them. Minutes later, confusion was created, many voices were shouting at the same time, people were crying, men and women were tearing their hair out in despair because it was impossible to hear.

The wise man let the situation be prolonged a little, until he cried, “Silence!”

The crowd fell silent immediately.

“Write your problems down and put the papers in front of me,” he said.

When everyone finished, the wise man mixed all the papers in a basket, then said, “Keep this basket moving amongst you. Each of you will take a paper, and read it. You will then choose whether to keep your problems, or take the one given to you.”

Each person took a sheet of paper, read it, and was horrified. They concluded that what they had written, however bad it was, was not as serious as what ailed his neighbor. Two hours later, they exchanged papers amongst themselves, and each one had to put their personal problems back into his or her pocket, relieved that their distress was not as hard as they once thought.

Grateful for the lesson, they went down the mountain with the certainty that they were happier than all the others, and – fulfilling the promise made – never let anyone disturb the peace of the holy man.

Rosa de los Vientos ( Compass Rose )

Rosa de los Vientos and I (photo by Priya Sher)

The compass rose is an element of a map used to show direction,showing cardinal directions and frequently intermediate direction.

The “rose” term arises from the fairly ornate figures used with early compasses. A fleur-de-lis figure, evolved from the initial T in the north wind’s name Tramontane, is sometimes used to indicate the north direction. Similarly, on old maps the east was marked with an L for Levante, or with a Christian cross indicating the direction of Jerusalem from the point of view of western Europe’s countries.
A Rose of the Winds is an ancient version of a compass rose which personified compass directions as winds with individual names, such as the west wind Zephyrus and the east wind Eurus. A fountain in Taranto, Italy was inspired by and named after the Rose of the Winds.

Rose of the Winds also inspired several quotes about friendship

Aristotle:
What is a friend? A single soul dwelling in two bodies.

Ben Jonson: True friendship consists not in the multitude of friends, but in their worth and value.

Cicero: It is virtue, virtue, which both creates and preserves friendship. On it depends harmony of interest, permanence, fidelity.

Ecclesiasticus: A faithful friend is a strong defense: and he that hath found such an one hath found a treasure

Elie Wiesel: Friendship marks a life even more deeply than love. Love risks degenerating into obsession, friendship is never anything but sharing

George Washington: Friendship is a plant of slow growth and must undergo and withstand the shocks of adversity before it is entitled to the appellation

Marcel Proust: Let us be grateful to people who make us happy; they are the charming gardeners who make our souls blossom.

Ralph Waldo Emerson:
It is one of the blessings of old friends that you can afford to be stupid with them.

Samuel Coleridge:Friendship is a sheltering tree.

Samuel Johnson:
There can be no friendship without confidence, and no confidence without integrity.

Aristotle: Without friends no one would choose to live, though he had all other goods.

Czech Proverb: Do not protect yourself by a fence, but rather by your friends.

Saint Jerome: The friendship that can cease has never been real.

Madame de Tencin
: Never refuse any advance of friendship, for if nine out of ten bring you nothing, one alone may repay you.

Publilius Siyrus Prosperity makes friends, adversity tries them.

And finally, Khalil Gibran on Friendship:

Your friend is your needs answered.
He is your field which you sow with love and reap with thanksgiving.
And he is your board and your fireside.
For you come to him with your hunger, and you seek him for peace.
When your friend speaks his mind you fear not the “nay” in your own mind, nor do you withhold the “ay.”
And when he is silent your heart ceases not to listen to his heart;
For without words, in friendship, all thoughts, all desires, all expectations are born and shared, with joy that is unacclaimed.
When you part from your friend, you grieve not;
For that which you love most in him may be clearer in his absence, as the mountain to the climber is clearer from the plain.
And let there be no purpose in friendship save the deepening of the spirit.
For love that seeks aught but the disclosure of its own mystery is not love but a net cast forth: and only the unprofitable is caught.
And let your best be for your friend.
If he must know the ebb of your tide, let him know its flood also.
For what is your friend that you should seek him with hours to kill?
Seek him always with hours to live.
For it is his to fill your need, but not your emptiness.
And in the sweetness of friendship let there be laughter, and sharing of pleasures.
For in the dew of little things the heart finds its morning and is refreshed.

This blog

As you can see in the graphic above, we are now with an average of half a million people visiting this blog. The mouse is showing March stats.
In the first 12 days in April (dot on the far right) , we had 202.736 unique visitors, more than in November 2008. If the trend continues, we are going to have over 550.000 in April.
There is a jump in August 2009 (when I put free books) and in May 2009 (when we had Arash’s issue) but from January 2010 the blog goes close to 600.000, and then stabilizes around 500.000 unique visitors per month.
So I would like to thank you for your strong support, and I am really looking forward to new ideas to implement here. Since July 2009 I decided to reduce the blog to 2 updates per week ( Wednesday and Sunday), and I kept the WOL community, that served its purposed and it is now closed.
For any new idea, please write to [email protected] but it seems that the blog is fulfilling its task.
A BIG THANK YOU AGAIN
Love
Paulo

La búsqueda

Paulo Coelho

Prosigo aquí­ con la transcripción de unos cuantos trechos de las conversaciones que mantuve con J, mi amigo y maestro en la Tradición de RAM, y que recogí­ en algunos cuadernos entre 1982 y 1986. En esta época, recuerdo, pedí­a consejo continuamente sobre cualquier decisión que debiera tomar. J. normalmente callaba, hasta que un dí­a me dijo:

-Las personas que nos rodean en nuestro dí­a a dí­a nos pueden dar pistas muy importantes sobre los pasos que debemos dar. Pero para eso es preciso discernir aguzando la mirada y afinando el oí­do, porque los que responden demasiado aprisa no suelen ser muy de fiar.
“Resulta peligroso pedir consejo. Dar uno es algo muy arriesgado, si tenemos un mí­nimo de sentido de la responsabilidad. Si alguien necesita ayuda, puede ser mejor que observe cómo otras personas han conseguido resolver (o no) sus propios problemas. A menudo nuestro ángel emplea los labios de alguien próximo para decirnos algo, pero esta respuesta suele llegar en un momento inesperado, cuando no estamos permitiendo que nuestras preocupaciones oscurezcan el milagro de la vida.No quieras ser siempre tan coherente. Descubre la alegrí­a de sorprenderte a ti mismo. Ser coherente supone tener que llevar siempre una corbata conjuntada con los calcetines. También se deben mantener mañana las mismas opiniones que se tení­an hoy… ¡Eso es ignorar el movimiento del mundo!
“Mientras no hagas mal a nadie, cambia de opinión de vez en cuando, y no te avergüences por contradecirte: estás en tu derecho. No importa lo que piensen los demás, porque lo pensarán de todas formas.”

-Pero estamos hablando de fe.

-Exacto. Continúa con lo que haces, pero intenta poner amor en cada gesto: esto bastará para organizar tu búsqueda. No solemos dar valor a lo que hacemos todos los dí­as, pero esto es lo que transforma el mundo que nos rodea. Pensamos que la fe es un trabajo de gigantes, pero si leemos algunas páginas de la biografí­a de cualquier santo, nos daremos cuenta de que era una persona absolutamente común, con la particularidad de que decidió firmemente dividir con los demás lo mejor de sí­ mismo.

“Son muy diversas las emociones que pueden impulsar el corazón del hombre a emprender el camino de la espiritualidad. El motivo puede ser “noble” (como la fe, el amor al prójimo o la caridad), pero también puede reducirse a un capricho, como el miedo a la soledad, la curiosidad, o el temor a la muerte.”

“Nada de esto importa. El verdadero camino espiritual es más fuerte que las razones que nos condujeron a él, y poco a poco acaba imponiéndose, con amor, disciplina y dignidad. Llega un momento en el que miramos atrás, recordamos el inicio de nuestra jornada, y nos reí­mos de nosotros mismos en aquel entonces. En definitiva, fuimos capaces de crecer, a pesar de la banalidad de los motivos iniciales que nos llevaron al camino.”

-¿Pero cómo puedo saber si, por lo menos, estoy recorriendo este camino con amor y dignidad?

-Dios suele emplear la soledad para enseñarnos algo acerca de la convivencia. A veces usa la rabia para que podamos comprender el infinito valor de la paz. En otras ocasiones, con el tedio quiere mostrarnos la importancia de dejarse llevar por la aventura.

“Dios suele emplear el silencio para enseñarnos algo acerca de la responsabilidad de lo que decimos. A veces usa el cansancio para que podamos comprender el valor del despertar. En otras ocasiones, con la enfermedad quiere mostrarnos la importancia de tener buena salud.”

“Dios suele emplear el fuego para enseñarnos algo acerca del agua. A veces usa la tierra para que podamos comprender el valor del aire. En otras ocasiones, con la muerte quiere mostrarnos la importancia de la vida.”

-Pero, ¿qué hacer con la sensación de culpa que todos tenemos?

-En uno de los más trágicos momentos de la crucifixión, uno de los ladrones se da cuenta de que el hombre que muere a su lado es el Hijo de Dios. “Señor, acuérdate de mí­ cuando entres en el Reino de los Cielos”, dice el ladrón. “En verdad te digo, que hoy estarás conmigo en el Paraí­so”, responde Jesús, haciendo del bandido el primer santo de la Iglesia Católica: San Dimas.

“No sabemos por qué razón Dimas fue condenado a muerte. En la Biblia, él confiesa su culpa, reconociendo que lo crucifican por los crí­menes cometidos. Podemos incluso suponer que habí­a realizado algo cruel o tenebroso que justificase para los jueces semejante final. A pesar de todo esto, en los últimos minutos de su existencia, un acto de fe lo redime, y lo glorifica.”

“Acuérdate de este ejemplo cuando, por la razón que sea, te sientas incapaz de proseguir.”

A busca

Paulo Coelho

Continuo a transcrever trechos que anotei entre 1982 e 1986, sobre minhas conversas com J., meu amigo e mestre na Tradií§í£o de RAM. Lembro-me que vivia pedindo conselhos a respeito de qualquer decisí£o que precisava tomar. J. geralmente ficava calado, até que me disse:

– As pessoas que fazem parte de nosso dia-a-dia podem nos dar importantes pistas sobre decisíµes que precisamos tomar. Mas para isso, basta um olhar aguí§ado, e um ouvido atento, porque os que tem soluí§í£o na ponta da lí­ngua geralmente sí£o suspeitos.

“É muito perigoso pedir um conselho. É muito arriscado dar um conselho, se temos um mí­nimo de responsabilidade com a pessoa com quem estamos conversando. Se precisar de ajuda, é melhor ver como as outras pessoas resolvem – ou ní£o resolvem – seus problemas. Nosso anjo muitas vezes usa os lábios de alguém para nos dizer algo, mas esta resposta vem de maneira casual, geralmente num momento em que ní£o deixamos que nossas preocupaí§íµes escureí§am o milagre da vida. Ní£o procure ser coerente o tempo todo; descubra a alegria de ser uma surpresa para vocíª mesmo. Ser coerente é precisar usar sempre a gravata combinando com a meia . É ser obrigado a manter amanhí£ as mesmas opiniíµes que vocíª tinha hoje. E o movimento do mundo – onde fica?
“Desde que vocíª ní£o prejudique ninguém, mude de opinií£o de vez em quando, e caia em contradií§í£o sem se envergonhar disso; vocíª tem este direito. Ní£o importa o que os outros ví£o pensar – porque eles ví£o pensar de qualquer maneira.

– Mas estamos falando de fé.

– Exatamente. Continue fazendo o que faz, mas procure colocar amor em cada gesto: isso basta para organizar sua busca. Costumamos ní£o dar valor í s coisas que fazemos todos os dias, mas sí£o elas que estí£o transformando o mundo í  nossa volta.Pensamos que a fé é tarefa para gigantes, mas basta ler algumas páginas da biografia de qualquer homem santo, que ali descobriremos uma pessoa absolutamente comum – exceto pelo fato de que estava decidida a dividir com os outros o melhor de si mesmo.

“Muitas sí£o as emoí§íµes que movem o coraí§í£o humano quando ele resolve dedicar-se ao caminho espiritual. Pode ser um motivo “nobre”- como fé, amor ao próximo, ou caridade. Ou pode ser apenas um capricho, o medo da solidí£o, a curiosidade, ou o pavor da morte.

“Nada disto importa. O verdadeiro caminho espiritual é mais forte do que as razíµes que nos levaram a ele e aos poucos se impíµe, com amor, disciplina, e dignidade. Chega um momento em que olhamos para trás, lembramos do iní­cio de nossa jornada, entí£o rimos de nós mesmos. Fomos capazes de crescer, embora nossos pés percorressem a estrada por motivos que eram muito fúteis.

– Como descobrir que estou, pelo menos, andando com amor e dignidade neste caminho?

– Deus costuma usar a solidí£o para nos ensinar sobre a convivíªncia. í€s vezes usa a raiva para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando nos quer mostrar a importí¢ncia da aventura e do abandono.

“Deus costuma usar o silíªncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. í€s vezes usa o cansaí§o para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doení§a quando quer nos mostrar a importí¢ncia da saúde.

“Deus costuma usar o fogo para nos ensinar sobre a água. í€s vezes usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importí¢ncia da vida.”

– E o que fazer com a sensaí§í£o de culpa, que todos nós temos?

– Num dos momentos mais trágicos da crucificaí§í£o, um dos ladríµes percebe que o homem que morre ao seu lado é o Filho de Deus. “Senhor, lembra-Te de mim quando estiveres no Paraí­so”, diz o ladrí£o.

“Em verdade, estarás hoje comigo no Paraí­so”, responde Jesus, transformando um bandido no primeiro santo da Igreja Católica: Sí£o Dimas.

“Ní£o sabemos por que razí£o Dimas foi condenado a morte. Na Bí­blia, ele confessa a sua culpa, dizendo que foi crucificado pelos crimes que cometeu. Suponhamos que tenha feito algo de cruel, tenebroso o suficiente para terminar daquela maneira; mesmo assim, nos últimos minutos de sua existíªncia, um ato de fé o redime – e o glorifica.

“Lembre-se deste exemplo quando, por alguma razí£o, se julgar incapaz de seguir adiante o seu caminho.”

Carolena’s pilgrimage

If I’m not mistaken, it was the night of January the 13th when I saw ‘The Quest of the Sword’ on Paulo Coelho’s Blog. I was in disbelief… ‘The Quest of the Sword’ a Challenge by Paulo Coelho… I didn’t waste time reading on. A challenge that required to have read four of Paulo’s books, “The Pilgrimage” “By the Piedra River I Sat down and Wept” “Brida” and “The Devil and Miss Prym,” no problem so far, I’d read them all, and 12 tasks needed to be completed correctly and have photos as proofs in order to win one of Paulo Coelho’s Swords. Photos, this requires travelling, how exciting and how wonderful and what a genius idea. I read on, twelve tasks, Spain and France, walking through Paulo’s footsteps seeing all the places mentioned in the books that inspired him to write the stories, Wow… I wanted that Sword, the Sword that would make me worthy of a Warrior of the Light. But there was one problem that was stopping me, my financial situation. I knew it wasn’t the wisest idea, with the economy being the way it was and still is. Nevertheless, even if I wasn’t going to go, I wanted to solve the Enigma, I wanted to know exactly where all the twelve locations were so I started to delve into it, research it, dissect it, and the more I did, the more excited I became about it. Oh I wanted Paulo’s Sword so badly, I thought for sure I would do it at a later feasible time, perhaps in the summer, when I could walk the Camino instead of having to drive it and especially with the cold weather in the mountains of Spain and France, probably would be freezing cold and not the best time to go anyway. I decided that I was definitely going to do it at a later time. As I solved most of the 12 steps, I got struck by madness. I wanted that Sword with a passion and I thought, if I’m going to get it, I must go NOW. There is no point in waiting, a little cold never killed anyone, and besides, I still have the entire Atlantic Ocean to cross, and anyone who lives in Europe probably already started or would have a head start from me. Even if I didn’t get to win the sword, I might have the chance to see Paulo and that would make it all worth it. It didn’t take long to book a flight and rent a car. The car rental guy told me over the phone that I would need an International driver’s license otherwise they will not rent me a car. An international driver’s license? where in the world am I supposed to get that from? An automobile club he told me. The first thing I did after I hung up the phone was to call my automobile club, AAA . The lady over the phone said, “I’m sorry ma’am, it’s Saturday and all the offices are closed” Closed? No! Ok, Monday, how do I go about getting it Monday, I’m flying in the afternoon, I’ll have time in the morning.

To read the rest of her experience, please click here

Savin’ it up for Friday night (today!!!)

Oh Happy Day

Abbot Burkhard’s book is # 1!!!

Our host in Melk gets the place he deserves in the main magazine in Austria.